analistas

>Dilma e os analistas preguiçosos

Posted on dezembro 6, 2010. Filed under: analistas |

>Por Helder Caldeira*

Ou nossos analistas políticos já estão querendo pendurar suas chuteiras e antecipar suas aposentadorias, ou realmente estão cada dia mais cegos, retardados (no sentido temporal) e burros (no sentido literal). Tudo que tenho visto e lido nos últimos dias na TV, nos jornais e nos sites e blogs desses “sabe-tudo” são ferocidades pelo silêncio da presidente eleita e um festival de críticas aos nomes ministeriáveis, sob alegação de que Dilma Rousseff estaria sendo totalmente pautada pelo quase ex-presidente Lula. Acho que nossos “formadores de opinião” estão meio preguiçosos, optando por analisar a mais simples das vertentes e deixar o leitor/espectador com informações truncadas e desfocadas, restando a sensação da falta de compromisso com a qualidade. Sim, isso é uma crítica. Não concordo com as tentativas de censura e acho absolutamente lunática a ideia de querer “controlar” a imprensa. O que acho imprescindível nesse momento é uma renovação nos quadros de profissionais dos veículos de comunicação e a exigência premente de qualificação dos que pretendem promover a notícia em nosso país. Os nossos “pseudonotáveis” estão ultrapassados.
analistas preguiçosos
Vejamos a questão das indicações da presidente para composição de seu governo. Há três pontos que merecem especial destaque: 1) Dilma tem uma equipe pessoal, nomes de sua confiança que irão ocupar ministérios-chave e serão mais próximos ao Planalto; 2) Existem ministérios e cargos que serão ocupados pelos partidos aliados, como PMDB, PSB, PP, PDT, PCdoB e afins, em nome de uma governabilidade; e o mais importante, 3) Dilma receberá a faixa presidencial no dia 1º de janeiro de 2011, mas já exerce um papel semelhante ao de uma primeira-ministra desde 21 de junho de 2005. Lula se ocupou dos compromissos oficiais (e outros nem tanto) de um presidente da República: viajou, divulgou o Brasil, jantou com reis e rainhas, apertou a mão e tirou fotos com Obama, com Chávez e com Hu Jintao, além de promover churrascadas e festas juninas na Granja do Torto. Criou um protocolo, digamos, menos formal. Enquanto isso, coube a Dilma Rousseff o papel executivo, a orientação técnica e a difícil tarefa de fazer decolar um governo que estava atolado no lamaçal dirceusista.
Naquele 14 de junho de 2005, quando o depoimento avassalador de Roberto Jefferson teve mais audiência que uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Argentina, a então ultrasséria ministra das Minas e Energia emergia das profundezas petrolíferas como nome ideal para assumir a Casa Civil e colocar ordem no galinheiro. Até o dia de sua ascensão, o que vimos foi um troca-troca interminável de ministros e um governo que não dava certo. Quando assumiu o posto de “primeira-ministra”, Dilma legitimou nomes como Guido Mantega, Tarso Genro, Fernando Haddad, Hélio Costa e Alexandre Padilha, além de fortalecer suas principais assessoras, entre elas, a agora ministeriável Miriam Belchior. Dos poderosos da era José Dirceu, só sobreviveu Paulo Bernardo e isso porque Dilma assim desejou. À exceção do Bolsa Família, o governo Lula só começa a dar certo quando a turma de Dirceu (Genoíno, Delúbio, Silvinho, Marcos Valério, etc.) são defenestrados e Dilma assume o timão do navio. A essa altura do campeonato, Lula estava acuado e tendo que fazer aquele papel humilhante de “não sei, nunca vi e vamos cortar na própria carne”. É justamente após a ascensão de Dilma e de suas acertadas decisões que Lula dispara na aprovação popular e descobre, “como nunca antes na história desse país”, o ufanismo como hobby.
Ou seja, em tese e oficiosamente, Dilma Rousseff já era presidente desde 2005. Os ministros que ela irá manter, não ficarão por imposição de Lula ou do PT. É o extremo inverso. Eles já tinha sido escolhidos por ela ao longo dos últimos cinco anos. Nunca foram ministros do Lula, de fato. E também não eram as escolhas desejadas por José Dirceu, pelo PT e pelos aliados, em especial o PMDB. Dizer que Lula está determinando o governo Dilma é, no mínimo, preguiça jornalística de realizar uma pequena pesquisa em nossa história recente e de ter olhos críticos para analisar o percurso dos fatos na última metade desta década.
E ouso dizer mais. Não parece ser do perfil da presidente Dilma aceitar que lhe empurrem qualquer chouriço goela abaixo. Todos sabem que ela não fez cara boa quando o PMDB escolheu o insípido Michel Temer para compor a chapa como seu vice. Assim como todos sabemos que ela não ficará de tró-ló-ló com ele e sua politicagem nauseabunda. Quando quer ouvir o PMDB, Dilma recorre ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e ao deputado norte-riograndense Henrique Eduardo Alves, este desejado por ela na presidência da Câmara. Ainda assim, soube colocá-los em seus devidos lugares quando encarou o tal “blocão” articulado entre deputados e fazendo-se respeitar ao desdizer o governador Cabral quanto à nomeação de seu secretário Sérgio Côrtes ao Ministério da Saúde.
Ora, convenhamos, se o fato de afirmar que ela está sendo pressionada por Lula e pelo PT já soa como um apequenamento preconceituoso de suas potencialidades como líder, imaginem o que diriam se ela aceitasse tranquilamente ser pautada por um governador que vem se achando surfista na crista da onda. Ela sabe que ceder agora aos majoritários estaduais significa colocar-se refém de querelas onde não precisa e nem deve se meter. Dilma não é tola. Ela, indiretamente, preside esse país desde 2005 e conhece bem as regras do jogo. Só os nossos “notáveis” analistas políticos é que preferem não enxergar isso e seguem navegando a esmo em seu comodismo intelectual. Vão terminar como José Serra, nau a pique em mar profundo. Caminho certo para o esquecimento.

*Helder Caldeira é escritor, colunista político, palestrante e conferencista. 
Site: http://www.magnumpalestras.com.br; e-mail: heldercaldeira@estadao.com.br

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>Só se fala naquilo

Posted on setembro 21, 2010. Filed under: ajuste fiscal, Alfredo da Mota Menezes, analistas, Assistência Social, Índio da Costa, Cesar Maia, ciência, Dilma Rousseff, infraestrutura, O Globo, populismo, Serra, Tecnologia |

>Por Alfredo da Mota Menezes
Dez entre dez analistas do país e do exterior acreditam que o Brasil precisa de um ajuste fiscal. Que o governo gastou demais com custeio e que seria preciso pisar o breque por um período para colocar a casa em ordem. Dilma Rousseff não vê desse modo. E aí mora o perigo.

Veja o que disse ela, segundo O Globo: “o papo dos ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem…E eu quero saber: com inflação sob controle e com a economia crescendo, vou fazer ajuste fiscal para contentar quem? Quem ganha com isso? O povo não ganha”.

É fala típica de alguém de esquerda no poder. Não gostam de desgaste, tendem para o populismo. O Brasil do futuro importa menos do que a popularidade do momento. Se o próximo governo continuar a pisar no acelerador, só se terá mais dinheiro para mais assistência social, infraestrutura, ciência e tecnologia e mais tantas coisas se houver aumento de imposto. Tudo está no limite, só aumentando a carga tributária se pode ir no mesmo caminho que se veio até agora.

A fala de José Dirceu a petroleiros na Bahia mostra o caminho futuro do PT num governo Dilma. Lula ficou maior que o partido e o salvou do mensalão. Com uma vitória da Dilma, que é mais à esquerda que o Lula e sem a força dele, o “projeto” do partido, como disse Dirceu, seria colocado em prática. Entre eles o controle da mídia. Dá para acreditar também que pode voltar a tentativa da Lei do Audiovisual. Aquela que controla até grade de televisão, incluindo as novelas. Vamos ver coisas que até o diabo duvida.

No Rio só se fala em UPP ou Unidade de Polícia Protetora. O criador delas, Sérgio Cabral, dá votos à Dilma, diferente do que ocorre no resto do país. Dilma se apresenta no Rio sempre falando em UPP. Outra coisa sobre segurança no Rio: bandido não é mais herói, como era antes. Essa mudança é fundamental para entender o novo momento do Rio.

O que encabula é como o Serra não fala nada sobre essas ações da segurança no Rio. Usar o fato para criticar ou apoiar. Fala-se que o Lula teve 67% dos votos na última eleição e que a Dilma pode ter mais de 70%. E o Serra dependendo do complicado Cesar Maia.

Comenta-se também que Cesar Maia impôs Indio da Costa como vice no lugar de Álvaro Dias, tirando-o da disputa a deputado federal, só para beneficiar a candidatura de seu filho, Rodrigo. Os dois disputariam votos no mesmo espaço político. Os muitos desacertos em torno da candidatura Serra ajudou a arrastá-lo para baixo.

Alfredo da Mota Menezes. Email: pox@terra.com.br site: http://www.alfredomenezes.com

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>Ganho na Bolsa chega a 4,3% nas duas semanas de março

Posted on março 13, 2010. Filed under: analistas, Bovespa, consumidor, cotação do dólar, Eike Batista, emprego, Gol Linhas Aéreas, Ibovespa, lucro, OGX |

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A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou esta sexta-feira em baixa de 0,78%, aos 69.341,38 pontos, na segunda queda seguida. Apesar do recuo, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) registra ganhos de 0,72% na semana. No mês, a alta é de 4,27%.


A cotação do dólar comercial fechou esta sexta-feira com queda de 0,4%, a R$ 1,763 na venda, completando o quarto dia consecutivo de desvalorização. A moeda encerrou a semana com perda acumulada de 1,29%. Mas no ano, ainda tem ganho de 1,15% .


Contribuíram para os negócios de hoje alguns indicadores econômicos que foram divulgados nos Estados Unidos, além de balanços de empresas.

As vendas no varejo norte-americano surpreenderam e cresceram 0,3% em fevereiro. Apesar desse dado, o departamento de Comércio do país anunciou que as compras de veículos e autopeças caíram 2% no mês passado.

Contrariando a expectativa dos analistas, a confiança do consumidor nos EUA piorou no início de março por causa de um pessimismo maior com a geração de empregos no país. Para o diretor responsável pela pequisa do indicador, o norte-americano está deixando de confiar nas políticas econômicas que têm sido aplicadas nos últimos meses.

No Brasil, o nível de emprego industrial caiu 1,1% em janeiro comparado com igual período de 2009. Este foi o menor recuo desde dezembro de 2008. Já em relação ao último mês do ano passado, o nível de ocupação no país cresceu 0,3%.

Entre os balanços que foram divulgados nesta sexta-feira, destacou-se o da petrolífera OGX, do brasileiro Eike Batista. O lucro da empresa despencou 97% em 2009, para R$ 10,8 milhões. De acordo com a companhia, o resultado foi motivado pelo aumento das despesas financeiras que saltaram de R$ 37,1 milhões em 2008 para R$ 608,4 milhões no ano passado.

A Gol Linhas Aereas reverteu o prejuízo do quarto trimestre de 2008 e ganhou R$ 398 milhões nos últimos três meses de 2009. O lucro foi impulsionado, segundo a empresa, pela utilização de créditos fiscais de R$ 352 milhões, reconhecidos na linha de Imposto de Renda e contribuição social, decorrentes de prejuízos fiscais da Varig, comprada pela companhia em 2007. Fonte: Economia
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