Abicalil

>Desavenças políticas

Posted on outubro 7, 2010. Filed under: Abicalil, Carlos Bezerra, Dante de Oliveira, derrotas eleitorais, Desavenças políticas, Dilma e Lula, Júlio Campos, Mato Grosso, PSDB, PT, Serys |

>Por Alfredo da Mota Menezes*

Em Mato Grosso, parte das derrotas eleitorais foi por desentendimentos internos em grupos ou partidos. O caso recente do PT estadual é um exemplo. A forte disputa entre Abicalil e Serys afetou o partido como um todo. Se tivesse unido, cada um no seu lugar, usando o momento da Dilma e Lula, o PT de MT estaria em patamar menos melancólico que está agora.

Temos em MT outros casos de desavenças internas até maiores que essa do PT. Conto duas delas. Em 1998, o PSDB com Dante de Oliveira bateu Júlio Campos para o governo e Carlos Bezerra para o Senado. O caminho ficou livre para se criar aqui o que o Tasso Jereissati fez no Ceará e ACM na Bahia.

Roberto França seria o candidato a governador pelo PSDB. Houve até uma famosa ata que dizia isso. Um grupo dentro do partido entendeu de lançar Antero de Barros para disputar com o França a vaga para o governo. Começaram os chutes na canela. Criou-se uma “comissão de entendimento” para intermediar o impossível.

Na mídia só dava o caso do PSDB. Alguns achavam que era uma exposição útil ao partido. Eu sempre achei que exposição em demasia poderia criar uma ojeriza na população e reverberar ao contrário. Foi o que se viu depois.

A eleição para o PSDB unido talvez fosse um passeio. Jonas Pinheiro percebera isso e não aceitava ir à disputa. Se o grupo estivesse unido, duvido que o Blairo fosse candidato. Entrou na brecha da desavença. Apareceu do dia para a noite e levou a fatura em menos de três meses de campanha. A esposa do descontente França acabou ungindo a chapa do Maggi.

Outro caso. Em 1987, com Carlos Bezerra no governo, o PMDB era o galo do terreiro em MT. Logo começou o empurra-empurra interno. Um grupo, que se intitulava ideológico ou do antigo MDB, queria fora do partido o outro que apelidaram de fisiológico.

Saíram do PMDB para o PTB, acreditem, quatro deputados federais (Palma, Sucena, Osvaldo Sobrinho e Milton Figueiredo), três estaduais (França, Kazu e Luís Soares) e um senador (Louremberg).

Já em 1988, na disputa para a prefeitura de Cuiabá, os grupos se enfrentam. França (PTB), Meireles (PMDB) Serys (PV). Frederico Campos, que morava em Cubatão, chegou na última hora e leva pelo PFL a prefeitura.

O final do desastre foi na eleição de 1990, em que Jaime Campos (com Osvaldo Sobrinho como vice) ganha do Bonilha do PMDB para o governo e Júlio Campos bate o Bezerra para o Senado. Desde aquela época, vinte anos atrás, só agora o PMDB, com o Silval, voltou à ribalta. O PSDB estadual deveria se preocupar com que aconteceu com o PMDB.

Haverá fissuras no atual grupo que ganhou a eleição e está no poder. É histórico. Talvez já em 2012 na disputa para as prefeituras, principalmente a de Cuiabá.

*Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com
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>Viajando na maionese

Posted on abril 27, 2010. Filed under: Abicalil, Blairo Maggi, Dilma Rousseff, maionese, PDT, Pedro Taques, PSDB, Silval Barbosa, Viajando |

>Alfredo da Mota Menezes

Quando vai chegando perto das convenções para escolha definitiva das candidaturas e das coligações aparecem as mais diferentes ilações. Artigo na última coluna apresentou uma delas. Já surgiu outra: estaria sendo costurado um acordão em torno da candidatura do Silval Barbosa. Aos supostos fatos.
Maggi deixaria de ser candidato ao Senado. Daria o espaço para as candidaturas do PT e do PDT ou do Abicalil e do Pedro Taques. O PDT, claro, iria compor com o Silval. Sem Ciro Gomes, sem o PDT e quem sabe sem o PPS a candidatura do Mauro Mendes se enfraqueceria. No acordão, a vaga de vice-governador seria dele.
Um arranjo desse tamanho criaria pelo menos duas chapas fortes para deputados federais e estaduais para impulsionar ainda mais a candidatura do Silval. O acordo ainda salvaria o Valtenir Pereira que está encontrando dificuldade de ser reeleito por falta de gente na chapa proporcional em torno do Mauro.
Continuam os argumentos do tal acordão. Blairo Maggi seria o coordenador da campanha da Dilma Rousseff no Centro-Oeste. No caso dela ser eleita, ele seria convidado para seu ministério. A tese defendida no acordão é não permitir que o PSDB volte ao governo aqui e em Brasília.
Já que o assunto chegou às rodas de discussão faço uma confissão que não me sentia autorizado a fazer antes. Estive em um hotel da capital como convidado para o lançamento da ferrovia que passaria em Lucas. Estava na mesma mesa de Blairo Maggi e a Serys. Em certo momento das diferentes conversas, ele falou que não teria dificuldade em retirar sua candidatura ao Senado em favor de um grande acordo político-eleitoral. Não tenho condições de precisar se ele testava a mesa ou a Serys com a colocação.
Se tiver uma nesga de verdade essa suposta retirada de candidatura, Maggi estaria atuando de maneira diferente de outro momento. Aquele em que afastou sua candidatura ao Senado (o Pagot tinha feito a mesma coisa para governador) sem antes negociar nenhum acordo político.
Naquele momento, o Riva e o Jaime, que falavam em serem candidatos na majoritária, criticavam o PR por querer negociar com os aliados já com duas vagas na majoritária fechadas. Agora, se a hipótese do acordão tiver um mínimo de verdade, o Maggi iria para o sacrifício somente se houvesse um acordo global em torno do Silval.
Pontos complicados do acordão? Mauro Mendes retira mesmo sua candidatura? A retirada do Maggi não facilitaria a eleição de um candidato da oposição ao Senado? O grupo em torno do Silval elegeria os dois senadores? Onde abrigar o descontentamento do grupo da Serys? E se o PP nacional fechar com o Serra?
Será que os outros estados do Centro-Oeste iriam aceitar o Maggi como coordenador da campanha da Dilma? Ou ele seria coordenador somente em MT? Antecipar um ministério a ele num suposto governo Dilma não é uma viagem na maionese maior do que a minha neste artigo? Palanque grande ganha eleição? Lembram daquele em torno do Alexandre Cesar na capital e do Sachetti em Rondonópolis?
Ideias, suposições, ilações ou o que seja serão pratos cheios de agora até o final das convenções em junho. O artigo é uma amostra do que vem por aí.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br/Site: http://www.alfredomenezes.com

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>Eleições 2010: Pesquisa Blairo Maggi na frente, Antero e Abicalil empatados

Posted on abril 23, 2010. Filed under: Abicalil, Antero, Blairo Maggi, eleições 2010, empatados, pesquisa eleitoral |

>Além do resultado da pesquisa para governador de Mato Grosso, o instituto Mark o fez também sobre as intenções de votos para senador. O quadro abaixo publicado no blog  RDNews ilustra os quatro primeiros colocados.

 
Numa projeção com quatro pré-candidatos – Maggi, Antero, Abicalil e Pedro Taques -, o nome do ex-governador aparece em primeiro nas intenções de voto com 36,8%. O ex-senador Antero ocupa o segundo lugar, com 17,2%. Deputado federal e presidente regional da legenda petista, Abicalil surge “colado” no tucano, com 16,3%. Como a margem de erro é de 3% para mais ou para menos, Abicalil e Antero correm empatados tecnicamente. O nome do ex-procurador da República Pedro Taques, que se filiou ao PDT, está com 9,3% das intenções de voto. Nesse cenário, 17,6% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votar para senador ou preferiram não responder as perguntas, enquanto 2,8% votariam em branco ou anulariam o voto.
O que chama atenção é a posição do ex-governador Blairo Maggi, dono de uma grande aprovação popular por ocasição da saída do governo, e com um conjunto de ações e massiva publicidade em todas as mídias, obter 37% das inteções de voto é muito pouco.
Isso nos remete a eleições passadas, onde ex-governadores, concorreram ao senado, e apesar de serem  considerados eleitos, amargaram derrotas fragorosas. 
A situação de Blairo Maggi está ficando ainda mais complicada, uma vez que o governador Silval Barbosa, candidato a reeleição, tem tomado decisões e implementado ações, principalmente nas áreas da saúde e segurança pública, que pode ser apenas marketing de campanha, mas dá a impressão que não se trata de um governo de continuidade, mas um opositor que considerou que precisava mudar quase tudo. Se as ações de Silval troxer resultados positivos, como o ex-governador vai se explicar? Seus concorrentes não querem nem saber.
Particularmente não duvido que o ex-governador  acabe desistindo da candidatura.

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>Ex-presidente do PT afirma que já tinha avisado a Abicalil e Lula o esquema Valdebran

Posted on abril 22, 2010. Filed under: Abicalil, esquema, Funasa, Lula, PT, Valdebran, vereador |

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Juca Lemos, ex-coordenador da Funasa   

O coleda Romilson Dourado do portal RDNews  publicou a seguinte matéria com o seguinte conteúdo: o ex-vereador por três mandatos por Rondonópolis, ex-coordenador regional da Funasa e ex-vice-presidente estadual do PT, Juca Lemos, autor das denúncias feitas em 2005 e que agora, quase cinco anos depois, resultou no indiciamento de 46 pessoas e na prisão temporária de 35 (vários já foram libertadas), revelou nesta quarta, em entrevista ao RDNews, que na época alertou o deputado federal Carlos Abicalil sobre as interferências de Valdebran Padilha junto à fundação, principalmente nos contratos e nos termos de parcerias. Conta que fez o comunicado porque foi o próprio Abicalil quem o indicou para o cargo e não a senadora Serys Marly, como declarou o parlamentar e presidente do PT no Estado. Segundo Juca, o deputado desconversou sobre o assunto. Alegou que não tinha ligação com Valdebran e que este era mais vinculado a Alexandre Cesar, hoje deputado estadual.
   
De acordo com Juca, Valdebran atuava tão forte na Funasa que interferia nos contratos. Assim que foi nomeado, o ex-vereador começou a receber pressão de Valdebran, que foi preso na Operação Hygeia e ganhou a liberdade na última segunda, 10 dias depois. Ele observa que não cedeu aos pleitos do homem que viria a ser chamado pelo presidente Lula de aloprado, numa referência aos petistas, incluindo o próprio Valdebran, que tentaram comprar dossiê do empresário Darci Vedoin para incriminar o então candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), em 2006, e que acabaram presos.
   
Juca afirma que dias depois de ter “expulso” Valdebran da Funasa e levado o fato ao conhecimento de Abicalil, acabou exonerado sem, sequer, um comunicado com antecedência. Lembra que quem o substituiu foi Evandro Vitório, funcionário de uma empreiteira de Valdebran, com respaldo dos petistas Abicalil e Alexandre e do presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra. “Eu denunciei várias irregularidades nos contratos, com valores exorbitantes. Havia também problemas sérios com os veículos oficiais, enfim, havia um buraco grande na Funasa”, diz Juca, que ficou somente 100 dias no cargo de coordenador da fundação no Estado.
   
A “bomba” veio estourar agora, com a decisão da Justiça Federal de decretar prisão de Valdebran, do irmão dele Waldemir Padilha, e de outras dez pessoas suspeitas de envolvimento com o suposto esquema de fraudes que teria desviado ao menos R$ 51 milhões dos cofres da Funasa dos ministérios da Saúde e das Cidades. Foram para a cadeia também na Operação Hygeia a presidente da ONG Idheias, Maria Guimarães Bueno, que estava em Belo Horizonte (MG), o tesoureiro do PMDB-MT, Carlos Miranda, e José Luis Bezerra, sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra, e vários servidores públicos.
   
Eles são acusados de participar de uma organização criminosa. Teriam influídos em decisões de órgãos da administração pública com práticas ilegais em contratos e em termos de parceria firmados. Pela estimativa da PF, desde 2006 o volume desviado pela suposta quadrilha pode superar a R$ 200 milhões. Os termos de parceria e as licitações realizadas envolviam acertos, subornos, pagamentos indevidos e corrupção de servidores.
      
Denúncia a Lula
    
Juca Lemos, que acabou rompendo com o grupo de Abicalil após sua exoneração da Funasa, revela que produziu um informativo interno na época e o distribuiu no 13º Encontro Nacional do PT, em São Paulo. Naquele encontro houve aprovação do nome de Lula à reeleição. Um dos panfletos foi parar nas mãos de André Singer, então porta-voz do governo. O ex-vereador conta que quatro dias depois esteve no Palácio do Planalto e, durante uma cerimônia, se aproximou do presidente e foi recebido com um abraço. Lula disse-lhe: “Juquinha, recebi seu material e vou determinar apuração rigorosa”. Em abril de 2006, a Polícia Federal colheu depoimento do ex-vereador e este reafirmou as acusações.
   
O informativo, em verdade, trazia denúncias assinadas pelo ex-coordenador da Funasa. Dizia que havia relação estreita entre Valdebran, Bezerra e Alexandre Cesar e que isso estava sendo nocivo para a fundação. Lembrava que o grupo havia indicado para o cargo um funcionário do aloprado que há tinha contrato com a Funasa. Por conta dessas acusações, Juca enfrenta processo na Justiça movido por Bezerra e Alexandre por calúnia e injúria. “Eu tenho me defendido na Justiça. Acho que a sociedade está vendo e espero que a Justiça puna quem se beneficiou ilegalmente de dinheiro público. Fiz meu papel enquanto cidadão”, diz Juca, que foi servidor efetivo do extinto Bemat e já presidiu no Estado o sindicato dos Bancários.
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>Abicalil vence as prévias do PT em MT, todos aguardam posicionamento da senadora Serys

Posted on abril 19, 2010. Filed under: Abicalil, prévias do PT, Senado |

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 O presidente regional do PT, deputado Carlos Abicalil, teve o seu nome sacramentado nas prévias deste domingo como candidato ao Senado. O resultado não foi fechado oficialmente, mas a parcial aponta para um placar “apertado”, com menos de 300 votos de diferença sobre a já senadora Serys Marly. Ele perdeu em cidades-pólos, como Várzea Grande e Rondonópolis e também em Cuiabá, mas impôs vantagens em vários municípios pequenos. Em Juína, por exemplo, Abicalil ganhou com 200 votos de frente. A vitória interna do deputado traz alívio ao Palácio Paiaguás. É que Abicalil já havia sinalizado para apoio à reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB). Ele deve fazer “dobradinha” para o Senado com o ex-governador Blairo Maggi (PR).
  
Até às 21h10 estava faltando apurar 471 votos de cinco municípios. Petistas votaram neste domingo em urnas espalhadas em 131 das 141 cidades mato-grossenses. Na Capital, Serys conseguiu 77 votos de frente. Votaram em Cuiabá 1.979 filiados e 1.949 foram considerados válidos. Serys chegou a 1.013 votos, enquanto Abicalil ficou com 936. Treze votaram em branco e 17 preferiram anular o voto. Serys ganhou em Várzea Grande e, em Rondonópolis, a senadora conseguiu 200 votos a mais.
   
O resultado oficial deve sair nesta terça. O grupo de Serys que, no começo da noite estava comemorando uma possível vitória, já que saira na frente em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, se mostra frustrado. Alguns defendem até desfiliação em massa do PT e adiantam que não vão apoiar Abicalil para o Senado. Argumentam que Serys foi boicotada no direito de buscar à reeleição.
    
Em sua primeira entrevista nesta noite, após o resultado da parcial que assegura a sua vitória, Carlos Abicalil disse que o fato de Serys ter ganhado em Cuiabá não o surpreende porque é onde se concentra o grupo da colega parlamentar. Considera que a diferença de 77 votos foi equilibrada. O deputado adianta que vai se preparar agora para o encontro do partido programado para 23 de maio para apresentar nomes para as duas vagas de suplentes e também opção para vice-governador. Quer construir a unidade interna e se considera uma pessoa serena.
    
Abicalil revelou que o PT vai marchar com o PMDB de Silval e que vai abrir negociações com o PSB, na expectativa de atrair o pré-candidato a governador Mauro Mendes para o grupo. Segundo ele, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) deve desistir da disputa à sucessão presidencial e, com isso, Mendes tende a recuar também. O petista quer iniciar esse entendimento direto com o colega parlamentar Valtenir Pereira, presidente estadual do PSB.
   
Serys estava reunida com assessores em seu escritório em Cuiabá. Ela prefere não conceder entrevista antes do resultado oficial. A senadora tem sido instigada por aliados para não apoiar o nome do colega Abicalil ao Senado. Fonte: RDNews
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>Eleições 2010: Deputado Carlos Abicalil comunica a senadora Serys sua intenção de disputar o Senado e diz que clima é tenso

Posted on fevereiro 7, 2010. Filed under: Abicalil, Deputado Carlos Abicalil, Dilma Rouseff, eleições 2010, presidente Lula, PT, Senadora Serys, Serys |

>Mariane de Oliveira
Da Redação

O Bom Dia Mato Grosso reproduz a entrevista concedida pelo deputado Carlos Abicalil ao Jornal A Gazeta, edição de 7 de fevereiro, a quem agradecemos. Fazemos isso pela necessidade que temos de manter nossos leitores bem informados dos bastidores da política matogrossense no que diz respeito as eleições de 2010.


A tensa conversa travada no gabinete de Serys em Brasília, durante uma hora e meia, pode resultar no maior racha já vivenciado pelo partido, além de enfraquecer o palanque da ministra Dilma Rouseff em Mato Grosso, pré-candidata à Presidência da República pelo PT. Abicalil é muito próximo do presidente Lula e ocupa a função de vice-líder do governo na Câmara Federal, o que indica que a decisão para o impasse deve vir do Palácio do Planalto.


Presidente regional do PT, Abicalil, 48 anos, foi reeleito deputado federal com mais de 128 mil votos em 2006. Ele concedeu a seguinte entrevista ao jornal A Gazeta, onde relata detalhes da conversa com Serys e tece críticas veladas à senadora.


Carlos Abicalil quer disputar vaga no Senado e levou proposta para Serys, que rejeitou e afirmou que pode sair da vida pública, caso ele seja escolhido pelo partido

A Gazeta – O senhor procurou a senadora Serys para dizer que é candidato ao Senado. Como foi a conversa com ela?

Carlos Abicalil – Nesta semana tive um encontro com a senadora Serys, e como havia afirmado anteriormente, durante todo o processo, assim que inaugurássemos a nova gestão do partido iríamos dar início a esse entendimento, relativo à pré-candidatura ao Senado e às estratégias para 2010 nesse sentido. Fiz questão de ir ao gabinete da senadora, conversamos muito, durante uma hora e meia, e eu apresentei a pretensão de que o diálogo da candidatura ao Senado fosse apresentado. A senadora Serys tem elevado compromisso partidário, ela honra há 20 anos os mandatos conquistados dentro do PT, e faz isso de forma exitosa. Então tenho certeza de que ela vai compreender isso, vamos realizar esse debate de maneira a ampliar a representação do PT.


Gazeta – Isso significa trocar de posições, a senadora Serys sairia candidata a deputada federal e o senhor ao Senado?

Abicalil – Sim. Isso refletiria na real possibilidade de ampliar a bancada do PT, até porque a senadora Serys e o deputado Ságuas Moraes têm patamar de representação que, somados, dão essa possibilidade real ao partido.


Gazeta – Qual foi a resposta da senadora, ela aceitou?

Abicalil – A senadora afirma que ela, em conjunto com a família, chegou ao posicionamento de que, ou é candidata à reeleição, ou não é candidata. Fiz apelo por três vezes de que ela pudesse reconsiderar a possibilidade de, em não sendo candidata à reeleição, contemplasse a possibilidade de figurar na chapa a federal junto com o deputado Ságuas. Isso não significa passar por cima do partido. Na minha visão, reitero que essa é uma possibilidade do PT ampliar a sua representação popular.


Gazeta – Caso a senadora não reconsidere seu posicionamento, o PT pode realizar uma consulta a todos os filiados?

Abicalil – Não há nenhum problema, até porque acabamos de passar por uma consulta ampla (o processo de eleições diretas, que elegeu os diretórios). Mas prefiro que tenha um entendimento em uma instância partidária regular, e a senadora também concorda. A decisão deve ser dos membros do diretório. Tanto eu quanto ela concordamos que a decisão deva sair até o final de março.


Gazeta – O senhor já havia conversado sobre esse com lideranças do PT antes de quinta-feira?

Abicalil – Participei de todas atividades partidárias programadas desde de dezembro de 2008. Todas as vezes em que fui instado por aqueles diferentes grupos sobre o tema (disputa ao Senado), advertia para alguns aspectos principais: a incoerência com a defesa de uma aliança ampla se o ponto de partida reservasse dois cargos majoritários ao PT e já vinculasse tais cargos aos nomes; a inexistência de candidaturas natas, que nunca fizeram parte da cultura petista; a necessidade de compor uma chapa que ampliasse o número de mandatos e de representações petistas nos níveis estadual e federal. Finalmente, ponderava que aquele momento não era o melhor para a definição de vinculações finais entre nomes e cargos para a disputa, até porque, se foram sinceros os termos das teses, a principal referência permanecia guiada pelo projeto nacional, seus desdobramentos num projeto de desenvolvimento humano e sustentável para Mato Grosso e seus nas composições eleitorais.


Gazeta – O senhor já tratou desse assunto com o presidente Lula?

Abicalil – Com o presidente? Diretamente, não. A última oportunidade de conversa direta que tivemos foi durante a viagem de volta de Alta Floresta, logo após o lançamento do Programa Terra Legal. Devo lembrar que naquele momento, o governador Maggi dizia não ser candidato a qualquer cargo. O quadro mudou de lá para cá. Por isso, mantenho diálogo permanente com o chefe do gabinete pessoal, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, o ministro da secretaria-geral, Luiz Dulci, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ministro da Previdência, deputado José Pimentel, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entre outros. Obviamente, dá-se ciência à ministra Dilma e ao presidente da República.


Gazeta – O deputado Ságuas Moraes tem trabalhado sua candidatura ao Senado e a candidatura dele a deputado federal…

Abicalil – O deputado Ságuas tem dado uma excelente contribuição ao PT, ao governo de Mato Grosso e à sociedade. Projetos políticos petistas não são solitários. Sempre buscam ampliar horizontes de participação, de realização, de expressão pública. Outro dia, o professor Alfredo Menezes, aqui na Gazeta, escrevia que a fila anda. Não quero ser o impedimento para o andar da fila quando ele significar ampliação das expressões e dos mandatos do PT.


Gazeta – O senhor recuaria de uma candidatura ao Senado para evitar um racha no partido?

Abicalil – Quem não conhece o PT vive propagando rachas em toda ocasião de debate. Serys disputou a presidência do PT contra Ságuas em 2005. Ganhou. Disputei a presidência estadual do PT contra a Serys, em 2007. Vencemos e fizemos maioria no Diretório Estadual. Ambos continuamos petistas. O PT não se reduz aos mandatos. As personalidades e seus valores inegáveis não superam o partido. Creio, firmemente que faremos um debate sereno, responsável, equilibrado, consequente, atento. Já passamos da pré-escola ou do jardim da infância. Fonte: A Gazeta

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>Eleições 2010: A disputa para o Senado em Mato Grosso

Posted on janeiro 19, 2010. Filed under: Abicalil, Blairo Maggi, candidato, disputa para o Senado em Mato Grosso, eleições 2010, Jaime Campos, PR, PSDB, PT, Senado, Serys |

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Se confirmada a retirada da candidatura de Geraldo Riva do PP ao Senado sobram três viáveis candidaturas para duas vagas em Mato Grosso. Uma do PT, outra do PR com Blairo Maggi e outra da oposição (candidatura como a do Pedro Taques ainda é uma incógnita). Três nomes disputando duas vagas, chance enorme para qualquer um deles.

O PT precisa definir ainda quem será o candidato, se Serys ou Abicalil. Na oposição a coisa também não está ainda definida. Se o candidato a governador do grupo for Jaime Campos, o PSDB deverá indicar o candidato ao Senado. Pelas pesquisas o nome até agora é o de Antero de Barros.

Se o candidato a governador for o Wilson Santos, o DEM não tem um nome eleitoralmente viável para a vaga de Senado. Gilberto Goellner diz que não vai à reeleição. Júlio Campos disse que foi “vetado”, vai a deputado federal. O PTB não tem também um nome com densidade eleitoral para a disputa. Parece que o DEM ficaria, nessa hipótese, com a vaga de vice na chapa do Wilson.

Até nessa hipótese sobraria uma vaga para, digamos, o Antero se for levado em conta as pesquisas de opinião pública. Dá até para especular que o grupo aceitaria o PSDB, mesmo não sendo a sigla forte de antes, com duas vagas na majoritária.

Mesmo se o PP for para essa composição, com Jaime ou Wilson como cabeça de chapa, não se vê outro nome nesse partido, além do Riva, com vontade de peitar a candidatura ao Senado. Então, em tese, se teria o Blairo, Antero, Serys ou Abicalil.

Chamo a atenção do leitor para um detalhe importante: os candidatos, a partir de certo momento, serão cuidadosos em falar mal do outro. Por quê? Por causa do chamado “segundo voto”.

O eleitor terá direito de votar em dois nomes para o Senado. Alguém que gosta do Blairo vota nele e escolherá outro nome. Se algum dos candidatos vem falando coisas ruins a respeito dele, o eleitor dele pode não votar nesse nome. Críticas serão feitas, mas dentro de certos limites.

O melhor exemplo de segundo voto foi na eleição de 2002 em que disputavam duas vagas o Dante, Jonas Pinheiro e a Serys. É comum aceitar que a Serys se beneficiou bastante do segundo voto. Alguém que votava no Dante votava nela para não votar no Jonas. Outro que votasse neste a incluía para não votar no Dante.

Sugerem os fatos que nesta eleição alguém da oposição, mesmo sem fazer críticas duras, pode se beneficiar do segundo voto como a Serys se beneficiou como oposição naquela eleição.

Um candidato agora da oposição tem chances de se eleger ao Senado. Primeiro, que é difícil a situação fazer os dois. Segundo, que há uma tendência maior de alguém da oposição, tanto no plano nacional como no estadual, se beneficiar um pouco mais com o segundo voto.

Não acredito, por fim, que ocorra agora o que ocorreu com Garcia Neto, Bezerra e Dante que deixaram o governo para serem candidatos ao Senado e não foram eleitos. O Blairo está bem avaliado perante o eleitor. Mas só para esquentar a conversa: Dante saiu do governo com aprovação perto de 80% e perdeu a eleição. A maior quebra de paradigma que o Blairo deixará será mudar essa estranha escrita.

Autor: Alfredo da Mota Menezes – Fonte: AGazeta. E-mail: pox@terra.com.br; http://www.alfredomenezes.com

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