Archive for novembro \30\UTC 2010

>Tiroteio entre aliados atrasa escolhas de Dilma

Posted on novembro 30, 2010. Filed under: Dilma |

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Candidatos ao Ministério são alvos de dossiês

A presidente eleita, Dilma Rousseff, passou mais de seis horas ontem discutindo com seus coordenadores Antonio Palocci, futuro ministro da Casa Civil, e José Eduardo Dutra, presidente do PT, as demandas dos partidos aliados para a composição do novo governo.
Na reunião na Granja do Torto, houve queda de braço entre partidos e até entre aliados de uma mesma legenda: vetos, dossiês e denúncias contra nomes apresentados.
Essa artilharia tem dificultado a escolha de titulares de pelo menos cinco ministérios estratégicos: Saúde, Previdência, Integração Nacional, Cidades e Transportes.
O PMDB é a situação mais delicada. O principal nome do partido para a pasta das Cidades, o ex-governador Moreira Franco, foi vetado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).
Cabral deixou clara sua contrariedade com o fato de o partido ter indicado um peemedebista do Rio sem seu aval.
Dilma decidiu repassar a pasta das Cidades para o PMDB, compensando a sigla pelo remanejamento de outros ministérios, como Comunicações e Integração Nacional. Mas não sabe como resolver essa disputa interna.
A contrariedade de Cabral cresceu com a chegada, ao núcleo da transição, de um dossiê com dados contra o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, cotado para o Ministério da Saúde. O dossiê cita investigação sobre denúncias de compra de medicamentos sem licitação na gestão de Cortês.
Outra vítima de dossiê foi o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), escolhido pela bancada do PMDB na Câmara para a Integração.
A informação repassada é que Castro pegou um empréstimo milionário com o Banco do Nordeste (BNB) para implantar um programa de irrigação no Piauí que não foi adiante. Castro confirmou um empréstimo feito por ele e seus irmãos há 15 anos, mas disse ter renegociado a dívida.
— Peguei um empréstimo para um projeto de produção de manga que não frutificou por causa do clima na região. Mas a dívida foi renegociada e está sendo paga — disse Castro.
O Ministério da Integração Nacional está no centro de outra guerra declarada pela bancada do PT do Nordeste, assunto também levado por Dutra a Dilma.
Os petistas nordestinos reclamam da “hegemonia absoluta do PT de São Paulo” entre os nomes conhecidos para a equipe: Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e José Eduardo Dutra (Justiça).
Os governadores petistas Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE) lideram um movimento da bancada de deputados e senadores do PT do Nordeste para indicar o ministro da Integração Nacional.
O PSB do governador Eduardo Campos (PE) também quer esse ministério.

Fonte: Blog do Noblat 

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>O poder da Vitamina D

Posted on novembro 29, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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Apesar de cada dia surgir no mercado mais e mais complexos vitamínicos que podem suprir necessidades orgânicas vitais, ninguém sabe direito escolher qual deles é o melhor e mais adequado.
 
Agora uma pesquisa britânica apontou a vitaminha D como grande protetora do corpo humano contra doenças ligadas a condições genéticas como câncer, diabetes, artrite e esclerose múltipla.
 
A vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo pela exposição ao sol, mas a substância está presente também em peixes e crustáceos e, em menor quantidade, em ovos e leite.
 
Mas acredita-se que até um bilhão de pessoas em todo o mundo sofram de deficiência de vitamina D pela pouca exposição ao sol.
 
Já se sabia que a falta de vitamina D podia levar ao raquitismo e havia várias sugestões de ligações com doenças, mas a nova pesquisa, publicada pela revista especializada Genome Research, é a primeira que traz evidências diretas de que a substância controla uma rede de genes ligados com doenças.
 
Os cientistas afirmam também que o consumo de suplementos de vitamina D durante a gravidez e nos primeiros anos de vida do bebê, podem ter um efeito benéfico sobre a saúde dele quando se tornar adulto.
 
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>Líder do tráfico na Baixada foi morto no Alemão, afirma PM

Posted on novembro 29, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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Moradores caminham por fuzileiros navais e tanques em um
dos acessos da favela da Grota
A Polícia Militar confirmou que o traficante Luis Carlos Nesse José, conhecido como “Di Vidro”, foi morto nesta segunda-feira (29) durante um confronto no Complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro), área ocupada ontem pela polícia. 
O criminoso, do Comando Vermelho, seria o chefe do tráfico da comunidade Mangueirinha, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), e a recompensa no Disque-Denúncia por informações sobre ele era de R$ 2.000,00.
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>O GPS do Lula

Posted on novembro 29, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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“Afinal, de que adiantou eleger uma mulher se o homem vai continuar mandando?”   (Roberto Jefferson, presidente do PTB) 

 
 Inédito! Extraordinário! Fantástico! Inacreditável! Nunca antes na história deste país um presidente da República indicou tantos nomes para posições estratégicas do governo que sucederá ao seu. O caso de Tancredo Neves foi diferente. Eleito, ele nomeou o ministério e morreu sem tomar posse. José Sarney, seu vice, assumiu o governo alheio.

Os presidentes costumam dispor de uma cota pessoal de cargos para preenchê-los com gente de sua estrita confiança. Ora são pessoas a quem devem favores. Ora pessoas que admiram e que gostariam de ter ao seu lado. A cota pessoal de Lula no seu primeiro governo foi modestíssima. A rigor, ele não dispôs de mais do que cinco cargos.

A saber: Comunicação (Luiz Gushiken); Justiça (Márcio Thomaz Bastos); Minas e Energia (Dilma Roussef); Planejamento (Guido Mantega) e Imprensa (Ricardo Kotscho). Antonio Palocci, ministro da Fazenda, deveu sua nomeação à necessidade de tranqüilizar o mercado financeiro. José Dirceu, da Casa Civil, a ele mesmo e ao PT.

Pois bem: salvo mudanças de última hora, Lula emplacou no governo ainda em fase inicial de formação o ministro da Fazenda (Mantega), o chefe da Casa Civil (Palocci), o Secretário Geral da presidência (Gilberto Carvalho), o ministro do Planejamento (Míriam Belchior) e o presidente da Petrobrás (José Sérgio Gabrielli). Está bom?

Adiante. Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, será transferido para outro ministério. Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, ganhará outro cargo de igual importância. Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula, agora será assessor especial de Dilma. E Nelson Jobim poderá seguir como ministro da Defesa.

Lula deixou Pernambuco ainda menino na companhia da mãe e dos irmãos com destino a São Paulo, onde reencontraria o pai. Mas deve ter lido a respeito dos “coronéis” nordestinos que mandavam na vontade dos seus dependentes. Chico Heráclio, de Limoeiro, foi um deles e talvez o mais famoso. Veremundo Soares, de Salgueiro, outro.

No processo de escolha de Dilma para candidata à sua sucessão, Lula atuou como se fosse um desses coronéis de antigamente. E pelo menos 10 partidos políticos se renderam à sua indicação. E em seguida se renderam quase 56 milhões de eleitores. A maioria desses elegeu Dilma porque ela era “a mulher de Lula”.

Se precisassem, os “coronéis” nordestinos ameaçavam com a força aqueles que hesitavam em obedecer às suas ordens. O triunfo de Lula deve-se ao seu carisma, a boa avaliação do seu desempenho, aos resultados positivos do seu governo e ao espantalho brandido com eficiência de que a oposição mudaria tudo se chegasse ao poder.

Presidente algum terá mais condições de monitorar seu sucessor do que Lula. No início da administração Dilma e – sabe-se lá até quando -, o Palácio do Planalto funcionará como uma espécie de bunker lulista. Se Lula quiser, Dilma não dará um suspiro sem que ele seja informado, não discutirá uma idéia sem que ele fique sabendo na hora.

Acaba de ser inventado o GPS presidencial – e Lula foi seu inventor. Dilma sabe o que a espera. E parece conformada. Afinal, deve a presidência a Lula, exclusivamente a ele. O que conferirá legitimidade política ao seu mandato serão os resultados do seu governo. Aí ela poderá vir a desfrutar de uma margem maior de autonomia.

Em conversa com os poucos amigos que tem, Dilma admitiu que a transição entre o governo Lula e o dela não terminará no dia de sua posse em 1º de janeiro. Num cálculo otimista, imagina que ela se arrastará durante um ano ou pouco mais. Quer dizer: só lá para 2012 Dilma poderá vir a ter um governo para chamar de seu.

A poderosa ex-chefe da Casa Civil, que infundia terror até entre seus colegas, está sendo fraca ou apenas hábil e realista ao se curvar aos desígnios do seu mestre? Só o futuro dirá. Em tempo: Lula quer manter Fernando Haddad no Ministério da Educação.

Fonte: Blog do Noblat

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>Lula fica devendo à Amazônia

Posted on novembro 29, 2010. Filed under: Amazônia |

>Por Carlos Chagas*

Apesar de ter realizado muito, o presidente Lula termina o segundo mandato sem ter realizado tudo. Ele mesmo reconheceu em entrevista, dias atrás. No rol das realizações imprescindíveis mas não realizadas, encontra-se a questão da aquisição de terras por estrangeiros, na Amazônia. Eles continuam comprando glebas como quem compra bananas. Faz tempo que o país foi alertado para essa omissão do governo, mas nada aconteceu. O líder do PSDB no Senado, por sinal não reeleito no último outubro, Arthur Virgílio, foi o primeiro a denunciar a brecha aberta pela Lei de Concessão de Florestas Públicas, aprovada em 2005. Para ele, era inadmissível que um milionário sueco-americano se tivesse vangloriado de haver adquirido, na Amazônia, área igual à da Grande Londres, da qual, através de parcerias com grandes grupos internacionais privados, anunciou que buscaria tirar proveito comercial, explorando e vendendo tudo o que existisse em seus limites, da madeira à biodiversidade e ao subsolo. O indigitado personagem chegou a declarar à imprensa dispor de força política para mudar o protocolo de Kioto, assinado pelas principais nações do planeta, em defesa do meio ambiente. Seria, como está sendo, uma espécie de “liberou geral” na Amazônia.
Arthur Virgílio cobrou providências do governo federal e do governador do Amazonas, para quem, conforme acentuou, tratou-se da aplicação da lei entre dois entes privados, não cabendo intervenção do poder público.
É preciso descer à raiz do problema. Essa lei celerada foi proposta ao Congresso pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que até antes de sua aprovação pelo Congresso fez propaganda dela na Europa, convidando empresários e governos a adquirirem parcelas da floresta amazônica. Veio o governo Lula e imaginou-se a retirada do projeto, por bater de frente com a pregação do candidato, retoricamente nacionalista e cultor da soberania nacional. Ledo engano. O Lula seguiu na mesma linha e fez aprovar a lei, que sancionou sob os aplausos da então ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e do PT.
Pelo texto, qualquer cidadão ou empresa nacional ou estrangeira ficou autorizado a comprar a floresta por um período de 40 anos, renováveis por mais 40, para extrair madeira e apropriar-se da biodiversidade, patenteando milhares de recursos vegetais ainda desconhecidos da ciência, assim como explorar o subsolo.
O resultado é que a Amazônia começou a ser vendida. Dilapidada. O próprio sueco-americano, referindo-se aos milhões que pagou pelo seu pedaço, vangloriou-se de que a Amazônia inteira poderia ser comprada por 50 bilhões de dólares. Foi o que recomendou aos bancos internacionais.
Na remota sessão onde a denúncia de Virgílio foi feita, seguiram-se dezenas de apartes, todos na condenação da iminência da perda total da soberania em parte do nosso território. Tratou-se da internacionalização da região, há tantas décadas e até há séculos cobiçada pelas nações ricas, sob o pretexto de que a Amazônia pertence à Humanidade e os brasileiros não tem capacidade para cuidar dela. O crime praticado foi de lesa-pátria, pelo qual deveriam responder os presidentes Fernando Henrique Cardoso e, infelizmente, também Luiz Inácio da Silva. Eles e o Congresso, que aprovou o projeto.
Nas terras adquiridas de acordo com essa lei, está o poder público impedido de atuar, abrindo-se outra alternativa, no caso para os que pretendem manter intocada a mais rica reserva natural do mundo. Depois de receberem a concessão, poderão mandar os amazônidas embora de suas glebas, proibindo qualquer projeto nacional de desenvolvimento.
Conforme o falecido senador Gilberto Mestrinho, a internacionalização da Amazônia só não tinha acontecido até a sanção da lei, graças ao Exército, às Forças Armadas. Para ele, a visão colonizadora dos países ricos permaneceu a mesma, só que agora estimulada pelo próprio governo brasileiro.
O grave nessa história é a acomodação da maior parte da mídia, há muito aberta para falsas denúncias de que o Brasil queima a floresta, acabando com o pulmão do mundo. Não é verdade. O oxigênio exarado de dia é substituído pelo gás carbônico, à noite.
Não deu para entender como a ministra Marina Silva se tenha deixado enredar pelas falácias dos neoliberais defensores da lei de concessões, ela que sempre formou na primeira linha de defesa do patrimônio amazônico. Iludiu-se pela versão de que os estrangeiros, tão bonzinhos, vão comprando a floresta para mantê-la intocada, respeitando até a biodiversidade. Pelo jeito, nunca ouviu falar daquele laboratório japonês que contrabandeou espécimes da flora medicinal da região e, lá de Tóquio, patenteou remédios que hoje compramos deles. Trata-se de um sinal dos tempos, até irônico, porque o presidente Lula, oito anos no poder, não cuidou de revogar a lei que ele mesmo sancionou. Fica devendo.

*Carlos Chagas é articulista político e escreve em. E-mail: carloschagas37@uol.com.br

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>Vamos fazer regime?

Posted on novembro 28, 2010. Filed under: Sem-categoria |

>Por Saulo Gouveia

Um homem castigou sua filhinha de três anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado, que ela envolvia uma caixinha para depois colocá-la debaixo da árvore de Natal. Na manhã seguinte, a menininha levou o presente ao pai e disse: – Isto é para você paizinho! Ele ficou envergonhado. Ao abrir a caixinha e encontrá-la vazia voltou a ficar bravo. – Não se dá de presente uma caixa vazia minha filha. – Mas papai, ela tem montão de beijos que joguei aí dentro, todos para você. O pai não sabia o que fazer de vergonha. Abraçou a filha e pediu perdão.
A partir daquele dia, toda vez que o pai sentia triste, chateado, deprimido, pegava a caixinha de beijos imaginários e recordava o amor que sua filha havia depositado ali. De forma simples, mas sensível, cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos de nossos pais, filhos, irmãos, amigos… Ninguém pode ter propriedade melhor que essa.
A menina de três anos usou da sensibilidade para dar o melhor de si ao pai no Natal, seu amor incondicional, e você como está usando seus recursos? Hoje em dia os descuidados transferem os valores para coisas materiais, buscando a felicidade onde ela nunca estará. Buscam nas músicas estridentes feitas para alterar o ritmo nervoso, e encontram toxinas, luxúria e violência. Distraem com as leituras sensualistas construídas para corromper e reduzir os valores morais. Gastam o seu tempo com conversas vulgares e sem sentido útil, apenas negligenciam o caráter.
O consumo consciente é a solução para os males que prejudicam a sociedade. Vale a pena cultivar a saúde física e mental, para evitar o sofrimento causado pelo consumo irresponsável. Vamos fazer um regime para preservar a saúde e a felicidade, evitando aquilo que excita a mente, o corpo, a emoção.
Pergunte: Que tipo de toxinas estou colocando hoje no meu corpo? E decida: Vou começar um regime não ingerindo alimentos nocivos e nem consumindo produtos que contenham toxinas. Darei preferência aos alimentos que preservem a paz, o bem estar e a alegria no meu corpo, da minha família e da sociedade.
Que tipo de toxinas estou alimentando a alma? Vou começar um regime não assistindo certos programas de televisão, a certos filmes ou lendo livros ou revistas que contenham violência e sensualismo inebriante, viciante e venenoso. Vou fazer jejum da violência, do medo, da raiva e da confusão. Buscarei ouvir as músicas que harmonizam, ler publicações que instruem, edificam e educam. E buscarei as boas companhias para conversações saudáveis que levantam o meu ânimo.
Inspirar-me-ei nas palavras de Joanna de Angelis: “Poupa-te à onda de indignidade que toma conta do mundo e das pessoas”. Pense nisso, mas pense agora!
Fonte: A Gazeta
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>O Bolsa-Família dos EUA

Posted on novembro 28, 2010. Filed under: Bolsa-Família |

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Um grande número de domicílios americanos ainda depende da assistência do governo para comprar comida, no momento em que a recessão continua a castigar famílias.

O número dos que recebem o cupom de comida (food stamps)cresceu em agosto, as crianças tiveram acesso a milhões de almoços gratuitos e quase cinco milhões de mães de baixa renda pediram ajuda ao programa de nutrição governamental para mulheres e crianças.

Foram 42.389.619 os americanos que receberam food stamps em agosto, um aumento de 17%em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento de Agricultura, que acompanha as estatísticas. O número cresceu 58,5% desde agosto de 2007, antes do início da recessão. 

O benefício nacional médio por pessoa foi de 133 dólares e 90 centavos em agosto. Por domicílio, foi de 287 dólares e 82 centavos.

A notícia saiu do Wall Street Journal e foi publicada no site viomundo.com.br.
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>Um olhar sobre o Rio

Posted on novembro 28, 2010. Filed under: Rio de Janeiro |

>Por Merval Pereira

O economista e professor da UFRJ Mauro Osório, especialista em planejamento urbano e estudos sobre o Rio, tem a preocupação de sempre apontar as especificidades da situação local por considerar ser fundamental procurar “olhar e entender” o que levou o Rio de Janeiro a enfrentar situações como a desta semana.
Rio de Janeiro, suas belezas e suas mazelas
Ele atribui o fato de ainda termos uma “reflexão regional reduzida” em relação às demais regiões brasileiras ao caráter nacional do pensamento local, abrindo mão das questões regionais.
“Os cariocas “mais provincianos” pensam o Brasil, e os “mais cosmopolitas” pensam o mundo”, ironiza Osório.
Isso faz com que, segundo ele, mesmo após 50 anos da mudança da capital, “até hoje tenhamos uma rarefeita reflexão regional e, por conseguinte, incorremos em importantes equívocos no desenho de prioridades e estratégias”.
Essa ausência de uma cultura e olhar regional tem nos levado a erros de diagnóstico e de estratégias, segundo ele. Especificamente na área de Economia, por exemplo, ao contrário de São Paulo e Minas Gerais, que possuem em seus Programas de Mestrado e Doutorado, na USP, UNICAMP e CEDEPLAR/MG, linhas de pesquisa na área regional, os Programas de Mestrado e Doutorado em Economia na região Metropolitana do Rio de Janeiro não apresentam nenhuma linha de pesquisa permanente na área de Economia Regional.
Mauro Osório destaca que ao analisarmos as taxas de homicídio por 100 mil habitantes do Mapa de Violência de 2010, vemos que, no ano de 2007, enquanto o estado de São Paulo apresentava 15 homicídios por 100 mil habitantes, o Estado do Rio de Janeiro apresentava 40,1 homicídios por 100 mil habitantes.
“Acredito que a partir de 2007 ocorreram importantes rupturas. Na área de Segurança Pública, acabaram-se as nomeações politiqueiras e ocorreu a colocação de um correto profissional chefiando a Segurança Pública do estado. Isso, associado ao início da implantação das UPPs, que terá que ser universalizada, começou a gerar uma mudança de percepção da população carioca, principalmente nas áreas carentes, sobre as forças policiais”.
Essa mudança, no entanto, é muito recente, lembra. “Em 2006, quando da vinda da Força Nacional para o Rio de Janeiro, visando preparar a cidade para o Panamericano de 2007, os policiais de outros estados, mesmo de regiões violentas como Pernambuco, declararam na imprensa, à época, estarem estupefatos com a rejeição da população em áreas carentes às Forças Policiais, e com o nível de armamento que verificavam em territórios paralelos, como o Alemão”.
O professor Mauro Osório tem a tese de que o Rio de Janeiro, a partir das cassações que atingiram pesadamente a cidade, da UDN à esquerda, e a assunção da liderança no Rio por Chagas Freitas, através da legenda da oposição, passou crescentemente por um processo específico de desestruturação, e por isso ele destaca as mudanças que vemos no momento, na área de Segurança Pública como de fundamental importância.
“É interessante procurar olhar onde obtiveram votos todos os anteriores secretários de Segurança ou chefes da Polícia Civil, que assumiram esses cargos a partir dos anos 80 e saíram candidatos”, comenta Osório, insinuando que a maior parte desses votos, em vários casos, vem de áreas dominadas pelo tráfico ou pela milícia.
O caso mais evidente de conivência de autoridades policiais com a marginalidade que deveriam combater é a prisão de Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil eleito deputado estadual.
Outra especificidade, segundo Mauro Osório, é que, de acordo com os dados do Mapa da Violência de 2010, analisando as taxas de homicídios por 100 mil habitantes para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco, e suas capitais, o Rio é a única região em que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, no total do estado, é maior do que na capital.
“Isto se deve não a uma maior violência no interior, mas, sim, a uma maior precarização das cidades periféricas da Região Metropolitana”.
Um estudo de violência feito pelo IPEA no início dessa década apontou que, entre os 11 municípios mais violentos do país, 4 eram da periferia do Rio de Janeiro, 3 de Pernambuco, 3 do Espírito Santo e 1 de São Paulo, que era Diadema, que já apresentou significativa melhoria desde então.
Para o professor Mauro Osório hoje o secretário José Mariano Beltrame, tem reforçado a necessidade de termos ações estratégicas no Estado do Rio. “Acho que essa é uma preocupação que deve se generalizar para todas as áreas. Não obteremos sucesso na cidade do Rio sem construirmos uma institucionalidade, política e instrumentos para nossa metrópole”, assinala.

Fonte: Blog do Noblat

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>Sai a bandeira do crime e bandeira do Brasil e do Rio de Janeiro é hasteada no complexo do Alemão

Posted on novembro 28, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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Foto: Bruno Gonzales

A polícia hasteou no início da tarde de domingo uma bandeira do Brasil no alto do teleférico do Alemão, como símbolo da ocupação do conjunto de favelas. Por volta das 9h30m deste domingo, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, informou que todo o Complexo do Alemão já estava tomado pelas polícias militar, civil e federal, além de homens das Forças Armadas. Cerca de 2.600 agentes participaram da invasão à comunidade, que começou às 8h. Os criminosos não ofereceram resistência.
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>Minha tia acabou de falecer

Posted on novembro 26, 2010. Filed under: Mato Grosso |

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Amigos do Bom Dia Mato Grosso, aqui sempre publico o que acontece na vida da sociedade local e nacional. As festas e as tristezas, o bom e o ruim, enfim procuramos filtrar o que há de mais relevante para informar.
Hoje vou noticiar os fatos que estão ocorrendo comigo.

Domingo passado recebi uma pancada ao ser informado que mataram o Jô na noite de sábado.
Era um adolescentes que por um bom tempo reuniu em nossa comunidade, mas acabou afastando e passou a consumir drogas, consequentemente envolveu com pessoas do meio. 
No sábado a noite, quando vinha de bicicleta da casa de sua vó, passando numa rua onde tinha uma “boca de fumo”, percebeu estava em meio ao um cerco de vários carros e pessoas armadas atirando, pelo fato de ser usuário e não saber quem estava atacando tentou fugir, e foi alvejado por um tiro, mais não resistiu. O desespero da família foi constrangedor.
Jô não é o único, aliás nossa juventude está sendo dizimada e os governantes nada fazem para debelar a entrada de armas e drogas no Brasil, não combatem o crime organizado. A maioria dos políticos ocupam o tempo criando estratégias para desviar o dinheiro público para sua conta e nada fazem pelo país.  
Mudando de foco, informa que minha prima ligou agora pouco informando que minha tia, na casa de quem passei várias vezes um tempo muito bom de descanso, comendo coisas deliciosas, pois ela era muito hospitaleira, acabou de falecer.
Então você imagina como estou. Estou afastado de minhas atividades profissionais há quase quatro anos por estar acometido por uma depressão crônica, como tentei me curar sem acompanhamento médico, o mal se agravou e consequentemente a restauração está muito mais demorada, não é fácil, todo dia todo 6 medicamentos controlados, convivo diariamente com os efeitos colaterais. O Bom Dia Mato Grosso é a minha terapia, recomendada pela médica que cuida do meu caso.
Daqui a pouco vou para o funeral da tia Tininha, ela mora a 160 km da minha casa,  a tristeza e o choro da família e meu, vai abalar um pouco meu emocional, por  isso peço sua compreensão, o blog não será atualizado com a frequência normal. Aproveite para ler os bons artigos já postados.
Mais se Deus quiser, logo tudo voltará ao normal.
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