Bimetal

>Empresários não acrescentam nada na política

Posted on junho 29, 2010. Filed under: Bimetal, Empresários, Maggi, Mato Grosso, política |

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A política Mato-Grossense é esquisita. Os políticos estão sendo substituídos pelos empresários. O interessante é que os próprios políticos que criaram esse fenômeno. Em outros lugares os chamados empresários representam a minoria nas assembléias e em outros cargos. Em geral os empresários são chamados para serem vice (Alencar por exemplo) e suplentes de senadores, assim eles fazem boas contribuições e ficam uns quatro a seis meses como senador e todo mundo feliz. 

Aqui é diferente, os empresários tomaram conta do estado. Na verdade, os empresários estão vislumbrando que com o poder do executivo (municipal e principalmente o estadual) os seus negócios irão de vento em popa. É mentira que eles estão interessados em melhorar a vida da maioria dos habitantes do estado e dos municípios, pois basta ver que esses empresários até então nunca realizaram algo em pró da população. As empresas do Blario Maggi dizem que representam muito nos negócios, que tem faturamento muito alto, lucros enormes. Apesar de tudo isso não se vê nenhuma escola Maggi, escola Bimetal do tipo as da fundação Bradesco. Não se vê nenhum centro cultura Maggi, Bimetal, nenhum teatro, ou mesmo um museu, mesmo que da soja e muito menos do metal, nem uma bibliotecazinha, um cineminha.

Agora eles aparecem com os caras mais sérios do mundo, defendendo dignidade e rigor com os gastos públicos, que irão governar o estado ou município como administram as suas empresas.

O ideal é a política ser dominada por políticos profissionais. É bom acompanhar a carreira dos políticos, ver como foi como vereador, deputado estadual, federal, senador e governador, etc. Não necessariamente passar por todos os cargos, pode ir após alguns mandatos de deputado para governador sem problema. Entendo como político profissional, seria um Ulisses Guimarães, Pedro Simon, Mario Covas, Miguel Arrás, Brizola. Políticos quem tem filhos, esposas como herdeiros não são políticos, são coronéis.

Há também vários nomes de políticos mato-grossenses que atuam somente agora que se aproximam das eleições (não citarei nomes para não parecer tendencioso). Necessitamos que mais pessoas possam se interessar pela política. Trabalhadores, profissionais liberais, intelectuais, artistas, e até empresários (estes não para comprar o estado para si). Também a estrutura partidária não permite que apareçam candidatos com esses perfis, somente os últimos que conseguem porque compra a estrutura partidária toda.

Dessa forma o estado de Mato Grosso não avançará na cidadania, nas artes, nos esportes, na educação, e principalmente nas ciências. Ficaremos batendo pé e mantendo nossa agenda política em expansão da agricultura versus desmatamento, pecuária em grande extensão territorial, etc. Essa agenda está sendo impostas pelos empresários do agronegócios e do agroboi. Ninguém pensa em agregar valores nos produtos do estado. Vendemos soja em graos, carne in natura, algodão bruto, etc. Por enquanto, como está, está gerando lucro grande para eles, os impostos recolhidos dessas atividades são devolvidos a eles pela infra-estrutura criada pelo Estado e assim vamos caminhando com essa agenda bem para longe.
Fonte: Megadebate
O leitor que escreveu esta mensagem assina com o pseudônimo  Zé do Pedra
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>Empresa de Mauro Mendes acusa trabalhadores de furto

Posted on julho 23, 2009. Filed under: Bimetal, Mauro Mendes, TRT |

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Dois trabalhadores, funcionários de Mauro Mendes, candidato derrotado à prefeitura de Cuiabá, recorreram à Justiça para provar que não são ladrões. A empresa Bimetal sequer registrou Boletim de Ocorrência, mas acusou os trabalhadores, diante de outros funcionários, de furtar mercadorias. Revoltados diante da humilhação, eles querem Justiça.

Odenil Benedito da Costa, ex-almoxarife da empresa Bimetal Indústria Metalúrgica LTDA, foi demitido há quatro meses após ser acusado de furtar fios de cobre. Ele trabalhou durante 13 anos no mesmo local e nunca havia sofrido acusação semelhante. “A gente se sente revoltado, porque não fiz nada disso. Agora tenho que sustentar minha família por meio de bicos que faço, porque com 41 anos e sem graduação está muito difícil conseguir emprego”, lamentou Odenil.

Clique aqui para assistir o depoimento de Odenil Benedito.

Devido à acusação levantada pela empresa, Odenil foi demitido por justa causa, e com isso, não teve direito a nenhuma verba rescisória. O ex-almoxarife conta que advogados da Bimetal o trancaram em uma sala e começaram a pressioná-lo para que confessasse o suposto crime. “Eles (advogados) me levaram para uma sala e disseram que era melhor eu confessar o que tinha feito, mas eu disse que não ia confirmar uma coisa da qual não sou culpado”, relembrou Odenil.

Este episódio foi provocado, segundo Odenil, por um erro ocorrido no escritório da empresa, que emitia notas que descreviam todos os materiais retirados do almoxarifado, para controle de estoque. Num desses dias, o responsável pela emissão das notas esqueceu de incluir um dos itens que estavam no caminhão de entrega, o material que Odenil foi acusado de furtar.

“Não há como acusarem o seo Odenil de furto, sendo que não houve a confecção de Boletim de Ocorrência e o material que disseram que sumiu nem mesmo saiu da empresa”, argumentou o advogado Rodrigo Verão.

Quem também sofreu a mesma acusação foi o ex-motorista Marcondes Rufino Simplício Filho. Ele trabalhou durante dois anos na Biaço Indústria e Comércio de Produtos Siderúrgicos LTDA, que também pertence ao empresário Mauro Mendes.

“Eu fiquei com cara de palhaço por me acusarem por uma coisa que não fiz. Todos na empresa riam e duvidavam de mim. Fiquei constrangido e me senti humilhado”, conta.

Clique aqui para assistir o depoimento de Marcondes Rufino.

Dois dias após a acusação, Marcondes foi demitido. “O que disseram é que estavam com problemas financeiros e precisavam conter gastos, por isso estavam me despedindo. Mas sei que não foi por isso, se realmente fosse, entenderia a situação”, explicou. Marcondes ainda ressaltou “não sou o primeiro caso que vejo eles fazerem injustiça”.

Mediante as demissões e os prejuízos financeiros e morais, ambos decidiram ingressar com ações na Justiça do Trabalho. Nesta quarta-feira (22 de julho), houve a primeira audiência de Odenil Benedito e também de Marcondes Filho, denominadas audiências de conciliação, porém não houve acordo entre as partes.

“Eles acharam que com o acerto que fizeram comigo eles conseguiriam fechar a minha boca. Mas isso não vai acontecer porque não sou como os outros. Para mim, vale mais o meu nome limpo do que todo o dinheiro que eles quiserem me dar”, desabafou Marcondes.

Justiça condenou Bimetal a indenizar outro trabalhador

A empresa de Mauro Mendes já sofreu outras derrotas na Justiça, por ter causado danos morais a trabalhadores. No mês passado (8 de junho), a Bimetal foi condenada pela Justiça do Trabalho a indenizar em R$ 45 mil o trabalhador Antônio Ferreira dos Santos. Ele foi demitido, sem receber nenhum tipo de amparo, após sofrer um acidente de trabalho que o deixou incapacitado para desenvolver a sua função na empresa.

A incapacidade de Antônio foi comprovada por meio de uma perícia encomendada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A perícia também concluiu que o acidente ocorreu dentro da empresa, ao contrário da impugnação feita pelos advogados de Mauro Mendes.

O laudo pericial revelou que a perda da sensibilidade dos dedos do trabalhador ocorreu em decorrência da cirurgia realizada após o acidente, e que a cirurgia, “além de não corrigir os dois dedos atingidos, prejudicou o polegar, que ficou também sem mobilidade e sensibilidade”.

Conforme o depoimento do trabalhador à Justiça do Trabalho, mesmo tendo noticiado aos responsáveis da empresa que não estava conseguindo movimentar os dedos, nenhuma providência foi tomada no sentido de viabilizar a realização de exames médicos para saber se ele estava apto para o trabalho.

Antônio Ferreira ficou conhecido ao denunciar seu caso durante a campanha eleitoral de 2008, no programa do então candidato à prefeitura de Cuiabá, Walter Rabelo (PP).

Clique aqui para assistir o depoimento de Antônio Ferreira dos Santos.

Fonte: Michely Figueiredo PnB online

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