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>Petrobrás ganha R$ 24,7 bilhões por não repassar queda no preço do petróleo

Posted on agosto 22, 2010. Filed under: acionistas, capitalização, consumidor, diesel, gasolina, infraestrutura, Investimentos, Petrobras, Preços |

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Os preços da gasolina e do diesel no Brasil estão prestes a completar dois anos com valores acima das cotações internacionais. Trata-se do período mais longo de alta desde a liberação do setor, em 2002, garantindo à Petrobrás uma receita adicional de R$ 24,7 bilhões, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Para analistas, esses recursos vêm ajudando a estatal a manter o ritmo de investimentos enquanto espera a capitalização. “O consumidor brasileiro está subsidiando o plano de investimentos da Petrobrás”, resume o diretor do CBIE, Adriano Pires. Em levantamento a pedido do Estado, o especialista indica que, desde outubro de 2008, os preços da gasolina e do diesel estão mais caros no Brasil do que no exterior.
Naquele ano, as cotações internacionais do petróleo desabaram por causa do estouro da crise mundial, chegando ao piso de US$ 37 por barril em dezembro.
A Petrobrás chegou a promover uma redução de preços no período – de 4,5% para a gasolina e 15% para o diesel –, mas não foi suficiente para equalizar os valores internos com os do mercado internacional. Não houve, também, impacto nas bombas, já que o governo elevou os impostos sobre os dois produtos, revertendo a redução do ano anterior, quando a estatal aumentou seus preços para acompanhar a escalada das cotações do petróleo.
Na média de julho, diz Pires, a gasolina brasileira estava 24% mais cara que a cotação do Golfo do México, usada como parâmetro para a Bacia do Atlântico. No caso do diesel, a diferença era de 14%. Na prática, a Petrobrás não é obrigada a seguir as cotações internacionais, embora esse tenha sido o objetivo da liberação do mercado em 2002. A estatal diz que sua política prevê acompanhamento de longo prazo.
Como sempre é o povo brasileiro que paga pela má gestão nas estatais
Em nota enviada ao Estado, a companhia declara que “a política de preços adotada pela Petrobrás gera um fluxo de caixa mais estável, o que é positivo para a empresa e acionistas, além de diminuir o impacto da volatilidade dos preços internacionais sobre a economia brasileira e permite à companhia vender seus produtos ao preço médio que vigora no mercado internacional”. Desde 2002, porém, não houve período tão longo de alta.
A expectativa é que a diferença se mantenha nos próximos meses. Do ponto de vista da Petrobrás, o mercado não espera quedas de preços em 2010, visão compartilhada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que tocou no assunto na ata de sua última reunião. As cotações do petróleo – e, consequentemente, dos combustíveis no exterior – também devem se manter estáveis, oscilando em torno dos US$ 75, segundo projeção da consultoria Tendências.
Alívio
A manutenção desse cenário representa um alívio nas contas da Petrobrás, que encontra dificuldades para manter seu plano de investimentos, orçado em R$ 88,6 bilhões em 2010. A empresa está no limite de endividamento e, enquanto a capitalização não é concluída, utiliza o caixa adicional obtido com a venda de gasolina e diesel mais caros para ajudar a fechar suas contas. Os outros combustíveis, como querosene de aviação e gás natural, acompanham mais de perto as cotações internacionais do petróleo.
“Certamente essa política de preços está ajudando a Petrobrás a enfrentar seus problemas de caixa e a bancar seu plano de investimentos”, comenta Walter de Vitto, especialista em energia da consultoria Tendências. Os R$ 24,7 bilhões calculados por Pires como ganho adicional equivalem a todos os recursos que a companhia mantinha em caixa no fim do terceiro trimestre. Até o fim de junho, a empresa investiu R$ 38,1 bilhões.
“No fundo, o caixa que a Petrobrás esta fazendo (com os combustíveis) está gastando. Pode-se dizer que ela está fazendo um investimento adicional com esse caixa”, diz um analista do mercado financeiro que prefere não se identificar. Prevista inicialmente para julho, a capitalização foi adiada para setembro e depende de negociações sobre o preço das reservas que serão vendidas pelo governo à estatal. 
Fonte: Estadão
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>Banco do Brasil anuncia crescimento de 16,1% no lucro no 2º trimestre

Posted on agosto 16, 2010. Filed under: acionistas, Banco do Brasil, crescimento, lucro, operações de investimentos |

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O Banco do Brasil (BB) informou nesta segunda-feira (16) que registrou lucro líquido de R$ 2,725 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 16,1% superior ao ganho de R$ 2,345 bilhões apurado um ano antes. A remuneração dos acionistas no semestre somou R$ 2,1 bilhões, equivalentes a 40% do lucro líquido

A remuneração dos no semestre somou R$ 2,1 bilhões, equivalentes a 40% do lucro líquido

A receita de prestação de serviços (RPS) somou R$ 3,954 bilhões entre abril e junho, o que corresponde a um aumento de 15,1% frente aos R$ 3,436 bilhões obtidos em igual época de 2009.
A provisão para risco de crédito passou de R$ 3,865 bilhões no segundo trimestre de 2009, para R$ 2,525 bilhões no mesmo período deste ano.
Segundo o BB, no trimestre, os índices de inadimplência mantiveram-se abaixo do observado no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,7% da carteira de crédito, melhora de 40 pontos base no trimestre e de 60 pontos base em relação a junho de 2009, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,7%.
Acumulado
No primeiro semestre, o lucro líquido avançou 26,5%, totalizando R$ 5,076 bilhões, contra R$ 4,014 bilhões verificados na primeira metade de 2009.
A instituição financeira explica que o desempenho é resultado das estratégias negociais adotadas, inclusive as recentes aquisições e parcerias estratégicas estabelecidas.
A receita de prestação de serviços (RPS) atingiu R$ 7,588 bilhões entre janeiro e junho, caracterizando um aumento de 19% face a igual época do ano passado.
A carteira de crédito encerrou o primeiro semestre de 2010 com saldo de R$ 326,5 bilhões, valor 29,3% maior que o apresentado no mesmo período de 2009.
“A expansão da carteira de crédito decorreu do crescimento robusto das concessões de crédito à pessoa física, especialmente crédito consignado e financiamento a veículos, e à pessoa jurídica com destaque para operações de investimentos e capital de giro”, esclareceu o banco.
De acordo com o banco, a remuneração dos acionistas no semestre alcançou R$ 2,1 bilhões, equivalentes a 40% do lucro líquido. Foram destinados R$ 1,1 bilhão na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 1 bilhão em dividendos.

Fonte: Brasil Econômico

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