Anac

>Veja como Dilma Rousseff ajudou a privatizar a CRT no Rio Grande do Sul

Posted on outubro 23, 2010. Filed under: Anac, Companhia Riograndense de Telecomunicações, CRT, CTC, Dilma Rousseff, governador Alceu Collaes, privatizar, RBS, Rio Grande do Sul, Sem-categoria |

>

Bem ao contrário do que trombeteiam seus programas eleitorais na TV, a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, trabalhou durante toda a sua primeira administração como secretária gaúcha das Minas e Energia para privatizar a CRT, a Companhia Riograndense de Telecomunicações (1991 a 1994). Quando saiu do governo, foi contratada pela RBS para ajudar a conceber a aliança com a Telefônica de Espanha para privatizar a CRT. 
. Durante o governo do PDT, que foi de 1991 a 1994, a mando de Dilma Rousseff, seu então subordinado, o presidente da CRT, Milton Zuanazzi, homem que ela levaria já no governo Lula para a Anac, fez várias viagens a Santiago para afivelar o negócio com a CTC, a Companhia Telefônica do Chile, então controlada pela Telefônica de Espanha.

. O negócio não saiu.

. É que o governador Alceu Collaes, também do PDT, como Dilma Roussef, já tinha assinado um protocolo intenções com a Stet, na época a estatal telefônica da Itália, mais tarde privatizada e transformada em TIM. O governo chegou a iniciar negociações com a RBS para interessá-la a se associar à Stet e assumir a CRT, mas o presidente Nelson Sirotsky Sobrinho tinha outros planos e
disse ao interlocutor que o procurou:

– Se for para comprar a CRT, eu compro sozinho e não preciso dos italianos.

. Ao bater de frente com o próprio governador Alceu Collares, Dilma Roussef e o presidente da CRT pagaram caro pela ousadia. Zuanazzi foi demitido com desonra da CRT.

. O negócio que o governo pensava tocar com a Stet, era complicado, envolvia emissão de debêntures conversíveis em ações e acordo de acionistas, porque a Lei de Privatizações ainda não tinha sido editada, o que só aconteceu no governo FHC.

. Terminado o governo, Dilma Roussef, de posse de toda a memória das negociações com a Telefônica de Espanha, via CTC, mais informações privilegiadas sobre a CRT, foi trabalhar para a RBS, a convite do então diretor Jurídico, Afonso Mota. Mota, brilhante advogado, era do PDT como Dilma Roussef. Nem uma só vírgula de qualquer contrato ou acordo da RBS saía do grupo sem o seu aval.

. A ex-secretária de Minas e Energia foi ajudar na área de Projetos Especiais da RBS. Um deles, o mais ambicioso e brilhante, foi o que levou ao acordo com a Telefônica de Espanha. Nelsinho, o dono da RBS, e Juan Villalonga, no dia 16 de dezembro de 1996, dois anos depois do final do governo do PDT, venceu o leilão de privatização da CRT. Na data da privatização da CRT, a composição acionária da Telefônica do Brasil era: Telefônica Internacional, 30%; RBS, 30%; e o restante das ações dividido entre a Portugal Telecom, 23%; a Iberdrola (empresa de energia espanhola), 7%; e o Banco Bilbao Vizcaya, 7%.


Esta história também é exclusiva

Não foi apenas a RBS que se interessou pela área de telecomunicações e interveio diretamente nos leilões pelos controles das teles.

. Foi histórico o embate RBS+Telefonica x Globo no leilão da Telesp, que levou a RBS a cair fora da CRT.

. No RS, além dos Sirotsky, também a Caldas Júnior tentou levar o controle da CRT. O editor trabalhava na Caldas Júnior e acompanhou tudo de perto.

. O sr. Renato Ribeiro, então dono do Correio do Povo (1996) formatou um consórcio com o Bradesco e a France Telecom para duelar com RBS-Telefonica no leilão da Fiergs, mas na undécima hora Bradesco e France Telecom arrepiaram o pelo e caíram fora, porque a Caldas Júnior queria entrar apenas com seu prestígio político.

. Ao perceber que estava pendurado no pincel, Renato Ribeiro procurou o governador Antonio Britto, altas horas da noite, e avisou:

– A partir de amanhã, a Caldas Júnior será contra a privatização da CRT.

. A raposa tinha achado as uvas verdes demais, mas apenas porque não conseguia alcançá-las.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Empresa pivô do escândalo Erenice Guerra, MTA agora atrasa entregas e causa prejuízo aos Correios

Posted on outubro 13, 2010. Filed under: Anac, Aviação Civil, cargas, Casa Civil, consultoria, Correios, entregas, Erenice Guerra, MTA, Polícia Federal, prejuízo |

>Onze meses depois de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dar aval para que a Master Top Linhas Aéreas (MTA) continuasse voando, mesmo tendo detectado o risco de paralisação de seus serviços por problemas financeiros, a empresa está em crise financeira e não honra mais seus compromissos com os Correios, o que causa prejuízos ao contribuinte. A MTA foi pivô do escândalo que derrubou a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. A Polícia Federal investiga a denúncia de que a Anac teria aprovado a renovação da concessão da empresa após a intervenção de Israel Guerra, filho de Erenice, que teria recebido propina para deslanchar o processo. Erenice nega envolvimento.

A MTA tem contratos assinados com os Correios totalizando R$ 59,88 milhões 

O presidente dos Correios, David José de Matos, confirmou os problemas da MTA, nesta terça-feira, e disse que a contratação de concorrentes para substituí-la custará mais ao governo. Em entrevista ao GLOBO, ele adiantou que a companhia deverá perder os contratos com os Correios e ficar proibida de operar linhas de transporte de cargas postais por cinco anos.

A MTA vem sendo multada pelos Correios por atrasos ou descumprimento de voos da malha postal. Para manter as entregas, a estatal é obrigada a comprar, a preços mais altos, espaço em aeronaves de concorrentes, mediante pregões diários. Numa contratação regular, paga-se por um pacote de voos e os aviões só podem levar encomendas da estatal. Numa emergência, o governo fica sujeito à disponibilidade das companhias, inclusive as que operam
o transporte regular de passageiros – o que, invariavelmente, cria uma relação desvantajosa.
David de Matos não informou os valores que têm sido desembolsados para substituir a MTA:

– Esse número depende muito do dia. Varia, mas é mais caro do que um contrato normal.

MTA é multada desde maio
Ele afirmou nesta terça-feira que a proibição de ter negócios com os correios por cinco anos é a punição máxima pelo descumprimento de cláusulas do transporte. Um processo administrativo será aberto para avaliar o caso. Após a empresa apresentar suas alegações, a área técnica definirá as penalidades. A decisão será da diretoria da estatal, mas uma notificação avisando sobre as multas e cobrando as explicações já foi enviada.

– Estou falando sem ter os números nas mãos, mas, provavelmente, ela vai ter dificuldades de manter esses contratos – adiantou Matos, prometendo que não haverá concessões à prestadora de serviços: – Os Correios, desde 2005, depois que houve aquela questão toda que levou ao mensalão, são muito rigorosos em tudo o que fazem. Não tem colher de chá com contrato não cumprido. Não tem esse negócio de mandar carta ao presidente, de mandar deputado ou senador ir lá pedir para refrescar. Não tem isso.

A MTA opera hoje linhas Guarulhos-Salvador e Guarulhos-Recife para os Correios. Ambas são consideradas secundárias. Contudo, recentemente perdeu na Justiça o direito de fazer a rota Guarulhos-Brasília-Manaus, uma das mais rentáveis. A MTA havia sido desclassificada em licitação para prestar o serviço e obteve liminar para suspender a contratação da nova empresa. A decisão caiu recentemente, garantindo à Rio Linhas Aéreas o contrato, de R$ 44 milhões.

Foi um baque duplo, já que, enquanto a pendenga não se resolvia, a MTA prestava o serviço por um contrato emergencial de R$ 19 milhões, que perdeu. Conforme reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, a MTA vem sendo multada desde maio por atrasos, mas a situação ficou crítica mês passado. Falta dinheiro para combustível e fornecedores têm sido procurados para negociar débitos.

Parecer da Anac, do fim do ano passado, já apontava uma série de problemas, como má gestão, endividamento alto e risco de descontinuidade do serviço. Mesmo assim, a diretoria da agência renovou a concessão da empresa, o que abriu caminho para os negócios com os Correios. Israel Guerra é acusado de receber R$ 125 mil de propina pelo tráfico de influência junto ao governo .

Questionada, a Anac informou nesta terça-feira que a análise da situação financeira não era impedimento para que a MTA voasse, e que o acompanhamento de suas operações é permanente. Até esta terça-feira, a empresa não havia comunicado paralisação das atividades à agência, tampouco a retirada das aeronaves do país. Procurado, o advogado da MTA, Marcos Pagliaro, não foi localizado até o fim da noite.

O presidente dos Correios tentou justificar que não cabe à estatal questionar as decisões da Agência de Aviação Civil.

– Estaria me metendo em outra área – disse David de Matos.
O ministro das Comunicações, José Artur Filardi, disse ontem que considera satisfatórias as justificativas de Matos, mas que conversará com ele sobre o caso.

Matos nega pressão para deixar o cargo
O presidente dos Correios contestou outra acusação – esta publicada pelo “Estado de S. Paulo” no último domingo – de que teria aprovado contrato superfaturado em R$ 2,8 milhões para favorecer a empresa Total Linhas Aéreas no transporte de cargas. Consultoria contratada pela estatal fixou em pregão eletrônico o preço do serviço em até R$ 41,5 milhões, mas a empresa conseguiu fechar o contrato por R$ 44,3 milhões, 6,75% mais do que o teto. Contudo, segundo o presidente dos Correios, o valor é 8% menor do que o preço médio praticado no mercado, conforme consulta feita pela estatal.

Não há como fazer qualquer alegação sobre superfaturamento


– A área técnica (dos Correios) analisou o valor e o considerou razoável. Não há como fazer qualquer alegação sobre superfaturamento – assegurou David de Matos, acrescentando que a decisão está sustentada por parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e que, em pregões eletrônicos, não há vedação para que o valor do contrato supere o estipulado previamente.

Matos, que é último indicado por Erenice Guerra ainda no governo, negou que esteja sofrendo pressão para se afastar do cargo e disse que permanecerá se o Palácio do Planalto concordar:

– Enquanto o presidente Lula demonstrar confiança em mim, vou ficar, porque acho que tenho ainda a ajudar os Correios.

Fonte: O Globo

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Anac suspende venda de bilhetes da Webjet até regularização dos voos

Posted on setembro 27, 2010. Filed under: Anac, Companhia aérea Webjet, passageiros, tripulação, Webjet |

>

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) suspendeu a venda de bilhetes da companhia aérea Webjet nos voos programados até a próxima sexta-feira. 
 Companhia aérea Webjet
De acordo com a agência, a companhia teve 47,2% dos voos cancelados até as 14h desta segunda-feira. O problema foi motivado pelo excesso de jornada da tripulação. A Anac informou ainda que está verificando os motivos dos atrasos e cancelamentos e também como está sendo feito o atendimento aos passageiros.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Os segredos do lobista

Posted on setembro 25, 2010. Filed under: Anac, Anatel, BNDES, Casa Civil, Correios, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, governo Lula, Infraero, Os segredos do lobista, roubalheira |

>

Personagem-chave na central de corrupção da Casa Civil, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira admite que cabia a ele prospectar clientes para o esquema e que ‘era tudo uma roubalheira”. Para receber propina, ele indicava contas secretas do genro em Hong Kong

Diego Escosteguy e Rodrigo Rangel

Olhando nervosamente para os lados, Marco Antônio de Oliveira, ex-diretor dos Correios e discreto lobista do grupo que tomou de assalto a Presidência da República, inclina-se na cadeira, aproxima-se do interlocutor e sentencia a meia voz: “A Casa Civil virou uma roubalheira”.

Marco Antônio é tio de Vinícius Castro, o ex-assessor da Casa Civil que, ao encontrar 200 mil reais em propina em sua gaveta na Presidência, exclamou: “Caraca! Que dinheiro é esse?”.

Embora desconhecido do grande público, trata-se de um personagem influente no governo Lula. Já foi diretor da Infraero no primeiro mandato do petista, quando a estatal reluzia no noticiário policial, e, desde 2008, ocupava a estratégica Diretoria de Operações dos Correios. Em ambos os cargos, sempre conviveu com acusações de malfeitorias.

A relativa má fama nunca foi obstáculo para que ele mantivesse uma inexplicável proximidade com a cúpula do governo Lula – proximidade que se revelava em conversas freqüentes com próceres da administração petista, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Também eram recorrentes os encontros no apartamento funcional de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, quando ela era braço-direito da candidata petista Dilma Rousseff.

Marco Antônio, o tio, e Vinícius Castro, o sobrinho, integram, numa rentável associação com outra família, a Guerra, a turma que, até recentemente, fazia e acontecia na Casa Civil.

Conforme revelou VEJA em suas duas últimas edições, esse grupo – cujo poder de barganha provinha da força política da agora ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e de sua ex-chefe, Dilma Rousseff – montou uma central de negócios dentro do Palácio do Planalto, com atuação conhecida nos Correios, no BNDES, na ANAC, na Anatel e na Infraero.

Participavam também Israel Guerra, um dos filhos da ex-ministra, familiares dela e Stevan Knezevic, outro assessor da Casa Civil. Todos caíram – ou quase todos. Marcelo Moreto, um soldado-raso da turma, continua com um carguinho na Presidência.

“Essa roubalheira levou minha família à ruína”, admite Marco Antônio, em conversas gravadas com a reportagem no Rio de Janeiro e em Brasília. O lobista Marco Antônio, como se nota, é um homem amargurado, disposto, talvez, a usar as informações que dispõe para se vingar das tais pessoas que levaram sua família à ruína.

Ele guarda muitos segredos — alguns já revelados e confirmados pelos fatos, como a participação da ex-ministra Erenice Guerra e seu filho em achaques a empresários que pretendiam ganhar contratos no governo.

Marco Antônio também é um personagem-chave para esclarecer uma grande interrogação que ainda existe desde o início do escândalo: a suspeita de que os dividendos resultantes das traficâncias da Casa Civil também abasteciam o caixa da campanha do PT.

Todos os episódios de lobby conhecidos até o momento tiveram o ex-diretor dos Correios, um confesso “prospectador de clientes”, como facilitador.

Em todos eles também surgiram versões segundo as quais parte do dinheiro captado pela família Guerra e seus sócios serviria ora para saldar “compromissos políticos”, ora “para a campanha de Dilma Rousseff”.

Ao menos foi isso o que afirmaram os empresários Fábio Baracat e Rubnei Quícoli. Baracat, em entrevista a VEJA e em depoimento à Polícia Federal na última quinta-feira, contou que pagou propina ao grupo para resolver pendências da MTA Linhas Aéreas junto a ANAC e a Infraero – e também para conseguir mais contratos dessa empresa com os Correios, sempre sob os cuidados da diretoria comandada precisamente por Marco Antônio.

Quícoli, por sua vez, ainda vai depor. Sua história embute uma acusação extremamente grave. Ele agia em favor da empresa ERDB, que contratou o grupo da Casa Civil para tentar obter um financiamento no BNDES.

Na semana passada, em entrevista a VEJA, Quícoli voltou a acusar Erenice, seu filho e o lobista Marco Antônio de exigirem 5 milhões de reais para a campanha presidencial de Dilma Rousseff e de Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais.

Na semana passada, VEJA investigou as circunstâncias dessas tratativas – e descobriu que elas não se restringiram a um simples, isolado e despretensioso pedido de doação para campanha. Em entrevistas gravadas com os principais personagens desse episódio, a reportagem confirmou que houve reuniões sigilosas entre as partes envolvidas, viagens internacionais para tratar dos acertos e até mesmo trocas de emails com detalhes financeiros da negociata. Ou seja: foram cumpridas todas as etapas comuns a esse tipo de negociata.

O caso começa em outubro do ano passado, quando o lobista Rubnei Quícoli aproximou-se da turma de Erenice Guerra, em busca do “apoio político” para assegurar a liberação de um empréstimo no BNDES. Marco Antônio confirmou a aproximação.

Após as primeiras conversas, conta Quícoli, surgiu a fatura. As duas famílias exigiam o pagamento de 40. 000 mensais, uma taxa de sucesso e, de quebra, o tal bônus antecipado de 5 milhões de reais: “O Marco Antônio disse que tinha que entregar o dinheiro na mão da Erenice, pois ela precisava pagar umas contas da Dilma e também pretendia também ajudar o Hélio Costa”. Quícoli afirma que Marco Antonio não precisou que espécie de “contas” Dilma precisaria quitar.

Naquele momento, em meados de maio deste ano, as negociações emperraram, em razão de divergências quanto ao modo de pagamento dos 5 milhões. Primeiro, os lobistas queriam receber em dinheiro vivo – ou na conta da empresa Sinergy no Banco do Brasil. A Sinergy é uma das engrenagens financeiras da turma. Está em nome de um primo de Marco Antônio.

Temeroso de que um depósito numa pequena firma de consultoria fosse chamar demasiada atenção, Quícoli pediu uma alternativa. Marco Antonio ofereceu uma opção mais discreta: a propina deveria ser depositada diretamente em contas no exterior – e indicou duas em Erenice Guerra,, ambas pertencentes ao empresário Roberto Ribeiro.

Dono de uma locadora de carros e de uma fábrica de cigarros, Roberto Ribeiro é genro do lobista Marco Antônio e mora em Miami, nos Estados Unidos. Para convencer Quícoli de que a transação era segura, Marco Antônio fez o genro vir ao Brasil.

Os três reuniram-se no hotel Intercontinental da Alameda Santos, em São Paulo, na tarde do último dia 12 de junho, um sábado. Em uma hora e meia de negociação, Marco Antônio e o genro acalmaram Quícoli: “Eles tentaram me convencer de que não haveria problema em usar aquelas contas”.

Procurado por VEJA, o empresário Roberto Ribeiro confirmou que veio ao Brasil e se encontrou no hotel com o sogro e o lobista Quícoli. Mas apresentou uma versão para lá de estranha: “Quícoli me foi apresentado pelo Marco Antonio. Ele disse que Quícoli possuía dinheiro no exterior e poderia investir nas minhas empresas. Nada se falou sobre dinheiro de campanha”.

E por que diabos ele enviara os dados das contas antes mesmo do encontro? “Quícoli disse que tinha dinheiro em contas na Ásia, e que precisava me pagar por lá. As contas pertencem a parceiros comerciais meus”.

Fica evidente, portanto, que alguém está mentindo. Ou as contas seriam efetivamente o canal para o pagamento da propina, como acusa o lobista Quícoli, ou serviriam para uma transação sem qualquer nexo financeiro. Todas as evidências convergem para a primeira alternativa.

O pagamento, aparentemente, acabou não sendo feito – e ninguém apresenta explicações razoáveis para isso. Quícoli se limita a afirmar que “não quis pagar propina”, mas assegura: “Marco Antônio disse que era só depositar o dinheiro que tudo daria certo”.

Marco Antônio, é claro, diz que nem cobrou. Ao fim, seria mais um caso de negociata que não deu certo? É cedo para saber. Quícoli está longe de ser um sujeito probo – já foi condenado por receptação de moeda falsa e por ocultar carga roubada.

Todos os elementos que ele apresentou até o momento, porém, confirmaram-se. Frise-se também que ainda não se sabe se o lobista Marco Antônio usava o nome de Dilma e de Erenice com o consentimento delas. Ambas negam.

Reconheça-se que existe a hipótese de que ele tenha vendido o nome delas para fazer negócios próprios. Caberá às autoridades averiguar isso.

É inegável, contudo, que o ex-diretor dos Correios detinha estatura política e proximidade com o governo para fazer esse tipo de pedido heterodoxo sem se passar por louco.

Além dos importantes cargos que ocupou, Marco Antônio era de tal modo próximo à Presidência que, logo após deixar os Correios, em maio deste ano, foi levado pelo ministro Paulo Bernardo ao Palácio da Alvorada, para conversar com o presidente Lula. No encontro, segundo Marco Antônio, Lula discutiu a possibilidade de que o leal funcionário viesse a ocupar a presidência da Infraero num possível governo Dilma.

A candidata, aliás, pediu a ele que, informalmente, fizesse estudos para acompanhar a viabilidade do projeto do trem-bala. Erenice é amiga da esposa do ex-diretor, a ponto de visitá-la frequentemente.

À PF, Marco Antonio também pode fornecer preciosas pistas sobre a compra do remédio Tamiflu. Conforme revelou VEJA na semana passada, Vinícius Castro admitiu ter recebido 200 mil reais de propina, dentro da Presidência, em razão dos contratos fechados pelo governo sem licitação com o laboratório Roche, que fabrica o remédio.

Vinícius narrou ao tio que a malfeitoria estava na quantidade de Tamiflu que o governo adquiriu. Diz Marco Antônio: “Compraram Tamiflu demais. Ninguém compra milhões em remédio sem contrapartida. Houve rolo. O Vinícius me contou: ‘Eu vi ‘A’ recebendo, ‘B’ recebendo, ‘C’ recebendo”. Ele viu a distribuição, um entregando envelope para o outro”.

Para quem ainda se assombra com desfaçatez, o ex-diretor dos Correios explica o sentido do ato: “É preciso entender como funciona corrupção em repartição pública. Se o camarada que está perto de você recebe, você tem que receber também. Essa é a regra”.

Segundo o tio, Vinícius cedeu gostosamente à chantagem, embora tenha manifestado alguma preocupação. “Uma vez o Vinícius veio me pedir conselhos, temendo que a compra do Tamiflu desse problema. Descobri depois que esse dinheiro do Tamiflu foi operado pelo marido da Erenice (o engenheiro José Roberto Camargo Campos). Lá atrás eu alertei o Vinícius que esse Tamiflu iria dar m… Disse a ele: ‘É melhor você sair desse assunto’”, afirma o ex-diretor.

Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, indicado pelo PMDB, negou saber de qualquer irregularidade, cuja possibilidade de ocorrer, segundo ele, seria nula, pois o Tamiflu é o único medicamento disponível no mundo para o tratamento da gripe suína. Sendo assim, não haveria brechas para interessados em fazer lobby. A compra se daria de qualquer maneira.

Caberá ao lobista Marco Antonio esclarecer os limites do que qualifica de “roubalheira”, seja a da Casa Civil, a da família Guerra ou algum elo comum entre elas.

Fonte: Blog do Noblat

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Fuxo de passageiro no Aeroporto de Cuiabá tem aumento de 23,5%

Posted on fevereiro 20, 2010. Filed under: Aeroporto de Cuiabá, aeroporto Marechal Rondon, Anac, Fuxo de passageiro, Sedtur, Turismo de Mato Grosso |

>

Percentual de incremento corresponde à diferença na quantidade de viajantes registrada no período entre 2002 e 2009, em Mato Grosso

Voos domésticos abocanham quase a totalidade do movimento observado em Mato Grosso, ficando com 99%


O aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, registrou recorde no fluxo de passageiros nos últimos 8 anos, saltando de 747,824 mil viajantes em 2002, para 1,671 milhão no ano passado, alta expressiva de 123,54%. O número inclui embarques e desembarques de vôos nacionais e internacionais. O desempenho do Estado acompanha a performance ascendente registrada no país, nos últimos anos, porém com crescimento acima da média nacional.

Entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, os embarques e desembarques registraram 18% de incremento no Estado, enquanto que a média no Brasil, no mesmo período, foi de 14,6%. De acordo com avaliação feita pelo Ministério do Turismo são os melhores resultados da série histórica. Para a secretária de Desenvolvimento do Turismo do Estado, Sedtur, Vanice Marques, os números apontam Cuiabá como importante destino indutor do turismo de Mato Grosso, que vem ganhando mais força para se consolidar também como polo de turismo de eventos e negócios do Brasil.


Por conta disso, a Fundação Getúlio Vargas foi contratada para a elaboração do Plano Diretor de Turismo de Mato Grosso. “Organizar o setor para que possa se fortalecer gera ganhos sociais a uma cadeia imensa, pois são trabalhadores mais qualificados que atendem melhor quem aqui chega e traz resultados positivos para todos os segmentos”, explica a secretária de Turismo.


De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o aumento de passageiros nos aeroportos foi favorecido, em todo país, por conta do preço das passagens aéreas que, em 2009 foi a mais barata dos últimos 8 anos. O estudo divulgado nesta sexta-feira (19) aponta


que a média paga por passageiro foi de R$ 0,48 por quilômetro voado. Segundo a Anac, esse valor é 27,6% mais baixo do que o registrado em 2008, que foi de R$ 0,66 por quilômetro voado, e de 39,2% em relação a 2003, o mais alto do período (R$ 0,78).


A Anac informa que o preço médio da tarifa nos vôos domésticos foi de R$ 321,28 no ano passado. Quando atualizado, esse valor é também o menor desde 2002. Em dezembro, quando a tarifa média foi de R$ 300,59, o aumento da concorrência fez com que o preço por quilômetro voado fosse de R$ 0,44, valor abaixo do registrado em novembro (R$ 0,49).


A queda de preços foi acompanhada por um aumento de 17,7% na demanda por vôos domésticos em todo país. Em Mato Grosso, eles representaram em 2009, 99% da demanda. Os passageiros que procuraram os vôos internacionais somaram apenas 960 viajantes. Para a gerente da Águia Turismo, Sheila Fortunato, a procura por passagens aéreas aumentou 30% no ano passado em relação a 2008. Segundo ela, a concorrência entre as companhias aéreas ajudou a fazer com que os preços fossem mais competitivos. “Com a entrada de pequenas companhias, essa situação melhorou”.


A queda nos valores, segundo a Anac, chegou a cerca de 28%. Há 2 anos, as duas maiores companhias brasileiras já chegaram a ter mais de 90% do mercado de vôos domésticos. Atualmente, elas têm 84%, já que as empresas de menor porte estão ampliando sua participação, segundo dados da Anac. Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Síntese econômica

Posted on janeiro 20, 2010. Filed under: Anac, Biocombustíveis, Concordata, Embraer, Estágio, Famato, IEL, Petrobras, Síntese econômica, telefonia |

>

Concordata

A Embraer aguarda o posicionamento da Japan Airlines (JAL) sobre o pedido de concordata da japonesa, com quem tem acordos comerciais. A JAL já recebeu da Embraer 6 aeronaves modelo 170 e tem pedidos firmes para mais. O preço de tabela de 2009 para o modelo 170, com capacidade para 70 passageiros, é de US$ 33 milhões, conforme informações da própria Embraer.

Biocombustíveis

A Petrobras fará pesquisas sobre o uso de biocombustíveis sob baixíssimas temperaturas na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), da Marinha brasileira na Antártida. A pesquisa vai testar o uso de biodiesel e etanol sob as situações de clima mais rigorosas. Os estudos serão parte de acordo de cooperação entre a Petrobras e a Marinha, com investimentos de R$ 3 milhões e terá duração de 4 anos.

Telefonia

O Brasil fechou 2009 com 173,9 milhões de telefones celulares em operação, crescimento de 15,47% sobre 2008.

Estágio

O Instituto Euvaldo Lodi, IEL-MT, observa momento atípico. No período de férias, ao invés da redução na oferta de estágio, está havendo incremento. As empresas têm procurado com maior frequência estagiários e muitos estudantes estão saindo em busca da oportunidade. Só para se ter uma idéia, em janeiro de 2009, o número de vagas ofertadas por semana era de cerca de 12 e neste ano chega a 36.

Sisbov

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, Famato, avalia que as alterações no Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) aumentarão o número de Estabelecimentos Rurais Aprovados Sisbov (Eras), que hoje é de cerca de 320 propriedades. Mas esta elevação não influenciará no mercado da pecuária estadual, que continuará em ritmo lento.

Elevação

Relatório divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, mostra que a tarifa média nominal cobrada nos voos domésticos em novembro atingiu R$ 318,45, alta de 2% sobre os preços praticados em outubro. É o maior valor cobrado desde abril, quando as passagens custavam, em média, R$ 319,72. Comparativamente a novembro de 2008, quando o valor médio era de R$ 399,50, há um declínio de 20,28%. Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...