Belo Horizonte

>Biografia de Dilma Rousseff

Posted on outubro 28, 2010. Filed under: Belo Horizonte, Biografia, Biografia de Dilma Rousseff, Dilma Vana Rousseff, Minas Gerais |

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Dilma

Filha do poeta e empresário búlgaro Pétar Russév (naturalizado no Brasil como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte, Minas Gerais.

De família de classe média, estudou no tradicional Colégio Sion, de orientação católica. Em 1964, enquanto estudava no Colégio Estadual Central (hoje Escola Estadual Governador Milton Campos), começou a militar na Polop (Organização Revolucionária Marxista – Política Operária). No mesmo ano, ocorreu o golpe militar; já em 1967, casou-se com o jornalista Cláudio Galeno Linhares.

Depois da Polop, ingressou na Colina (Comando de Libertação Nacional), movimento adepto da luta armada. Em 1969, começou a viver na clandestinidade e foi obrigada a abandonar o curso de economia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que havia iniciado dois anos antes.

Pouco depois, separou-se de Galeno e começou a morar em Porto Alegre (RS) com o advogado e militante de esquerda Carlos Araújo, que depois viria a ser deputado estadual. Com ele, Dilma teve sua única filha, Paula Rousseff Araújo.

Em julho de 1969, Colina e VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, criando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Apesar de ter recebido treinamento de guerrilha, Dilma nega ter participado de ações armadas; enquanto esteve na clandestinidade, usou vários codinomes, como Estela, Luiza, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda.

Em janeiro de 1970, foi presa em São Paulo e ficou detida na Oban (Operação Bandeirantes), onde foi torturada. No total, foi condenada a 6 anos e 1 mês de prisão, além ter os direitos políticos cassados por dez anos. No entanto, conseguiu redução da pena junto ao STM (Superior Tribunal Militar) e saiu da prisão no final de 1972.

Depois de ter morado em São Paulo e Rio de Janeiro, Dilma se estabeleceu em Porto Alegre, onde começou a trabalhar, em 1975, na FEE (Fundação de Economia e Estatística), órgão do governo gaúcho. Dois anos depois, formou-se em Economia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), sendo demitida da FEE após ter seu nome incluido em uma lista de “subversivos”.

Nas décadas de 1980 e 1990, atuou no governo do Rio Grande do Sul, nas secretárias da Fazenda e de Energia, Minas e Comunicações, e nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT). Em 1989, fez campanha para Leonel Brizola (PDT), candidato a presidente; no segundo turno, apoiou Lula (PT). Desfiliou-se do PDT em 2001, quando entrou no PT.

Em 2003, assumiu o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo Lula. Dilma defendia um modelo que não concentrasse todo o setor nas mãos do Estado, ao mesmo tempo em que o governo buscava se aproximar do mercado. A interlocução com o capital e o comando do programa Luz para Todos foram decisivos para que Dilma se tornasse, em 2005, ministra-chefe da Casa Civil no lugar de José Dirceu.

À frente de ambos os ministérios, tornou-se conhecida por ter um perfil tido como centralizador e técnico, bem como por suas fortes cobranças a ministros e assessores. Em sua gestão, também ganhou popularidade ao ser indicada pelo presidente Lula como gestora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

No início de 2009, foi acometida por um câncer no sistema linfático e submetida a tratamento; a ex-ministra foi considerada curada por sua equipe médica em setembro do ano passado.

Depois de uma campanha eleitoral que se estendeu ao segundo turno, é eleita, em outubro de 2010, a primeira mulher presidente do Brasil.

Declaração de bens de Dilma Rousseff

Descrição do bem Valor do bem
Apartamento Financiado Com 2 Boxes A Rua Couto De Magalhaes 1155 502 Porto Alegre Rs Adquirido Em Novembro De 1992 Quitado Em 2003 R$250.520,00
Apartamento Sito A Rua Copacabana 1205 503 Porto Alegre Rs R$290.302,29
Casa Situada Na Rua Visconde Do Herval 442 Porto Alegre Rs R$104.047,44
Automovel Fiat Tipo Ano 1996 Placa Ieg 6283 Adquirido Em 15 De Junho De 1996 R$30.642,00
Acoes Da Crt Referente A Aquisicao De Um Telefone R$3.082,00
Saldo Em Conta Corrente Na Caixa Economica Federal Em 31 De Dezembro De 2009 Conforme Declaracao De Imposto De Renda R$3.176,16
Dinheiro Em Especie Moeda Nacional R$113.300,00
Fundo De Investimento No Banco Do Estado Do Rio Grande Do Sul Sa R$3.729,99
Joias Adquiridas R$52.500,00
Pagamento De Sinal Referente A Aquisicao Do Lote 84 Do Condominio Alphaville Porto Alegre Norte Porto Alegre Rs R$49.542,47
Apartamento 1001 Bloco A Edificio Solar Sito Na Avenida Joao Pinheiro 65 Belo Horizonte Mg Recebido Por Heranca R$118.611,00
Caderneta De Poupanca Na Caixa Economica Federal Agencia Em 31 De Dezembro De 2009 Conforme Declaracao De Imposto De Renda R$46.894,12
Valor total dos bens declarados: R$1.066.347,47

 Fonte: UOL

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>José Serra destaca em Belo Horizonte a importância de Aécio e sinaliza que espera apoio do PV

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: Aécio Neves, Antonio Anastasia, Índio da Costa, Belo Horizonte, eleições 2010, José Serra, Marina Silva, pesquisas, PV |

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Eleições 2010 – O presidenciável tucano José Serra viajou a Belo Horizonte por causa do velório de Aécio Cunha, pai do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG), onde destacou a importância de Aécio e do governador reeleito de Minas , Antonio Anastasia (PSDB-MG), no segundo turno da eleição presidencial. 
– Aécio vai ser umas das pessoas chave, junto com Antonio Anastasia, para que a gente tenha um final muito feliz no segundo turno. O Brasil quis o segundo turno foi pelo bem do nosso povo, que o segundo turno aconteceu.
Ele sinalizou que espera apoio do PV, da candidata Marina Silva, terceira colocada na eleição, atrás da petista Dilma Rousseff e do próprio Serra.
-Tenho muita afinidade com o PV, que sempre me apoiou na Assembleia Legislativa de São Paulo – disse ele, lembrando ainda que foi ele, quando prefeito, quem nomeou Eduardo Jorge, do PV, para a Secretaria de Meio Ambiente do município de São Paulo.
– Espero sim uma aproximação – afirmou.
Como governador, ele lembrou que fez uma parceira de projeto ambiental em São Paulo com o partido de Marina.
– A nossa lei de mudanças climáticas é considerada a mais avançada do Hemisfério Sul. Então a área ambiental para mim é prioritária. Não é como um apêndice.
Ele também disse não ter considerado a possibilidade de trocar o vice, Indio da Costa (DEM), como chegou a ser veiculado.
-Por mim não foi especulado. Tenho dito que não há possibilidade legal para isso acontecer.
Serra afirmou ainda que, no segundo turno, a ideia é intensificar o trabalho desde o primeiro dia e que nunca se deixou levar pelo vaivém das pesquisas.
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>Quando os pássaros adormecem

Posted on junho 18, 2010. Filed under: academia mineira de Letras, adormecer, Belo Horizonte, pássaros, República |

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Por Petrônio Souza Gonçalves

Os grandes são sempre maiores. De perto, agigantam-se, aprumam vôos, fazem sombra sem nunca nos privar de sua luz. Assim vi, ouvi e convivi com o presidente da Academia Mineira de Letras, assim conheci o ser humano Murilo Badaró, ex-ministro e ex-senador da República.
Sua vida foi um palco iluminado, ora pela política, ora pelas apresentações como cantor de ópera, quando usava o pseudônimo de Ricardo Villas e arrebatava multidões na Belo Horizonte dos anos 50. Seu talento era tanto, que um parceiro de palco me confidenciou: “Por maior político que o Murilo tenha sido, ele nunca iria superar o barítono que era!”
Seu grande projeto era comemorar os 80 anos, em 2011, com uma grande festa, quando distribuiria um cd com suas óperas resgatadas. Ao imaginar o evento, finalizava: “Será que eu vou conseguir chegar até lá?”
Fez da voz a sua espada, da palavra o seu caminho e duelou com o mundo à sua volta. Jovem deputado estadual, depois de se aconselhar com o pai, tomou a tribuna da Assembléia Legislativa de Minas Gerais para protestar contra a cassação de Juscelino. Discurso este que os militares nunca perdoaram. Depois, como deputado federal, votou contra a cassação de Márcio Moreira Alves, o que quase lhe fez perder o mandato. Ao saber que quem o salvou das garras militares foi o adversário e vice-presidente Pedro Aleixo, foi agradecê-lo, quando ouviu de Aleixo: “Que isso, essa reunião foi secreta, portanto, ela nunca aconteceu. Se ela não aconteceu, não tem nada que agradecer meu filho”.  
Muito poderia dizer do homem público, dos vários cargos e mandatos, do escritor de várias obras e premiadas biografias, do acadêmico respeitado que tinha como chave da porta para as realizações dos nossos sonhos e projetos junto à Academia Mineira de Letras apenas um telefonema inesperado. Quando tudo parecia esgotado, ele se lembrava de alguém, ligava e tudo renascia. Era um parceiro perfeito…
Eu, seu funcionário, sempre me convidava para acompanhá-lo nas viagens, o que era minha obrigação. No trajeto, contava histórias, rememorava fatos, dividia confidências e inconfidências, viajava no tempo tendo ao lado um atento e sereno passageiro.
            
           Trazia no peito a chaga aberta que nunca cicatrizou, por ter sido impedido a se candidatar ao governo de Minas pela Arena, quando estava em sua melhor forma e a vitória lhe parecia certeira. Havia visitado todas as cidades mineiras da época, em todas as regiões. Ao rememorar a campanha, me contava: “Estava em casa à noite quando recebi um telefonema de uma cidade que ainda não havia ido. Respondi: Pode ajuntar o pessoal que amanhã eu estarei aí na hora do almoço”. Esteve! Era verdade o que o seu slogan dizia: “Não importa em qual cidade de Minas que você nasceu, Murilo Badaró já esteve lá!”. Era o trenzinho das melhores tradições mineiras varrendo o interior de sua gente. Essa mágoa o consumiu até o último minuto de sua vida. 
Me ensinou, em política, a diferença entre o adversário e o desleal. Me fez ler a história pelas entrelinhas. Os discursos, pelas interrogações. As versões, pelas pausas.
Fui com ele visitar antigos correligionários no Sul de Minas e pude testemunhar a comovida força da amizade que os unia, além do tempo e espaço, coisas que não existem mais. Ao final, indagou: “Como eu poderia ser político nos dias de hoje?”. Como que vencido pela imperiosa realidade, constatei: “O senhor não sabe o bem que fez a eles com essa visita”.
Certa feita, fomos a Juiz de Fora. Como era de seu feitio, chegamos antes, muito cedo. Juiz de Fora amanhecia. Sentamos em um banco da praça para ler os jornais do dia. Do outro lado da rua, dois mendigos acordavam na praça e começaram a discutir. Um deles veio até nós e perguntou ao Murilo: “O senhor é adevolgado ou juiz?” Murilo respondeu: “Sou padre. Este aqui é meu sacristão”. “Uai, então me dê uma bençãozinha aqui seu padre!” Murilo fez o sinal da cruz no ar e falou: “Vá em paz e que Deus te acompanhe.” O mendigo voltou para onde estava seu companheiro e falou baixinho: “Hoje estou com sorte, fui abençoado pelo padre Murilo Badaró”.
Ultimamente, estava de volta ao bom e velho combate, motivado pelo convite do ex-presidente Itamar Franco para compor a chapa de Itamar como suplente na candidatura ao Senado. E não parava de idealizar projetos. Imaginava fundar uma editora, tendo a participação de um dileto amigo. Queria dinamizar a Fundação das Academias de Letras de Minas Gerais, criada por ele em 2009, com o nome de FALEMG.
Na segunda-feira, dia 14 de junho, não foi à Academia. Às 18h7 terminamos nossa ligação aos risos. Às 19h45, foi encontrar-se com o pai e o avô, no céu, só faltou combinar com a gente. O infarto foi fulminante. Quando cheguei a sua casa, dona Lucy, sua esposa, estava abraçada a ele, como que se quisesse trazê-lo para a longa caminhada, para os palcos da vida, seu lugar natural. Ela representava todos nós, mas ele já não estava mais aqui.
Murilo Badaró levou com ele um pedaço de nós, daqueles sentimentos nobres que todos os dias nutria em cada um que estava a sua volta, indistintamente. O sentimento da boa convivência, do respeito às opiniões, do amor à literatura, do livre pensar, uma forma leve de ver o mundo e encarar a vida. A convivência com ele era uma renovada alegria, um privilégio.
Um dia, quando já tarde da noite íamos embora, na garagem cheia de carros e passarinhos, Carmen, sua secretaria, acendeu a luz para abrir a porta do carro. Ele protestou: “que isso Carmen, assim você vai acordar os passarinho”, saiu do carro e apagou a luz.
Essa é a imagem que trago dele, um homem que vôo alto mas nunca esqueceu dos passarinhos aprisionados, dos passarinhos esquecidos que não descobriram a liberdade do ar, os passarinhos do canto limitado, do vôo retido. Na verdade, acho que ele era, no mais fundo, um deles também.

Petrônio Souza Gonçalvesé jornalista e escritor.
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>Aécio quase no Altar

Posted on maio 25, 2010. Filed under: Aécio Neves, Belo Horizonte, Carlos Chagas, José Serra, pesquisas, PSDB, tucanos |

>Por Carlos Chagas

De Belo Horizonte chegam versões de que Aécio Neves já se decidiu pelo casamento. Comunicaria ao Alto Tucanato a disposição de concorrer à vice-presidência da República na chapa de José Serra, se a convenção do mês que vem o indicar.
Parece bom não confundir informe com informação, mas é nesse sentido que o vento sopra das Gerais. Se for para evitar a derrota ou, pelo menos, para desatar o nó do empate na sucessão, o ex-governador dispõe-se ao sacrifício. Ainda mais caso Serra, eleito, patrocine na reforma política o fim da reeleição, ampliando para cinco anos o mandato dos presidentes e governadores, mas a partir do próximo, a ser eleito em 2014.
Dirigentes do PSDB aguardam o próximo encontro entre os dois ex-governadores, possivelmente esta semana. Confiam em que São Paulo e Minas, unidos, farão o pêndulo mover-se para a chapa pura que representariam Serra e Aécio.
Restará o problema do governo de Minas, onde Antônio Anastásia não vai bem de pesquisas. Só que candidato ao Senado e não à vice-presidência, Aécio Neves, mesmo obviamente eleito, arriscaria a dupla derrota, nos planos federal e estadual. Tornando-se inquilino do palácio do Jaburu, mesmo perdendo o palácio da Liberdade, exprimiria um pólo de aglutinação mineira a partir de Brasília.
Na hipótese de a equação progredir assim, sobra a questão das duas senatórias mineiras. Uma das vagas, os tucanos tentariam preencher com as próprias penas, lançando Eduardo Azeredo para a reeleição. A outra seria do ex-presidente Itamar Franco.

Fonte: ClaudioHumberto

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>Entre As Rosas e Os Loucos

Posted on janeiro 8, 2010. Filed under: Barbacena, Belo Horizonte, Loucos, Mato Grosso, Minas Gerais, Ministério das Comunicações, Rosas, São João Del Rey, Tiradentes |

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Barbacena não faz parte do circuito das cidades históricas mineiras. Portanto, não tem porque incluí-la em tal roteiro, a despeito da construção de uma ou outra igreja datar por volta do século XVIII. Mas vale muitíssimo visitá-la. No mínimo, duas razões asseguram isso, a saber: a primeira, ela pode servir de elo entre São João Del Rey e Tiradentes. Pólos bastante distantes dos demais, e, por conta disso, dificilmente Belo Horizonte poderia ser a ponte. Sem contar no fato do baixo custo, comparado ao que seria despendido pelo visitante, caso este estivesse hospedado naquelas localidades.


Já a segunda razão. Talvez a mais relevante em termos de ganhos não apenas monetário. Ainda que se esteja bem longe da época das “vacas gordas”, apesar dos discursos sempre “pra cima” do presidente da República. Também a dita autoridade deve primar pelo otimismo. Sobretudo em termos eleitorais, pois trabalha diuturnamente para fazer seu sucessor, apesar da indicada não estar à altura de tão elevado cargo e embora o atual momento seja bem outro, pois o sinal do “epa” há muito se faz presente, contrariando assim o quadro desenhado pelo governo. “O dinheiro está curto”, como se diz lá no interior de Mato Grosso. Isso nos tempos em que os dois Estados mato-grossenses estavam interligados administrativamente e o diamante e o ouro, não tanto fartos. Famílias inteiras da zona garimpeira tiveram que migrar, na busca de melhores dias. Script que se repetiu em várias partes do país, inclusive em Minas Gerais. O que explica, de certo modo, o inchaço populacional de sua capital. Não foram poucos os que tomaram o rumo de BH saídos de Barbacena que, vale a pena grifar, tem origem diversa das chamadas históricas e tampouco conta, como essas, com a produção do minério. Sua economia se deve à raiz diferente, mais ligada à agropecuária e a meia dúzia de pequenas indústrias, pois as maiores, segundo se comentam por aqui, “não podem ser instaladas por falta de água”. Precariedade que o seu filho mais ilustre nada pode fazer, uma vez que a sua pasta é a do Ministério das Comunicações e seu objetivo político-eleitoreiro imediato passa por direção distinta, mais próxima evidentemente da implantação de emissoras de rádio na região para massificação de seu nome, o que lhe pode render a renovação do contrato de trabalho pelo eleitorado, embora sua permanência no Senado não excedesse a dois ou três meses no primeiro mandato.


Barbacena, então, “fica a ver navios”. Apesar dos pesares, deve-se fazer justiça, essa cidade supera seus obstáculos. Cresce e se mostra com bastante vigor. Até mesmo o deixar de ser a “capital gastronômica”, título que perdeu para Tiradentes, não se constituiu em óbice para o seu progresso, embora lhe tenha tirado levas de turistas por ano.


Por falar em turistas. É preciso acrescentar a segunda razão que se deve visitá-la. Trata-se do museu da loucura. Museu bastante sugestivo. Isso porque Barbacena, que fora conhecida por ser a “Cidade das Rosas”, também ficou famosa pelos seus dez hospícios. Pois seu clima, acredita-se, proporcionava o bem-estar dos doentes. Vinham eles de vários lugares. Para tal, viabilizou-se o “trem dos loucos”. “Loucos” que poderiam ser qualquer um, inclusive uma “moça namoradeira”, “abandonada pela família”, “gente drogada”, “alcoólatra” ou “gente que se deixava cair pelas ruas e calçadas”. A discriminação e o preconceito foram a argamassa na qual a sociedade da época assentou os trilhos que desembocavam nos hospitais, em estilo “muito parecido” com os vividos na Alemanha nazista. Histórias que são contadas pelas fotografias, textos, instrumentos de tratamento e por uma ou outra ex-funcionária das instituições. Conjunto que, certamente, leva o visitante a fazer uma série de reflexão, principalmente o do seu papel decisivo nas questões político-sociais.

Autor: Lourembergue Alves é professor universitário e articulista –

Fonte: A Gazeta, E-mail: lou.alves@uol.com.br

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