agropecuária sustentável

>Produção de soja sustentável em MT

Posted on abril 28, 2010. Filed under: agricultura, agropecuária sustentável, Aprosoja, Lucas do Rio Verde, Produção, soja |

> por Amado de Oliveira Filho

Um assunto que não deve exaurir-se é a produção sustentável da agricultura no Estado de Mato Grosso. Vejamos o caso da soja. Nas décadas de 70 e 80, milhares de produtores rurais aqui chegaram e trouxeram pouca coisa nas carrocerias dos pequenos e velhos caminhões. No entanto, o conhecimento disponível à época era, sem dúvidas, extraordinário.
 http://jornaloexpresso.files.wordpress.com/2009/12/lavoura-de-soja.jpg
Passados aproximadamente quarenta anos desde o início deste processo migratório vemos as belíssimas cidades que surgiram e uma fortíssima sacudida na economia estadual. Assim, são inquestionáveis os benefícios da expansão da agricultura em Mato Grosso. Negar esta realidade é desconhecer uma das mais belas histórias de sucesso de uma saga de grandes brasileiros que para cá vieram.
A agricultura praticada em Mato Grosso gera uma produção invejável. Ultrapassamos o Estado do Paraná e hoje, somos o maior produtor agrícola do Brasil. Em relação ao meio ambiente caminhamos celeremente para uma produção sustentável. Várias iniciativas de parcerias, esforços das entidades de classe e dos produtores rurais apontam o caminho da sustentabilidade ambiental como meta a ser superada.
O extraordinário volume de produção agrícola e resultado de investimentos em tecnologia onde se inclui a prática do plantio direto, excelente manejo de embalagens de agrotóxicos e uma frenética busca das boas práticas agrícolas. Assim, o extraordinário volume de produção agrícola do Estado de Mato Grosso só preocupa aqueles integrantes do ambientalismo de gabinetes.
Mas, como a sustentabilidade não pode e não deve ser apenas ambiental é necessário refletirmos sobre a sustentabilidade econômica desta produção. Neste mês estão em curso seminários técnicos nas regiões produtoras através da Aprosoja, com eventos denominados de “Circuito Aprosoja”. Já em sua 5ª edição, o Circuito Aprosoja, traz o tema “Agronegócio no Novo Contexto Político e Econômico”. Trata-se de uma discussão de cenário futuro que se desenha para a atividade agrícola, com as perspectivas de mercado e de políticas governamentais para o setor.
Defende a Aprosoja e seus palestrantes que todos devemos pensar e discutir logística, se possível, 24 horas por dia. Claro que tudo isto tem sentido. Quando avaliam a área da safra colhida em 2010, verificam uma área plantada de 6,2 milhões de hectares, exatamente a mesma área plantada em 2005, a diferença é que lá em 2005 se colheu pouco mais de 16 milhões de toneladas de soja e nesta safra colheu-se uma produção de 19 milhões de toneladas.
E como fica a sustentabilidade econômica? As estradas são as mesmas, a ferrovia está parada no mesmo lugar, não utilizamos hidrovias, a rede de armazenamento é praticamente a mesma, portanto, tudo está como estava, ou seja, a nossa intermodalidade liga nada a coisa nenhuma. Continuamos exportando a metade da nossa produção de soja via porto de Santos. A grande novidade é o PAC 2, ao apagar das luzes de dois mandatos consecutivos o governo do PT, no papel, faz chegar a Lucas do Rio Verde os trilhos de uma nova ferrovia.
Em 2007 escrevi, aqui neste mesmo espaço, um artigo com o título – Pelo amor de Deus não plantem! Se republicarmos aquele artigo veremos que ele está extremamente atual. Falta-nos renda! Mas, veremos também os “ambientalistas” se juntando a governos num processo frenético de produção de leis, decretos, portarias e outros arranjos, normalmente financiados com dinheiro público ou de organismos internacionais. De outro lado, os governos com suas mirabolantes promessas de obras que não sabem se farão, e ainda, os produtores descapitalizados, as dívidas aumentando, etc.
Sinceramente! Plantar para quê? Antes que a última alternativa seja a de mudar de ramo ou de rumo, vamos encarar a realidade, ou será que nós desconhecemos que os governos governam ouvindo o barulho das ruas?
Amado de Oliveira Filho é produtor rural, economista, pós-graduado em mercados de commodities agrícolas e direito ambiental. Fonte: A Gazeta. E-mail: amadoofilho@ig.com.br
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>Produção agropecuária sustentável em Mato Grosso

Posted on setembro 2, 2009. Filed under: agropecuária sustentável, ambiental, Famato, Mato Grosso, Meio Ambiente, Produção |

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Uma das conclusões da Bienal da Agricultura realizada no mês passado pela Famato e parcerias em Mato Grosso é que a agropecuária aqui realizada é plenamente sustentável sob o aspecto social e ambiental. Claro que a sustentabilidade econômica está e deve continuar a ser discutida com os agentes do setor e governos, afinal, onde está a infra-estrutura necessária para transportar nossas riquezas?

Em uma palestra do evento, o presidente da Famato, Rui Prado, debateu a sustentabilidade da produção agropecuária. Afirmou o presidente que o produtor rural tem conhecimento de que o mundo, principalmente os países mais ricos, demanda por mais alimentos, porém, sem a conversão de vegetação nativa. Estão certos, não tenho qualquer dúvida de que não devemos desmatar para produzir alimentos. Até que estes próprios consumidores peçam, esta é uma decisão que o mercado tomará para continuar a vida humana no planeta.


Outro aspecto de grande importância para a população de Mato Grosso é que o desenvolvimento do Estado não se traduz apenas em alimento “barato” para o povo, mas aumento de divisas, geração de emprego, renda e, por conseguinte mais qualidade de vida. Ou seja, a atividade agropecuária e a agregação de valor à sua produção é a grande responsável pelo financiamento dos programas sociais governamentais, a exemplo de programas de asfaltamento de rodovias estaduais e a construção de casas populares com parte de recursos do Fethab, que tem no segmento produtivo rural grande fonte de seu financiamento.

Uma informação que precisa ser divulgada à sociedade, inclusive pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), é que no ano agrícola 2005/06 Mato Grosso utilizou 7,5 milhões de hectares e produziu 21,6 milhões de toneladas de cereais, fibras e oleaginosas. Já na safra 2008/09, com um acréscimo de apenas 4% e áreas, não necessariamente oriundas de novos desmatamentos, utilizando 7,78 milhões de hectares, foram produzidas 26,0 milhões de toneladas, verificando-se um aumento de 21,0% através de ganhos de produtividade.


As informações da pecuária são mais alvissareiras ainda. Contava com 23,5 milhões de hectares de pastagens no ano 2000 e um rebanho de aproximadamente 19 milhões de cabeças de gado bovino. Em 2008 o rebanho alcançou um total de 26 milhões de cabeças de gado com utilização de 25,7 milhões de hectares. Desta forma com um aumento de 9,0% nas áreas de pastagens aumentou-se o rebanho em 38%. Isto é um espetáculo de crescimento com desenvolvimento sustentável.


Avaliando as consequências dos ganhos de produtividade apresentada por Rui Prado podemos concluir que a agricultura de Mato Grosso deixou de desmatar 1,24 milhões de hectares em apenas 3 safras agrícolas e a pecuária 6,62 milhões de hectares, totalizando assim, 7,86 milhões de hectares, ou seja, quase 5 vezes maior que todo o desmatamento do Estado de 2005 a 2008 e o que é melhor, deixando de emitir mais de 900 milhões de toneladas de carbono.


Assim, ao aumentar sua produção não aumentando na mesma ordem as áreas plantadas, Mato Grosso prova ao mundo que está evitando desmatar novas áreas, mesmo que para buscar o aumento da produção via aumento de produtividade signifique aumento de custos de produção com a consequência de redução de renda. Aliás, um dos graves problemas deste círculo vicioso é a incapacidade do setor em reduzir seu endividamento, principalmente os de investimentos que necessitam de seguidas prorrogações, sob pena da atividade se inviabilizar.


Todos os números da palestra do presidente da Famato são de responsabilidade do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), que tem se destacado nacionalmente pela qualidade de seus trabalhos técnico-científicos, outra conquista do setor, pois não é possível colaborar com os governos na formulação de políticas públicas, sem que tenhamos informações precisas, honestas e, sobretudo, disponíveis no momento adequado.

Autor: Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental . E-mail: amadoofilho@ig.com.br – Fonte: A Gazeta

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