1945

>Hoje completa 65 anos da bomba atômica em Hiroshima

Posted on agosto 6, 2010. Filed under: 1945, 6 de agosto, 65 anos, bomba nuclear, Hiroshima, Japão |

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Estima-se que cerca de 70.000 pessoas tenham morrido instantaneamente com a explosão da bomba em Hiroshima. O calor e a radiação carbonizaram todos os que estavam no raio de dois quilômetros da bomba. Na foto, pessoas caminham pelas ruas algumas semanas após a explosão
Na manhã do dia 6 de agosto de 1945, o mundo conheceu o poder de destruição das bombas atômicas. A cidade japonesa de Hiroshima foi alvo do primeiro ataque nuclear da história, proferido pelos Estados Unidos, matando milhares de pessoas instantaneamente e outras lentamente, em decorrência dos efeitos da radiação.

A Segunda Guerra Mundial estava em curso desde 1939. Na Europa, a Inglaterra e a União Soviética tentavam conter as forças nazi-fascistas, enquanto os Estados Unidos reuniu suas forças para combater o Japão imperialista. Os EUA buscavam revidar o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941 e, após dar ao país um ultimato de rendição sem obter resposta, enviaram a Hiroshima a bomba “Little Boy”, transportada e lançada pelo bombardeiro B-29, apelidado Enola Gay e comandado pelo piloto Paul Tibbets.


Foto: Hulton Archive/Getty

Hiroshima em foto de 1945. A explosão atingiu um raio de 2000 metros do marco zero da bomba, destruindo completamente uma área de oito quilômetros quadrados

Hiroshima em foto de 1945

A Segunda Guerra Mundial estava em curso desde 1939. Na Europa, a Inglaterra e a União Soviética tentavam conter as forças nazi-fascistas, enquanto os Estados Unidos reuniu suas forças para combater o Japão imperialista. Os EUA buscavam revidar o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941 e, após dar ao país um ultimato de rendição sem obter resposta, enviaram a Hiroshima a bomba “Little Boy”, transportada e lançada pelo bombardeiro B-29, apelidado Enola Gay e comandado pelo piloto Paul Tibbets.
 
Passados apenas 57 segundos do lançamento, a 600 metros do solo, a bomba explodiu liberando 15 quilotons de carga – o equivalente a 15 mil toneladas de TNT –, em uma onda de calor e choque que pulverizou instantaneamente 11 quilômetros quadrados a partir de seu epicentro. Além das 70 mil pessoas mortas no momento da explosão, o número de vítimas dobraria em questão de horas, devido aos graves ferimentos causados por queimaduras e soterramentos. Nos meses e anos que se seguiram, o Japão viu seus milhares de hibakusha – como foram chamados os sobreviventes da bomba atômica – morrerem em decorrência da radiação, com câncer e mutações.

Constatando seu país destruído, o imperador Hiroito assinou a rendição do Japão dia 14 de agosto, após a cidade de Nagasaki também sofrer um ataque. A saída do conflito trouxe o fim da Segunda Guerra, mas marcou para sempre a história mundial, colocando a dúvida sobre o uso deste novo artefato militar.

Após o desastre, Hiroshima construiu museus e memoriais para relembrar o acontecimento e honrar os 140.000 japoneses mortos no ataque. O local do epicentro da explosão recebe hoje o Parque Memorial da Paz, idealizado pelo renomado arquiteto japonês Kenzo Tange. Às margens do rio Motoyasu, onde foram criados os jardins, encontra-se a Cúpula Genbatsu, uma estrutura que resistiu às explosões, tornando-se um marco da cidade e dos sobreviventes. O complexo abriga ainda um museu, com objetos pessoais e ruínas, como um relógio com os ponteiros parados na hora da explosão, 8h15 da manhã. O parque tornou-se patrimônio mundial da Unesco em 1996 e todos os anos é sede de cerimônias para honrar as vítimas e os hibakusha – os sobreviventes que atualmente contabilizam 263.945 pessoas.

Fonte: Veja


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