alimentos

>Dilma em rima

Posted on fevereiro 6, 2010. Filed under: alimentos, Cultura, Dilma em rima, economia, Educação, previdência social, reforma agrária, reforma tributária, Saúde, urbanização |

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Elas por ela: A saúde. A educação. A cultura. A economia. A urbanização. A previdência social. A paz urbana e rural. A ordem ambiental. A indústria nacional. A agricultura. A pecuária. A reforma agrária. A reforma tributária. A reforma política. A fome banida do cotidiano sem cidadania. A violência contida além da periferia nem sempre murada. A gestação assegurada. A infância protegida. A casa própria construída. A rua asfaltada. A avenida iluminada. A água tratada. A carteira assinada. A merenda nutritiva. A fronteira internacional de sentinela. A pátria verde e soberana. A pátria amarela e republicana. A pátria militar e civil. A pátria chamada Brasil. A pátria amada e gentil. A pátria idolatrada em cantos mil. A pátria miscigenada de geração em geração. A pátria de um povo cristão. A pátria de um povo trabalhador. A pátria de um povo unido em amor. A pátria de um povo fortificado pela liberdade. A pátria de um povo abençoado em solidariedade. A pátria de um povo movido pelo bem da humanidade. A pátria de um povo comprometido com a igualdade. A pátria de um povo em busca da candidatura ideal. A pátria de um povo além de uma faixa presidencial. A pátria de um povo aquém de um Palácio no Planalto Central. A pátria de um povo além de um Congresso Nacional omisso e inoperante. A pátria de um povo com mais de um governante eleito pelo voto popular, livre, secreto e universal.

Ela será a Dilma? Ela por nós sociedade organizada e constitucional. Ela por nós sociedade mergulhada em mais de um ato imoral. Ela por nós sociedade atingida por mais de uma greve geral. Ela por nós sociedade excluída do reajuste salarial. Ela por nós sociedade sem pronto socorro e sem hospital regional. Ela por nós sociedade condizente com o regime prisional cada vez mais ineficiente. Ela por nós sociedade sem autêntica democracia. Ela por nós sociedade em infinita poesia. Ela por nós sociedade dos poetas exilados e desaparecidos do território nacional. Elas por nós sociedade dos poetas com opinião publicada em jornal. Ela por nós sociedade dos poetas censurados por mais de um órgão federal. Ela por nós sociedade dos poetas em versos sem rasuras. Ela por nós sociedade dos poetas em versos sem remendos. Ela por nós sociedade dos poetas sem versos com adendos. Ela por nós sociedade dos poetas em versos sem ponto final. Ela por nós sociedade dos poetas em mais de uma expressão gramatical. Ela por nós sociedade dos poetas movidos pelo mesmo ideal. Ela por nós sociedade dos poetas sem qualquer palmeira imperial aonde cantou mais de um sabiá. Ela por nós sociedade dos poetas da quase tricentenária Cuiabá. Ela por nós sociedade dos poetas tomadores de guaraná ralado a mão. Ela por nós sociedade dos poetas cantadores do sertão. Ela por nós sociedade dos poetas de eleição em eleição. Sim ou não?

Autor: Airton Reis é poeta em Cuiabá/MT. E-mail: airtonreisjr@gmail.com – Fonte: A Gazeta

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>Inflação de janeiro tem a maior alta desde maio de 2008

Posted on fevereiro 5, 2010. Filed under: alimentos, combustíveis, IBGE, inflação no Brasil, IPCA, passagens de ônibus |

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A inflação no Brasil acelerou de 0,37% em dezembro para 0,75% em janeiro, impulsionado por custos maiores com alimentos, combustíveis e passagens de ônibus, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice foi o maior desde maio de 2008, quando a alta foi de 0,79%.

Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2010, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

IPCA POR GRUPOS

Segmento Variação
Transportes 1,45%
Alimentos e Bebidas 1,13%
Despesas Pessoais 0,78%
Artigos de residência 0,41%
Saúde/Cuid. Pessoais 0,36%
Vestuário 0,31%
Habitação 0,27%
Educação 0,26%
Comunicação 0%

O IPCA acumulou alta de 4,59% em 12 meses até janeiro, superando o centro da meta de inflação do ano pela primeira vez desde junho de 2009.

O indicador ficou um pouco acima da previsão dos analistas. Segundo pesquisa feita pela Reuters, a projeção do mercado é que o IPCA fechasse janeiro em 0,7%.

O maior impacto individual para o IPCA em janeiro foram as tarifas de ônibus urbanos, que subiram 3,9% e deram 0,14 ponto percentual de contribuição, seguidas por combustíveis, com variação de 2,08% e contribuição de 0,1 ponto percentual. Juntos, ônibus e combustíveis reponderam por um terço do IPCA em janeiro.

O IBGE mostra que a alta de 3,9% no grupo de ônibus sofreu pesada influência de São Paulo, onde houve reajuste de 17,4% no valor das tarifas, que passaram de R$ 2,30 para R$ 2,70 em janeiro. Também foi observado um aumento de 4,18% nas passagens em Salvador, passando de R$ 2,20 para R$ 2,30 no mês passado.

Em relação aos combustíveis, o álcool mostrou alta acentuada, ficando até 11,9% mais caro, o que refletiu na gasolina, que encareceu 1,33%, devido à quantidade de álcool que possui em sua composição.

O grupo alimentos e bebidas teve uma forte aceleração nos preços no mês passado, e passou para 1,13%, contra 0,24% registrado em dezembro. Assim, o segmento contribuiu com 0,25 ponto percentual e também foi responsável por um terço do IPCA no período.

IPCA POR REGIÕES

Local Variação
Rio de Janeiro 1%
São Paulo 1%
Belém 0,8%
Salvador 0,77%
Goiânia 0,57%
Porto Alegre 0,55%
Belo Horizonte 0,53%
Fortaleza 0,52%
Curitiba 0,39%
Brasília 0,23%
Recife 0,2%

Contribuiu para esta alta, segundo o órgão, as chuvas intermitentes das últimas semanas, que têm afetado negativamente as lavouras de pólos produtores importantes.

Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, os maiores resultados do IPCA ficaram com Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com 1%. Na contramão, a menor variação ficou com Recife, de 0,2%.


Repercussão
Apesar de o IPCA ter acelerado neste início de ano, analistas explicam que as pressões sobre o índice são pontuais, por conta de entressafra, chuvas e reajuste de passagens, e, com o fim delas, a inflação deve arrefecer em fevereiro, mas sem muita força ainda já que o impacto dos custos maiores com mensalidades escolares que vão entrar no cálculo deste mês.

“Os preços dos alimentos estão subindo, com destaque para a parte de açúcar -por problemas estruturais, como quebra de safra na Índia- e de (produtos) in natura -afetados pelas chuvas do período”, diz Daniel Xavier, economista sênior do Banco Safra.

“Há também uma pressão de alta de Transportes, por conta dos combustíveis e da tarifa de ônibus em São Paulo e Salvador”, afirma.

Os custos das mensalidades escolares são reajustados a partir de janeiro, início do ano letivo, mas a metodologia do IPCA capta esse aumento apenas no dado de fevereiro.

Como alguns desses efeitos são sazonais e todos são considerados pontuais, as fortes taxas previstas para este começo de ano não mudam a perspectiva de inflação sob controle e dentro da meta em 2010, mas os analistas seguem atentos a eventuais pressões diferentes.

“O comportamento das medidas de núcleo (da inflação) será observado com atenção e, eventualmente, pode provocar algum ajuste nas previsões para o índice”, disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

(Com informações da Reuters e UOL)
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