>A saúde que mata

Posted on maio 18, 2011. Filed under: Sem-categoria |

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Mato Grosso precisa de conflitos tanto quanto precisa de consensos. O que nos atinge no fígado, e no resto do corpo todo: a saúde da população – por exemplo, deve ser levada a uma convergência.
É este o passo que, ao menos o que nos mostra o noticiário, está sendo acelerado pelo governo do estado. Ainda ontem (antes tarde do que nunca!), as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande desfraldaram a bandeira da incompetência, e ofereceram o abacaxi da gestão da saúde em ambas as cidades ao governo. Viva!
Não é de hoje que os hospitais públicos municipais são administrados via apaniguamento político se tornando ‘comitês políticos’ brincando com vidas e desgraças alheias, e este é só um ponto que deve ser atacado pelo estado, se é que assim o deseja. O outro é questão de competência mesmo, comprar bem, otimizar o atendimento, modernizar os equipamentos, disponibilizar leitos, construir UPAS, fazer funcionar dignamente os PSF’s, humanizar , enfim!
A tarefa é hercúlea, e o secretário de Saúde do Estado, Pedro Henry, já condensou essa angústia em apenas uma frase: “Não pensem que vamos resolver tudo do dia pra noite” – Talvez a população como um todo, acostumada com a letargia dos mercadores de ilusão, não espere muito, só porque se trocou um gestor pelo outro. Mas é preciso lembrar que existe 140 pacientes com fraturas expostas no PS de Cuiabá que precisa ter seus problemas resolvidos para ontem (Este número é da semana passada e já deve estar batendo na casa dos 200).
Vender ilusão é um dos métodos políticos mais praticados nesse meio. Traduzir essa ilusão em utopia e daí para a realidade, é para poucos. A sociedade espera ansiosamente (e não precisa ser do dia para noite) que o Secretário Pedro Henry, o Governador Silval Barbosa e todos os interventores da saúde em Cuiabá e Várzea Grande faça mais para a realidade do que para a utopia, ou pior ainda, para a ilusão de todos.
Além de todos os problemas que envolvem a saúde pública em Mato Grosso, mais um deve ser acrescido: a máfia da saúde, que agrega delinqüentes da mais alta periculosidade. Deixar um paciente sofrendo nos corredores para oferecer-lhe atendimento numa clínica particular (a preços, dito, módicos) é, além de crime, uma aberração delinqüente de um profissional da saúde. Mereceria pena de morte, ou a lei de Talião.
Indignação à parte, ou problemas no geral, este é um momento em que a sociedade, a política, os movimentos sociais e/ou organizados precisam de um consenso: a saúde precisa melhorar. 
Diagnosticada a incompetência dos gestores municipais, dar um crédito a esta solução que hora se apresenta, sem deixar de olhar de perto todos os passos dados, não no sentido de ser palmatória, mas um vento que sopra rumo às soluções.
O remédio foi dado. Resta-nos esperar seu efeito. E que não seja apenas paliativo!
Por José Marcondes (Muvuca) Editor do site MegaDebate

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