Archive for setembro \30\UTC 2009

>Dono de garagem Alexandre Zangarini é preso pela Polícia Federal na operação Maranello

Posted on setembro 30, 2009. Filed under: Alexandre Zangarini, garagem, operação Maranello, Polícia Federal, tráfico |

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O empresário de Cuiabá Alexandre Zangarini tem o nome confirmado entre os presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (29), na operação Maranello, desencadeada para desmantelar um esquema de tráfico internacional de drogas.

Zangarini foi dono de uma garagem de carros em Cuiabá. Inicialmante a informação era de que a empresa era a Maranello, de mesmo nome da operação, que faz referência à cidade italiana onde fica a sede da Ferrari. Contudo, representantes da Maranello entraram em contato com o Olhar Direto e explicaram que Alexandre nunca teve participação nesta empresa.

No entanto, informaçõe dão conta de que o empresário era dono de uma revendedora de automóveis importados, que se localizava na ragião central da capital e fechou repentinamente e logo caiu no esquecimento.

Fontes dão conta de que, atualmente, Alexandre é dono, ou acionista, de uma emissora de TV na Bolívia. Em outra ocasião, Zangarini foi testemunha de defesa de Marlon Marcos Baffa Pereira, que foi acusado de participar de um esquema de caça-níqueis na capital.

O advogado Edésio Ribeiro Neto, conhecido por “Binho” não está preso como muitos sugerem, mas possui o nome citado nas investigações e, possivelmente, é proprietário de um dos carros apreendidos. Os carros e outros bens apreendidos na operação devem ser utilizados como provas de suposta lavagem de dinheiro e participação no esquema.

Segundo a PF, s empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro do tráfico estavam em nome de membros da organização criminosa, de seus familiares e de terceiros. Tanto empresas “de fachada” quanto empresas ativas estavam situadas em três estados atuando com esse dinheiro em diferentes ramos como factorings, empresas de cobranças e até mesmo uma panificadora.

Binho possui várias passagens pela polícia, tendo sido acusado, inclusive, te ter planejado o assalto a joalheria Cléber Jóias, em 2004. Outros boatos davam conta de que o neto de um ex-desembargador teria sido preso ou citado no inquérito. A informação foi totalmente negada pela assessoria da PF.

Fonte: Olhadireto

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>Lojistas espera aumentar vendas em 5% com dia das crianças

Posted on setembro 30, 2009. Filed under: CDL, Dia das Crianças, economia, Lojistas, Serasa, SPC, vendas |

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Empresários de todo o país estão otimistas quanto ao crescimento em vendas no Dia das Crianças. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) estima um incremento de 5% sobre o resultado de 2008 que, comparado com o mesmo período de 2007, fechou em 19,12%, de acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao crédito -SPC/CDL Cuiabá. “Se antes a quase totalidade da preferência do consumidor era por brinquedos, ao longo dos anos este quadro foi ampliado, abrangendo grande procura por eletroeletrônicos, roupas e calçados”, disse José Alberto Vieira de Aguiar, presidente da CDL Cuiabá.


Já a pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial revelou que a parcela de varejistas que esperam aumento do faturamento no Dia das Crianças este ano em relação a mesma data de 2008 é de 49%, o maior patamar nessa expectativa entre as datas comemorativas deste ano. O Norte (57%), Nordeste (52%) e Centro-Oeste (55%) são as regiões mais otimistas quanto a aumentar o faturamento nesta data na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na sequência estão o Sudeste (49%) e o Sul (44%).


Presentes – Os empresários do varejo apontam que os presentes mais demandados neste Dias das Crianças são: brinquedos (68%); jogos eletrônicos (11%); celular (9%); roupas, sapatos e tênis (6%); eletrônicos (3%); chocolates e doces (1%); DVD/CD e livros (1%); computador e equipamentos (1%) e outros (1%).


Pagamento – De acordo com a Serasa Experian a forma de pagamento dos presentes nesta data comemorativa será 52% das vendas à vista e 48% a prazo. As expectativas sobre vendas à vista estão distribuídas nas seguintes formas de pagamento, em relação ao faturamento: Dinheiro (42%); cartão de crédito (21%); cheque (18%); cartão de débito (18%) e cartão da própria loja (1%).


Nas vendas a prazo, o cartão de crédito parcelado deve ficar com 41% do faturamento, o cheque pré-datado 33%, o financiamentos ou crediário 18%, cartão de débito parcelado 3%, cartão de loja parcelado 2% e outros 3%.

Fonte: A Gazeta

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>Padastro atento ao material esccolar da enteada segue coordenador do colégio levando-a para motel

Posted on setembro 30, 2009. Filed under: assedio sexual, colégio, Colégio Isaac Newton, coordenador do colégio, Padastro, pedofilia |

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O coordenador do Ensino Médio do Colégio Isaac Newton (CIN), Fernando Bicudo Salomão, 37, preso na noite de ontem (28), é acusado de assediar as alunas S.K.A., 16, e K.S.G., 16, desde o início do ano. Em depoimento no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), do bairro Planaldo, S. contou à Polícia Civil que, em janeiro desde ano, foi até a coordenação solicitar a sua transferência, pois não tinha condições financeiras para continuar na escola.

Segundo ela, Fernando Bicudo propôs, então, reduzir o valor da mensalidade, de R$ 164 para R$ 132, mas a menor disse que, mesmo com a nova proposta, não teria como continuar na escola. O coordenador a teria dispensado de pagar a 1ª mensalidade e fixado 11 parcelas de R$ 143, o que fez a aluna desistir da transferência.

No mês de agosto, conforme o depoimento da garota, Fernando teria oferecido R$ 50 para que S. realizasse um serviço de panfletagem, mas, logo depois, a chamou e disse para ficar com o dinheiro. Em troca dessas vantagens, Bicudo pediria para sair com a aluna, em que daria cantadas.

“Minha princesa, você sabe o quanto eu gosto de você. Do ano passado para esse ano, você ficou mais gostosa, ganhou um corpo massa. Queria ver você fora da escola. Você deve ser mais gostosa. Vamos marcar alguma coisa”, teria dito o professor, conforme um trecho do depoimento de S.

Com medo, a garota disse que passou a chamar sua amiga K.S.G para acompanhá-la quando fosse conversar com o professor. Em uma das conversas, na sala da coordenação, Fernando Bicudo teria afirmado que as notas de K. não estariam boas, e que as aumentaria.

Em outro momento, o professor teria entregue um envelope às garotas, com provas em branco e que foram aplicadas no 3º bimestre, para auxiliar nos estudos e tirar boas notas. Logo depois da aplicação dos exames, Fernando Bicudo teria começado a pressioná-las para uma “festinha a três”.

Na primeira tentativa de sair com uma das menores, ela disse que conseguiu escapar, ao encontrar com um ex-namorado. Depois de tanta pressão, as garotas decidiram sair com o professor, com objetivo de “tentar se livrar dele”.

“Ele levou provas para fazer no motel, para melhorar as notas. No local, uma das meninas simulou passar mal, alegando que estava grávida, enquanto a outra simulava ligações para o namorado. No motel, ele acariciou os seios e as coxas de uma das garotas e tentou beijar a outra”, diz outro trecho do depoimento de S.

Conversa institucional

Em seu depoimento à Polícia, o professor Fernando Bicudo afirmou que a conversa com as alunas era “institucional”, pelo fato de ele ser o coordenador do curso e que, sempre que elas faltavam, as procurava para saber o que estava acontecendo. Ontem, segundo ele, uma das garotas teria passado mal e solicitado dispensa da aula, por ele concedida. Além disso, elas teriam perguntado que ele ia fazer e que, se não tivesse nada, as levasse para tomar um refrigerante.

Logo depois, Bicudo disse ter ligado para a menor K.S.G., que o estaria esperando em frente à Clínica Femina. Em seguida, o professor teria pego as garotas e perguntado para onde elas queriam ir. Segundo ele, as menores teriam pedido para ir ao motel, pelo fato de ele ser casado.

Bicudo foi autuado em flagrante por assédio sexual. Mas, foi liberado horas depois, após pagamento fiança no valor de R$ 1,2 mil. O inquérito será encaminhado à Delegacia Especializada no Direito da Criança e do Adolescente (Deddica), e será presidido pela delegada Mara Rúbia de Carvalho, que irá investigar se o professor já havia realizado práticas semelhantes.

Entenda o caso

Fernando Bicudo foi preso na noite de ontem (28), com as duas alunas menores de idade em um quarto do Eros Motel, na saída para Chapada dos Guimarães. O padrasto da menor K.S.G, José Carlos de Oliveira, começou a desconfiar que tinha algo de anormal acontecendo com a garota, uma vez que ela recebia ligações fora de hora e estava estranha.

A partir daí, ele procurou a Deddica para relatar a delegada sua preocupação com sua enteada. A delegada informou que não era possível nomear um investigador para seguir a garota, mas se colocou à disposição caso precisasse, passando, inclusive o número de seu telefone para José Carlos.

Ontem, o padrasto decidiu levar sua enteada à escola e, de longe, ficou observando. Passado alguns minutos, ele viu a garota junto com sua amiga entrarem em um carro e começou a seguir o veículo. Quando percebeu que o condutor do veículo se dirigia para um motel, acionou a delegada, que, por sua vez, determinou que os investigadores Willian de Arruda Figueiredo e Otávio Cavalcante Bezerra fossem até o local.

Os investigadores entrarem no motel foram até o apartamento onde estavam as menores. Entraram, deram voz de prisão para Bicudo e os encaminharam para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Planalto, onde foram registrados o Boletim de Ocorrência e Auto de Flagrante.

Outro lado

A diretora pedagógica do CIN, Ivone Ghome, em entrevista na manhã desta terça-feira, afirmou que a instituição ficou surpresa com o fato, uma vez que o professor Fernando Bicudo, até então, não havia apresentado qualquer atitude que desabonasse sua conduta.

“O que nos conta é que sempre foi profissional idôneo e nunca apresentou qualquer indício de uma postura diferente. Ficamos perplexos, e tomamos a atitude de desligá-lo do nosso quadro de professores e da equipe pedagógica”, afirmou a diretora.

Em contato com o advogado que acompanhou Bicudo em seu depoimento, Ronaldo Coelho Dami, ele afirmou que está advogando para o professor e que somente o acompanhou na prisão.

Fonte:
Midianews
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>Felicidade e angustia de um vigarista

Posted on setembro 29, 2009. Filed under: angustia, Felicidade, vigarista |

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  • Por Arnaldo Jabor

“Doutora, eu procurei a psicanálise porque ando com um estranho sintoma: às vezes tenho o que vocês chamam de “sentimento de culpa…” Sinto-me como o chefão da família Soprano, com aquela psicanalista gostosa, com pernas lindas – as psicanalistas falam pelas pernas…

Tenho tido pesadelos: sonho que morri assassinado por mim mesmo, que estou preso com traficantes estupradores. Não mereço isso, eu, que sempre assumi minha condição de corrupto ativo e passivo..(não pense que é veadagem não, hein, doutora…Ha Ha Ha…) Não sou um ladrão de galinhas, mas já roubei galinhas do vizinho e até hoje sinto o cheiro das penosas que eu agarrava. Ha Há Ha…Mas hoje em dia, doutora, não roubo mais por necessidade; é prazer mesmo. Estou muito bem de vida, tenho sete fazendas reais e sete imaginarias, mando em cidades do Nordeste, tenho tudo, mas confesso que sou viciado na adrenalina que me arde no sangue na hora em que a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, vibro quando vejo os olhos covardes do empresário me pagando a propina, suas mãos trêmulas me passando o tutu, delicio-me quando o juiz me dá ganho de causa, ostentando honestidade e finge não perceber minha piscadela marota na hora da liminar comprada (está entre 30 a 50 mil dólares hoje), babo ao ver juizes sabujos diante de meu poder de parlamentar e fazendeiro rico.

Como, doutora? Se me sinto superior assim? Bem, é verdade…Adoro a sensação de me sentir acima dos otários que me “compram”, eles se humilhando em vez de mim.

Roubar dá tesão; me liberta. Eu explico: roubar me tira do mundo dos “obedientes” e me provoca quase um orgasmo quando embolso uma bolada. Desculpe…a senhora é mulher fina, coisa e tal, mas, adoro sentir o espanto de uma prostituta, quando eu lhe arrojo mil dólares entre as coxas e vejo sua gratidão acesa, fazendo-a caprichar em caricias mais perversas. È uma delicia, doutora, rolar, nu, em cima de notas de cem dólares na cama, de madrugada, sozinho, comendo castanhas e chocolatinhos do frigobar de um hotel vagabundo, em uma cidade onde descolei um canal de esgoto superfaturado. A senhora não imagina a volúpia de ostentar seriedade em salões de caretas que te xingam pelas costas, mas que te invejam secretamente pela liberdade cínica que te habita. Suas mulheres me olham excitadas, pensando nos brilhantes que poderiam ganhar de mim, viril e sorridente – todo bom ladrão é simpático. A senhora não tem idéia aí, sentada nesta poltrona do Freud, do orgulho que sinto, até quando roubo verbas de remédios para criancinhas, ao conseguir dominar a vergonha e transformá-la na bela frieza que constrói o grande homem. E, agora, este sentimentozinho de “culpa” tão chato…

Sei muito bem os gestos e rituais dos ladrões (tenho de usar esta palavra triste): sei fazer imposturas, perfídias, tretas, burlarias, sei usar falsas virtudes, ostentar dignidade em CPIs, dou beijos de Judas, levo desaforo para casa sim, sei dar abraços de tamanduá e chorar lagrimas de crocodilo…Sou ótimo ator e especialista em amnésias políticas. Eu já declarei de testa alta na Câmara:”Não sei nem imagino como esses milhões de dólares apareceram em minha conta na Suíça, apesar desses extratos todos, pois não tenho nem nunca tive conta no Exterior!”. Esse grau de mentira é tão íntegro que deixa de ser mentira e vira uma arte.

Doutora, no Brasil há dois tipos de ladrões colarinho branco:

há o ladrão “extensivo” e o “intensivo”.

Não tolero os ladrões intensivos, os intempestivos sem classe…Falta-lhes elegância e “finesse”. Roubam por rancor, roubam o que lhes aparece na frente, se acham no direito de se vingar de passadas humilhações, dores de corno, porradas na cara não revidadas, suspiros de mãe lavadeira.

Eu, não. Eu sou um cordial, um cavalheiro; tenho paciência e sabedoria, comecei pouco a pouco, como as galinhas que roubei na infância, que de grão em grão enchiam o papo…ah ah ah…Eu sou aquele que vai roubando ao longo da vida politica e ao fim de décadas já tem “Renoirs” na parede, lanchões, helicópteros, esposas infelizes, (não sei porque, se dou tudo a ela) filhos estróinas e malucos…(mandei estudar na suíça e não adiantou).

Eu adquiri uma respeitabilidade altaneira que confunde meus inimigos, que ficam na duvida se eu tenho mesmo a grandeza acima dos homens comuns. No fundo, eu me acho mesmo especial; não sou comum.

Perto de mim, homens como PC foram meros cleptomaníacos…Sou profissional e didático… Eu me considero um Gilberto Freyre da escrotidão nacional…

Olhe para mim, doutora. Eu estou no lugar da verdade. Este país foi feito assim, na vala entre o público e o privado. Há uma grandeza insuspeitada na apropriação indébita, florescem ricos cogumelos na lama das maracutaias. A bosta não produz flores magníficas? O que vocês chamam de “roubalheira”, eu chamo de “progresso” português, nada da frieza anglo-saxônica.

Eu sempre fui muito feliz…Sempre adorei os jantares nordestinos, cheios de muquecas e maracutaias, sempre amei as cotoveladas cúmplices quando se liberam verbas, os cálidos abraços de famílias de máfias rurais…Lembra da linda piscina verde em Canapi, no meio da caatinga, na época Collor? Adorava aquilo; era uma verdadeira instalação brasileira contemporânea devia estar na Bienal.

A senhora me pergunta por que eu lhe procurei?

Tudo bem; vou contar.

Outro dia, fui assistir a uma execução. Mataram um neguinho no terreno baldio. Ele implorava quando lhe passaram o fio-de-nylon no pescoço e apertaram até ele cair, bem embaixo de uma placa de financiamento publico. Na hora, até me excitei; tive uma ereção, confesso. Mas quando cheguei em casa, com meus filhos vendo “High School Musical” na TV, fui tomado por este mal-estar que vocês chamam de “sentimento de culpa”…

Por isso, doutora, preciso que a senhora me cure logo…Tem muita verba publica pintando aí, muita emenda no orçamento, empreiteiros me ligando sem parar…Tenho de continuar minha missão, doutora…”

Fonte: A Gazeta

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>Telecom Italia fez escutas ilegais contra Vivo, Telefônica e Telmex

Posted on setembro 28, 2009. Filed under: Brasil Telecom, Daniel Dantas, escutas ilegais, Ministério Público, Telecom, Telefônica, Telmex, TIM, Vivo |

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Em depoimentos à Justiça italiana obtidos pela Folha, ex-executivos da Telecom Italia (TI) revelam, em detalhes, que a operação de espionagem montada pela companhia no Brasil era muito mais abrangente do que se imaginava.


Sabia-se desde 2004 da guerra de contrainteligência entre a TI e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, pelo controle da Brasil Telecom, que contratara a agência de investigação Kroll para bisbilhotar os italianos, atingindo também integrantes do alto escalão do governo Lula. Pela primeira vez, contudo, vêm a público no Brasil relatos da atividade clandestina contra outras companhias: Vivo, Telefônica e Telmex (Claro e Embratel).


Giuliano Tavaroli, Fabio Ghioni e Angelo Jannone, todos ex-dirigentes da TI, contam, nos testemunhos aos quais a Folha teve acesso, como invadiram as redes de computadores dos adversários, admitem furto de documentos e falam até como um deles foi usado como “isca” pela Polícia Federal para prender um agente da Kroll no Rio de Janeiro.


Os três foram denunciados pelo Ministério Público de Milão em julho do ano passado, com outros 31 envolvidos no caso, por violar sistemas de informática e fazer escutas ilegais contra pessoas na Itália e no exterior em defesa dos interesses da TI.


Eles foram afastados da empresa italiana, cuja direção atual costuma dizer que os episódios aconteceram em administrações anteriores.


No Brasil, a TI é dona da operadora de telefonia celular TIM. Foi por muitos anos também acionista da Brasil Telecom, numa sociedade conturbada marcada por brigas com Daniel Dantas e os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef).


Além dos testemunhos, prestados em 2007, a polícia italiana também apreendeu com os investigados CDs e pen drives com os arquivos extraídos das companhias adversárias. Os documentos são listados no processo, que tramita no Tribunal Civil e Criminal de Milão. A reportagem teve acesso a mais de 700 mil páginas reunidas pela Justiça italiana.


Há e-mails, arquivos de texto, planilhas etc. No processo, os documentos são transcritos apenas de forma genérica.


“No que concerne ao material subtraído da sociedade Vivo e Telmex efetivamente lembro que [Giuliano] Tavaroli anunciou a exigência de adquirir informações sobre vários concorrentes no Brasil, […] de recorrer a ataque preventivo contra concorrentes particularmente aguerridos […]”, contou Ghioni, ex-vice-diretor de Segurança da TI.


Ele se reportava diretamente a Tavaroli, então diretor mundial de segurança da companhia e apontado pelo Ministério Público de Milão como o cabeça do esquema de espionagem da TI.

Ghioni, por sua vez, era o principal integrante da “Tiger Team”, grupo de hackers comandado por Tavaroli. “No que se refere à sociedade Vivo, poderia tratar-se de material subtraído no local, enquanto em relação à Telmex é possível que tenha sido interceptada a webmail”, completou Ghioni.


Na casa de Tavaroli foi encontrado um pen drive com vários documentos da Vivo, controlada pela espanhola Telefónica e pela Portugal Telecom.


Na casa de outro membro da “Tiger Team”, Andrea Pompili, foi apreendido um CD com arquivos da Telefónica aparentemente confidenciais, segundo a Justiça italiana.


“No suporte estão de fato memorizados os resultados dos desvios […] na Telefónica […] contendo informações provavelmente reservadas e obtidas presumivelmente através de manipulação dos URL [endereços na internet].”

Diversos meios
Ghioni explicou como se davam as invasões, podendo ser adotados diferentes meios, dependendo das circunstâncias. Um dos mais empregados ocorria da seguinte forma: eles criavam um e-mail fictício igual ao de uma pessoa conhecida do alvo desejado. Era então enviada uma mensagem contendo um programa espião chamado “animaletto.txt”.


Como o remetente parecia confiável, o destinatário abria o e-mail, dando-se então a instalação do “spyware”, que passava a remeter para o hacker os arquivos contidos no computador atacado.

Para dificultar a origem da pirataria telemática, caso fosse descoberta, Ghioni usava servidores (computadores que proveem dados e serviços a redes como a internet) localizados nos Estados Unidos, Coreia, Malásia e Tailândia.


Em 2005, os fundos de pensão, em acordo com o Citibank, conseguiram destituir o Opportunity da administração da Brasil Telecom. Foi então selecionada a consultoria Angra Partners para gerir a BrT.


Os integrantes da “Tiger Team” também invadiram os computadores da Angra Partners em 2005, segundo admitiu Ghioni em seu depoimento à Justiça italiana.


Em 2004, a PF iniciou a Operação Chacal, que investigou suposta atividade ilegal da Kroll no Brasil, a mando de Daniel Dantas. Paralelamente ao trabalho da PF, os italianos promoveram uma série de ações contra os agentes da Kroll. Numa delas, em um hotel no Rio, invadiram o computador de um deles e roubaram vários arquivos, que depois foram selecionados e gravados em um CD entregue à PF.


Em outra passagem, Angelo Jannone, ex-chefe da Segurança da TI para América Latina, ajudou os policiais brasileiros a prender um colaborador da agência americana de investigação. “Eu tive de servir de isca para a Polícia Federal”, contou Jannone à Justiça italiana.

Folha: Folha de S. Paulo

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>A perereca paralisa o Rio de Janeiro

Posted on setembro 28, 2009. Filed under: Amazônia, Câmara, Congresso, paralisa, perereca, Rio de Janeiro, Senado |

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Por Carlos Chagas

Deve ser preso, não mais como doido, mas como criminoso, todo aquele que se insurgir contra medidas destinadas a defender o meio ambiente. Sustentar a queima indiscriminada da Amazônia, por exemplo. Ou a transformação de florestas em pastos para produzir capim para as vacas comerem. A poluição dos rios com mercúrio e com esgotos sem tratamento. O uso abusivo do carvão e até a ampliação das frotas automotivas movidas a derivados do petróleo. Se quiserem, mesmo a distribuição de saquinhos de plástico nos supermercados, para transportar compras.


Tudo, no entanto, tem limite. A ecologia não pode atropelar o bom senso. Muito menos o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida para o ser humano.


No fim de semana que passou fomos surpreendidos com a notícia da interrupção das obras de construção do Arco Rodoviário do Rio, em 77 quilômetros de pistas de circulação de veículos até o porto de Itaguaí, solução capaz de duplicar sua capacidade de exportação. Obras incluídas no PAC, já em andamento, no valor de um bilhão de reais.


O motivo? O perigo de perturbação da reprodução de uma espécie rara de perereca de dois centímetros, única no mundo, que se reproduz no trecho da floresta por onde passaria a nova rodovia. A physalaemus soaresi levou o ministério do Meio Ambiente, através do Instituto Chico Mendes, a revogar a licença ambiental para a obra prevista para conclusão em fevereiro. Já não vai mais, paralisados que estão tratores, escavadeiras e caminhões empenhados em implantar o Arco Rodoviário fluminense.


Convenhamos, parece piada. Será que as pererecas estabelecidas no meio do caminho não encontrariam condições para adaptar-se a viver alguns metros à direita ou à esquerda das pistas, onde o pântano, a vegetação e a floresta estarão conservados?


Os exageros ecológicos parece não terem limite, movidos pela ingenuidade de uns e a malandragem de outros. Porque tem gente interessada em impedir o crescimento do porto de Itaguaí. Os mesmos que pretendem manter a Amazônia como um imenso jardim botânico posto à margem da civilização. Aqueles que ainda no governo Fernando Henrique interromperam as obras de implantação da hidrovia Cáceres-Bacia do Prata, essencial ao escoamento da soja e demais produtos do Centro-Oeste a custos muito menores do que exporta-los por rodovia até Santos e Paranaguá. A razão? O mal-estar que causaria ao peixinho dourado de um igarapé perdido entre as barrancas do rio Paraná. O que dizer da proibição do asfaltamento da estrada Manaus-Porto Velho? Dos empecilhos às hidrelétricas de Mato Grosso e Amazonas? E tantas barbaridades ambientais a mais, que nada tem a ver com o aquecimento global.


Com todo o respeito, a perereca tem gerado incontáveis conflitos na história da Humanidade, desde a guerra de Tróia. Mas que viesse a prejudicar o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro, só mesmo com a colaboração do governador Sérgio Cabral.

O FANTASMA DO VELHO

Revelou o senador Pedro Simon, dias atrás, que alta madrugada, em certas praias isoladas do litoral de São Paulo, os pescadores costumam ver passar um vulto alto, careca e descalço, acenando para eles. Não duvidam ser o dr. Ulysses, até hoje perdido no mar.


O senador pelo Rio Grande do Sul prevê mudanças na visão dos pescadores. Logo o vulto, em vez de acenar amigavelmente, mostrará um chicote numa das mãos, anunciando utilizá-lo em breve. Onde? Na direção nacional do PMDB, expulsando de lá os vendilhões do partido.


Simon não se conforma com o fato de o PMDB não lançar candidato próprio à presidência da República e, mais ainda, de estar em andamento a operação para fazer de Michel Temer candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff. Para ele, não demora muito para o presidente licenciado do partido defrontar-se com o dr. Ulysses, prestes a trocar por um momento o litoral paulista pela capital federal…

FUROU O SACO DE MALDADES

Política é a arte de esconder o pensamento, já escreveu alguém. Mesmo assim, parece difícil aceitar como falsa e enganosa a afirmação da imensa maioria das bancadas governistas na Câmara e no Senado, de que novos impostos não serão aprovados no Congresso. A gente sempre desconfia de que nomeações, benesses, liberação de verbas e sucedâneos podem mudar férreas opiniões, mas às vésperas das eleições gerais do ano que vem, parece impossível acreditar na aprovação do novo imposto sobre o cheque e na taxação das cadernetas de poupança pelo imposto de renda. Seria um desatino, em especial quando o governo não se cansa de apregoar havermos saído da crise, estando o Brasil em excepcional patamar de desenvolvimento social e econômico.


A criação desses novos impostos, anunciados pela equipe econômica, contraria de alto a baixo a propaganda oficial. Arrisca o sucesso das próximas etapas do governo Lula, a começar pela tentativa de eleição de Dilma Rousseff. Não haverá um candidato sequer, entre os demais, que não venha a servir esse prato indigesto em sua campanha.


Pelo jeito, o saco de maldades de Mantega, Meirelles e companhia está furado. Mas garantir, ninguém garante…

QUASE IMBATÍVEL

Gerou preocupação no PT e no PMDB o rescaldo da reunião do fim de semana entre José Serra e Aécio Neves, em Natal, Rio Grande do Norte. Porque os dois candidatos tucanos, mesmo negando de pés juntos, estão mais próximos do que nunca da formação de uma chapa única no PSDB para disputar a sucessão do ano que vem. O DEM já deu sinal de que não se oporá, mesmo abrindo mão da tradicional compensação de indicar o candidato a vice.


Minas tem hoje 22 milhões de eleitores. De barato, 20 milhões estão com Aécio e não abrem,mesmo se o governador vier a ser o companheiro de chapa de Serra. De São Paulo, o governador não sairá com menos de 15 milhões de votos. Basta projetar esse volume para se ter a noção de que a dobradinha, salvo engano, deixa bem para trás a concorrência.


É cedo para conclusões, mas de cada líder de partido que recebe a hipótese ouve-se a mesma resposta: “uma chapa quase imbatível…”

Fonte: Claudiohumberto

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>Lula, o bobo de Chávez

Posted on setembro 28, 2009. Filed under: bobo de Chávez, Brasil, embaixada do Brasil, Lula, Manoel Zelaya, Tegucigalpa, Venezuela |

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Ricardo Noblat

O que pode ser pior? Acreditar que Lula foi de fato surpreendido com a chegada à embaixada do Brasil em Tegucigalpa do presidente deposto Manoel Zelaya? Ou imaginar que a volta de Zelaya ao seu país foi uma operação do consórcio Brasil-Venezuela? Coube a Hugo Chávez despejar a carga nos jardins da embaixada. A Lula abrigá-la em segurança.

Ajeita daqui, ajeita dali, ficou assim a história oficial da mixórdia contada com pequenas diferenças por Chávez, Zelaya e porta-vozes informais de Lula. Na manhã da última segunda-feira, Xiomara Castro, mulher de Zelaya, procurou Francisco Catunda, o encarregado de negócios da embaixada do Brasil em Honduras e única autoridade ali presente.

Por escolha pessoal, Catunda é um diplomata de terceiro escalão que está perto de se aposentar. Poderia ter sido embaixador. O poeta João Cabral de Melo Neto, por exemplo, foi embaixador em Honduras. Catunda, porém, truncou sua própria carreira ao recusar cargos que o levariam a servir em locais distantes do Ceará, onde nasceu. É fissurado em Fortaleza.

Para genuíno espanto de Catunda, Xiomara lhe disse que Zelaya estava dentro de um carro a poucos metros da sede da embaixada. Em seguida, orientou-o a consultar seus superiores sobre o desejo de Zelaya de obter refúgio. Catunda telefonou para Brasília, que por sua vez alcançou Lula voando para Nova Iorque. Depois do susto, Lula respondeu: tudo bem.

A se acreditar na história oficial, portanto, Chávez armou para cima de Lula. Com meios fornecidos por ele, Zelaya tentara antes duas vezes regressar a Honduras. Da primeira só conseguiu sobrevoar o aeroporto de Tegucigalpa em avião cedido por Chávez. Da segunda foi barrado na fronteira com El Salvador. Fez uma graça, tomou uns tragos e foi embora.

Quem anunciou triunfante o paradeiro de Zelaya uma vez instalado na embaixada do Brasil? Chávez, ora. De duas, uma: ou faltou coragem a Lula para dizer algo do tipo “ninguém empurra nada goela abaixo do Brasil” e negar hospedagem a Zelaya, ou ele concluiu rapidamente que seria uma boa virar um dos protagonistas da crise hondurenha.

Por que Chávez não mandou Zelaya para a embaixada da Venezuela? Porque sabe que não conta com a simpatia internacional Lula conta de sobra. Por que não mandou Zelaya para a embaixada dos Estados Unidos? Porque lá ele só seria acolhido na condição de asilado. E asilado tem de obedecer a regras seculares de asilo. Uma delas: manter o bico fechado.

Zelaya transformou a embaixada do Brasil na casa da mãe Juanita. Um dia depois de sua chegada, a embaixada estava ocupada por cerca de 300 partidários dele, incluídos guarda-costas armados, uma equipe de televisão da Venezuela, outra de uma rádio local e, sim, um blogueiro norte-americano. Blogueiro é uma praga. Está por toda parte.

Lula deu ordem a Zelaya para não fazer conchavos dentro da embaixada. Brincou, não foi? Como não pode fazer do lado de fora, e como está na embaixada justamente para fazer conchavos capazes de lhe restituir o poder, Zelaya ignorou a ordem de Lula. Passou a conceder audiências a quem o procura. E a dar dezenas de entrevistas diárias.

O dono do pedaço é Zelaya. O Brasil emprestou sua soberania para que Zelaya tente derrubar o governo que substituiu o dele. Se a história oficial for mentirosa, se existirem de fato manchas verdes e amarelas na operação de retorno de Zelaya a Honduras, o Brasil deu uma de país imperialista interferindo diretamente nos assuntos internos de outro país.

Mas se a operação carregou com exclusividade as cores da Venezuela, por mais que me doa à alma isso significa dizer que Chávez fez Lula de bobo (nada de inédito). Pois ao fim e ao cabo, o resultado será o mesmo: a interferência nos assuntos internos de Honduras do Brasil candidato a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país do “cara”, do pré-sal e da marolinha vencida vapt-vupt.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br

BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat – Fonte: A Gazeta

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>Bem vinda segunda-feira sob as Audácias da esperança

Posted on setembro 27, 2009. Filed under: Afeganistão, Audácia, Barack Obama, engajamento, esperança |

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Ao anunciar uma “nova era de engajamento” dos Estados Unidos no cenário global, o discurso de estreia de Barack Obama na Assembleia Geral das Nações Unidas formalizou uma nítida mudança de perspectivas diante da inflexibilidade que caracterizou a Era Bush.


A virada na política externa de Washington não se resume a lances de retórica, ainda que seja este um campo que Barack Obama domina com particular facilidade. Para citar um exemplo comezinho, mas sem dúvida expressivo, observe-se que as desconfianças do governo Bush com relação à ONU levaram os Estados Unidos ao ponto de nem mesmo honrar seus compromissos com a manutenção financeira da entidade. Saldou-se, com Obama, a dívida material -e o passivo político, por sua vez, parece aos poucos reequilibrar-se também.


Por mais necessário que seja afastar expectativas irrealistas quanto ao papel das Nações Unidas, o governo Barack Obama sem dúvida está correto em investir nas capacidades de influência e de negociação dos Estados Unidos sobre a entidade, em vez de contar exclusivamente com as primazias de sua posição como superpotência militar.


Outro sinal importante no rumo das iniciativas multilaterais foi a presença pessoal de Obama na reunião do Conselho de Segurança da ONU, onde nesta quinta-feira aprovou-se por unanimidade uma resolução histórica contra a proliferação das armas nucleares. O clima para esse compromisso foi sem dúvida facilitado por um gesto concreto de distensão com a Rússia: o recuo americano no projeto de instalar mísseis no Leste Europeu.


Não são poucos, todavia, os obstáculos à relativa abertura proposta pela gestão democrata na política externa. Dificilmente os Estados Unidos poderão contribuir para a definição de metas específicas na questão do aquecimento global, objeto de conferência a ser realizada em Copenhague (Dinamarca) no próximo mês de dezembro. Obama depende, para qualquer proposta concreta nesse sentido, do beneplácito do Congresso.


Como ocorre com outras iniciativas no plano interno -vale citar a polêmica, que polariza as forças políticas do país, em torno de seu projeto de assistência à saúde-, tudo depende da capacidade de Obama para manter o elã renovador que acompanhou sua vitória eleitoral. Esvaiu-se nitidamente, contudo, o capital político do novo presidente. Desde o início do ano, subiram de 20% para 40% os seus índices de reprovação.


Dos dilemas no Afeganistão ao encaminhamento da recuperação econômica, o cerco da realidade concreta vai estreitando a margem de atuação do presidente americano -e seu desempenho internacional, embora lhe renda dividendos no curto prazo, depende de uma sustentação interna que parece bastante insatisfatória no momento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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>Pré-sal atrai ao Brasil a maior feira do petróleo

Posted on setembro 27, 2009. Filed under: Offshore Technology Conference, OTC, petróleo, Petrobras, pré-sal, Riocentro |

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Famosa no mundo do petróleo como a maior feira do setor, a OTC (Offshore Technology Conference), realizada anualmente em Houston, nos Estados Unidos, vai lançar seu primeiro “filhote”- e no Brasil. Em 2011, atraídos pela movimentação em torno do pré-sal, os organizadores vão trazer uma versão do evento para o Rio de Janeiro.

A OTCB (Offshore Technology Conference-Brazil) será realizada a cada dois anos, quando não houver a tradicional e também bienal feira brasileira Rio Oil and Gas.

Para John Chadderdon, presidente da Quest Offshore, parceira da OTC americana, a decisão “mostra definitivamente o interesse da indústria mundial pelo Brasil”.
“O Brasil é uma estrela ascendente no mundo do petróleo”, diz Chadderman. “Qualquer empresa especializada em tecnologia e serviços offshore no mundo tem que considerar estar presente no Brasil”.

Segundo o especialista, as empresas de serviços de petróleo estão concluindo que estar no Brasil é importante não só pelo pré-sal brasileiro. Um escritório no país também pode servir de plataforma para atendimento de outros mercados, como o oeste africano.

O litoral oeste da África tem formação geológica semelhante à do Brasil, o que leva a supor que haja reservatórios de petróleo na camada abaixo do sal, semelhante aos que vêm sendo pesquisados no Brasil.

A OTC atrai empresas especializadas na exploração e produção de petróleo no mar, além de prestadores de serviços tecnológicos às empresas. Os expositores discutem os principais avanços tecnológicos.

No Brasil, o foco serão a exploração e produção de águas ultraprofundas. “O país tem o atrativo adicional de ter a Petrobras, uma das líderes mundiais em águas ultraprofundas. Estamos muito satisfeitos em trazer o evento para cá”, diz Chadderman.

Este ano, a OTC realizou sua 40ª edição, em maio. A Petrobras, porém, cancelou a ida de seus principais executivos porque, na ocasião, o surto de gripe A estava concentrado nos Estados Unidos.

Segundo Chadderman, a OTCB será realizada no centro de convenções Riocentro, no Rio de Janeiro.

Fonte: Folha de S. Paulo

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>Um moreno alto, bonito e sensual

Posted on setembro 27, 2009. Filed under: bonito, células-tronco, esperma, moreno alto, O Médico e o Monstro, sensual |

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Tudo bem que a ciência não pode parar assim como o mundo não para de girar. Mas daí acompanhar cabeça de cientista a la “O Médico e o Monstro”, sei não… a coisa anda ficando meio sem rumo. Uma das novas girando no universo dos pesquisadores fala da criação de um “esperma sintético”. Eles seriam produzidos através de células-tronco que, convenhamos, estão se transformando na solução de todos os problemas de saúde da humanidade. Não sou contra as experiências com as células-tronco. Ao contrário, elas têm avançado bastante e vão garantir a cura de várias doenças. Mas esperma sintético??? Coisa esquisita!!!

Num mundo onde homens e mulheres estão cada vez mais separados por relacionamentos conflituosos, inventar o esperma sintético parece ser realmente o que faltava para tornar ainda mais galáctica essa distância. Não tenho a menor ideia de como seria um esperma sintético, mas se serão feitos a partir de células-tronco terão um certo padrão, diria, genético. Na verdade, nenhum cientista estendeu muito a conversa sobre o esperma que será fruto de um tubo de ensaio, entretanto, pode-se supor que ele estaria disponível tal qual outros milhares já preparados em clínicas de fertilização.

Pensando bem, se o amor anda mais virtual do que real, por que não reproduzir a vida artificial, tal qual em filmes de ficção científica? Afinal a inteligência do homem vive uma disputa incessante com a natureza. Uma verdadeira maratona para se chegar a respostas sobre a origem das espécies. As teorias dos mais espertos cientistas jamais atingiram níveis aceitáveis, porque o pensamento soa ilógico. Há sempre algo a se contestar. Sem falar dos preceitos religiosos, que permeiam a criação do universo e o nascimento do homem. Ninguém nunca vai conseguir responder aquelas duas questões básicas: de onde eu vim ou para onde vou?

Mas de volta aqui ao esperma sintético, meu pensamento dá uma viajada e começo a imaginar o êxito da experiência e, por conseguinte, a distribuição do produto que faz, junto aos óvulos femininos, nascerem as criancinhas. Talvez o esperma artificial venha em embalagens de fácil manuseio, muito mais prático que os gerados nas tradicionais relações sexuais. Onde, convenhamos, o espertinho que fecunda o óvulo nem sempre tem a precisão de um fabricado em laboratório, com prazo de validade em dia e em condições apropriadas à utilização.

De repente visualizo um frasco de espermas artificiais, semelhante quem sabe a um frasco de adoçante artificial. Não. Melhor seria em apresentação injetável ou quem sabe em forma de creme vaginal com aplicador para chegar direto bem lá no fundo do útero. É porque como drágeas, comprimidos ou de colheradas em suspensão seria meio complicado. O legal é imaginar as mulheres nas farmácias, as melhores do ramo, é claro, pedindo ao balconista:

– Moço, me veja aí…. ahhhh…. aquele produto que faz engravidar?

E vai o vendedor na contrapergunta:

– Quer menina, menina ou tanto faz? Loiro, moreno… olhos claros, castanhos escuros?

A mulher por sua vez indaga sobre o preço e o efeito e o balconista responde.

– É um pouco caro, mas em exatos 9 meses o resultado aparece.

E ela diz, pensando que pode depurar a espécie:

– Me dá aí um garoto, moreno, olhos verdes, que fique com no mínimo 1m85, boa aparência, com tendência genética a ser um gentleman. Bem dotado… em prendas domésticas, que goste de boa música, de cinema, de ciclismo e inteligente…

O vendedor interrompe a descrição e vasculha as prateleiras. Acha um genérico e oferece:

– Olha, com esses itens eu sou tenho um genérico e sem garantia aquela estendida. Vai arriscar? O preço é bom. Tá até em promoção! Você leva e ganha um kit papinha para o futuro bebê.

Não restando outra alternativa, ela se rende. E a historinha de Adão e Eva do século 21 começa assim: sem a maçã, sem a cobra e com um produto de segunda linha.

Autora: Margareth Botelho é jornalista.Email:margareth@gazetadigital.com.br

Fonte: A Gazeta

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