Amazônia

>Amazônia brasileira, os bastidores do reino verde

Posted on fevereiro 13, 2011. Filed under: Amazônia |

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Mais cedo do que imaginavam os ingênuos que  negam e os malandros que contestam a soberania brasileira na Amazônia, começa a frutificar o exemplo do antigo Comandante Militar  da região, o general Augusto Heleno. É preciso  denunciar e resistir diante desse  crime de lesa-pátria praticado entre nós faz muito, mas acelerado a partir do governo Fernando Henrique e continuado no governo Lula.

 Floresta amazônica
Quem denuncia  é o coronel Gélio Fregapani, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, fundador e primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva, antigo servidor   da Inteligência Federal na Amazônia, da ABIM. É autor de “A Cobiça Internacional na Amazônia”, editado em 2000. Acaba de conceder entrevista ao repórter Ray Cunha, da Agência Amazônia, da qual selecionamos alguns trechos, profundos e surpreendentes, verdadeiros e trágicos, que reproduzimos.

ESTÁ PREPARADA A OCUPAÇÃO MILITAR

“O problema  crucial da Amazônia é que ainda não foi ocupada.   Ledo engano  é   supor que a região pertence de fato ao Brasil. Será do Brasil quando for desenvolvida por nós e devidamente guardada. Daí porque às potências  estrangeiras não interessa o seu desenvolvimento. Por enquanto, Estados Unidos, Inglaterra e França,  principalmente, lançam mão da grita ambientalista. Com a região intocada, mantém os cartéis agrícolas e de minerais e metais. A soja da fronteira agrícola já ameaça a soja americana. E a exploração dos fabulosos veios auríferos da Amazônia poriam em xeque as reservas similares americanas. Despovoada, inexplorada e subdesenvolvida, não haverá grandes problemas para a ocupação militar da região. Aliás, tudo já está preparado para isso.”

A FARSA DA RESERVA YANOMAMI

“ A reserva Ianomâmi, etnia forjada pelos ingleses, do tamanho de Portugal e na tríplice fronteira em litígio (Brasil, Venezuela e Guiana) é a maior e mais rica província  mineral do planeta. As Forças Armadas e a Polícia Federal  não podem entrar nela, por força de lei. Mas já há  manifestação  na Organização das Nações Unidas para torná-la nação independente, se necessário por força das armas.”

“São quatro grupos distintos, lingüística e étnicamente,  às vezes hostis entre eles. Sua  criação foi manobra muito bem conduzida  pela WWF (World Wildlife Found), multinacional nefasta, provocadora de conflitos como a ferrugem na soja brasileira, produzida a preços  mais baratos do que a soja americana.”

“Segundo a FUNAI, existem 10 mil índios no parque Yanomâmi. A Força Aérea, que andou  levando pessoal para vacinação, viu que os índios não  passam de 3 mil. Não há  motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao  Brasil. Há outra área Yanomâmi na Venezuela. Está tudo pronto para a criação de uma nação. Orientado  naturalmente pelos falsos missionários americanos, um desses pretensos líderes, Davi Yanomami já andou pedindo na ONU uma nação. Teria pedido proteção contra os colonos brasileiros, “que os querem   exterminar”.  As serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, e um pouquinho da Colômbia, contém as principais jazidas minerais do mundo.”

SERÁ OCUPADA

“A Amazônia será  ocupada. Por nós ou por outros. Numa humanidade em  expansão, com uma série de terras super-povoadas, uma terra despovoada e habitável, ela será ocupada. Por quem? Nós temos, legitimamente, a posse, mas essa legitimidade não nos garante o futuro.  Se nós não ocuparmos, alguém a ocupará. Se nós não a  utilizarmos, alguém  vai utilizá-la. Portanto a questão é: somos brasileiros, devemos ocupá-la.”

“A necessidade de ocupação da Amazônia é um fato, e a melhor forma é  deixar prosseguir a  fronteira agrícola. E quanto mais perto das serras que separam o Brasil dos países ao Norte, melhor. É nítido o desejo dos povos desenvolvidos tomarem conta das serras: para evitar que o Brasil concorra com seus  mercados e como reserva futura de matéria prima.”

OS MADEIREIROS

 “Os  madeireiros não fazem o mal que os ambientalistas falam.  Eles pegam espécies selecionadas, que interessam ao  mercado. É claro que eles abrem picadas para chegar até essas árvores, mas isso  não faz dano á floresta, porque há milhões de pequenas árvores, chamadas de filhotes, que estão lá  há  muitos anos esperando uma chance de chegar ao sol para poder crescer. Quando uma árvore é abatida, aqueles filhotes que estão em, redor crescem numa velocidade espantosa, na disputa para ver qual irá  substituir a que foi abatida. Isso  não   altera em nada a floresta.”

“Na floresta úmida, real, as árvore  crescem com uma rapidez incrível, fora da área de transição da periferia, aberta à agricultura. Em dois anos, as imbaúbas já estão com mais de 40 metros. Então, não é possível uma agricultura como nós a concebemos  no Sul ou no Hemisfério Norte, porque a floresta não deixa. O correto seria a silvicultura, ou seja, a substituição de árvores por outras árvores. Muitas são interessantes para substituir as de menos valor. A castanheira, a seringueira, mas, no  momento, o que chama a atenção, mesmo é o dendê, como potencial para a substituição da energia não renovável.  As reservas de petróleo estão diminuindo no  mundo e o consumo de energia está aumentando. Vai chegar o  momento em que o uso de petróleo será inviável. Não estou dizendo que o petróleo vai acabar. Sempre vai sobrar um pouco, ou um achado  novo, mais fundo, mas o uso do  petróleo, como fazemos atualmente está com seus dias contados. Além domais, os Estados Unidos estão procurando tomar conta de todas as jazidas que existem  no  mundo. Alguns países estão realmente preocupados com isso.”

A entrevista é detalhada, mas vale referi-la pelo seu significado principal: existem outros raciocínios e outras soluções para contrabalançar o ambientalismo que pretende manter a floresta intocada, apenas como reserva para quem vier a ocupá-la…Autor:Carlos Chagas

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>Lula fica devendo à Amazônia

Posted on novembro 29, 2010. Filed under: Amazônia |

>Por Carlos Chagas*

Apesar de ter realizado muito, o presidente Lula termina o segundo mandato sem ter realizado tudo. Ele mesmo reconheceu em entrevista, dias atrás. No rol das realizações imprescindíveis mas não realizadas, encontra-se a questão da aquisição de terras por estrangeiros, na Amazônia. Eles continuam comprando glebas como quem compra bananas. Faz tempo que o país foi alertado para essa omissão do governo, mas nada aconteceu. O líder do PSDB no Senado, por sinal não reeleito no último outubro, Arthur Virgílio, foi o primeiro a denunciar a brecha aberta pela Lei de Concessão de Florestas Públicas, aprovada em 2005. Para ele, era inadmissível que um milionário sueco-americano se tivesse vangloriado de haver adquirido, na Amazônia, área igual à da Grande Londres, da qual, através de parcerias com grandes grupos internacionais privados, anunciou que buscaria tirar proveito comercial, explorando e vendendo tudo o que existisse em seus limites, da madeira à biodiversidade e ao subsolo. O indigitado personagem chegou a declarar à imprensa dispor de força política para mudar o protocolo de Kioto, assinado pelas principais nações do planeta, em defesa do meio ambiente. Seria, como está sendo, uma espécie de “liberou geral” na Amazônia.
Arthur Virgílio cobrou providências do governo federal e do governador do Amazonas, para quem, conforme acentuou, tratou-se da aplicação da lei entre dois entes privados, não cabendo intervenção do poder público.
É preciso descer à raiz do problema. Essa lei celerada foi proposta ao Congresso pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que até antes de sua aprovação pelo Congresso fez propaganda dela na Europa, convidando empresários e governos a adquirirem parcelas da floresta amazônica. Veio o governo Lula e imaginou-se a retirada do projeto, por bater de frente com a pregação do candidato, retoricamente nacionalista e cultor da soberania nacional. Ledo engano. O Lula seguiu na mesma linha e fez aprovar a lei, que sancionou sob os aplausos da então ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e do PT.
Pelo texto, qualquer cidadão ou empresa nacional ou estrangeira ficou autorizado a comprar a floresta por um período de 40 anos, renováveis por mais 40, para extrair madeira e apropriar-se da biodiversidade, patenteando milhares de recursos vegetais ainda desconhecidos da ciência, assim como explorar o subsolo.
O resultado é que a Amazônia começou a ser vendida. Dilapidada. O próprio sueco-americano, referindo-se aos milhões que pagou pelo seu pedaço, vangloriou-se de que a Amazônia inteira poderia ser comprada por 50 bilhões de dólares. Foi o que recomendou aos bancos internacionais.
Na remota sessão onde a denúncia de Virgílio foi feita, seguiram-se dezenas de apartes, todos na condenação da iminência da perda total da soberania em parte do nosso território. Tratou-se da internacionalização da região, há tantas décadas e até há séculos cobiçada pelas nações ricas, sob o pretexto de que a Amazônia pertence à Humanidade e os brasileiros não tem capacidade para cuidar dela. O crime praticado foi de lesa-pátria, pelo qual deveriam responder os presidentes Fernando Henrique Cardoso e, infelizmente, também Luiz Inácio da Silva. Eles e o Congresso, que aprovou o projeto.
Nas terras adquiridas de acordo com essa lei, está o poder público impedido de atuar, abrindo-se outra alternativa, no caso para os que pretendem manter intocada a mais rica reserva natural do mundo. Depois de receberem a concessão, poderão mandar os amazônidas embora de suas glebas, proibindo qualquer projeto nacional de desenvolvimento.
Conforme o falecido senador Gilberto Mestrinho, a internacionalização da Amazônia só não tinha acontecido até a sanção da lei, graças ao Exército, às Forças Armadas. Para ele, a visão colonizadora dos países ricos permaneceu a mesma, só que agora estimulada pelo próprio governo brasileiro.
O grave nessa história é a acomodação da maior parte da mídia, há muito aberta para falsas denúncias de que o Brasil queima a floresta, acabando com o pulmão do mundo. Não é verdade. O oxigênio exarado de dia é substituído pelo gás carbônico, à noite.
Não deu para entender como a ministra Marina Silva se tenha deixado enredar pelas falácias dos neoliberais defensores da lei de concessões, ela que sempre formou na primeira linha de defesa do patrimônio amazônico. Iludiu-se pela versão de que os estrangeiros, tão bonzinhos, vão comprando a floresta para mantê-la intocada, respeitando até a biodiversidade. Pelo jeito, nunca ouviu falar daquele laboratório japonês que contrabandeou espécimes da flora medicinal da região e, lá de Tóquio, patenteou remédios que hoje compramos deles. Trata-se de um sinal dos tempos, até irônico, porque o presidente Lula, oito anos no poder, não cuidou de revogar a lei que ele mesmo sancionou. Fica devendo.

*Carlos Chagas é articulista político e escreve em. E-mail: carloschagas37@uol.com.br

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>Mato Grosso é um país

Posted on agosto 10, 2010. Filed under: Amazônia, ambientais, Araguaia, climáticas, desenvolvimento, empregos públicos, geográficas, Mato Grosso, Médio-Norte., país, pantanal |

>Por Silval Barbosa

Conheço Mato Grosso município por município, vila por vila. Nesses 36 anos, quanto mais conheço mais admiro as potencialidades que dão a Mato Grosso essa feição de um país. Temos regiões completamente diferentes entre si, cada uma com suas possibilidades, ocupada por gente corajosa, cada um com sua rica história. Desde o histórico Pantanal, ao Araguaia, à Amazônia, ao Médio-Norte.
Sou um homem do interior. Nasci em Borrazópolis, no Paraná, com seus 8 mil habitantes. Cheguei a Mato Grosso em 1977, jovem, solteiro e em busca de sonhos. Era o tempo da aventura de abrir a Amazônia tão desconhecida, dentro do projeto federal de ocupar o Norte do Brasil.
Estudos da Escola Superior de Guerra, realizados para embasar a geopolítica de ocupar a Amazônia, a partir da década de 70, concluíram que Mato Grosso é um Estado riquíssimo em potencialidades, por sua posição fronteiriça na América do Sul, na Amazônia e pelos biomas que formam a sua geografia. Tanto que toda a ocupação amazônica se deu a partir de Mato Grosso, que ficou conhecido como “Portal da Amazônia”. Hoje, passados mais de 30 anos, está bem claro que os estudos estavam certos. O Mato Grosso de então e o de hoje estão separados por décadas de crescimento e de progresso. Haja vista a expansão de sua produção agropecuária, líder no Brasil, moderníssima e competitiva em comparação ao mundo.
Fui prefeito de Matupá, um pequeno município ao Norte de Mato Grosso, surgido às margens da histórica rodovia BR-163 aberta pelo 9º BEC nos anos 1970, sob o comando do lendário Coronel José Meirelles. Quem administra um município lida com os problemas diários dos cidadãos. É no município que as pessoas vivem, trabalham e sonham. Por isso, olho Mato Grosso com aquela visão profética da Escola Superior de Guerra sobre as potencialidades do nosso Estado, e também com a visão municipal dos problemas e das aspirações dos nossos 141 municípios.
Mesmo assim, não vejo os municípios da mesma maneira uniforme. Por conhecê-los bem e nos detalhes, sei que governar Mato Grosso será o mesmo que governar um país, com todas as diferenças regionais econômicas, de desenvolvimento, ambientais, geográficas, climáticas e humanas. Quando candidatei-me à reeleição de governador, levei em conta uma série de fatores dentro dessa linha de raciocínio. Um deles é o de dar continuidade aos grandes avanços iniciados pelo governador Blairo Maggi, principalmente na gestão, que permitiu tudo que aconteceu de bom nesses oito anos.
O segundo motivo, é que me sinto preparado não só para sucedê-lo, como para avançar ainda mais em áreas críticas como desenvolvimento humano, o desenvolvimento da educação, da saúde, da infraestrutura, e principalmente, preparar Mato Grosso para aquele papel profético do presidente Geisel. Mato Grosso é um Estado com vocação de comércio exterior já que hoje sua produção primária representa 30% do superávit da balança comercial brasileira. Mas é, também, um grande vendedor de oxigênio e purificador de carbono da poluição mundial. Mato Grosso será nesses próximos anos o Estado de Economia Sustentada.
Aqui temos polos de alta tecnologia, de empreendedorismo de altíssima competência, domínio do solo, conhecimento do clima, domínio dos equipamentos e a sabedoria de produzir cada vez mais sem aumentar as áreas de plantio. Porém, mais do que isso, estamos entrando na fase de industrialização dos alimentos que produzimos, e entrando nos mercados mundiais como competidores de respeito. Claro que estamos falando de coisas muito grandes, muito maiores do que a simples gestão de funcionários, de empregos públicos e de politicagens. Estamos falando de futuro, de competição mundial, de profundas transformações dos sistemas de educação, de saúde e da qualidade de vida dos nossos 3 milhões de habitantes.
Estamos falando do futuro e do presente. Quando me coloco à disposição dos mato-grossenses para concorrer ao Governo deste nosso país chamado Mato Grosso, para os próximos quatro anos, trago junto a promessa que todos carregamos na alma, desde os tempos históricos até os atuais e os futuros da gente mato-grossense, de sermos uma grande e poderosa referência para o país e para o mundo.
Silval Barbosa é governador de Mato Grosso e candidato à reeleição
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>Projeto Aripuanã 2010

Posted on julho 15, 2010. Filed under: Amazônia, Aripuanã, Coxipó, Gabriel Novis, Mato Grosso, Projeto Aripuanã 2010, UFMT, Uniselva |

>Gabriel Novis Neves

Concebido em uma chácara no Coxipó da Ponte em 1971, nascido em Brasília em agosto de 1972, na 1ª Reunião dos Reitores das Universidades Públicas Brasileiras (Crub), batizado em 1973, na Cachoeira das Andorinhas, no então maior município do mundo – Aripuanã.
A utopia da ocupação racional da Amazônia recebeu o nome de Cidade Científica de Humboldt. Esta cidade foi totalmente planejada e construída pela saudosa Universidade da Selva (Uniselva). Uma verdadeira operação de guerra foi montada a partir de Vilhena, em Rondônia, para a ocupação da área. Isto só foi possível pelo apoio do governo federal, envolvendo vários ministérios e o entusiasmo de uma geração de utópicos. O mundo aguardava uma resposta científica para a nossa cobiçada Amazônia.
Estava materializado o grande sonho e a disciplina principal a ser estudada era a amazonologia. Cientistas brasileiros, especialmente os do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Evandro Chagas, do Pará, e da Uniselva foram os seus primeiros moradores. Todos tinham um objetivo comum – promover o desenvolvimento sustentável da floresta (1971). O primeiro aviso que recebemos de Aripuanã naquela época pelo rádio, na base de operações do Coxipó, sede da Uniselva, foi o pedido de imediata inversão do consagrado binômio ensino-pesquisa, para pesquisa-ensino. Assinava a mensagem, não um pesquisador com formação em Harvard, porém o homem da floresta, o maior conhecedor desse mundo até hoje fascinante com as suas surpresas. Nome do autor da mensagem? Ceremecê, o grande cacique xavante, nosso colaborador do saber amazônico. Justificativa: “Ninguém ensina o que não sabe, ainda mais em nível de universidade”.
Foi o Projeto Aripuanã que viabilizou a recém-nascida Uniselva hoje UFMT. Também provocou a visita do futuro presidente do Brasil a nossa sede no Coxipó. Queria conhecer melhor a metodologia proposta de uma jovem universidade, em inverter ensino-pesquisa, montar uma cidade científica na selva, e assumir o compromisso de desenvolver Mato Grosso, respeitando o meio ambiente, onde os cientistas de todo o mundo participaria, juntamente com os saberes dos povos da floresta. Claro que não iríamos nos esquecer das artes e nossa cultura, como também com a formação de gente.
A nossa ambição maior era construir uma usina de conhecimentos na selva. Essa visita do futuro presidente do Brasil a nossa sede, foi o fator definitivo para, no seu governo, colocar em execução a sua velha tese da redivisão territorial do Brasil. Com essas duas ações imediatas – viabilização da Uniselva e redivisão territorial de Mato Grosso, o Projeto Aripuanã enfrentou grandes obstáculos. Internacionais, como a 2ª grande crise do petróleo, invibializando grandes distâncias em países em desenvolvimento. Nos governos atingidos como o Brasil, mudanças de rumo, retirando da prioridade os projetos de longas distâncias, entre outros Aripuanã. A pressão política dos migrantes, com dinheiro para o nosso estado, com a sua visão de progresso. Ele não significava o desenvolvimento que defendíamos.
Com boa bancada no Congresso Nacional e nas Assembléias Estaduais, a moto serra venceu a ciência para a nossa tristeza. As consequências desse desastre passaram às novas gerações. Desenvolvimento sustentável da Amazônia virou agora mote de campanha política. Reparem nos próximos programas eleitorais gratuitos. Mande alguém contar quantas vezes ouviremos esta frase dos destruidores das nossas florestas. Nunca mais quis saber notícias de Dardanelos, Cachoeiras das Andorinhas e da Fumaça que era na época o radar dos nossos pilotos. Quantas vezes na longa e angustiante viagem em monomotor sentíamos alívio ao identificar a fumaça produzida pelas quedas das águas.
Reencontrei Aripuanã 2010. O sonho não acabou. Uma nova fonte de recursos para pesquisa na região está surgindo para a nossa UFMT – herdeira da Uniselva. Os tempos são outros, mas a compreensão atual é da Uniselva. Precisamos da ciência e do conhecimento – única porta para se entrar no mundo civilizado.
Gabriel Novis Neves é médico em Cuiabá . E-mail: borbon@terra.com.br
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>Desmatamento na Amazônia caiu 31,8% em setembro

Posted on novembro 4, 2009. Filed under: Amazônia, desmatamento, INPE |

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O desmatamento na Amazônia caiu 31,8% em setembro deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. É uma grande redução, uma boa notícia. Mas ainda há muito a ser feito.

O total desmatado permanece elevado: foram 400 quilômetros quadrados, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Isso equivale em espaço a um terço do município do Rio.

Outro porém: no mapa, as áreas rosas são regiões encoberta por nuvens. O centro-leste do Pará é uma das mais intensas em desmatamento e não teve desmatamento identificado por causa delas.

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>Frigoríficos Marfrig, Bertin e JBS se unem por desmatamento zero na Amazônia

Posted on outubro 5, 2009. Filed under: Amazônia, aquecimento global, efeito estufa, frigoríficos, Greenpeace |

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Nesta segunda-feira (5), as empresas Marfrig, Bertin e JBS-Friboi, três gigantes de abate e processamento de carne e couro do país, anunciam critérios socioambientais adotados para impedir que a floresta amazônica continue a ser vítima da expansão da pecuária. O evento é promovido pelo Greenpeace na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, e conta com a participação do governador Blairo Maggi.A solenidade será realizada às 9h30 na Fundação Getúlio Vargas, (Av. 9 de Julho, 2029) em São Paulo.

Segundo informações da assessoria, a pecuária ocupa hoje 80% das áreas desmatadas na Amazônia. As empresas Marfrig, Bertin e JBS-Friboi vão reafirmar publicamente seu compromisso de não mais aceitar fornecedores envolvidos em novos desmatamentos e adotaram um programa de seis pontos. Ele inclui prazos para cadastro das fazendas fornecedoras diretas e indiretas e o monitoramento rigoroso do desmatamento ao longo da cadeia produtiva. A iniciativa está aberta para adesão de outras empresas do setor.

“A adoção de medidas conjuntas demonstra a seriedade dos compromissos assumidos pelos grandes frigoríficos e ajuda a evitar a duplicação de esforços, agilizando a implementação de critérios que levem ao fim do desmatamento na produção pecuária brasileira”, afirmou Paulo Adário, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace.

O desmatamento é a principal fonte brasileira de emissão de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global. O volume é tão grande que o Brasil está entre as nações que mais contribuem hoje com as mudanças do clima.

Fonte: Olhardireto

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>A perereca paralisa o Rio de Janeiro

Posted on setembro 28, 2009. Filed under: Amazônia, Câmara, Congresso, paralisa, perereca, Rio de Janeiro, Senado |

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Por Carlos Chagas

Deve ser preso, não mais como doido, mas como criminoso, todo aquele que se insurgir contra medidas destinadas a defender o meio ambiente. Sustentar a queima indiscriminada da Amazônia, por exemplo. Ou a transformação de florestas em pastos para produzir capim para as vacas comerem. A poluição dos rios com mercúrio e com esgotos sem tratamento. O uso abusivo do carvão e até a ampliação das frotas automotivas movidas a derivados do petróleo. Se quiserem, mesmo a distribuição de saquinhos de plástico nos supermercados, para transportar compras.


Tudo, no entanto, tem limite. A ecologia não pode atropelar o bom senso. Muito menos o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida para o ser humano.


No fim de semana que passou fomos surpreendidos com a notícia da interrupção das obras de construção do Arco Rodoviário do Rio, em 77 quilômetros de pistas de circulação de veículos até o porto de Itaguaí, solução capaz de duplicar sua capacidade de exportação. Obras incluídas no PAC, já em andamento, no valor de um bilhão de reais.


O motivo? O perigo de perturbação da reprodução de uma espécie rara de perereca de dois centímetros, única no mundo, que se reproduz no trecho da floresta por onde passaria a nova rodovia. A physalaemus soaresi levou o ministério do Meio Ambiente, através do Instituto Chico Mendes, a revogar a licença ambiental para a obra prevista para conclusão em fevereiro. Já não vai mais, paralisados que estão tratores, escavadeiras e caminhões empenhados em implantar o Arco Rodoviário fluminense.


Convenhamos, parece piada. Será que as pererecas estabelecidas no meio do caminho não encontrariam condições para adaptar-se a viver alguns metros à direita ou à esquerda das pistas, onde o pântano, a vegetação e a floresta estarão conservados?


Os exageros ecológicos parece não terem limite, movidos pela ingenuidade de uns e a malandragem de outros. Porque tem gente interessada em impedir o crescimento do porto de Itaguaí. Os mesmos que pretendem manter a Amazônia como um imenso jardim botânico posto à margem da civilização. Aqueles que ainda no governo Fernando Henrique interromperam as obras de implantação da hidrovia Cáceres-Bacia do Prata, essencial ao escoamento da soja e demais produtos do Centro-Oeste a custos muito menores do que exporta-los por rodovia até Santos e Paranaguá. A razão? O mal-estar que causaria ao peixinho dourado de um igarapé perdido entre as barrancas do rio Paraná. O que dizer da proibição do asfaltamento da estrada Manaus-Porto Velho? Dos empecilhos às hidrelétricas de Mato Grosso e Amazonas? E tantas barbaridades ambientais a mais, que nada tem a ver com o aquecimento global.


Com todo o respeito, a perereca tem gerado incontáveis conflitos na história da Humanidade, desde a guerra de Tróia. Mas que viesse a prejudicar o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro, só mesmo com a colaboração do governador Sérgio Cabral.

O FANTASMA DO VELHO

Revelou o senador Pedro Simon, dias atrás, que alta madrugada, em certas praias isoladas do litoral de São Paulo, os pescadores costumam ver passar um vulto alto, careca e descalço, acenando para eles. Não duvidam ser o dr. Ulysses, até hoje perdido no mar.


O senador pelo Rio Grande do Sul prevê mudanças na visão dos pescadores. Logo o vulto, em vez de acenar amigavelmente, mostrará um chicote numa das mãos, anunciando utilizá-lo em breve. Onde? Na direção nacional do PMDB, expulsando de lá os vendilhões do partido.


Simon não se conforma com o fato de o PMDB não lançar candidato próprio à presidência da República e, mais ainda, de estar em andamento a operação para fazer de Michel Temer candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff. Para ele, não demora muito para o presidente licenciado do partido defrontar-se com o dr. Ulysses, prestes a trocar por um momento o litoral paulista pela capital federal…

FUROU O SACO DE MALDADES

Política é a arte de esconder o pensamento, já escreveu alguém. Mesmo assim, parece difícil aceitar como falsa e enganosa a afirmação da imensa maioria das bancadas governistas na Câmara e no Senado, de que novos impostos não serão aprovados no Congresso. A gente sempre desconfia de que nomeações, benesses, liberação de verbas e sucedâneos podem mudar férreas opiniões, mas às vésperas das eleições gerais do ano que vem, parece impossível acreditar na aprovação do novo imposto sobre o cheque e na taxação das cadernetas de poupança pelo imposto de renda. Seria um desatino, em especial quando o governo não se cansa de apregoar havermos saído da crise, estando o Brasil em excepcional patamar de desenvolvimento social e econômico.


A criação desses novos impostos, anunciados pela equipe econômica, contraria de alto a baixo a propaganda oficial. Arrisca o sucesso das próximas etapas do governo Lula, a começar pela tentativa de eleição de Dilma Rousseff. Não haverá um candidato sequer, entre os demais, que não venha a servir esse prato indigesto em sua campanha.


Pelo jeito, o saco de maldades de Mantega, Meirelles e companhia está furado. Mas garantir, ninguém garante…

QUASE IMBATÍVEL

Gerou preocupação no PT e no PMDB o rescaldo da reunião do fim de semana entre José Serra e Aécio Neves, em Natal, Rio Grande do Norte. Porque os dois candidatos tucanos, mesmo negando de pés juntos, estão mais próximos do que nunca da formação de uma chapa única no PSDB para disputar a sucessão do ano que vem. O DEM já deu sinal de que não se oporá, mesmo abrindo mão da tradicional compensação de indicar o candidato a vice.


Minas tem hoje 22 milhões de eleitores. De barato, 20 milhões estão com Aécio e não abrem,mesmo se o governador vier a ser o companheiro de chapa de Serra. De São Paulo, o governador não sairá com menos de 15 milhões de votos. Basta projetar esse volume para se ter a noção de que a dobradinha, salvo engano, deixa bem para trás a concorrência.


É cedo para conclusões, mas de cada líder de partido que recebe a hipótese ouve-se a mesma resposta: “uma chapa quase imbatível…”

Fonte: Claudiohumberto

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>O perfil de Blairo Maggi na Revista Veja

Posted on setembro 12, 2009. Filed under: Amazônia, ambientalistas, Blairo Maggi, desmatamento, Grupo Amaggi, Revista Veja, The New York |

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A metamorfose de Blairo O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, já foi chamado de “estuprador da Amazônia”. Agora, mudou o discurso e a prática. Quer até premiar os fazendeiros que não desmatarem. Por essas e outras, tornou-se xodó de ambientalistas

Em 1956, uma amiga de Lúcia Borges Maggi sugeriu que elas dessem a seus filhos os nomes de uma dupla de cantores sertanejos: Blairo e Clairon. Jamais houve um segundo Clairon (em lugar dele, nasceu uma menina), mas o filho de Lúcia não seria um Blairo necessitado de parceiro para fazer carreira. Atual governador de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi é um dos mais ricos políticos brasileiros – e uma admirável exceção por não ter feito fortuna na política. Seu conglomerado, o Grupo André Maggi (nome do pai, que o fundou), movimenta 8% de toda a soja produzida no Brasil e fatura 2,4 bilhões de dólares por ano. Mas não foi a riqueza que tornou Blairo célebre. Foi o terror que inspirava nos ambientalistas do Brasil e do mundo. Ele era considerado o mentor, o executor, o defensor da derrubada da floresta mato-grossense num ritmo chinês para o cultivo de soja. Seu despudor em relação à questão ambiental era tamanho que, quando chegou ao governo, em 2003, ele deu a seguinte declaração ao jornal The New York Times: “Um aumento de 40% no desmatamento da Amazônia não significa nada. Não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo aqui”. Desde 2008, porém, vem-se operando uma metamorfose em Blairo. Tanto que, agora, há ambientalistas entre seus simpatizantes.

Governador Blairo Maggi

Um deles é o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Há apenas dezesseis meses, o ministro disse que, se o governo deixasse, Blairo plantaria soja até nos Andes. Hoje, ele já não poderia afirmar o mesmo. No último ano, o desmatamento da Amazônia caiu 47% – e boa parte disso se deve ao estado administrado por Blairo. Entre agosto de 2007 e julho de 2008, foi ceifada a cobertura vegetal de 8 200 quilômetros quadrados da região. De agosto de 2008 a julho deste ano, a devastação caiu para 4 300 quilômetros quadrados. Mato Grosso contribuiu com uma redução de 2 000 quilômetros quadrados. “É por isso que estamos em paz com Blairo”, explica Minc. “No começo da minha gestão, não dei prioridade à política ambiental. Foi o maior erro que cometi”, reconhece o governador, que chegou a ser chamado de “estuprador da floresta”. Antes escorraçados, os movimentos ambientalistas passaram a participar de suas decisões.

Blairo adotou bandeiras caras aos ambientalistas, como a adoção de medidas que desestimulam a pecuária extensiva, uma das principais razões do desmatamento. Também passou a advogar em prol da regularização da situação fundiária dos fazendeiros que atuam nas bordas das florestas – precondição para punir os proprietários que abrem clareiras maiores que o permitido por lei. Ela acabou sendo adotada em maio com a edição da Medida Provisória 458. Falou-se que a metamorfose de Blairo começou em 2008, mas em 2006 ele já emitia sinais contraditórios em relação a seu discurso de “Motosserra de Ouro”, título que lhe foi conferido pelo Greenpeace. Naquele ano, ele persuadiu os grandes esmagadores de soja do país a assinar a “moratória da soja”. Por esse acordo, renovado neste ano, os esmagadores se comprometeram a não adquirir mais grãos oriundos de áreas recém-desmatadas. Há alguns meses, ele abraçou uma proposta da rede varejista Wal-Mart de reproduzir a iniciativa no setor de carnes. E, com o empurrão de Blairo, os maiores frigoríficos do país se comprometeram a não comprar mais bois criados em áreas de desmatamento ilegal. Ah, sim, como se não bastasse, ele se dispôs a fiscalizar o cumprimento do acordo. “Há uma percepção de que Blairo Maggi mudou sua visão sobre o problema ambiental e existe um reconhecimento pelo seu esforço nesse sentido”, diz Steve Schwartzman, da ONG Environmental Defense Fund, com sede em Washington.

Até o fim do ano, o governador de Mato Grosso pretende dar a prova definitiva de sua conversão. Ele quer ser o primeiro governante a compensar financeiramente, em grande escala, quem não devasta. Propõe pagar 150 dólares aos fazendeiros por hectare de floresta preservado. O dinheiro, se tudo der certo, será fornecido por ONGs europeias e grandes empresas. Blairo diz que já tem garantidos recursos suficientes para sustentar um projeto piloto de 105 000 quilômetros quadrados no noroeste do estado, onde a floresta ainda está intacta. Esse sistema, conhecido como Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), é defendido por ambientalistas de peso. Blairo tenciona anunciá-lo no fim deste mês durante a Conferência Internacional de Governadores sobre o Clima Global, a ser realizada em Los Angeles. Na edição de 2008 desse encontro, o governador mato-grossense dividiu as atenções da imprensa internacional com o ator Arnold Schwarzenegger, que governa a Califórnia. O REDD lhe renderá novos holofotes. Em dezembro, Blairo fará também uma apresentação do programa na Conferência sobre Mudanças Climáticas que as Nações Unidas realizarão em Copenhague, na Dinamarca. “Blairo esverdeou”, comemora Paulo Adário, um dos líderes do Greenpeace no Brasil.

Vista de fora, a metamorfose do governador parece fruto de romantismo. Não é. Blairo continua a agir como um homem de negócios. Ele entendeu que o discurso de que Mato Grosso é um dos celeiros do mundo não colava mais e que o bombardeio ambientalista poderia comprometer suas empresas e o futuro do estado. Na Europa, por exemplo, alguns dos principais compradores esboçavam impor restrições à importação de soja, carne e outros produtos de Mato Grosso. Piruetas pragmáticas, aliás, não são exatamente uma novidade na biografia de Blairo. Há uma década, quando percebeu que havia compradores dispostos a pagar mais pela soja convencional, forçou toda uma região, o Chapadão do Parecis, situada no noroeste de Mato Grosso, a cultivar apenas esse tipo de lavoura. Para fazer isso, Blairo, que também é um poderoso intermediário nas transações do grão, passou a pagar menos pela soja transgênica. Com isso, exterminou a cultura geneticamente modificada.

Uma das áreas de plantio de soja mais produtivas do país, o Chapadão do Parecis foi desbravado pelo pai de Blairo, André. Nos anos 80, ele começou a adquirir glebas em torno da Fazenda Sapezal, que, hoje, se estende por 70 000 hectares e é gerida de forma tão profissional quanto uma montadora de automóveis. Lá, o piso salarial é de 1 500 reais por mês. Os gerentes ganham 300 000 reais por ano, mais bônus por produtividade. Sapezal é cortada por estradas que, somadas, cobririam a distância entre Brasília e Belo Horizonte. O negócio se viabilizou porque Blairo encontrou uma maneira eficiente de escoar a soja lá produzida para a Europa. Em uma palestra, ouviu que era possível fazer uma hidrovia ligando Porto Velho, em Rondônia, nas margens do Rio Madeira, ao Atlântico. Ele, então, pediu ajuda ao governo amazonense e dinheiro ao BNDES, para tirar a hidrovia do papel e construir um porto na cidade de Itacoatiara, no Amazonas.

Sapezal é o palco de uma das maiores obras públicas de Blairo – que ele ergueu na condição de empresário. O governador e seu pai compraram uma fazenda vizinha à Sapezal e, nela, construíram uma cidade. Sim, você leu certo: uma cidade. Mas não uma cidade favelizada, como tantas que existem na Amazônia. Sapezal é toda asfaltada e iluminada. Tem água tratada, esgoto, escolas e hospitais. Lá, Blairo instalou uma das sedes do seu grupo. Além disso, num ato de fé no capitalismo, vendeu terrenos a seus competidores para que eles se instalassem na cidade. Emancipado há quinze anos, na última safra, o município se transformou no segundo maior centro de comercialização de soja do país. Sapezal resume a saga dos Maggi, que chegaram aos bilhões em apenas uma geração.

Nos anos 50, o gaúcho André Maggi emigrou para o Paraná. Primeiro, explorou madeira. Depois, dedicou-se à agricultura. Bem-sucedido, conseguiu formar o filho engenheiro agrônomo – e o despachou para Mato Grosso. Os sinais do nomadismo da família são visíveis. Blairo classifica sua casa na Fazenda Sapezal como um hotel. Parece mesmo. Ele inclusive deu nome às várias suítes e pôs na porta de uma delas uma placa em homenagem ao presidente Lula, que lá pernoitou. Seu apartamento em Cuiabá tem ares de acampamento. É nesse imóvel que Blairo mantém uma imagem de meio metro de altura de Nossa Senhora Aparecida.

Explica-se: ele diz ter ingressado na vida pública para cumprir uma promessa feita à santa. Há dez anos, descobriu que sua filha Ticiane desenvolvera um câncer linfático. Prometeu a Nossa Senhora Aparecida que entraria na política se ela se curasse. A princípio, pensou em pagar a dívida como suplente de senador. “Depois, tive medo de que Ticiane sofresse uma recaída e resolvi fazer uma carreira de verdade.” Candidatou-se, então, pelo PPS ao governo de Mato Grosso. Era azarão, mas venceu. Em 2006, reelegeu-se e migrou para o PR. Dois anos mais tarde, candidatos apoiados por ele perderam a eleição municipal em Cuiabá e em Rondonópolis, onde fica a sede-mor do Grupo André Maggi. Motivo: durante a campanha, foram divulgados vídeos que mostram aliados de Blairo tentando comprar apoio político. A esse golpe duríssimo se seguiu outro, no plano pessoal: no início deste ano, sua mulher, Terezinha, sofreu complicações graves depois de se submeter a uma cirurgia bariátrica.

Nos dias passados ao lado dela no hospital, Blairo concluiu que a dívida com Nossa Senhora Aparecida havia sido quitada e, portanto, poderia deixar de lado a vida pública. Ele participará da campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República e, em seguida, voltará a ser empresário em tempo integral. Trabalho não faltará: o Grupo André Maggi abriu uma subsidiária em Roterdã, na Holanda, que lhe agregou oitenta novos clientes, comprou uma esmagadora de soja na Noruega, a Denofa, e se associou à trading japonesa Marubeni, para fornecer 1 milhão de toneladas de soja por ano ao mercado asiático. E Blairo ainda sonha em constituir uma empresa dedicada à criação e abate de frangos. “Nessa nova etapa da minha vida, quero provar que produção e preservação não são excludentes. Esverdeei de verdade”, diz ele.


Felipe Patury, de Sapezal, e José Edward, de Cuiabá Fonte revista Veja

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>Empaer de MT contrata 70 técnicos para atuarem em várias áreas, inscrições até 11 de setembro

Posted on setembro 8, 2009. Filed under: Amazônia, Baixo Araguaia, Diário Oficial, Empaer, vagas para técnicos |

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) encerra no dia 11 de setembro as inscrições do processo seletivo para contratação de 70 técnicos de nível superior e médio. Os profissionais contratados vão prestar serviço de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (Ates), em 21 municípios dos Territórios da Cidadania, Portal da Amazônia e Baixo Araguaia.

O trabalho será executado em 51 Projetos de Assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o atendimento será direcionado para nove mil famílias rurais.

As vagas são destinadas aos profissionais da área de Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Serviço Social, Nutrição, Economia Doméstica, técnicos agropecuários e técnicos em agroindústrias.

O teste de seleção será feito por meio da análise curricular com critérios estabelecidos no edital, como por exemplo: experiência na área de formação profissional, agricultura familiar, Projetos de Assentamentos, curso de extensão, aperfeiçoamento e atualização com período mínimo de 32 horas por evento.

De acordo com o presidente da Comissão do Processo Seletivo, Edson Antonio de Almeida, o contrato é temporário por um período de 24 meses, podendo ser prorrogado por mais 12 meses. Além disso, o contrato de trabalho será regido pelos termos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), sendo que o candidato, no ato da inscrição, deverá apresentar diploma de graduação reconhecido pela legislação, Carteira Nacional de Habilitação e do Conselho da classe comprovando o exercício da profissão.

Ainda conforme Almeida, 5% das vagas são direcionadas aos Portadores de Necessidades Especiais desde que as atribuições do cargo pretendido sejam compatíveis com o candidato.

Inscrições
Os interessados podem fazer as inscrições na sede da Empaer em Cuiabá e nos escritórios regionais nos municípios de Sinop, Alta Floresta, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Juína, Rondonópolis e São Félix do Araguaia.

Salário
O resultado final do processo seletivo será publicado no Diário Oficial no dia 30 de setembro. A remuneração para nível superior será de R$ 2 mil e nível médio R$ 1.2 mil.
Fonte: Olhar Direto

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>PT também quer disputar o governo em 2010

Posted on julho 3, 2009. Filed under: Alta Floresta, Amazônia, deputado Ademir Brunetto, eleições 2010, Governador Blairo Maggi, PT de Mato Grosso |

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O PT – Partido dos Trabalhadores já ensaia a possibilidade de lançar o nome do deputado federal Carlos Abicalil, como candidato ao governo do Estado.

A iniciativa força todos os partidos do arco de alianças, ou pelo menos aqueles que tem condições e nomes para tal, a repaginar acordos e articulações para colocação de seus blocos na rua no primeiro turno das eleições gerais de 2010.

Dep. Federal Carlos Abicalil,PT-Mato Grosso
Dep. Federal Carlos Abicalil,PT-Mato Grosso

A idéia é provocar um segundo turno para facilitar o entendimento entre os partidos do arco de alianças que hoje é comandado pelo governador Blairo Maggi, líder dos republicanos.


Como está difícil o entendimento com todos os partidos, aqueles que sairem coligados poderão se juntar a outros num eventual segundo turno, caminhando para vencer as eleições, após dois mandatos ininterruptos do governador Blairo Maggi.


A idéia que vem sendo discutida colocaria um ponto final inclusive na disputa interna que hoje racha o PT, que tem no seu comando o grupo de Carlos Abicalil e na oposição o da senadora Serys Slhessarenko, que advoga de forma dura e intransigente, considerando-se candidata natural a reeleição.

Abicalil também quer disputar o Senado. Ele sabe que uma disputa com dois candidatos para as duas vagas, pode representar uma derrota para ambos, mas os compromissos assumidos por ele não lhe permitem tentar a reeleição, já que atrás pressionando está o deputado estadual e secretário de Educação, Ságuas Moraes, que também é pressionado pelo seu suplente, Alexandre César.

Ságuas é um dos mais admirados secretários de Maggi.


A ascensão de Abicalil, que é o candidato favorito do presidente Lula, ao contrário da senadora Serys que tem a mão da ministra e candidata a sucessão presidencial, Dilma Roussef, mesmo criticada, agrada até mesmo pessoas ligadas a senadora, como a ex-deputada e secretária-adjunta de educação, Vera Araújo.


Verinha sonha com o seu retorno ao Parlamento Estadual após ser derrotada nas urnas no último pleito.


O mesmo acontece com o deputado Ademir Brunetto que se consolidou como líder político no Nortão de Mato Grosso, demonstrando força ao contribuir para levar o presidente Lula ao município de Alta Floresta.


Lula esteve em seu reduto eleitoral, onde reside, para lançar o programa nacional de regularização fundiária na Amazônia, fato que chamou a atenção do mundo para o seu município.

Fonte: Ponto N

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