aumente seu pênis

>O pequeno notável

Posted on novembro 1, 2009. Filed under: aumente seu pênis, cirurgia, O pequeno notável, pênis, SBU, sexólogos |

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  • Margareth Botelho

Desculpa aí jornalista Pedro Pinto, mas sou obrigada a escrever o artigo deste domingo em cima de um comentário seu feito num programa de televisão a respeito da campanha da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) contra as cirurgias tipo “aumente seu pênis”. Quero dizer que adorei sua coragem em falar do assunto tão restrito às rodas masculinas, da mesma forma como considerei bem feliz o arremate final da análise ao dizer que melhor pequeno e funcionando do que… adormecido? Seria isso? Resumindo, acho que é!


Primeiro gostaria de viajar um pouco pela história e lembrar que desde que o mundo é mundo, aumentar o tamanho do pênis sempre esteve em pauta nas mais diferentes culturas. Indianos Sanhus e peruanos Cholomecs, por exemplo, usavam pesos para estiiiiiiiicar o pênis. Dizem que a coisa funcionava esteticamente, mas o órgão em si perdia atribuições. No Brasil, por volta do século 16, índios Topinama utilizavam veneno de cobra em seus pênis para aumentá-los. Há relatos sobre a eficiência do tratamento, como também de uma dor insuportável que se arrastava por até 6 meses.


Pela internet virou febre propagandas de cirurgias penianas com o objetivo de estender alguns centímetros o órgão fisiológico, reprodutor e de lazer masculino. E é exatamente aí que entra o alerta dos médicos da área no livreto chamado Manual de Boas Práticas Urológicas. O objetivo é propagar da mesma forma como os anúncios positivistas sobre o aumento do pênis, que essas práticas, segundo a Urologia, não possuem respaldo científico. Traduzindo: nada de tratamentos milagrosos. Não existe “aplique”, tal qual aqueles que fazem crescer os cabelos, para alongamento peniano.


Mas vale uma ressalva médica para os homens preocupados com o tamanho de seus pênis. Se mantêm relacionamentos heterossexuais é bom saber que a vagina tem uma profundidade média que vai de 9 cm a 12 cm. E mais, a maioria das mulheres possuem os receptores de prazer numa região bem próxima ao orifício vaginal. Por fim sexólogos garantem: para mulheres o contato é tudo e o parceiro jamais deve esquecer do clima e de que existe o ápice da excitação com as chamadas preliminares.

Dizem que no Brasil o tamanho do pênis foi pouco estudado. Acredita-se que qualquer pênis entre 4 cm a 7 cm em repouso e de 12 cm a 18 cm ereto esteja dentro do normal. Mas o que realmente importa é a capacidade de levar a relação sexual até o final e manter ereções. Conforme os estudos, não há uma relação exata entre o pênis em repouso e o ereto. Melhor falando, às vezes um basiquinho em repouso pode ganhar mais centímetros quando ereto do que um pênis maior que traz uma certa flacidez em seus tecidos.


Espero que neste momento nenhum leitor ou leitora esteja com uma régua na mão fazendo e refazendo cálculos. Pedro Pinto foi muito sensato em sua análise, descartando o que seria um sacrifício sem resultado para o homem submeter-se a tratamentos para esticar pênis, e apregoando a eficiência masculina na relação sexual. Estou me referindo apenas ao desempenho do homem, porque neste caso, a incucação seria restrita aos machos. E sem aquela história de que tamanho é documento, surge o “pequeno notável” no comentário do jornalista. Um pênis à moda Carmem Miranda, “a pequena notável”, que rompeu as fronteiras do preconceito e ganhou mundo. Foi sucesso e hoje é um mito. O que se pode dizer sobre os homens e os seus pênis, voltando ao assunto? Esqueçam o preconceito, façam sucesso e se tornem mitos. No mais, uma boa noite de cama, quer dizer, um bom e alonnnnnnngado domingo.

Autor: Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá, diretora de Redação de A Gazeta . E-mail: margareth@gazetadigital.com.br


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