Assistência Social

>Só se fala naquilo

Posted on setembro 21, 2010. Filed under: ajuste fiscal, Alfredo da Mota Menezes, analistas, Assistência Social, Índio da Costa, Cesar Maia, ciência, Dilma Rousseff, infraestrutura, O Globo, populismo, Serra, Tecnologia |

>Por Alfredo da Mota Menezes
Dez entre dez analistas do país e do exterior acreditam que o Brasil precisa de um ajuste fiscal. Que o governo gastou demais com custeio e que seria preciso pisar o breque por um período para colocar a casa em ordem. Dilma Rousseff não vê desse modo. E aí mora o perigo.

Veja o que disse ela, segundo O Globo: “o papo dos ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem…E eu quero saber: com inflação sob controle e com a economia crescendo, vou fazer ajuste fiscal para contentar quem? Quem ganha com isso? O povo não ganha”.

É fala típica de alguém de esquerda no poder. Não gostam de desgaste, tendem para o populismo. O Brasil do futuro importa menos do que a popularidade do momento. Se o próximo governo continuar a pisar no acelerador, só se terá mais dinheiro para mais assistência social, infraestrutura, ciência e tecnologia e mais tantas coisas se houver aumento de imposto. Tudo está no limite, só aumentando a carga tributária se pode ir no mesmo caminho que se veio até agora.

A fala de José Dirceu a petroleiros na Bahia mostra o caminho futuro do PT num governo Dilma. Lula ficou maior que o partido e o salvou do mensalão. Com uma vitória da Dilma, que é mais à esquerda que o Lula e sem a força dele, o “projeto” do partido, como disse Dirceu, seria colocado em prática. Entre eles o controle da mídia. Dá para acreditar também que pode voltar a tentativa da Lei do Audiovisual. Aquela que controla até grade de televisão, incluindo as novelas. Vamos ver coisas que até o diabo duvida.

No Rio só se fala em UPP ou Unidade de Polícia Protetora. O criador delas, Sérgio Cabral, dá votos à Dilma, diferente do que ocorre no resto do país. Dilma se apresenta no Rio sempre falando em UPP. Outra coisa sobre segurança no Rio: bandido não é mais herói, como era antes. Essa mudança é fundamental para entender o novo momento do Rio.

O que encabula é como o Serra não fala nada sobre essas ações da segurança no Rio. Usar o fato para criticar ou apoiar. Fala-se que o Lula teve 67% dos votos na última eleição e que a Dilma pode ter mais de 70%. E o Serra dependendo do complicado Cesar Maia.

Comenta-se também que Cesar Maia impôs Indio da Costa como vice no lugar de Álvaro Dias, tirando-o da disputa a deputado federal, só para beneficiar a candidatura de seu filho, Rodrigo. Os dois disputariam votos no mesmo espaço político. Os muitos desacertos em torno da candidatura Serra ajudou a arrastá-lo para baixo.

Alfredo da Mota Menezes. Email: pox@terra.com.br site: http://www.alfredomenezes.com

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>Governo federal corta repasse de recursos e Hospital Universitário fecha UTIs e o centro cirúrgico

Posted on janeiro 16, 2010. Filed under: Assistência Social, Bioquímica, Fisioterapia, Hemoterapia, Hospital Júlio Müller, Hospital Universitário, laboratorial, Nutrição, Saúde, UTIs |

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As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o centro cirúrgico do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) fecham na segunda-feira (18). Com isso, 8 pacientes da UTI neonatal e 6 da UTI adulta terão que ser transferidos para outras unidades de saúde. Até ontem, a Superintendência do hospital não sabia para onde seriam encaminhadas essas pessoas. O centro cirúrgico, que comporta 3 leitos atualmente, também fechará com as UTIs paradas.


Somente com médicos e enfermeiros não é possível manter o hospital e é esse o quadro de funcionários que o Júlio Müller terá a partir de hoje, já que as escalas não poderão mais ser cumpridas com a redução das horas de trabalho pela Lei 11907 e pela Portaria 918. A única esperança é se a Justiça conceder uma liminar que impeça a redução dos plantões.


A superintendente interina do HUJM, Olga Takano, lembrou que deixarão de trabalhar as áreas de Assistência Social, Hemoterapia, Fisioterapia, Bioquímica, Nutrição e laboratorial. “O Júlio Müller iniciou o trabalho há quase 26 anos somente com professores e desde que internou o primeiro paciente tivemos que dar plantão”.


Das 6.132 horas liberadas pelo Ministério da Educação (MEC), 1.390 são para médicos e enfermeiros com ensino superior, o restante (4.742 horas) são para enfermeiros do ensino médio. “Eles (representantes do MEC) têm que disponibilizar outra forma (de financiamento)”.


Já estão fechados os pronto-atendimentos (PA) adulto e pediátrico, além de 60% da capacidade das unidades de internação clínica médica e pediátrica. Os 2 PAs eram responsáveis por atender 100 pacientes por dia ou em torno de 36 mil pessoas por ano.


Outras 2 questões agravam a situação do HUJM. Primeiro que a quantidade de horas extras estipuladas pelo MEC para os médicos e enfermeiros por ano não pode ultrapassar 90. Isso dá um “fôlego” para o hospital até final de fevereiro, já que a cota de 2010 já teria acabado.


A segunda questão é que, na Lei 11907, de acordo com Takano, as 10 mil horas de trabalho da equipe de apoio não foram contempladas. Engloba essa equipe as lavadeiras, o pessoal do setor de informática, os vigilantes, os motoristas das ambulâncias, os profissionais da manutenção elétrica e os que trabalham na caldeira (que atua no aquecimento da água).


Na quarta-feira (13), foi entregue a intimação da Justiça Federal à União, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ao Hospital Júlio Müller para apresentarem informações sobre a situação da entidade. A Justiça agora terá que analisar os documentos recebidos para decidir sobre a manutenção ou não das horas para o plantão do hospital. Fonte: A Gazeta

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>O apagão de Cabral

Posted on janeiro 4, 2010. Filed under: Angra dos Reis, Assistência Social, Deslizamento, Direitos Humanos, governador Sérgio Cabral, Legislativo, Lula, pressão, Ricardo Noblat |

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Ricardo Noblat

E aí, Lindinho? Nem sequer de leve vai censurar o governador Sérgio Cabral (PMDB) por ter sumido nas primeiras 24 horas após o deslizamento de terras em Angra dos Reis? Ali morreram 44 pessoas. Lindinho é como chamam Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu, ex-aspirante a candidato do PT ao governo. E, até outro dia, crítico de Cabral.

Os dois chegaram a um acordo. Sob pressão de Lula, Cabral topou apoiar a candidatura de Lindinho ao Senado – e Lindinho topou transferir para daqui a quatro anos a pretensão de ser candidato ao governo. Benedita da Silva (PT), ex-governadora do Rio e também candidata ao Senado, detestou o acordo.


E aí, Bené? Como Lindinho, nada dirá a respeito do apagão de Cabral? Bobagem! Bené está impedida de dizer qualquer coisa que deixe Cabral aborrecido. Afinal, ela é Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do governo dele. Reza para que não vingue o apoio de Cabral a Lindinho.


Tudo bem, mas Alessandro Molon, deputado estadual do PT, poderia perguntar a Cabral por que ele preferiu despachar para Angra seu vice Luiz Fernando Pezão, só aparecendo por lá um dia depois. No dia da tragédia, nem Lula conseguiu falar com Cabral. Sem o apoio de Cabral, Molon perdeu a eleição de 2008 para prefeito do Rio.


Molon calou-se. De sua parte, Cabral repeliu, indignado, a suspeita de que voara para o exterior. “Estão querendo plantar que eu estava fora do país? Eu estava em Mangaratiba”, jurou. Melhor que não estivesse. Mangaratiba fica a 57 quilômetros de Angra, que por sua vez fica a 157 quilômetros da cidade do Rio, de onde saiu Pezão.


Em julho de 2007, por causa da morte de 26 peregrinos poloneses em um acidente de ônibus entre Cannes e Grenoble, três ministros da França voaram para o local, distante 600 quilômetros de Paris. François Fillon, o primeiro-ministro, também voou, assim como Sarkozy, o presidente da República. E Lech Kaczynski, o presidente da Polônia.


Peregrino polonês vale mais do que ilhéu ou turista que visita Angra? Por que os políticos brasileiros são pouco solidários com a população? Sabem adulá-la atrás de votos. Na hora da dor, guardam distância. Lula, em julho de 2007, guardou distância de São Paulo onde se espatifara um Airbus da TAM, matando 199 pessoas.


O PT foi para cima do governador José Serra (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM) cobrando providências contra o recente alagamento de parte da cidade de São Paulo. O PT finge que o governo Cabral nada tem a ver com os estragos provocados pelas chuvas no Rio. Morreram 64 pessoas entre quarta-feira e sábado.


Os cariocas assistem conformados à reprise de um filme triste e antigo. No fim do filme, são eles que morrem varridos pelas águas. O governo de plantão joga a culpa nos governos passados. E de tragédia em tragédia, vai-se levando. Cabral anunciou que transformará em parque ambiental as áreas de Angra afetadas pelos deslizamentos.


“A ideia é identificar as casas que devem ser removidas. Orçamento não é problema. Vamos listar as famílias para depois indenizá-las”, prometeu. Ora, o decreto 41.921, de junho último, assinado por Cabral, afrouxou as regras de construção em áreas de preservação ambiental de Angra e de outras ilhas.


Uma petição com mais de 5 mil assinaturas exige a revogação do decreto, rejeitado pelas principais entidades ambientalistas do Estado, a representação do IBAMA em Angra, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e… Sim, e Molon. O Ministério Público Federal considera o decreto inconstitucional porque não há lei que o ampare.


Molon apresentou na Assembléia um projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos de alguns artigos do decreto de Cabral. Se está de fato empenhado em evitar que ocorram novos desastres como o da Ilha Grande na madrugada da sexta-feira, de saída Cabral poderia revogar seu decreto infeliz. Mas isso só não basta, é claro.

Autor: Ricardo Noblat – E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br

BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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