>Cuiabá receberá fábrica dos Colchões Pelmex

Posted on maio 19, 2011. Filed under: Sem-categoria |

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Mato Grosso terá a primeira indústria de colchões que utiliza mão de obra carcerária. Com um investimento de R$ 8,8 milhões, a empresa Pelmex vai instalar uma unidade dentro da Penitenciária Central de Mato Grosso para produzir cerca de 200 mil unidades por ano. Cerca de 70% dos funcionários serão detentos que irão receber salário e ter regressão de pena conforme o número de dias trabalhados. Este é o primeiro projeto neste estilo no Estado e deverá abrir portas para a vinda de outras fábricas.
Para atrair empresas que utilizem mão de obra de reeducandos, o governo do Estado consente abatimento de 95% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por um período de 10 anos. Segundo o governador Silval Barbosa (PMDB), a instalação das fábricas dentro dos presídios possibilita a geração de renda às famílias dos detentos e a qualificação para possibilitar que os trabalhadores voltem ao mercado de trabalho quando deixarem a cadeia.
Além do incentivo fiscal, a parceria com a empresa varejista City Lar, do grupo Máquina de Vendas, também estimulou a concretização do projeto. A varejista irá comercializar cerca de 25% da produção mensal da Pelmex. Ao todo, 65% dos produtos ficarão no Estado e o restante será comercializado em outras regiões.
Joaquim Fernandes Neto, superintendente da Pelmex (à esquerda)
Joaquim Fernandes Neto, superintendente da Pelmex, afirma que a empresa já pretendia instalar uma unidade em Mato Grosso e com a oportunidade oferecida pelo governo, o projeto se tornou mais viável. “O importante é que os presos terão oportunidade de aprender uma profissão e suas famílias receberão renda enquanto estiverem presos”.
A qualificação dos futuros funcionários será feita dentro das unidades. Cada um irá aprender uma função específica. O diretor jurídico e de relacionamentos da City Lar, Florindo Gonçalves, explica que a instalação da fábrica no Estado reduzirá os gastos da empresa com o frete e evitará problemas de abastecimento.
De acordo com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, este projeto recebeu incentivos porque trará benefícios não só para economia, mas também para a sociedade. Ainda segundo Nadaf, outros programas similares deverão ser anunciados em breve, inclusive um focado no presídio feminino.
Com relação à remuneração e benefícios recebidos pelos presidiários, o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, informa que a renda paga será entregue aos familiares e que para cada 3 dias de trabalho será reduzido 1 dia na pena. Uma pesquisa qualitativa será realizada entre a população carcerária para identificar quais reeducandos têm perfil para trabalhar na fábrica.
“A seleção será de acordo com uma pesquisa, independentemente do crime pelo qual o detento está pagando”. Entre os critérios exigidos para que a empresa fosse aprovada estava o fornecimento de uma refeição diária, o que irá reduzir os gastos do governo. Atualmente a Penitenciária Central de Mato Grosso possui 2,080 mil detentos e após a transferência determinada pelo Tribunal de Justiça este número deverá reduzir para 1,5 mil. A capacidade local é para 831 pessoas. Fonte: A Gazeta
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