ambiental

>Nova fábrica de cimento será instalada em Rosário Oeste

Posted on junho 17, 2010. Filed under: ambiental, BRC Cimentos, construção civil, Copa 2014, Marzagão, Rosário Oeste |

>

A demanda de cimento em Mato Grosso é a que mais cresceu no país nos últimos anos. A procura pelo produto no Estado gira e torno de 120 a 125 toneladas mês. A perspectiva para os próximos anos por conta do próprio crescimento da construção civil e ser uma das subsedes da Copa 2014 é de aumento dessa demanda.
O governador Silval Barbosa recebeu nesta quarta-feira (16), em audiência, representantes de um grupo de fundos de investimentos que anunciou a construção da primeira fábrica de cimentos da nova empresa BRC Cimento no país.
Essa primeira unidade será instalada no Distrito Marzagão, município de Rosário Oeste (128 km de Cuiabá). Serão investidos na construção da fábrica R$ 400 milhões, nos primeiros 18 meses, e mais R$ 400 milhões nos próximos 5 anos, gerando mil empregos diretos, na fase de construção e 450 empregos diretos quando estiver funcionando. A expectativa de produção é 1,5 milhão de toneladas/ano.
O governador, segundo o porta-voz do grupo, Felício Valarelli, se comprometeu em auxiliar no que for possível. Tanto que pediu que se protocole as cartas consultas junto a Secretaria de Indústria, Comércio, para ver a viabilidade de se conceder incentivos fiscais. “O que for possível o governo vai fazer”. Um dos pedidos foi isenção de ICMS na importação das máquinas. Valarelli informou que a partir da liberação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), que já foi protocolado na Sema, começam os serviços de terraplenagem no local, e no prazo de 5 meses começam a chegar as máquinas encomendadas junto a Prago Tec, da Bélgica, uma das maiores fábricas de cimento do mundo. O prefeito de Rosário Oeste, Joemil Araújo que também participou da audiência e se mostrou bastante receptivo, pois a fábrica vai gerar renda e emprego. Fonte: Secom
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>O que se disputará em 2010

Posted on janeiro 6, 2010. Filed under: ambiental, candidatos, econômica, eleições de 2010, Fiemt, humana, IBGE, Mato Grosso, O que se disputará em 2010, social, sustentabilidade |

>

O ano de 2009 terminou com intensas articulações políticas visando a disputa das várias faixas do poder político em Mato Grosso: o governo estadual, a vaga de vice, duas vagas de senador, oito de deputados federais e 24 de deputados estaduais. Somam 36 vagas em disputa. A cada quatro anos se renova o Senado e neste ano serão duas vagas. O conjunto desse quadro de disputas arma, de imediato, um tabuleiro de interesses absolutamente inimaginável.

As arrumações partidárias, os acertos de interesses bons e ruins entre partidos, coligações e candidatos, vão se sucedendo pelo afunilamento de conversas e de arranjos eleitorais e pós-eleitorais. Do conjunto, não se pode dizer que se trata de uma arrumação necessariamente digna e honesta. Num grande número de casos, os “acertos” dispensam a ética e o mínimo de dignidade. Mas é assim que se joga enquanto não houver uma reforma política que mexa na estruturação de partidos, de coligações, de mandatos e de ética. Isso é coisa para os próximos dez anos, no mínimo.

Trouxe este prêambulo para lançar um comparativo entre o que a sociedade mato-grossense pensa e faz, e o senso de política que se pratica. Neste ano que passou, o IBGE divulgou que Mato Grosso cresceu o Produto Interno Bruto de 2007 em 111,2% em relação a 1995. Foi como se nascesse outro Mato Grosso dentro do mesmo Mato Grosso. O poder de consumo da população subiu da 15ª. para a 7ª. posição no Brasil. A renda per capita é de R$ 14.954,00, e R$ 500,00 acima da renda média brasileira. Ou seja, na visão do economista Carlos Vítor Timo, consultor econômico da Federação das Indústrias de Mato Grosso, “se fosse um país, Mato Grosso seria um tigre asiático”. E seria mesmo, porque a China, o maior gigante do mundo em crescimento, cresceu no mesmo período 111,9%, e nós aqui com 111,2%.

O nosso ambiente em Mato Grosso é o de atração de investimentos internacionais para as áreas de biocombustíveis, de alimentos e de agregação de valor nas cadeias de alimentos. A estimativa de crescimento industrial para os próximos anos é de 13,6% (dados da FIEMT). É um salto de momento com enormes desdobramentos sobre toda a economia estadual e nacional. Aliás, Mato Grosso já responde por 36% do superávit da balança comercial brasileira. Não é pouco. É muito, num universo de U$ 150 bilhões das exportações nacionais. O saldo entre exportações e importações foi de U$ 25 bilhões, sendo que as exportações de nosso estado foram de U$ 6,345 milhões.

É nesse ambiente de profundas transformações econômicas, com poderosas transformações sucessivas nas áreas social, ambiental, da sustentabilidade econômica e humana, que as eleições de 2010 se darão.

No ar, fica a pergunta: os pretendentes aos 36 cargos apontados no começo deste artigo estariam sintonizados entre as suas razões, os seus interesses, os dos partidos, da coligações e a realidade que se avizinha para Mato Grosso nesse futuro inevitável? O desafio real de todos os candidatos será o de sair dos palanques dos discursos gritados para o de assegurar aos eleitores que sabem para onde pretendem ir, se eleitos.

Autor: Onofre Ribeiro é jornalista em Cuiabá

onofreribeiro@terra.com.br

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Produção agropecuária sustentável em Mato Grosso

Posted on setembro 2, 2009. Filed under: agropecuária sustentável, ambiental, Famato, Mato Grosso, Meio Ambiente, Produção |

>

Uma das conclusões da Bienal da Agricultura realizada no mês passado pela Famato e parcerias em Mato Grosso é que a agropecuária aqui realizada é plenamente sustentável sob o aspecto social e ambiental. Claro que a sustentabilidade econômica está e deve continuar a ser discutida com os agentes do setor e governos, afinal, onde está a infra-estrutura necessária para transportar nossas riquezas?

Em uma palestra do evento, o presidente da Famato, Rui Prado, debateu a sustentabilidade da produção agropecuária. Afirmou o presidente que o produtor rural tem conhecimento de que o mundo, principalmente os países mais ricos, demanda por mais alimentos, porém, sem a conversão de vegetação nativa. Estão certos, não tenho qualquer dúvida de que não devemos desmatar para produzir alimentos. Até que estes próprios consumidores peçam, esta é uma decisão que o mercado tomará para continuar a vida humana no planeta.


Outro aspecto de grande importância para a população de Mato Grosso é que o desenvolvimento do Estado não se traduz apenas em alimento “barato” para o povo, mas aumento de divisas, geração de emprego, renda e, por conseguinte mais qualidade de vida. Ou seja, a atividade agropecuária e a agregação de valor à sua produção é a grande responsável pelo financiamento dos programas sociais governamentais, a exemplo de programas de asfaltamento de rodovias estaduais e a construção de casas populares com parte de recursos do Fethab, que tem no segmento produtivo rural grande fonte de seu financiamento.

Uma informação que precisa ser divulgada à sociedade, inclusive pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), é que no ano agrícola 2005/06 Mato Grosso utilizou 7,5 milhões de hectares e produziu 21,6 milhões de toneladas de cereais, fibras e oleaginosas. Já na safra 2008/09, com um acréscimo de apenas 4% e áreas, não necessariamente oriundas de novos desmatamentos, utilizando 7,78 milhões de hectares, foram produzidas 26,0 milhões de toneladas, verificando-se um aumento de 21,0% através de ganhos de produtividade.


As informações da pecuária são mais alvissareiras ainda. Contava com 23,5 milhões de hectares de pastagens no ano 2000 e um rebanho de aproximadamente 19 milhões de cabeças de gado bovino. Em 2008 o rebanho alcançou um total de 26 milhões de cabeças de gado com utilização de 25,7 milhões de hectares. Desta forma com um aumento de 9,0% nas áreas de pastagens aumentou-se o rebanho em 38%. Isto é um espetáculo de crescimento com desenvolvimento sustentável.


Avaliando as consequências dos ganhos de produtividade apresentada por Rui Prado podemos concluir que a agricultura de Mato Grosso deixou de desmatar 1,24 milhões de hectares em apenas 3 safras agrícolas e a pecuária 6,62 milhões de hectares, totalizando assim, 7,86 milhões de hectares, ou seja, quase 5 vezes maior que todo o desmatamento do Estado de 2005 a 2008 e o que é melhor, deixando de emitir mais de 900 milhões de toneladas de carbono.


Assim, ao aumentar sua produção não aumentando na mesma ordem as áreas plantadas, Mato Grosso prova ao mundo que está evitando desmatar novas áreas, mesmo que para buscar o aumento da produção via aumento de produtividade signifique aumento de custos de produção com a consequência de redução de renda. Aliás, um dos graves problemas deste círculo vicioso é a incapacidade do setor em reduzir seu endividamento, principalmente os de investimentos que necessitam de seguidas prorrogações, sob pena da atividade se inviabilizar.


Todos os números da palestra do presidente da Famato são de responsabilidade do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), que tem se destacado nacionalmente pela qualidade de seus trabalhos técnico-científicos, outra conquista do setor, pois não é possível colaborar com os governos na formulação de políticas públicas, sem que tenhamos informações precisas, honestas e, sobretudo, disponíveis no momento adequado.

Autor: Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental . E-mail: amadoofilho@ig.com.br – Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...