Banco Central

>Banco Central eleva juros para 11,25% no primeiro mês do mandato de Dilma

Posted on janeiro 20, 2011. Filed under: Banco Central |

>

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (19) elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 11,25% ao ano. A decisão foi unânime.
Esta foi a primeira reunião do Copom sob o mandato da presidente Dilma Rousseff e com o BC sob o comando de Alexandre Tombini. O próximo encontro será no começo de março.
Com a decisão, já esperada pelo mercado, a taxa tem sua primeira elevação após três reuniões seguidas (1º de setembro, 20 de outubro e 8 de dezembro do ano passado) em que o Copom decidiu mantê-la. A Selic atingiu também seu maior nível desde abril de 2009.
A última alta havia sido em julho de 2010, quando a Selic passou de 10,25% para 10,75%, taxa que estava em vigência até esta quarta-feira.
Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Banco Central adota medida na tentativa de evitar queda do dólar

Posted on janeiro 6, 2011. Filed under: Banco Central |

>

O Banco Central anunciou uma medida para evitar que as instituições tomem dólares emprestados no exterior para aplicar no Brasil.
Banco Central
Segundo a instituição, os bancos terão de recolher, sob a forma de compulsório, 60% do valor correspondente à sua posição “vendida” no mercado de câmbio que exceder o menor dos seguintes valores: US$ 3 bilhões ou o seu patrimônio de referência.
Ontem, o BC informou que as apostas dos bancos na queda do dólar alcançaram um nível recorde de US$ 16,8 bilhões. Essas são as chamadas posições “vendidas”, que podem ser consideradas as “apostas” dos bancos na apreciação do dólar em relação ao real.
Se os bancos quiserem reduzir essa “posição” terão de comprar dólares, o que pode afetar a cotação da moeda.
O novo compulsório será recolhido em espécie e ficará depositado no BC sem remuneração. As instituições têm 90 dias para se adaptar a regra.
A moeda norte-americana fechou ontem cotada a R$ 1,675, com avanço de 0,66% sobre o dia anterior.
Para tentar segurar a alta em 2010, o Banco Central comprou US$ 41,4 bilhões no mercado de câmbio. Em 2009, foram US$ 24 bilhões. As intervenções superam o valor que entrou no país no período por meio de operações financeiras e comerciais, de US$ 24,3 bilhões. Nesse mesmo período, a taxa cambial passou de R$ 1,74 para R$ 1,66.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que o governo brasileiro não irá “medir esforços” para evitar o derretimento do dólar ante o real. A perda de valor da moeda norte-americana, ressaltou na ocasião, acontece em todo o mundo, e não apenas no Brasil, em decorrência dos sinais mais positivos da economia dos Estados Unidos.
O titular da pasta afirmou ainda que o governo fará um forte ajuste fiscal no início deste ano, reduzindo bastante a demanda do governo. De acordo com o ministro, com gastos estatais menores, reduzem as pressões inflacionárias e facilita o trabalho da política monetária, coordenada pelo Banco Central, que poderá gradualmente reduzir os juros.Fonte: Folha.com
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Banco Central anuncia retirada R$ 61 bilhões da economia para reduzir ritmo de aumento do crédito

Posted on dezembro 3, 2010. Filed under: Banco Central |

>

O Banco Central anunciou uma série de medidas para reduzir o ritmo de aumento do crédito e intensificar o processo de desaceleração da economia, a fim de evitar o aumento da inflação.
Haverá aumento do compulsório (dinheiro dos bancos que fica depositado no BC), para retirar R$ 61 bilhões da economia, restrição para empréstimos de longo prazo a pessoas físicas e retirada da ajuda do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para bancos de menor porte.

O depósito compulsório é um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia. O mecanismo influencia o crédito disponível e as taxas de juros cobradas. A medida adotada neste momento pelo governo foi tomada para tentar conter a inflação.

O objetivo, de acordo com o presidente do BC, Henrique Meirelles, é restabelecer as condições do mercado de crédito no período pré-crise de 2008 e evitar a formação de bolhas.

Meirelles lembrou que, em março, um mês antes do início do último ciclo de aumento taxa básica de juros, o BC também havia anunciado medidas semelhantes para conter a expansão do crédito.

A afirmação aumenta as expectativas de que o BC voltará a aumentar a taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano, em ainda em dezembro ou em janeiro.


MEDIDAS
Além do aumento do compulsório sobre depósitos à vista e a prazo, as emissões de Letras Financeiras ficarão isentas de recolhimento compulsório (depósitos a prazo).

“Essa medida reduz a liquidez do mercado e inibe a formação de bolhas e a assunção de riscos que podem ser negativos para a saúde da economia no futuro. Elimina também o restante das medidas de liquidez introduzidas durante a crise”, disse Meirelles.

Em relação ao crédito para pessoas físicas, os bancos terão de possuir uma reserva maior de capital para conceder empréstimos nas linhas: consignado (acima de 36 meses), veículos (acima de 24 meses, dependendo do valor da garantia) e outros financiamentos acima de 24 meses.

Financiamentos imobiliários, crédito rural e compra de veículos de carga (ônibus e caminhões não serão atingidos pela medida.

“Operações com prazos muito longos e valor de garantia insuficiente passam a ser penalizadas com alocação maior de capital por parte das instituições financeiras”, disse Meirelles.

Segundo ele, a tendência atual de alongamento de prazos pode levar a situações em que o bem dado em garantia já tenha perdido seu valor no final do financiamento.

Meirelles destacou que essa medida também tem implicações macroeconômicas, “com impacto no mercado de crédito e também via preços”.

INFLAÇÃO
Meirelles afirmou que as medidas terão impacto não só no mercado de crédito, mas também nos preços.

Ele afirmou que essas ações “macro-prudenciais” não substituem a política de regulação da taxa básica de juros, mas devem ser usadas de forma complementar pelo BC.

“É prudente não dissociar essas ações das de política monetárias. São complementares e usadas em situações diferentes. Em março de 2010, o BC também elevou as alíquotas de compulsório e, em abril, adotou medidas de política monetária com o aumento da taxa Selic”, disse o presidente do BC.

CARTEIRAS DE CRÉDITO
Em relação a carteiras de crédito, o governo vai manter o incentivo para bancos grandes comprarem ativos de instituições menores. A medida acabaria no próximo dia 31, mas foi estendida até junho de 2011.

O governo também anunciou o cronograma de retirada do mecanismo que permitiu a bancos emitir títulos que tinham garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Começa em janeiro de 2012 e termina em janeiro de 2016.

Fonte: Folha.com

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Primeiros riscos na economia do governo Dilma Rousseff

Posted on novembro 25, 2010. Filed under: Banco Central |

>Por Miriam Leitão

A maioria dos analistas não tem dúvidas da capacidade técnica do novo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mas muita gente duvida que o BC tenha autonomia no governo Dilma Rousseff.

Alexandre Tombini, futuro presidente do Banco Central no governo de Dilma Rousseff

O governo terá que pagar o preço dessa reputação. Sinais ambíguos emitidos pela própria presidente e as teses do ministro da Fazenda, Guido Mantega, levaram a conjuntura a uma situação difícil.
Tombini sobe ao ápice de sua carreira de funcionário do Banco Central ao mesmo tempo em que sobem a inflação, os juros futuros, as expectativas de inflação, os preços das commodities, as vendas de varejo e as dúvidas em relação à política monetária.
Não precisava ser assim. O país poderia estar agora apenas comemorando o que o grande varejo previu ontem como o melhor Natal em três anos.
Valem pouco as palavras da nota da presidente eleita de que será mantida a política econômica de austeridade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação, se, na prática, parte dessa política já mudou. Herdada do ex-presidente Fernando Henrique, a política foi mantida pelo governo Lula até certo momento. Depois, começou a ser alterada e há dois anos desmontou-se o pilar da austeridade completamente.
O ministro Guido Mantega disse ontem que agora a política anticíclica muda de direção, e, em vez de se aumentar os gastos, eles serão reduzidos porque é o que tem que acontecer num período de crescimento econômico. Há só um problema com essa fala dele: está um ano atrasada.
Este ano, mesmo com o país em forte recuperação, o Ministério da Fazenda acelerou gastos e maluquices fiscais, porque era ano eleitoral. A crise foi o álibi perfeito para que os comandantes da política econômica ficassem à vontade para dizer o que realmente pensam e fazer o que acham que está certo.
Foi assim que Guido Mantega defendeu teses como a de que aumento de gastos não tem a ver com inflação.
Foi assim que o BNDES recebeu aportes que superam R$ 200 bilhões do Tesouro, que foram chamados de empréstimos para não constarem na dívida pública. Com esse dinheiro estatizou riscos de projetos duvidosos ou emprestou quantias exorbitantes para algumas empresas.
Foi assim que a venda de um direito futuro de exploração de petróleo paga pela Petrobras com títulos emitidos pelo Tesouro virou superávit primário.
Essas e outras barbaridades ganham ares de boa gestão de política econômica e foram confirmadas com as nomeações feitas pela presidente. O que a presidente diz hoje com palavras difere do que ela diz com suas escolhas.
O Banco Central está numa situação complexa. Ele fez nas atas do Copom e no Relatório de Inflação cenários benignos para a inflação. E esses cenários não se confirmaram. Pelo contrário.
A inflação de serviços está em mais de 7%, os IGPs, em 10%, o IPCA deve fechar o ano em 5,7%. No começo do ano, pode cair ligeiramente no acumulado em 12 meses, mas voltará a subir porque em junho, julho e agosto de 2010 as taxas ficaram próximas de zero.
Quando elas saírem da conta, certamente o acumulado subirá, avalia o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio.

Fonte: Blog do Noblat

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Dilma já definiu a Ministra do Planejamento e o novo presidente do Banco Central

Posted on novembro 23, 2010. Filed under: Banco Central |

>

A presidente eleita, Dilma Rousseff, já definiu a sua equipe econômica. O anúncio será feito na quarta-feira e os nomes serão os seguintes: Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).
O anúncio será feito na quarta-feira porque nesta terça-feira à noite ou na própria quarta-feira cedo ela terá uma conversa com o atual presidente do BC, Henrique Meirelles.
Ainda nesta terça-feira, Dilma irá ao Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), sede da equipe de transição, para responder ao censo do IBGE.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Saldo da poupança atinge R$ 2,56 bi em outubro e bate recorde no mês

Posted on novembro 5, 2010. Filed under: Banco Central, Caderneta de poupança, captação, poupança |

>

Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em outubro, pelo 18º mês consecutivo, segundo o Banco Central. O saldo foi de R$ 2,56 bilhões de reais, maior valor para meses de outubro em 15 anos. No acumulado de 2010, a captação de recursos pela poupança está positiva em R$ 28,3 bilhões, valor também recorde.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Fed mantém juro a 0,25% ao ano e vai comprar US$ 600 bi em títulos

Posted on novembro 3, 2010. Filed under: Banco Central, Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos, economia, Fed, recuperação |

>

Em comunicado, o Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos anunciou que irá expandir sua base monetária com o objetivo de fortalecer o ritmo de recuperação da economia.

O membro Thomas M. Hoenig votou contra a decisão pela sétima vez consecutiva

Após já ter comprado cerca de US$ 1,7 trilhão em títulos desde a eclosão da fase mais crítica da crise, a fim de reativar as condições de crédito da economia, a autoridade informou que irá comprar uma quantia adicional de US$ 600 bilhões em papéis de longo prazo do Tesouro americano até o final do segundo trimestre de 2011, em um ritmo de cerca de US$ 75 bilhões por mês.

Em tempos de juro próximo a zero nos Estados Unidos, tal ferramenta permite pressionar ainda mais as taxas de juro de maturação mais distante, barateando, em tese, o custo de capital das empresas e das famílias.

O Fed se comprometeu também em continuar a política de reinvestir o pagamento dos principais recebidos dos ativos securitizados em sua posse.

O comitê declara estar ” preparado para realizar ajustes adicionais, se necessário, para ajudar a recuperação econômica”.

Juro entre zero e 0,25%

Para justificar a taxa neste intervalo, o colegiado repetiu o discurso de que o cenário econômico, com baixa utilização da capacidade, inflação controlada e expectativas estáveis para os preços, fundamenta esse nível de juro básico por um “longo período”.

O banco central dos Estados Unidos destacou também que a retomada da produção e do emprego desacelerou nos últimos meses. Os empresários seguem relutantes em iniciar novas contratações.

“Os gastos das famílias estão aumentando gradualmente, mas continuam retraídos pela elevada taxa de desemprego, pelo crescimento modesto da renda e pelo aperto no crédito”, apontou o Fed.

Embora o comitê trabalhe com uma previsão de retorno gradual aos patamares mais altos de utilização da capacidade em um contexto de estabilidade nos preços, “o progresso para essas metas tem sido desalentadoramente baixo”.

Voto contra

Mantendo sua posição contrária à decisão do comitê de política monetária do Fed, o membro Thomas M. Hoenig votou contra pela sétima vez consecutiva.

Para ele, o cenário não permite prometer a continuidade de juro baixo por mais tempo, ao passo que isso pode levar a um desequilíbrio dos mercados e elevar os riscos de longo prazo para o panorama macroeconômico.

Fonte: Brasil Econômico

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Piñera e Lula

Posted on outubro 19, 2010. Filed under: Alexandre Garcia, América Latina, Banco Central, Fernando Henrique, Fidel Castro, Pinochet, presidente do Chile, Sebastian Piñera |

>

Por Alexandre Garcia
Para a esquerda brasileira, o presidente do Chile Sebastian Piñera é de direita. Para os chilenos, essa bobagem já está ultrapassada. Depois que Pinochet saiu e assumiram governos socialistas, todos seguiram a política econômica implantada pelo ditador, tal como Lula seguiu as políticas econômica e social implantadas por Fernando Henrique. Isso não é humilhação, mas bom-senso.
Sebastian Piñera presidente do Chile
O Chile era um país conservador antes das reformas de Pinochet. Quem lê os livros da escritora Isabel Allende sabe disso. A escritora nunca concordou com a ditadura, que derrubou o primo do pai dela, Salvador Allende. Mas reconhece que foi Pinochet quem modernizou o Chile. Salvador Allende estava sendo usado para implantar uma ditadura comunista, como confessou há pouco Fidel Castro, em entrevista, revelando que tentou exportar sua revolução marxista para a América do Sul. O Chile salvou o cone sul de uma expansão comunista. Se ela tivesse acontecido, talvez nem teríamos a queda do Muro de Berlim e da União Soviética.
Quando digo Chile, refiro-me ao povo que aprovou Pinochet no plebiscito de 1980, que lhe deu 75% dos votos. Oito anos depois, em outro plebiscito, o general perde e se retira e é sucedido por governos democráticos que mantêm a ordem econômica. Aqui no Brasil a ordem foi invertida e os militares promoveram a abertura política, deixando para os governos democráticos a abertura econômica. Sem a força que Pinochet teve, o Brasil até hoje não desatou os nós da economia.
A diferença entre o Chile e o Brasil é gritante. O Chile sofre um dos maiores terremotos do planeta, de 8,8 graus Richter, resiste e se recupera rapidamente porque está preparado. O Brasil não está preparado para evitar desmoronamentos como o do Morro do Bumba, em Niterói, que matou 50, e tudo indica que tragédias assim vão se repetir. O Chile tira 33 mineiros de 700 metros de profundidade com uma ação de primeiro mundo que supera todas as expectativas.
O ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, classifica o Chile como único país desenvolvido da América Latina. O país, desde 1996, tem grau de investimento AA3, só a três degraus do topo, renda per capita de 15 mil dólares, juros de 3% aa e investimento igual a 27% do PIB, o mais alto da América Latina. Tudo porque as mudanças do ditador foram mantidas pelos governos democráticos: privatizações, desregulamentação da economia, abertura econômica, independência plena do Banco Central, estabilidade fiscal, ausência de déficit público, fim do protecionismo no comércio exterior e tarifas baixas para importação. O Chile tem crescimento sustentado já por 20 anos e mostra que tudo isso é possível numa democracia sul-americana. Lula não foi à posse de Piñera; deu uma desculpa fajuta. Mas curvou-se à eficiência chilena e ligou para cumprimentar Piñera no dia do resgate dos mineiros. Quem sabe se interesse agora pelo modelo de sucesso.



Carlos Chagas á articulista político. E-mail: colunas@alo.com.br
Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>A campanha eleitoral e a expectativa de piora para economia em 2011

Posted on outubro 18, 2010. Filed under: Banco Central, campanha eleitoral, Dilma Rousseff, economia, Inflação, José Serra, juros, Orçamento federal. Banco Central, PIB, previsões |

>

Enquanto Dilma Rousseff e José Serra praticamente ignoram o debate dos temas macroeconômicos, as expectativas de analistas e investidores para o próximo ano vêm piorando ao longo da campanha eleitoral.
A petista e o tucano ostentam a condição de economistas em seus programas de rádio e TV, mas pouco ou nada se sabe sobre o que pretendem fazer a respeito das políticas fiscal, de administração das receitas e gastos públicos; monetária, de controle dos juros e da inflação; e cambial, referente à relação entre o real e as moedas de outros países.

Nos três casos, o futuro presidente terá de tomar medidas para responder a incertezas que se acumularam nos últimos meses e tornaram o cenário para 2011, embora sem ameaça visível de crise, menos benigno do que parecia antes do início oficial da corrida ao Planalto.
A preocupação mais imediata é com a credibilidade do Orçamento federal. Desde o ano passado, o governo não tem conseguido cumprir as metas de superavit primário, ou seja, a parcela da arrecadação de impostos e outros recursos poupada para abater a dívida pública.
Segundo pesquisa do Banco Central, o mercado não acredita no anunciado superavit de 3,3% do Produto Interno Bruto em 2011. As projeções dos especialistas, que convergiam para 3% até julho, hoje estão em 2,8% do PIB. A diferença em relação à meta é de quase R$ 20 bilhões, ou um ano e meio de Bolsa Família.
PROMESSAS
Os candidatos, no entanto, têm proposto redução de tributos e aumento de gastos. Serra, na promessa mais cara da campanha, disse que vai elevar o salário mínimo a R$ 600 e reajustar em 10% as aposentadorias de maior valor; Dilma fala em reduzir a contribuição à Previdência.
As previsões para a inflação também se distanciaram da meta oficial -4,5% medidos pelo IPCA- ao longo do período eleitoral. Passaram de 4,8% para os 4,98% estimados no início da semana passada. Cresce, portanto, o risco de um aumento dos juros para conter a alta do consumo e dos preços: para o mercado, a taxa do Banco Central subirá dos atuais 10,75% para 11,75% ao ano.
Outra ameaça é o crescente deficit nas transações de bens e serviços com o exterior, resultado da baixa taxa nacional de investimento e da queda das cotações do dólar, que prejudicam as exportações e estimulam a compra de importados.
DISCUSSÃO AUSENTE
Analistas ouvidos pela Folha criticam a falta de debate sobre temas econômicos -com a ressalva de que, sem temores de ruptura com as atuais políticas, o impacto dessas incertezas sobre os investidores é limitado.
“Muitos aspectos deveriam estar sendo discutidos, como a questão dos gastos públicos, a necessidade de reduzir a carga tributária, de adotar uma agenda que favoreça investimentos. Mas não há preocupação com a solvência do país, como havia no passado”, diz Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.
Segundo ele, muitos temas que deveriam estar sendo debatidos durante a campanha são impopulares, como um possível corte nos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência.
Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, mesmo com a perspectiva de continuidade da política econômica, há espaço para mudança, por exemplo, em relação aos gastos do governo. E, no curto prazo, são necessárias medidas contra a valorização do real.
“É óbvio que alguma coisa será feita, não tenha dúvida. Mas nenhum dos dois [candidatos] falou nada a respeito disso até agora”, disse.
Thaís Zara, sócia da consultoria Rosenberg & Associados, defende “um debate mais aprofundado” em relação aos temas econômicos, mas ressalta que a piora nas expectativas do mercado financeiro observada nos últimos meses também está relacionada com o agravamento do cenário internacional.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>As boquinhas fechadas

Posted on setembro 29, 2010. Filed under: agências reguladoras, Arnaldo Jabor, Banco Central, direita, esquerda, FHC, Florestan Fernandes, Gramsci., intelectuais, Lula, Marx, privatização, Sergio Buarque, Tocqueville, trair |

>Por Arnaldo Jabor
Estamos vivendo um momento grave de nossa historia política em que aparecem dois tumores gêmeos de nossa doença: a união da direita do atraso com a esquerda do atraso

O Brasil está entregue à manipulação pelo governo das denuncias, provas cabais, evidencia solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião publica, tapando a verdade de qualquer jeito para uma espécie de “tomada do poder”. Isso; porque não se trata de um nome por outro a idéia é mudar o Estado por dentro.

Tudo bem: muitos intelectuais têm todo o direito de acreditar nisso. Podem votar em quem quiserem. Democracia é assim.

Mas, e os intelectuais que discordam e estão calados? Muitos que sempre idealizaram o PT e se decepcionaram estão quietinhos com vergonha de falar. Há o medo de serem chamados de reacionários ou caretas.

Há também a inércia dos “latifúndios intelectuais”. Muitos acadêmicos se agarram em feudos teóricos e não ousam mudá-los. Uns são benjaminianos, outros hegelianos, mestres que justificam seus salários e status e, por isso, não podem “esquecer um pouco do que escreveram” para agir. Mudar é trair…Tambem não há coragem de admitirem o obvio: o socialismo real fracassou. Seria uma heresia, seriam chamados de “revisionistas”, como se tocassem na virgindade de Nossa Senhora.

O mito da revolução sagrada é muito grande entre nós, junto com o voluntarismo e o populismo antidemocrático. E não abrem mão de utopias – o presente é chato, preferem o futuro imaginário. Diante de Lula, o símbolo do “povo que subiu na vida”, eles capitulam. Fácil era esculhambar FHC. Mas, como espinafrar um ex-operário? É tabu. Tragicamente, nossos pobres são fracos, doentes, ignorantes e não são a força da natureza, como eles acham. Precisam de ajuda, educação, crescimento para empregos, para alem do Bolsa Familia. Quem tem peito de admitir isso? È certo que já houve um manifesto de homens sérios outro dia; mas faltam muitos que sabem (mas não dizem) que reformas politicas e econômicas seriam muito mais progressistas que velhas idéias generalistas, sobre o “todo, a luta de classes, a Historia”. Mas, eles não abrem mão dessa elegância ridícula e antiga. Não conseguem substituir um discurso épico por um mais realista. Preferem a paz de suas apostilas encardidas.

Não conseguem pensar em Weber em vez de Marx, em Sergio Buarque em vez de Florestan Fernandes, em Tocqueville em vez de Gramsci.

A explicação desta afasia e desta fixação num marxismo-leninismo tardio é muito bem analisada em dois livros recentemente publicados: “Passado Imperfeito”, do Toni Judt (que acaba de morrer) e o livro de Jorge Caldeira “Historia do Brasil com empreendedores” (Editoras Cia da Letras e Mameluco). Ali, vemos como a base de uma ideologia que persiste ate hoje vem de ecos do “Front Populaire” da Franca nos anos 30, pautando as idéias de Caio Prado Jr e deflagrando o marxismo obrigatório na Europa de 45 até 56. Os dois livros dialogam e mostram como persiste entre nós este sarapatel de teses: leninismo, getulismo desenvolvimentista- e agora, possível “chavismo cordial”.

A agenda obvia para melhorar o Brasil é consenso entre grandes cientistas sociais. Vários “prêmios Nobel” concordam com os pontos essenciais das reformas políticas e econômicas que fariam o Brasil decolar.

Mas, não; se o PT prevalecer com seu programa não-declarado (o aparente engana…) não teremos nada do que a cultura moderna preconiza.

O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é previsível , é “be-a-bá” em ciencia politica. O PT, que usou os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou, ousa dizer que “estabilizou” a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos “seus”. Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.

Lula topa tudo para eleger seu clone que guardará a cadeira até 2014. Se eleito, as chamadas “forças populares”, que ocupam mais de 100 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas “boquinhas”, através de providencias burocráticas de legitimação.

Os sinais estão claros.

As Agencias Reguladoras serão assassinadas.

O Banco Central poderá perder a mínima autonomia se dirigentes petistas (que já rosnam) conseguirem anular Antonio Palocci, um dos poucos homens cultos e sensatos do partido.

Qualquer privatização essencial, como a do IRB, por exemplo, ou dos Correios (a gruta da eterna depravação) , será esquecida.

A reforma da Previdência “não é necessária” já dizem eles – pois os “neoliberais exageram muito sobre sua crise”, não havendo nenhum “rombo” no orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada.

Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, “as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina publica”.

Portanto, nossa maior doença o Estado canceroso será ignorada.

Voltará a obsessão do “Contrôle” sobre a midia e a cultura, como já anunciam, nos obrigando a uma profecia auto-realizável.

Leis “chatas” serão ignoradas, como Lula já fez com seus desmandos de cabo eleitoral da Dilma ou com a Lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, “esquecendo-a” de propósito.

Lula sempre se disse “igual” a nós ou ao “povo”, mas sempre do alto de uma “superioridade” mágica , como se ele estivesse “fora da política”, como se a origem e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Em um debate com Alckmin (lembram?), quando o tucano perguntou a Lula ao vivo de onde vinha o dinheiro dos aloprados, ouviu-se um “ohhhh!….” escandalizado entre eleitores, como se fosse um sacrilégio contra a santidade do operário “puro”.

Vou guardar este artigo como um registro em cartorio. Não é uma profecia; é o óbvio. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: “Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado!”…

Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

« Entradas Anteriores

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...