Aécio Neves

>Jornalista ligado a campanha de Dilma confirma à Polícia Federal que encomendou dados de tucanos

Posted on outubro 20, 2010. Filed under: Aécio Neves, Amaury Ribeiro Jr, Dilma Rousseff, dossiê, jornalista, Polícia Federal, PSDB, PT, tucano |

>O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB), como a Folha revelou na edição de hoje.

Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista.


O repórter disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal “Estado de Minas”, para “proteger” o ex-governador tucano Aécio Neves –que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência.

Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.

Amaury não disse à polícia se recebeu ou não orientação de Aécio ou de outros políticos de PSDB de Minas para levar adiante a pesquisa. Afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio.

O jornalista contou, contudo, que foram pessoas do PT que roubaram os dados de seu computador pessoal. O laptop, segundo ele, foi violado neste ano num quarto de hotel em Brasília.

Amaury, nessa época, já estava ligado ao “grupo de inteligência” do comitê de pré-campanha de Dilma. Sua estadia na capital era paga por integrantes do PT.

O repórter contou, também, que os dados do dossiê foram vazados à imprensa por uma corrente do PT, envolvida em disputa interna por contratos na área de comunicação.
Segundo a Folha apurou, a PF avalia que os dados sigilosos estavam nesse computador.

Editoria de Arte/Folhapress

 Fonte: Folha.com

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>Eleições 2010: O fim de um tabu

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Aécio Neves, eleições 2010, José Serra, Marina Silva, Marketing, O fim de um tabu, presidente Lula, privatizações, propaganda eleitoral, PSDB, rádio, segundo turno, tabu, televisão |

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A partir de hoje, quando recomeça a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, se saberá de que forma e com que intensidade a campanha do tucano José Serra assumirá o legado do governo Fernando Henrique, aceitando enfim, à sua maneira, o desafio da candidata Dilma Rousseff e do seu mentor, o presidente Lula, de confrontar o atual período com o que o antecedeu.
Foi o que os seus principais aliados – a começar do ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves – defenderam enfaticamente no encontro que marcou a largada para o segundo turno, anteontem em Brasília, com a presença dos governadores e parlamentares eleitos pela coligação oposicionista. Na primeira fase da disputa, pôde-se contar nos dedos de uma mão quantas vezes Serra mencionou o ex-presidente. O seu nome e o termo privatizações eram considerados venenosos. O candidato acusava a rival de ter “duas caras”. Ele próprio, porém, tinha uma cara ao sol e outra à sombra.
O mantra de Serra era discutir quem tinha de fato visão, experiência e capacidade para “fazer mais” no pós-Lula. Não funcionou. Se dependesse exclusivamente disso, Dilma seria a esta altura a presidente eleita do Brasil, graças ao seu patrono. Os resultados do 3 de outubro representaram para o tucano, mais do que uma derrota eleitoral, uma derrota política. Ou seja, como diria Marina Silva, “perdeu perdendo”. É verdade que também Dilma saiu derrotada politicamente, por ter embarcado na canoa da invencibilidade que o seu chefe conduzia.
Salvo na 25.ª hora por mudanças para as quais não contribuiu – a migração de votos dilmistas para Marina Silva e a preferência pela candidata verde de muitos dos até então indecisos -, Serra acabou premiado com a chance de, na pior das hipóteses, perder ganhando no tira-teima do dia 31. Até hoje, nenhum candidato a presidente e raros candidatos a governador conseguiram virar o jogo no segundo turno. Ainda que o retrospecto se confirme, a oposição pelo menos sairá da peleja com a coluna vertebral no lugar se fizer com que a coerência prevaleça sobre a conveniência.
Se não exatamente com essas palavras, foi seguramente com esse espírito de catar o touro à unha que os serristas partiram para a nova empreitada. “Seja mais Serra do que marketing”, exortou, sob intensos aplausos, o ex-presidente e senador eleito, Itamar Franco. Trata-se de adaptar a estratégia de comunicação ao foco político da campanha – e não o contrário. E esse foco só se firmará se o candidato se dispuser a ir além da rememoração das realizações de sua trajetória para encaixá-las na moldura da ideologia que as inspirou – e que chegou ao poder com Fernando Henrique. “Não precisa esconder ninguém”, aconselhou Itamar.
“Devemos defender isso com altivez e iniciar o segundo turno falando dele”, apontou por sua vez Aécio Neves, credenciado por seu sucesso nas eleições mineiras a ocupar um lugar central na campanha pelo Planalto. O ex-governador mostrou, ele próprio, o que isso significa – e o que Serra não disse no horário eleitoral. “Não teria havido o governo Lula se não tivesse havido o governo Itamar, com a coragem política de lançar o real, e se não tivesse havido o governo FHC, que consolidou e abriu a economia”, começou, antes de encarar a questão até aqui tabu.
“Se querem condenar as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular no seu bolso, na sua bolsa e jogue na lata de lixo mais próxima”, provocou. “Foi a privatização do setor que permitiu a universalização de acesso da população, por exemplo, à telefonia celular.” Abertas as comportas, Serra lembrou que “o governo Lula continuou a privatizar”, citando os casos do Banco do Estado do Maranhão e do Banco do Estado do Ceará, no primeiro mandato. “Se privatizou, não era tão contra.”
Ao devolver a bola para o campo do adversário, o PSDB finalmente virou a página da equivocada conduta no segundo turno de 2006, quando o então candidato Geraldo Alckmin ficou na defensiva diante da propaganda lulista que o acusava de desejar a privatização da Petrobrás e do Banco do Brasil. Nesse sentido, o segundo turno de agora é, sim, uma nova eleição.
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>País dividido

Posted on outubro 5, 2010. Filed under: Aécio Neves, DEM, Dilma Rousseff, José Dirceu, Lula, Merval Pereira, PSBD |

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Por Merval Pereira
Se fizermos a conta de quantos brasileiros serão governados juntando os estados em que venceram PSDB e DEM e os que os tucanos disputam com boa chance de vencer, poderemos ter a oposição governando metade do país, o mesmo em relação às receitas tributárias. O DEM venceu no primeiro turno em Santa Catarina e Rio Grande do Norte, justamente dois dos estados em que Lula se dedicou a tentar “exterminar” seus adversários.
O PSDB é o partido que elegeu mais governos no primeiro turno: Paraná, São Paulo, Minas e Tocantins. E disputa o segundo turno em cinco outros estados, com chances de vencer: Alagoas, Goiás, Pará, Roraima e Piauí. Mais uma vez o país está dividido, sem que a popularidade do presidente Lula se expresse em dominação política sobre o território.
Dilma Rousseff só venceu a soma dos votos oposicionistas de Marina e Serra em dez estados, e é enganoso acreditar que a vitória em 18 estados representa a hegemonia governista.
Na verdade, a oposição foi majoritária na maior parte do país. O estado de Minas Gerais, por exemplo, que aparece em vermelho no mapa da eleição, dificilmente pode ser considerado um território petista, ainda mais que Marina teve uma votação expressiva por lá, e a soma dos votos oposicionistas supera os da candidata oficial, ao contrário do que acontecia nas últimas eleições, onde Lula prevalecia claramente. A ida para o segundo turno significa que a vitória avassaladora do governo, a chamada “onda vermelha”, não se concretizou.
A candidata Dilma Rousseff teve mais ou menos o mesmo tamanho de votação que Lula vem tendo desde 2002, o que significa que o PSDB, se quiser vencer a eleição, terá que ampliar suas alianças eleitorais, o que o PT de Lula vem fazendo com êxito.
O PSDB tem tido regularmente cerca de 40% dos votos no segundo turno, enquanto o PT de Lula vai a 60%. Lula incorporou no segundo turno a maioria dos votos de Ciro Gomes e Garotinho em 2002, e os de Heloisa Helena e Cristovam Buarque em 2006.
Dilma entra no segundo turno como a grande favorita, precisando de pouco mais de quatro pontos percentuais para vencer. O objetivo de Serra será, por outro lado, tirar votos de Dilma, além de receber a maioria da votação de Marina. Mesmo que receba cerca de 80% dos votos que foram para a candidata verde, Serra não ganha se não conseguir roubar eleitores de Dilma.
É mais fácil para o PSDB fazer um acordo com o PV para governar do que esse acordo sair com o governo. Afinal de contas, Marina saiu do governo porque não conseguiu convencer Lula de que a questão do meio ambiente é essencial para um crescimento sustentável rumo ao futuro, e um dos principais obstáculos que encontrou pela frente sempre foi a visão desenvolvimentista de Dilma Rousseff.
Não há nenhum razão para que acredite que num futuro governo Dilma a coisa seja diferente. Por isso a tentativa do PT é para que ela fique neutra na disputa do segundo turno. Serra pode tirar votos de Dilma especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
No seu estado, embora tenha vencido a eleição que parecia perdida apenas poucos dias atrás, Serra venceu Dilma por cerca de 700 mil votos, o que é pouco para a tradição tucana, que governa o estado há 16 anos e tem pelo menos quatro anos mais pela frente.
Desde 1994 que o PSDB vence a eleição presidencial em São Paulo por uma diferença mínima de 3,5 milhões de votos, e que pode chegar até a 5 milhões de votos. Isso quer dizer que Serra tem entre 3 e 4 milhões de votos para ganhar em São Paulo.
Em Minas, Lula sempre venceu as eleições presidenciais por uma diferença semelhante à que Dilma teve este ano, cerca de 2 milhões de votos.
O ex-governador Aécio Neves, tendo saído da eleição como o grande líder político do estado e do PSDB no país, tem condições para tentar reverter esse quadro, pois tanto em São Paulo quanto em Minas o Partido Verde faz parte da coligação do PSDB local.
Era razoável que no primeiro turno o grupo do governador Aécio Neves não pudesse se empenhar tanto na campanha presidencial, pois a prioridade era mesmo reeleger Antonio Anastasia, e as implicações políticas regionais dificultavam esse trabalho.
A coligação regional abrigava diversos partidos que apoiam o governo Lula e estavam comprometidos com a candidatura de Dilma, e por isso o voto “Dilmasia” teve grande aceitação entre os mineiros. Mas agora, vencida com êxito esta etapa já no primeiro turno, Aécio está liberado para tentar reverter essa situação.
É claro que o favoritismo de Dilma neste segundo turno está mantido, e, sobretudo, a presença do presidente Lula na campanha fará com que a manutenção da votação que Dilma teve no primeiro turno seja possível, e até mesmo provável.
Mas este será um segundo turno muito diferente de quantos já aconteceram, todos com Lula liderando a disputa.
Inclusive porque Dilma é uma candidata frágil politicamente e despreparada para uma maratona eleitoral como a que terá que continuar enfrentando. Sobretudo se levarmos em conta que o capa preta do petismo José Dirceu revelou em sua já famosa palestra a sindicalistas baianos que Dilma ainda se ressente do tratamento do câncer linfático e está debilitada fisicamente.
Disse Dirceu a respeito do cancelamento de vários compromissos de campanha nesse primeiro turno: “(…) nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. (…) Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês perceberam isso? (…) Porque primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo porque ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda.”
O presidente Lula continuará comandando a campanha de seu laranja eleitoral, mas deve ter sentido o tranco das urnas, e a tendência é alterar o comportamento neste segundo turno. Ele claramente errou a mão no último mês de campanha, achando que estava tudo decidido, e perdeu a noção da realidade.
O recado maior das urnas é que a sociedade não aceita que, mesmo um presidente tão popular quanto Lula, se sinta dono do país, em condições de fazer o que quer e dizer o que as pessoas devem fazer, de escolher inimigos pessoais para exterminar.
Lula inventou sua criatura eleitoral do nada e corre o risco de inviabilizá-la politicamente se se deixar dominar pela arrogância.

Fonte: Blog do Noblat 

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>José Serra destaca em Belo Horizonte a importância de Aécio e sinaliza que espera apoio do PV

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: Aécio Neves, Antonio Anastasia, Índio da Costa, Belo Horizonte, eleições 2010, José Serra, Marina Silva, pesquisas, PV |

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Eleições 2010 – O presidenciável tucano José Serra viajou a Belo Horizonte por causa do velório de Aécio Cunha, pai do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG), onde destacou a importância de Aécio e do governador reeleito de Minas , Antonio Anastasia (PSDB-MG), no segundo turno da eleição presidencial. 
– Aécio vai ser umas das pessoas chave, junto com Antonio Anastasia, para que a gente tenha um final muito feliz no segundo turno. O Brasil quis o segundo turno foi pelo bem do nosso povo, que o segundo turno aconteceu.
Ele sinalizou que espera apoio do PV, da candidata Marina Silva, terceira colocada na eleição, atrás da petista Dilma Rousseff e do próprio Serra.
-Tenho muita afinidade com o PV, que sempre me apoiou na Assembleia Legislativa de São Paulo – disse ele, lembrando ainda que foi ele, quando prefeito, quem nomeou Eduardo Jorge, do PV, para a Secretaria de Meio Ambiente do município de São Paulo.
– Espero sim uma aproximação – afirmou.
Como governador, ele lembrou que fez uma parceira de projeto ambiental em São Paulo com o partido de Marina.
– A nossa lei de mudanças climáticas é considerada a mais avançada do Hemisfério Sul. Então a área ambiental para mim é prioritária. Não é como um apêndice.
Ele também disse não ter considerado a possibilidade de trocar o vice, Indio da Costa (DEM), como chegou a ser veiculado.
-Por mim não foi especulado. Tenho dito que não há possibilidade legal para isso acontecer.
Serra afirmou ainda que, no segundo turno, a ideia é intensificar o trabalho desde o primeiro dia e que nunca se deixou levar pelo vaivém das pesquisas.
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>A democracia de Lula

Posted on setembro 21, 2010. Filed under: Aécio Neves, cachorros, DEM, Dilma Rousseff, Justiça Eleitoral., Lula, Merval Pereira, opinião pública, PSDB |

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De Merval Pereira
Dando como liquidada a fatura eleitoral, com a eleição de sua candidata no primeiro turno, o presidente Lula resolveu soltar seus cachorros para cima dos que ainda resistem ao que pretende ser uma razia às hostes inimigas: os meios de comunicação e os partidos oposicionistas que têm a ousadia de andar elegendo senadores e governadores em alguns estados pelo país.
Em Minas, por exemplo, onde o ex-governador Aécio Neves, além de se eleger para o Senado, está elegendo seu candidato ao governo e mais o ex-presidente Itamar Franco para a segunda vaga do Senado, Lula foi em socorro de Hélio Costa, do PMDB, candidato de sua coligação, e para tal resolveu ameaçar os prefeitos que apoiam Antonio Anastasia.
Disse explicitamente que não será um candidato do DEM ou do PSDB que conseguirá trazer do governo federal petista as melhores verbas para Minas.
A linguagem de cabo-eleitoral estava na boca de quem pode concretizar a ameaça, neste e num próximo governo petista.
Uma atitude antirrepublicana a coroar tantos procedimentos aéticos cometidos pelo presidente da República durante a campanha eleitoral.
A reação negativa que provocou nos políticos mineiros, ciosos de seus compromissos com o estado a ponto de rejeitarem a candidatura Serra por a imaginarem em oposição aos interesses de Minas, foi imediata e pode se refletir em uma rejeição também ao PT.
Esse procedimento autoritário já acontecera em outros estados em que a oposição está vencendo, como quando disse em Santa Catarina que é preciso “extirpar o DEM”, ou quando, em Pernambuco, foi grosseiro com o ex-vice-presidente Marco Maciel chamando-o de “marco zero”, ou quando vai ao Rio Grande do Norte espezinhar especificamente o senador José Agripino Maia, do DEM.
Como sempre nessas ocasiões, o presidente Lula extrapola a luta partidária para se colocar em uma arena em que a regra é matar ou morrer, e para tanto se utiliza dos instrumentos do governo, como a TV estatal que filma todos os seus comícios para uso interno, ou as inaugurações improvisadas para estar à noite, “fora do expediente”, nos comícios de sua candidata previamente marcados em combinação com a agenda oficial.
Com seu comportamento marcadamente antirrepublicano, abusando do poder político que a presença eventual na Presidência da República lhe dá, e das regalias que o cargo lhe concede, Lula vai manchando essa campanha eleitoral e a provável vitória da candidata oficial.
E se irrita com os meios de comunicação que não se submetem a seus caprichos absolutistas, invertendo o sentido da História, como, aliás, é seu hábito fazer.
Ao discursar num comício ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em Campinas, sábado passado, Lula vituperou contra jornais e revistas que, segundo ele, “se comportam como se fossem partido político”, e chegou ao auge de seus delírios de grandeza ao afirmar que ele, sim, formava a “opinião pública”.
Usou o plural majestático “nós” para se referir a si próprio e aos presentes ao comício como “a opinião pública”, que não precisa mais de “formadores de opinião” para se decidir.
Nas duas ocasiões — quando se dispõe a aniquilar a oposição e quando fala mal dos meios de comunicação — Lula está renegando suas próprias palavras, o que também já se tornou um hábito.
Ao final da campanha de 2002, vitorioso nas urnas, Lula fez questão de, em seu primeiro pronunciamento público, ressaltar que “a Justiça Eleitoral e a participação imparcial do presidente Fernando Henrique Cardoso no processo eleitoral contribuíram para que os resultados das eleições representassem a verdadeira vontade do povo brasileiro”.
Já com relação à imprensa, o presidente Lula, em 3 de maio de 2006, conforme relembrou em nota de protesto a Associação Nacional dos Jornais, declarou ao assinar a declaração de Chapultepec, um compromisso com a liberdade de expressão, que devia “à liberdade de imprensa do meu país o fato de termos conseguido, em 20 anos, chegar à Presidência. Perdi três eleições. Eu duvido que tenha um empresário de imprensa que, em algum momento, tenha me visto fazer uma reclamação ou culpando alguém porque eu perdi as eleições.”
Ao declarar que ele sim representa a “opinião pública” junto com o seu povo, o presidente Lula tenta inverter os termos da equação, distorcendo a própria gênese da “opinião pública”, ligada ao surgimento do Estado moderno no século XVIII, quando as forças da sociedade passaram a exigir espaço para suas reivindicações contra o absolutismo do reinado.
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>Trapalhada no twitter

Posted on setembro 13, 2010. Filed under: Aécio Neves, Dilma, dossiê, José Serra, O Estado de Minas, PSDB, PT, Serra, Twitter, VEJA |

>Por Ricardo Noblat

“Lula se candidatou ao 3º. mandato através de Dilma. Deve receber uma medalha quem bolou coisa tão genial”. (José Serra)

Você lembra de alguém do PT ter admitido a confecção de um dossiê contra José Serra? Certamente que não. Mas você lembrar que o PT sempre negou qualquer grau de parentesco com o dossiê. E que depois de certo tempo até passou a atribuí-lo ao resultado de brigas internas do PSDB Aécio Neves x Serra, um interessado na destruição do outro.

Muito bem. Agora, você lerá o que mais se aproxima da confissão de um alto dirigente do PT a respeito da ligação do partido com o tal dossiê. O dirigente: André Vargas, deputado federal pelo Paraná e Secretário de Comunicação do PT. No último dia 7, ele postou uma série de notas em seu twitter – uma espécie de miniblog. Vamos a elas.

“PT quer livro do Amaury (contratado pelo Diário de Minas/Aécio) na investigação da Polícia Federal”. Amaury Ribeiro Jr., jornalista, trabalhou para o jornal O Estado de Minas (não Diário de Minas). Autorizado por seus superiores, ocupou-se em investigar o processo de privatização durante os governos de Fernando Henrique Cardoso.

Seu objetivo: provar que houve corrupção na venda de estatais. E que gente ligada a Serra lucrara com isso. Amaury saiu do jornal sem produzir uma única reportagem sobre o assunto. De posse do que levantara, aproximou-se do “núcleo de inteligência” da campanha de Dilma.

Liderado pelo jornalista Luiz Lanzetta, o tal núcleo fora montado por Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, que na eleição de 2008 se aliara a Aécio para eleger o atual prefeito Márcio Lacerda (PSB). Pimentel estava de olho na vaga de Aécio, que estava de olho no apoio do PT mineiro para disputar a vaga de Lula.

Lanzetta, Amaury e Pimentel haviam trabalhado juntos na campanha de Márcio. Em 20 de abril passado, Lanzetta e Amaury almoçaram em Brasília com um ex-delegado da Polícia Federal. O delegado disse que fora sondado pelos dois para espionar Serra. Os dois desmentem. Revelado pela VEJA, o almoço custou o emprego de Lanzetta

Na véspera do desabafo de André no twitter, José Eduardo Dutra, presidente do PT, pedira à Polícia Federal que investigasse a participação Amaury na quebra do sigilo fiscal de quatro pessoas próximas a Serra entre elas sua filha Verônica. Dutra pretendia juntar o dossiê com a violação de sigilo e jogar tudo nas costas de Amaury.

De volta às mensagens postadas por André no twitter: “O Aécio Neves contrata Amaury através do [jornal] para detonar o Serra e contar a verdadeira história das privatizações do FHC”. E adiante: “Amaury levanta documentos que mostram a filha de Serra e seu esposo com contas suspeitas no exterior”.

Êpa! Como André poderia saber que Verônica e seu marido tinham contas suspeitas no exterior se o PT e Amaury jamais haviam sido parceiros na tarefa de constranger Serra? De resto, somente depois de André cometer inconfidências no twitter foi que se publicou que o sigilo fiscal do marido de Verônica também fora quebrado.

O mais interessante está em duas outras mensagens postadas por André. “Quando Serra estava em disputa com Aécio levantou informações íntimas do governador de Minas. Quando Aécio se entregou pro Serra, abortaram”. Abortaram o quê? A guerra de dossiês dentro do PSDB, a se acreditar na versão de André. A segunda mensagem:

“Amaury, fora de controle de Aécio e via Pimentel, plantou no colo do PT aquilo que não temos nada a ver [o dossiê contra Serra]”. Em resposta a um leitor que estranhou a referência a Pimentel, André ainda escreveu: “Não disse nada contra Pimentel. Acho apenas que ele caiu no conto do Aécio. De boa fé, mas caiu. Adversário é adversário”.

Resumo da ópera: André acusou Aécio de contratar um jornalista para investigar fatos capazes de enlamear a imagem de Serra. Apontou o jornalista como o verdadeiro autor do dossiê. Por fim, entregou Pimentel como o cara que plantou o dossiê dentro da campanha de Dilma. Nunca um líder do PT ousara ir tão longe.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>Eleições 2010: Campanha do PSDB está em busca do tempo perdido

Posted on junho 4, 2010. Filed under: Aécio Neves, campanha, DEM, eleições 2010, José Serra, PSDB, Roberto Freire, Rodrigo Maia, Sérgio Guerra |

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Por Carlos Chagas

Reviravolta na estratégia tucana: José Serra decidiu encontrar o  mais breve possível seu companheiro de chapa. Pretende anuncia-lo  dia 12 próximo, em Salvador, quando então seriam formalizadas as duas candidaturas. Até agora a disposição do ex-governador de São Paulo era de deixar para julho a questão da vice-presidência, quem sabe  mantendo um mínimo de esperança sobre Aécio Neves reconsiderar a negativa. Se foi isso, não é mais, pois por sugestão de Serra reuniram-se esta semana os presidentes do PSDB, do DEM e do PPS, para a primeira rodada de seleção do candidato a vice.
 
Sérgio Guerra, Rodrigo  Maia e Roberto Freire estabeleceram as preliminares: o escolhido deve, de preferência, ser do DEM e do Nordeste. O leque é razoável, com Marco Maciel e José Carlos Aleluia na pole-position. Claro que mudanças de critério poderão ocorrer, ensejando um candidato  do  próprio PSDB, como Tasso Jereissati ou Sérgio Guerra.
 
De qualquer forma, o trem começa a sair da estação. Caso não encontre um túnel pela frente, chegará antes do dia 11 à capital baiana. Fonte: Claudiohumberto
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>Eleições 2010: Aécio Neves sugere Itamar Franco a vice de José Serra

Posted on junho 1, 2010. Filed under: Aécio Neves, eleições 2010, Itamar Franco, José Serra, vice |

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O ex-governador Aécio Neves esteve em Janaúba, no Norte de Minas, na manhã desta segunda-feira. Ao lado do governador Antonio Anastasia, ele visitou a exposição agropecuária da cidade, onde foi inaugurado um palco de eventos que leva o nome do pai de Aécio, o ex-deputado Aécio Cunha.
Pela primeira vez desde que colocou um ponto final na possibilidade de integrar a chapa encabeçada pelo colega tucano José Serra ao Palácio do Planalto, Aécio citou, de forma espontânea, o nome ex-presidente Itamar Franco como uma boa alternativa ao PSDB.
“É preciso muita cautela na escolha do candidato à vice. É um assunto que precisa ser pensado com muita cautela”. “Em Minas, temos vários nomes, como, por exemplo, o ex-presidente Itamar Franco”, disse Aécio, quando questionado se a escolha dos tucanos passaria por Minas Gerais.
O ex-governador também foi indagado sobre a possibilidade de o ex-ministro Pimenta da Veiga formar chapa com Serra. “É um bom nome”, afirmou.
De Janaúba, Aécio e Anastasia seguiram para Pirapora, também no Norte do estado, onde participam à tarde de eventos políticos. Fonte: Estado de Minas Gerais
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>Aécio quase no Altar

Posted on maio 25, 2010. Filed under: Aécio Neves, Belo Horizonte, Carlos Chagas, José Serra, pesquisas, PSDB, tucanos |

>Por Carlos Chagas

De Belo Horizonte chegam versões de que Aécio Neves já se decidiu pelo casamento. Comunicaria ao Alto Tucanato a disposição de concorrer à vice-presidência da República na chapa de José Serra, se a convenção do mês que vem o indicar.
Parece bom não confundir informe com informação, mas é nesse sentido que o vento sopra das Gerais. Se for para evitar a derrota ou, pelo menos, para desatar o nó do empate na sucessão, o ex-governador dispõe-se ao sacrifício. Ainda mais caso Serra, eleito, patrocine na reforma política o fim da reeleição, ampliando para cinco anos o mandato dos presidentes e governadores, mas a partir do próximo, a ser eleito em 2014.
Dirigentes do PSDB aguardam o próximo encontro entre os dois ex-governadores, possivelmente esta semana. Confiam em que São Paulo e Minas, unidos, farão o pêndulo mover-se para a chapa pura que representariam Serra e Aécio.
Restará o problema do governo de Minas, onde Antônio Anastásia não vai bem de pesquisas. Só que candidato ao Senado e não à vice-presidência, Aécio Neves, mesmo obviamente eleito, arriscaria a dupla derrota, nos planos federal e estadual. Tornando-se inquilino do palácio do Jaburu, mesmo perdendo o palácio da Liberdade, exprimiria um pólo de aglutinação mineira a partir de Brasília.
Na hipótese de a equação progredir assim, sobra a questão das duas senatórias mineiras. Uma das vagas, os tucanos tentariam preencher com as próprias penas, lançando Eduardo Azeredo para a reeleição. A outra seria do ex-presidente Itamar Franco.

Fonte: ClaudioHumberto

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>Senhor do destino

Posted on maio 24, 2010. Filed under: Aécio Neves, destino, Dilma Rousseff, doador, José Serra, Lula, Minas Gerais, PSDB, vice |

>por Ricardo Noblat

Em que estrela te escondes, Aécio Neves? Em que águas tépidas mergulhas? Em que braços roliços te aninhas? Não reverbera ao teu redor a aflição dos que sofrem com a transfusão de votos entre Lula, o doador, e Dilma Rousseff, a receptora? Achas que farás teu sucessor em Minas enquanto tudo mais desmorona? E o quê de ti dirão depois, Aécio?

Pobre Aécio, filho de Aécio Cunha, ex-deputado federal, neto de Tristão, também ex-deputado federal, e de Tancredo Neves, o presidente da República que foi sem nunca ter sido. Ninguém duvida da sua eleição para o Senado depois de quase oito anos de bom governo em Minas Gerais. Mas quem aposta em sua força para eleger sozinho governador o advogado Antonio Augusto Anastasia?

Quantas eleições disputou Anastasia? Uma, como vice de Aécio. Há quantos anos é militante do PSDB? Basta uma mão para contar o número de anos. Que passado político o credencia a disputar o cargo dos sonhos de todos os políticos mineiros? Destacou-se como técnico e administrador talentoso. Gente, Anastasia lembra quem? Sim, ele é a Dilma de Aécio. E Aécio pretende ser o Lula de Anastasia.

Até pode vir a ser. De resto, Anastasia leva algumas vantagens sobre Dilma. Apenas 25% dos mineiros sabem que ele é o candidato de Aécio. Cerca de 75% dos brasileiros já sabem que Dilma é a candidata de Lula. Anastasia, pois, tem bastante espaço para crescer. Dilma largou o governo para concorrer à vaga de Lula. Anastasia sentou na cadeira de governador para tentar permanecer ali por mais quatro anos. Apesar disso…

Para eleger o atual prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, nome sacado do seu bolso e desconhecido dos mineiros, Aécio juntou-se a Fernando Pimentel, do PT, na época ainda prefeito da cidade. No primeiro turno, os dois acreditaram na teoria do andor. Pouco importava quem fosse o santo – no caso, alguém que entrara na política apenas um ano antes. Importava quem o carregasse.

Pois foi um sufoco. Na reta final da campanha, engrossou a procissão atrás de Leonardo Quintão, deputado federal do PMDB, um candidato de poucas idéias, porém simpático. Lacerda chegou quase sem fôlego ao fim do primeiro turno. E foi à luta no segundo com 20 pontos atrás de Quintão nas pesquisas de intenção de voto. Custou caro – ah, como custou! – eleger Lacerda.

Outra vez Aécio está sob forte pressão para aceitar a vaga de vice de José Serra, acossado por Dilma. No vasto mercado de teorias políticas que afloram às vésperas de eleições, ganhou força aquela que condiciona a eleição de Anastasia ao gesto de aparente desprendimento de Aécio, capaz de trocar uma vaga certa de senador por uma incerta de vice.

Candidato a vice de Serra, Aécio aumentaria seu cacife para derrotar Hélio, o PT e Lula. Uma coisa é ele pedir votos para Anastasia como ex-governador de largo prestígio e senador praticamente eleito. Outra seria pedir como candidato a vice. Uma vitória de Serra manteria Minas no primeiro escalão da República. Dilma é a mineira mais gaúcha que se conhece. Assim como Lula é o mais paulista dos pernambucanos.

A teoria não deverá ser testada por um monte de razões. A primeira: Aécio não acredita numa eventual vitória de Serra. Morrerá dizendo o contrário, mas não acredita. A segunda razão: não importa a segunda razão. Nem as demais. Que vantagem Maria leva se arriscando a uma derrota que considera provável? Ficaria sem mandato. E ainda ouviria o desaforo: “O tal do Aécio não tinha tantos votos como se pensava”.

Pelo aspirante a Rei, tudo, menos o próprio destino. Aécio pugnará por Serra convencido de que ele seria melhor presidente do que Dilma. Mas uma eventual vitória de Serra dependerá de Serra e de suas circunstâncias. De fato, o que em outubro decidirá a maioria dos brasileiros é se Lula merece ganhar um terceiro mandato por interposta pessoa. No momento, tudo indica que a decisão será favorável a ele.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br


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