Archive for dezembro \31\UTC 2010

>Concurso em Campo Verde abre 61 vagas. Salários de R$ 741,30 a R$ 4.782,60

Posted on dezembro 31, 2010. Filed under: Campo Verde |

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Concurso em Campo Verde – Concurso público organizado pela Prefeitura e Câmara Municipal de Campo Verde (www.campoverde.mt.gov.br), Mato Grosso, abre 61 vagas de escolaridade de nível Fundamental, Médio e Superior para o quadro de servidores efetivos da Prefeitura e Câmara Municipal.

 A bonita e gostosa cidade de Campo Verde, Mato Grosso.

Salários e carga horária

A carga horária de 20 a 40h semanais e remuneração variada entre R$ 741,30 a R$ 4.782,60.

 Inscrições de 10 a 27 de janeiro

As inscrições deverão ser realizadas no período de 10 de janeiro de 2011 até às 23h59 do dia 27 de janeiro de 2011, através do endereço eletrônico www.consulplan.net, ou de forma presencial de 10 de janeiro de 2011 a 27 de janeiro de 2011, na Central de Atendimento ao Candidato da Consulplan, localizada na Rua Manoel Genildo de Araújo, nº 224, Bairro Campo Real 2, Campo Verde-MT, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h00.
O valor da taxa de inscrição varia entre R$ 50,00 para cargos de nível Fundamental e Médio e R$ 80,00 para cargos de nível Superior, devendo ser pago até a data do vencimento.
O processo seletivo constará de provas escritas objetivas de múltipla escolha, para todos os cargos, de caráter eliminatório e classificatório; prova de títulos apenas para os cargos de Professor, de caráter apenas classificatório; e prova prática, apenas para os cargos de Professor, de caráter eliminatório e classificatório.
As provas escritas objetivas de múltipla escolha tem inicialmente previsão de realização na cidade de Campo Verde-MT, com data também inicialmente prevista para o dia 27 de fevereiro de 2011, com duração de 3 horas para sua realização, em dois turnos, incluído o tempo despendido com o processo de identificação civil e a distribuição dos cadernos de provas e cartões de respostas aos candidatos, além de outras orientações a serem dadas pelo fiscal de sala.
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>Anos emblemáticos 2010, 2011! (2)

Posted on dezembro 31, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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O Brasil vem mantendo uma democracia estável desde 1985, com a retomada do poder civil. Tem sido constante e firme, sem golpismos. Em 1985 encerrou-se o regime militar iniciado em 1964, mas especialmente, encerraram-se ali as incursões políticas dos militares brasileiros iniciadas lá no movimento tenentista de 1922.
Desde 1990 as eleições vêm transcorrendo maduras e as de 2010 mais ainda. No futuro os historiadores seguramente vão se debruçar para compreender esse período dos últimos 16 anos, em que o país se estabilizou economicamente, experimentou um governo de esquerda do Partido dos Trabalhadores, passou sereno e navegou em harmonia com um mundo em transição. E mais, deixou herança política e econômica maduras. A passagem de Lula para Dilma merece reflexões profundas. Tinha tudo pra azedar junto à sociedade, pelo possível risco de uma eventual recaída esquerdista.
A transição Dilma-Lula revelou a opinião pública amadurecida, as instituições públicas e privadas em respeitosa vigília. Pode se dizer em excessos de patriotismos que o Brasil que entrará em 2011 neste sábado, é um país amadurecido.
A História é rica em exemplos de transformações mundiais. O começo da globalização pós-Guerra Fria, marcou o começo do mundo unilateralista liderado pelos Estados Unidos. De 2008 em diante o mundo globalizado viu-se dividido em fatias divididas entre países do G-20, emergentes, e os emergentes do Brics, onde aparecem em destaque China, Índia, Brasil e Rússia. Esse mundo pós-globalização revela novas posições do poder mundial e nelas inclui um Brasil em rápida ascensão.
É nesse ambiente que a presidente Dilma vai governar. De um lado, o mundo em transformações absolutamente imprevisíveis. De outro lado, um Brasil interno com contradições para resolver e com equações sociais para manter.
Como moldura, a plena democracia que exigirá da presidente Dilma uma incalculável capacidade de articular, de conversar para poder governar, sem golpismos ou bravatas políticas. Porém, talvez esteja aí a sua grande força. Sendo mulher, traz na genética ancestral a capacidade de conviver com os conflitos naturais da mulher nas sociedades humanas históricas, e com o micro-social, representando pela família, com seu universo de conflitos.
No plano geral, 2011 colocará sobre o tapete da vida brasileira, muitas transformações esperadas, muitas inesperadas, e outras impensáveis nos dias de hoje.
Quando tudo está em transformação, quem for capaz de estabelecer o mínimo de ordem, saberá impor-se no conjunto do caos. É mais ou menos esse o papel dos gestores de todos os níveis públicos no Brasil. No mundo privado, o caos mundial exigirá dos empresários e empresas, iguais capacidades de adaptação e de inovação.
Por tudo isso, concluo com otimismo a percepção de 2011, em particular. Pouco podemos dizer agora sobre o que acontecerá, mas se pode antever um período de travessias que, para um país como o Brasil frente à conjuntura mundial, só pode ser positivo.
O assunto se encerra no próximo artigo.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail:  onofreribeiro@terra.com.br

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>Testemunhas do caso Empaer confirmam abuso da máquina pública por Silval Barbosa

Posted on dezembro 30, 2010. Filed under: Empaer |

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Testemunhas do caso Empaer confirmam abuso, diz advogado
O caso Empaer deve voltar a incomodar o governador Silval Barbosa (PMDB), pois os depoimentos das testemunhas do processo confirmaram o uso ilegal da máquina pública durante a campanha. A informação é do advogado Paulo Taques. O processo deve entrar na pauta de julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda no começo de janeiro.

A ação foi movida pela Coligação Mato Grosso Melhor Prá Você, encabeçada pelo empresário Mauro Mendes (PSB). O advogado Paulo Taques se diz confiante de que o julgamento possa alterar o resultado das eleições porque, segundo ele, além das provas contundentes de que houve abuso de poder econômico, há ainda os depoimentos das testemunhas que confirmam a irregularidade.
“As testemunhas confirmaram que foram convocadas para uma reunião, mas não sabiam o assunto, somente no local puderam constatar de que se tratava de uma reunião política no comitê do governador”, destacou.

Para o assessor jurídico, este caso “é emblemático e representa bem a campanha de Silval Barbosa”. A acusação é de que o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Social e Extensão Rural (Empaer), Enock Alves, teria enviado um memorando aos servidores convocando-os para uma reunião com o governador.

“Muitos servidores só ficaram sabendo na hora de que se tratava de uma reunião política no comitê do candidato à reeleição. As próprias testemunhas arroladas pela defesa confirmaram o fato”, informou.

A ação revela também que as despesas com diárias e transporte teriam sido integralmente pagas pelos cofres estaduais para que servidores da pasta de diversos municípios mato-grossenses estivessem presentes.

Outro motivo que deixa Taques confiante no resultado do julgamento se dá pela defesa de Silval Barbosa ter perdido o prazo legal para a contestação. O advogado ainda acompanha outros processos que pedem a cassação do peemedebista. São em média mais 14 ações.

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>A posse de Dilma Rousseff, Rolls-Royce está pronta para conduzir a Presidente

Posted on dezembro 30, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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Uma relíquia sairá da garagem no dia 1º de janeiro. O Silver Wraith Rolls-Royce, que foi entregue ao presidente Getúlio Vargas em 1953, está pronto para conduzir a presidente eleita, Dilma Rousseff, em seu desfile de posse na Esplanada dos Ministérios.

Rolls-Royce está preparada para transportar a presidente

O Rolls-Royce que será usado por Dilma na posse presidencial 
(Foto: Divulgação/Presidência)
O motorista que conduz o veículo em ocasiões solenes costuma ser escolhido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Mas, desta vez, o indicado será de confiança da própria Dilma. Valdecir da Silva Ribeiro, que acompanha a nova presidente desde a Casa Civil, vai dirigir o Rolls-Royce no próximo sábado.
O carro só é usado em datas especiais, como 7 de setembro, posse de Presidente da República e em algumas visitas de autoridades estrangeiras. O veículo teria sido comprado em Londres por empresários do setor cafeeiro e doado ao presidente Vargas na década de 1950.
Outros presidentes já usaram o Rolls-Royce, como Juscelino Kubitschek, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, antecessor e padrinho político de Dilma. A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o ex-presidente francês Charles de Gaulle também já desfilaram no carro. Fonte: Veja
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>Empresa paga aluguel de R$ 12 mil de Lulinha, filho do Presidente Lula

Posted on dezembro 30, 2010. Filed under: Lula |

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O Jornal Folha de S. Paulo publicou na edição de hoje, 30 de dezembro de 2010, e também na sua página online, que um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, mora desde 2007 em apartamento alugado por R$ 12 mil nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Quem paga a conta é uma empresa com contratos com vários governos, entre eles o federal.
Lulinha
Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, não é sócio da empresa que paga o aluguel. O Grupo Gol, que alugou o apartamento, é do empresário de mídia e mercado editorial Jonas Suassuna, sócio de Lulinha em um outro negócio, a empresa de conteúdo eletrônico Gamecorp.
Primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Procurado pela Folha, Jonas disse que não vai mais pagar o aluguel para o filho do presidente.
A Folha apurou que até hoje é Suassuna quem paga o aluguel, e o dono do imóvel não havia sido contatado até a semana passada para discutir mudança no contrato, informa reportagem de José Ernesto Credendio e Andreza Matais, publicada nesta quinta-feira.
Outro lado
Lulinha disse à Folha que foi morar com o amigo em 2007, quando se separou. “Ele arcava com o aluguel e eu entrei com os móveis da minha antiga residência e assumi as despesas do apartamento. Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai, e estamos transferindo o contrato para meu nome.”
Filho do dono do imóvel, o advogado Vladmir Silveira disse que não sabia que o filho de Lula era seu inquilino. “Quem alugou foi o Grupo Gol. O Jonas assina como proprietário dela e fiador, na física”, escreveu, por e-mail.
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>Antonio Pagot continua diretor-geral do Dnit no governo de Dilma

Posted on dezembro 30, 2010. Filed under: Dnit |

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O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR), vai continuar no cargo no governo da presidente Dilma Rouseff (PT). A confirmação gera mais expectativa para Mato Grosso manter nos próximos anos a atual representatividade no Palácio do Planalto, onde é aguardada também a permanência de Rodrigo Figueiredo (PP) na Secretaria-Executiva do Ministério das Cidades.
O representante de Mato Grosso,Luiz Antônio Pagot(PR),
continuará no cargo diretor-geral do Dnit no governo de Dilma
A permanência de Pagot foi confirmada por ele mesmo, ontem, durante visita às obras da BR-060, próximo a Alexânia (GO). A indicação foi respaldada pela cúpula nacional do PR, que conta também com o retorno do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (AM).
Pagot não retornou as ligações de para comentar o assunto, mas, conforme divulgou a Agência Brasil, a permanência foi acertada depois ele ter aceitado o convite da presidente eleita. Homem de confiança do senador eleito Blairo Maggi (PR), Pagot foi um dos coordenadores da campanha de Dilma em Mato Grosso e tem dito que, no cargo, vai poder ajudar Mato Grosso a levar adiante antigas promessas de políticos para melhorar principalmente a infraestrutura e logística de escoamento da produção. Fonte: A Gazeta
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>Anos emblemáticos

Posted on dezembro 30, 2010. Filed under: Sem-categoria |

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Alguns anos são particularmente emblemáticos. 2000 foi assim. 2010 também. Basta olhar ao redor pra se ver que o mundo que se encerra é muito diferente do mundo que começou há apenas 12 meses.
Jornalista Onofre Ribeiro
Em janeiro o mundo inteiro vivia as angústias da crise mundial iniciada em setembro de 2008. De fato, graças à nova classe média brasileira, o Brasil não naufragou, e saiu dela com ares de potência mundial. No Natal de 2010 uma avalanche nova de consumidores fez a graça que há muito não se via na economia do país.
Na política, sai Lula e entra Dilma, a primeira mulher presidente da República. Lula sai coroado como mega-presidente, justamente pelo fenômeno de ter incorporado 30 milhões de brasileiros à classe média. Dilma não poderá fazer o mesmo, se não fizer as reformas de que o país precisa. Mas dela também se espera que a pobreza continue diminuindo. Como fazer isso sem uma reforma política que crie um sistema legislativo eficiente, eficaz, no lugar do mercado de negócios e de feira livre em que se transformou o poder legislativo?
Do mesmo modo, não fará uma reforma tributária, se antes não fizer a reforma política, porque o Congresso Nacional não votaria nada que prejudicasse seus negócios paroquiais. Nesse ambiente de crescimento do país frente ao mundo, e sua posição política nos cenários mundiais, o Brasil não se sustentará sem uma reforma tributária.
Sem essas duas reformas Dilma Rousseff não conseguirá manter as expectativas que dela se espera. Porém, o mundo espera atitudes desse Brasil que faz parte da geopolítica mundial. Aliás, nem há mais meios do Brasil perder esse trem. Mas precisará de uma reforma política primeiro. A “governação” brasileira é hoje um exercício imperativo do Poder Executivo. Os poderes Legislativo são negociantes de pequenas e de grandes causas próprias. O Poder Judiciário brasileiro trabalha com a cabeça num lugar como a paupérrima e primitiva Uganda, na África. Ambos insistem em dar preferência aos interesses das respectivas paróquias, como se eles próprios fossem sozinhos a nação brasileira. Nesse vácuo proposital e um pouco constitucionalmente favorecido, o Poder Executivo governa como bem quer. No ambiente promíscuo, o Ministério Público aproveita o vazio de poder, extrapola e alimenta seu papel como um governo particular, estimulando a anarquia institucional.
No mundo de 2011 não caberá mesmo esse amadorismo governativo e político de um país que entra no mapa da economia mundial com muita força. De Dilma, se espera isso, ao lado da urgência de por ordem nas contas públicas.
O mais, o país fará. Como, aliás, tem feito, apesar do governo e dessas confusões todas. Bom, de concreto 2010 deixa um Brasil mais maduro, a agradável visão de uma mulher eleita presidente da República, uma forte inserção mundial e eleições livres coroando tudo isso. É muito saudável. Mas é assunto para o próximo artigo.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso = e-mail: onofreribeiro@terra.com.br

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>Deputados federais de Mato Grosso concentram R$ 41 milhões em patrimônio

Posted on dezembro 29, 2010. Filed under: Mato Grosso |

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Os 8 deputados federais eleitos por Mato Grosso detém não somente forte parcela de influência política, mas o significativo controle do poder econômico em mãos. Levantamento feito por A Gazeta com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral revela que a soma dos bens dos futuros parlamentares atinge o total de R$ 41.492.476, o que dividido pelos oito representantes corresponde a uma riqueza média de R$ 5,185 milhões.
 Com 64 anos, o ex-senador, ex-governador e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT), Júlio Campos, é o que mais concentra riquezas. Conforme a declaração de bens entregue a Justiça Eleitoral, o patrimônio pessoal corresponde a R$ 12.540.655,83. Na relação destaca-se a propriedade de veículos de luxo, participação em empreiteiras e uma fazenda no valor de R$ 1.426.981,00, posse de escritórios e participação em  empresas privadas.
O pecuarista e empresário da comunicação, Roberto Dorner, 62, aparece em segundo lugar na lista dos mais ricos com R$ 12.540.655,83 milhões. Filiado ao PP, ele substitui o correligionário e deputado federal eleito Pedro Henry, que assumirá a Secretaria de Estado de Saúde na gestão do governador Silval Barbosa (PMDB). Dorner informou a Justiça Eleitoral ter em espécie R$ 3,8 milhões.
Eleito para o sexto mandato consecutivo, o deputado federal Wellington Fagundes (PR), 53, aparece com R$ 7.255.285,56. Na relação dos itens do patrimônio, o que consta de mais valioso são 4.802 cabeças de animais bovinos, o que corresponde a R$ 3.353.892 milhões.
Aos 69 anos e com a experiência de ser ex-prefeito de Rondonópolis, ex-senador e ex-governador, o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) também aparece na lista dos milionários. Com bens avaliados na ordem de R$ 3.361.411,92, destacam-se fazendas, aeronaves e participação no lucro de empresas.
Identificado com o agronegócio, o deputado federal Homero Pereira (PR) fecha o ciclo dos milionários com patrimônio de R$ 3.205.170,86. O republicano se destaca pela posse de terrenos em diferentes municípios como Livramento e São Joaquim e propriedade de veículos automotores.
Estreante na Câmara Federal, o ex-secretário de Estado de Educação (Seduc), Ságuas Moraes (PT), detém patrimônio avaliado em R$ 247.796,85. Outro “primo pobre” da relação é o ex-defensor público Valtenir Pereira (PSB) que vai para o segundo mandato. O patrimônio está avaliado em R$ 158.354,83.
O socialista Valtenir Pereira entende que o alto grau de escolaridade e poder econômico dos representantes não prejudica o trabalho parlamentar. “Todos que chegam a Câmara Federal tem o intuito de trabalhar para melhorar a sociedade. O poder econômico tem interferência somente no processo eleitoral, o que leva a discrepância de gastos. O único objetivo de quem ocupa um cargo eletivo é ouvir segmentos sociais e trabalhar na busca de oferecer oportunidades e identificar soluções aos problemas sociais”.
Influências – A naturalidade dos deputados federais eleitos simboliza a influência que Mato Grosso recebeu de paulistas, mineiros e sulistas a partir de 1977, ano que marca a divisão do Estado e o pouco de influência política que culmine em representatividade na região do Vale do Rio Cuiabá (antiga Baixada Cuiabana).
O empresário Roberto Dorner é natural de Bom Retiro, município de Santa Catarina. Por outro lado, o petista Ságuas Moraes e o progressista Eliene são de Minas Gerais, nascidos em Mineiros e Tiros, respectivamente. Completa a relação de imigrantes o republicano Homero Pereira, natural de Adiamantina, interior de São Paulo.
Na relação dos mato-grossenses estão o republicano Wellington Fagundes (Rondonópolis), Valtenir Pereira (Jaciara), Júlio Campos (Várzea Grande) e Carlos Bezerra (Chapada dos Guimarães). Com relação ao grau de escolaridade, somente Roberto Dorner não tem curso de nível superior. O progressista afirma ter estudado até quarta série.
Avaliação – O filósofo e analista político Manoel Motta avalia que a maior parte da representatividade de Mato Grosso na Câmara Federal ser formada por migrantes é natural diante do processo que ocorreu em Mato Grosso a partir da década de 80. “Os paulistas dominam as atividades do comércio em Cuiabá e com forte participação nos poderes Executivo e Judiciário. Por outro lado, os mineiros estão juntos com goianos dominando o setor da construção civil, um dos mais prósperos do Estado. Isso revela muito a força do poder econômico na política, que é representada no interior de Mato Grosso pelas atividades agrícolas. A ordem social existente aponta que a força política é resultado do poderio econômico e a dinâmica maior economicamente nos municípios do Sul do Estado”, opina.
Com relação ao grau de escolaridade elevado, Motta esclarece que se deve ao alto poder econômico dos parlamentares. “São oriundos de famílias que mesmo não sendo tradicionais cultivam o hábito do estudo. Nossa legislação eleitoral é muito falha e favorece candidatos com maior potencial econômico. Um dos exemplos é o sistema de proporcionalidade que obriga o candidato a percorrer todos os municípios em campanha para obter expressiva votação, o que só pode ser feito por meio da força econômica”. Fonte: A Gazeta
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>Nossos dias melhores nunca virão?

Posted on dezembro 29, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor |

>Por Arnaldo Jabor*

Ando em crise, numa boa, nada de grave. Mas, ando em crise com o tempo. Que estranho “presente” é este que vivemos hoje, correndo sempre por nada, como se o tempo tivesse ficado mais rápido do que a vida, como se nossos músculos, ossos e sangue estivessem correndo atrás de um tempo mais rápido.
As utopias liberais do século 20 diziam que teríamos mais ócio, mais paz com a tecnologia. Acontece que a tecnologia não está aí para distribuir sossego, mas para incrementar competição e produtividade, não só das empresas, mas a produtividade dos humanos, dos corpos. Tudo sugere velocidade, urgência, nossa vida está sempre aquém de alguma tarefa. A tecnologia nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas, fábricas vivas, chips, pílulas para tudo.
Temos de funcionar, não de viver. Por que tudo tão rápido? Para chegar aonde? A este mundo ridículo que nos oferecem, para morrermos na busca da ilusão narcisista de que vivemos para gozar sem parar? Mas gozar como? Nossa vida é uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Antes, tínhamos passado e futuro; agora, tudo é um “enorme presente”, na expressão de Norman Mailer. E este “enorme presente” é reproduzido com perfeição técnica cada vez maior, nos fazendo boiar num tempo parado, mas incessante, num futuro que “não pára de não chegar”.
Antes, tínhamos os velhos filmes em preto-e-branco, fora de foco, as fotos amareladas, que nos davam a sensação de que o passado era precário e o futuro seria luminoso. Nada. Nunca estaremos no futuro. E, sem o sentido da passagem dos dias, da sucessibilidade de momentos, de começo e fim, ficamos também sem presente, vamos perdendo a noção de nosso desejo, que fica sem sossego, sem noite e sem dia. Estamos cada vez mais em trânsito, como carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa, e cada vez mais nossa identidade vai sendo programada. O tempo é uma invenção da produção. Não há tempo para os bichos. Se quisermos manhã, dia e noite, temos de ir morar no mato.
Há alguns anos, eu vi um documentário chamado Tigrero, do cineasta finlandês Mika Kaurismaki e do Jim Jarmusch sobre um filme que o Samuel Fuller ia fazer no Brasil, em 1951. Ele veio, na época, e filmou uma aldeia de índios no interior do Mato Grosso. A produção não rolou e, em 92, Samuel Fuller, já com 83 anos, voltou à aldeia e exibiu para os índios o material colorido de 50 anos atrás. E também registrou, hoje, os índios vendo seu passado na tela. Eles nunca tinham visto um filme e o resultado é das coisas mais lindas e assustadoras que já vi.
Eu vi os índios descobrindo o tempo. Eles se viam crianças, viam seus mortos, ainda vivos e dançando. Seus rostos viam um milagre. A partir desse momento, eles passaram a ter passado e futuro. Foram incluídos num decorrer, num “devir” que não havia. Hoje, esses índios estão em trânsito entre algo que foram e algo que nunca serão. O tempo foi uma doença que passamos para eles, como a gripe. E pior: as imagens de 50 anos é que pareciam mostrar o “presente” verdadeiro deles. Eram mais naturais, mais selvagens, mais puros naquela época. Agora, de calção e sandália, pareciam estar numa espécie de “passado” daquele presente. Algo decaiu, piorou, algo involuiu neles.
Lembrando disso, outro dia, fui atrás de velhos filmes de 8mm que meu pai rodou há 50 anos também.
Queria ver o meu passado, ver se havia ali alguma chave que explicasse meu presente hoje, que prenunciasse minha identidade ou denunciasse algo que perdi, ou que o Brasil perdeu… Em meio às imagens trêmulas, riscadas, fora de foco, vi a precariedade de minha pobre família de classe média, tentando exibir uma felicidade familiar que até existia, mas precária, constrangida; e eu ali, menino comprido feito um bambu no vento, já denotando a insegurança que até hoje me alarma. Minha crise de identidade já estava traçada. E não eram imagens de um passado bom que decaiu, como entre os índios.
Era um presente atrasado, aquém de si mesmo. A mesma impressão tive ao ver o filme famoso de Orson Welles, It”s All True, em que ele mostra o carnaval carioca de 1942 -únicas imagens em cores do País nessa década. Pois bem, dava para ver, nos corpinhos dançantes do carnaval sem som, uma medíocre animação carioca, com pobres baianinhas em tímidos meneios, galãs fraquinhos imitando Clark Gable, uma falta de saúde no ar, uma fragilidade indefesa e ignorante daquele povinho iludido pelos burocratas da capital. Dava para ver ali que, como no filme de minha família, estavam aquém do presente deles, que já faltava muito naquele passado.
Vendo filmes americanos dos anos 40, não sentimos falta de nada. Com suas geladeiras brancas e telefones pretos, tudo já funcionava como hoje. O “hoje” deles é apenas uma decorrência contínua daqueles anos. Mudaram as formas, o corte das roupas, mas eles, no passado, estavam à altura de sua época. A Depressão econômica tinha passado, como um grande trauma, e não aparecia como o nosso subdesenvolvimento endêmico. Para os americanos, o passado estava de acordo com sua época. Em 42, éramos carentes de alguma coisa que não percebíamos. Olhando nosso passado é que vemos como somos atrasados no presente. Nos filmes brasileiros antigos, parece que todos morreram sem conhecer seus melhores dias.
E nós, hoje, nesta infernal transição entre o atraso e uma modernização que não chega nunca? Quando o Brasil vai crescer? Quando cairão afinal os “juros” da vida? Chego a ter inveja das multidões pobres do Islã: aboliram o tempo e vivem na eternidade de seu atraso. Aqui, sem futuro, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo brega que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo. Mas, ser subdesenvolvido não é “não ter futuro”; é nunca estar no presente.



*Cineasta e escritor Arnaldo Jabor, articulista http://www.arnaldojabor.blogger.com.br

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>Petrobras anuncia potencial comercial de Tupi e batiza campo de ‘Lula’

Posted on dezembro 29, 2010. Filed under: Petrobras |

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A Petrobras comunicou hoje à Agência Nacional do Petróleo o potencial comercial das áreas de Tupi e Iracema. Na proposta, a empresa sugere que Tupi receba a denominação de Campo de Lula, enquanto Iracema passará a ser conhecido como Campo de Cernambi. 
Segundo a Petrobras, a orientação da Agência é que os campos no mar recebam nomes de animais marinhos. A alteração depende ainda de aprovação da Agência Nacional do Petróleo.
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