Afeganistão

>Casal ‘adúltero’ é executado por apedrejamento no Afeganistão pelo Taleban

Posted on agosto 16, 2010. Filed under: Adultério, Afeganistão, Apedrejamento, BBC, Direitos Humanos, Geral, Internacional, Irã, Sakineh Moahammadi Ashtiani |

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Autoridades da província de Kunduz, no Afeganistão, afirmaram nesta segunda-feira, 16, que um homem e uma mulher foram executados a pedradas em um vilarejo sob controle do Taleban. Ambos foram executados após serem acusados de ter um caso. Segundo os relatos, o homem tinha uma esposa e a mulher estava noiva.

Testemunhas disseram à BBC que o casal foi apedrejado em um mercado lotado no vilarejo de Mullah Quli no domingo. Antes da execução da sentença, membros do Taleban afirmaram que o casal confessou o caso.
No início deste mês, relatos deram conta de que o Taleban castigou com chicotadas e depois matou uma mulher grávida na província de Baghdis.
Contra o apedrejamento
A lei islâmica, ou Sharia, pune com castigos públicos o sexo entre pessoas não casadas. O apedrejamento até a morte é a pena para os condenados por casos extraconjugais. Durante os anos em que controlou todo o Afeganistão (1996-2001), o Taleban aplicou com rigor esses princípios.
Organizações ocidentais de direitos humanos pedem o fim deste tipo de punição, normalmente aplicada após julgamentos sumários e muitas vezes somente à mulher. A Anistia Internacional e o movimento Stop Stonning qualificam a prática de “brutal”.
O caso de maior repercussão atualmente é o da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, que já foi punida com chicotadas pela acusação de adultério no Irã.
Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento, mas diversos governos e organizações ao redor do mundo pediram clemência ao governo iraniano.
Até o Brasil já ofereceu asilo à condenada – Teerã diz que nunca recebeu uma comunicação formal do governo brasileiro. Quando a oferta foi feita, o governo iraniano disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava “mal informado” sobre o caso de Sakineh.
Na semana passada, a TV estatal iraniana divulgou o que disse ser uma confissão voluntária da mulher, mas organizações de direitos humanos disseram crer que a admissão foi feita sob tortura.
Fonte: Estadão

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>Bem vinda segunda-feira sob as Audácias da esperança

Posted on setembro 27, 2009. Filed under: Afeganistão, Audácia, Barack Obama, engajamento, esperança |

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Ao anunciar uma “nova era de engajamento” dos Estados Unidos no cenário global, o discurso de estreia de Barack Obama na Assembleia Geral das Nações Unidas formalizou uma nítida mudança de perspectivas diante da inflexibilidade que caracterizou a Era Bush.


A virada na política externa de Washington não se resume a lances de retórica, ainda que seja este um campo que Barack Obama domina com particular facilidade. Para citar um exemplo comezinho, mas sem dúvida expressivo, observe-se que as desconfianças do governo Bush com relação à ONU levaram os Estados Unidos ao ponto de nem mesmo honrar seus compromissos com a manutenção financeira da entidade. Saldou-se, com Obama, a dívida material -e o passivo político, por sua vez, parece aos poucos reequilibrar-se também.


Por mais necessário que seja afastar expectativas irrealistas quanto ao papel das Nações Unidas, o governo Barack Obama sem dúvida está correto em investir nas capacidades de influência e de negociação dos Estados Unidos sobre a entidade, em vez de contar exclusivamente com as primazias de sua posição como superpotência militar.


Outro sinal importante no rumo das iniciativas multilaterais foi a presença pessoal de Obama na reunião do Conselho de Segurança da ONU, onde nesta quinta-feira aprovou-se por unanimidade uma resolução histórica contra a proliferação das armas nucleares. O clima para esse compromisso foi sem dúvida facilitado por um gesto concreto de distensão com a Rússia: o recuo americano no projeto de instalar mísseis no Leste Europeu.


Não são poucos, todavia, os obstáculos à relativa abertura proposta pela gestão democrata na política externa. Dificilmente os Estados Unidos poderão contribuir para a definição de metas específicas na questão do aquecimento global, objeto de conferência a ser realizada em Copenhague (Dinamarca) no próximo mês de dezembro. Obama depende, para qualquer proposta concreta nesse sentido, do beneplácito do Congresso.


Como ocorre com outras iniciativas no plano interno -vale citar a polêmica, que polariza as forças políticas do país, em torno de seu projeto de assistência à saúde-, tudo depende da capacidade de Obama para manter o elã renovador que acompanhou sua vitória eleitoral. Esvaiu-se nitidamente, contudo, o capital político do novo presidente. Desde o início do ano, subiram de 20% para 40% os seus índices de reprovação.


Dos dilemas no Afeganistão ao encaminhamento da recuperação econômica, o cerco da realidade concreta vai estreitando a margem de atuação do presidente americano -e seu desempenho internacional, embora lhe renda dividendos no curto prazo, depende de uma sustentação interna que parece bastante insatisfatória no momento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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