ações

>Como saber qual o retorno econômico de um investimento? O que fazer?

Posted on agosto 1, 2010. Filed under: ações, aplicação, Econômico, imóvel, investimento, Oportunidade, poupança, Saulo Gouveia |

>

Quem ainda não se viu numa encruzilhada precisando aprovar um projeto, mas não consegue convencer os donos da grana? Quem ainda não ficou com uma baita dúvida ao querer colocar seu suado dinheirinho em um empreendimento e não se convence? Para aprovar uma despesa a mais como saber qual o retorno econômico? O que fazer?
Para decidir, primeiro escreva os motivos positivos e os contras, depois tire uma cópia. Jogue o original fora. Deixe-a de molho por trinta dias. Veja-a de novo. E se achar necessário, espere mais uma semana e torne a lê-la. Se depois disso continuar achando que vale a pena, passe para o passo a seguir.
Para saber se o retorno é atrativo, é simples. Pegue uma folha em branco divida ao meio e de um lado coloque todo o montante que você vai gastar e do outro todas as entradas previstas. Some todos os valores para ter uma noção do tamanho total do projeto e descobrir se as entradas superaram as saídas. Se o resultado for positivo, resta agora saber se o valor que sobra compensa o dinheiro aplicado. É também preciso saber se você tivesse colocado em outra aplicação daria mais.
Veja o seguinte exemplo: colocando R$ 100 mil agora em um projeto e recebendo ao longo de cinco anos 30 mil reais líquidos anuais, teremos um total de entradas de R$ 150 mil. Vale a pena? Se descontarmos 10% – do custo de oportunidade – ao ano cai para R$ 93,1 mil reais. Percebeu? Esse projeto não compensa. Para ser viável o retorno deverá ser acima dos R$ 100 mil iniciais.
Lembrete: O custo de oportunidade – os 10% – é a taxa que compara o empreendimento escolhido com outra aplicação, como ações, poupança ou imóvel. Se não souber fazer essa conta peça ajuda a um financista. Os especialistas em finanças sempre tomam as decisões entre duas – ou mais – alternativas. É melhor comprar ou alugar? Qual projeto tem prioridade? É melhor produzir ou terceirizar? Sempre comparam para saber qual é a taxa atrativa ou qual é o custo da oportunidade.
Se por acaso você precisar convencer alguém de aprovar seu projeto, a viabilidade financeira é o primeiro passo e o capacitará a envolvê-lo. Essa é a linguagem que o pessoal do financeiro gosta de ouvir, por isso, é importante falar do que eles vão ganhar. Assim caro leitor você não vai entrar numa fria, pois o seu planejamento lhe mostrará claramente o que fazer. Quem sabe pode superar com mais serenidade períodos turbulentos e realizar planos e objetivos de longo prazo. Saberá de onde vem e para onde vai seu dinheiro. Pense nisso, mas pense agora!
Autor: Saulo Gouveia – Fonte: A Gazeta
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Eike Batista ganhou R$ 67 milhões com compra de ações do BNDES com desconto de quase 50%

Posted on janeiro 2, 2010. Filed under: ações, BNDES, cotações, Eike Batista, LLX |

>

Em um ano em que teve fraco desempenho com ações, o BNDES conseguiu arrumar espaço para uma operação com Eike Batista que representou ganho de cerca de R$ 67 milhões para o empresário.


Em 28 de agosto, o BNDES sacou de sua carteira 41,6 milhões de ações da empresa de logística LLX para vendê-las ao empresário (fundador e controlador da companhia) e a um fundo de pensão canadense, também acionista da empresa.


A venda das ações foi concluída a preço cerca de 48% abaixo da média de mercado.


Na época, as ações da LLX valiam cerca de R$ 5. Mas Eike pagou ao banco em torno de R$ 2,30 por ação.


Considerado o preço médio dos 60 pregões anteriores (uma prática de mercado em negociações do tipo), de R$ 4,44, Eike e o fundo canadense pagaram 52% do que elas valiam.


A possibilidade de comprar ações a esse preço foi aberta para Eike em 16 de março, e todas as operações realizadas foram comunicadas ao mercado.


Nessa data, o BNDES entrou como sócio de sua empresa, aportando R$ 150 milhões na compra de 83 milhões de ações, a R$ 1,80.


Esse preço representa um ágio de 27% sobre as cotações dos 60 pregões anteriores. Além de pagar mais do que o valor médio, o BNDES deu a Eike a chance de comprar as ações de sua empresa por R$ 1,80 nos 36 meses seguintes. Mas o BNDES não tinha o direito de vender as ações a esse valor caso o preço na Bolsa caísse.


Diante da melhora do desempenho das ações da LLX na Bolsa, Eike decidiu exercer esse direito apenas cinco meses depois. Conforme previsto no contrato, pagou juros de 15% ao ano e correção monetária, além de ágio de 20% por ter feito a compra antes de seis meses de contrato. O valor final deve ter chegado, portanto, a R$ 2,30 -o BNDES não confirmou.


Dessa forma, Eike desembolsou cerca de R$ 72 milhões por algo que já valia pelo menos R$ 139 milhões.


O fundo de pensão canadense, também beneficiado pelo acordo, pagou R$ 24 milhões por 10 milhões de ações.


Se tivesse negociado as ações pelo valor médio das últimas cotações, pagaria R$ 46,2 milhões -economizou, portanto, R$ 22,2 milhões.


O BNDES não perdeu dinheiro com a operação, já que vendeu as ações pelo preço de compra, com juros, correção e ágio. Mas deixou de lucrar com sua valorização na Bolsa. No dia 30, as ações da LLX foram negociadas a R$ 10,11.


A fatia do banco na empresa, hoje de 4,25%, vale R$ 272 milhões. Quando virou sócio de Eike, essa fatia do BNDES valia R$ 53 milhões.


Questionado sobre por que precisou dar uma opção de compra ao empresário para fechar o negócio -já que ter o banco como sócio pode ser considerada, por si só, uma vantagem-, o BNDES informou que “a operação deve ser analisada como um todo”, e não ater-se à venda de ações, e que considerou “muito boa” a rentabilidade obtida com o negócio, a correção e o ágio. O empresário Eike Batista não comentou.

Fonte: Folha Dinheiro

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...