BNDES

>Com superávit primário abaixo da meta em 2010, Petrobras faz capitalização para equilíbrio fiscal

Posted on outubro 25, 2010. Filed under: BNDES, capitalização, Diário Oficial da União, equilíbrio fiscal, Petrobras, Tesouro Nacional |

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Com superávit primário abaixo da meta em 2010, o governo federal contará com uma ajuda de peso para equilibrar a situação fiscal: as receitas obtidas com a capitalização da Petrobras. Na prática, o Tesouro Nacional está antecipando os ganhos da exploração do pré-sal para fechar as contas públicas, num reforço que chega a R$ 31,8 bilhões e garantirá superávit recorde.
Plataforma da Petrobras
Os números serão apresentados no resultado do Tesouro do mês de setembro, que será anunciado nesta semana, mas já foram divulgados no Diário Oficial da União, que publicou os resultados finais da capitalização da Petrobras. Os recursos extras virão da diferença entre o que a companhia petrolífera pagou para explorar os poços da União (cessão onerosa) e o que o Tesouro desembolsou para ampliar a participação do governo na Petrobras (subscrição de ações).
Por meio do processo de capitalização, a Petrobras recebeu R$ 120,248 bilhões de investidores que compraram ações da companhia. A empresa, no entanto, teve de pagar R$ 74,808 bilhões para a União, para ter o direito de usar os poços da camada pré-sal, no processo de cessão onerosa. O montante pago pela companhia é equivalente a 5 bilhões de barris pelo preço médio de US$ 8,51.
Desse total, R$ 67,816 bilhões foram pagos por meio de títulos públicos e R$ 6,992 bilhões foram desembolsados em dinheiro. O Tesouro Nacional, no entanto, não ficou com toda a quantia, pois teve que pagar R$ 42,928 bilhões em títulos à estatal para subscrever as ações.
A subscrição de ações ocorre quando, num processo de aumento de capital, os atuais acionistas pagam para manter o percentual de participação na empresa. Se a subscrição não for feita, o acionista mantém as ações, mas perde participação na companhia. No caso da Petrobras, como vários acionistas minoritários não fizeram a subscrição, o governo não apenas manteve o controle como aumentou a participação na estatal de 39,8% para 46,9%.
A diferença entre o que o Tesouro recebeu no processo de cessão onerosa e o que desembolsou na subscrição (R$ 31,880 bilhões) engordará os cofres federais. No entanto, o Tesouro só lucrou com a operação porque não assumiu toda a despesa com a subscrição. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, entrou com R$ 24,753 bilhões em títulos, e o Fundo Soberano aportou entre R$ 10,15 bilhões e R$ 11,45 bilhões.
Fonte: A Gazeta
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>Os segredos do lobista

Posted on setembro 25, 2010. Filed under: Anac, Anatel, BNDES, Casa Civil, Correios, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, governo Lula, Infraero, Os segredos do lobista, roubalheira |

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Personagem-chave na central de corrupção da Casa Civil, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira admite que cabia a ele prospectar clientes para o esquema e que ‘era tudo uma roubalheira”. Para receber propina, ele indicava contas secretas do genro em Hong Kong

Diego Escosteguy e Rodrigo Rangel

Olhando nervosamente para os lados, Marco Antônio de Oliveira, ex-diretor dos Correios e discreto lobista do grupo que tomou de assalto a Presidência da República, inclina-se na cadeira, aproxima-se do interlocutor e sentencia a meia voz: “A Casa Civil virou uma roubalheira”.

Marco Antônio é tio de Vinícius Castro, o ex-assessor da Casa Civil que, ao encontrar 200 mil reais em propina em sua gaveta na Presidência, exclamou: “Caraca! Que dinheiro é esse?”.

Embora desconhecido do grande público, trata-se de um personagem influente no governo Lula. Já foi diretor da Infraero no primeiro mandato do petista, quando a estatal reluzia no noticiário policial, e, desde 2008, ocupava a estratégica Diretoria de Operações dos Correios. Em ambos os cargos, sempre conviveu com acusações de malfeitorias.

A relativa má fama nunca foi obstáculo para que ele mantivesse uma inexplicável proximidade com a cúpula do governo Lula – proximidade que se revelava em conversas freqüentes com próceres da administração petista, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Também eram recorrentes os encontros no apartamento funcional de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, quando ela era braço-direito da candidata petista Dilma Rousseff.

Marco Antônio, o tio, e Vinícius Castro, o sobrinho, integram, numa rentável associação com outra família, a Guerra, a turma que, até recentemente, fazia e acontecia na Casa Civil.

Conforme revelou VEJA em suas duas últimas edições, esse grupo – cujo poder de barganha provinha da força política da agora ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e de sua ex-chefe, Dilma Rousseff – montou uma central de negócios dentro do Palácio do Planalto, com atuação conhecida nos Correios, no BNDES, na ANAC, na Anatel e na Infraero.

Participavam também Israel Guerra, um dos filhos da ex-ministra, familiares dela e Stevan Knezevic, outro assessor da Casa Civil. Todos caíram – ou quase todos. Marcelo Moreto, um soldado-raso da turma, continua com um carguinho na Presidência.

“Essa roubalheira levou minha família à ruína”, admite Marco Antônio, em conversas gravadas com a reportagem no Rio de Janeiro e em Brasília. O lobista Marco Antônio, como se nota, é um homem amargurado, disposto, talvez, a usar as informações que dispõe para se vingar das tais pessoas que levaram sua família à ruína.

Ele guarda muitos segredos — alguns já revelados e confirmados pelos fatos, como a participação da ex-ministra Erenice Guerra e seu filho em achaques a empresários que pretendiam ganhar contratos no governo.

Marco Antônio também é um personagem-chave para esclarecer uma grande interrogação que ainda existe desde o início do escândalo: a suspeita de que os dividendos resultantes das traficâncias da Casa Civil também abasteciam o caixa da campanha do PT.

Todos os episódios de lobby conhecidos até o momento tiveram o ex-diretor dos Correios, um confesso “prospectador de clientes”, como facilitador.

Em todos eles também surgiram versões segundo as quais parte do dinheiro captado pela família Guerra e seus sócios serviria ora para saldar “compromissos políticos”, ora “para a campanha de Dilma Rousseff”.

Ao menos foi isso o que afirmaram os empresários Fábio Baracat e Rubnei Quícoli. Baracat, em entrevista a VEJA e em depoimento à Polícia Federal na última quinta-feira, contou que pagou propina ao grupo para resolver pendências da MTA Linhas Aéreas junto a ANAC e a Infraero – e também para conseguir mais contratos dessa empresa com os Correios, sempre sob os cuidados da diretoria comandada precisamente por Marco Antônio.

Quícoli, por sua vez, ainda vai depor. Sua história embute uma acusação extremamente grave. Ele agia em favor da empresa ERDB, que contratou o grupo da Casa Civil para tentar obter um financiamento no BNDES.

Na semana passada, em entrevista a VEJA, Quícoli voltou a acusar Erenice, seu filho e o lobista Marco Antônio de exigirem 5 milhões de reais para a campanha presidencial de Dilma Rousseff e de Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais.

Na semana passada, VEJA investigou as circunstâncias dessas tratativas – e descobriu que elas não se restringiram a um simples, isolado e despretensioso pedido de doação para campanha. Em entrevistas gravadas com os principais personagens desse episódio, a reportagem confirmou que houve reuniões sigilosas entre as partes envolvidas, viagens internacionais para tratar dos acertos e até mesmo trocas de emails com detalhes financeiros da negociata. Ou seja: foram cumpridas todas as etapas comuns a esse tipo de negociata.

O caso começa em outubro do ano passado, quando o lobista Rubnei Quícoli aproximou-se da turma de Erenice Guerra, em busca do “apoio político” para assegurar a liberação de um empréstimo no BNDES. Marco Antônio confirmou a aproximação.

Após as primeiras conversas, conta Quícoli, surgiu a fatura. As duas famílias exigiam o pagamento de 40. 000 mensais, uma taxa de sucesso e, de quebra, o tal bônus antecipado de 5 milhões de reais: “O Marco Antônio disse que tinha que entregar o dinheiro na mão da Erenice, pois ela precisava pagar umas contas da Dilma e também pretendia também ajudar o Hélio Costa”. Quícoli afirma que Marco Antonio não precisou que espécie de “contas” Dilma precisaria quitar.

Naquele momento, em meados de maio deste ano, as negociações emperraram, em razão de divergências quanto ao modo de pagamento dos 5 milhões. Primeiro, os lobistas queriam receber em dinheiro vivo – ou na conta da empresa Sinergy no Banco do Brasil. A Sinergy é uma das engrenagens financeiras da turma. Está em nome de um primo de Marco Antônio.

Temeroso de que um depósito numa pequena firma de consultoria fosse chamar demasiada atenção, Quícoli pediu uma alternativa. Marco Antonio ofereceu uma opção mais discreta: a propina deveria ser depositada diretamente em contas no exterior – e indicou duas em Erenice Guerra,, ambas pertencentes ao empresário Roberto Ribeiro.

Dono de uma locadora de carros e de uma fábrica de cigarros, Roberto Ribeiro é genro do lobista Marco Antônio e mora em Miami, nos Estados Unidos. Para convencer Quícoli de que a transação era segura, Marco Antônio fez o genro vir ao Brasil.

Os três reuniram-se no hotel Intercontinental da Alameda Santos, em São Paulo, na tarde do último dia 12 de junho, um sábado. Em uma hora e meia de negociação, Marco Antônio e o genro acalmaram Quícoli: “Eles tentaram me convencer de que não haveria problema em usar aquelas contas”.

Procurado por VEJA, o empresário Roberto Ribeiro confirmou que veio ao Brasil e se encontrou no hotel com o sogro e o lobista Quícoli. Mas apresentou uma versão para lá de estranha: “Quícoli me foi apresentado pelo Marco Antonio. Ele disse que Quícoli possuía dinheiro no exterior e poderia investir nas minhas empresas. Nada se falou sobre dinheiro de campanha”.

E por que diabos ele enviara os dados das contas antes mesmo do encontro? “Quícoli disse que tinha dinheiro em contas na Ásia, e que precisava me pagar por lá. As contas pertencem a parceiros comerciais meus”.

Fica evidente, portanto, que alguém está mentindo. Ou as contas seriam efetivamente o canal para o pagamento da propina, como acusa o lobista Quícoli, ou serviriam para uma transação sem qualquer nexo financeiro. Todas as evidências convergem para a primeira alternativa.

O pagamento, aparentemente, acabou não sendo feito – e ninguém apresenta explicações razoáveis para isso. Quícoli se limita a afirmar que “não quis pagar propina”, mas assegura: “Marco Antônio disse que era só depositar o dinheiro que tudo daria certo”.

Marco Antônio, é claro, diz que nem cobrou. Ao fim, seria mais um caso de negociata que não deu certo? É cedo para saber. Quícoli está longe de ser um sujeito probo – já foi condenado por receptação de moeda falsa e por ocultar carga roubada.

Todos os elementos que ele apresentou até o momento, porém, confirmaram-se. Frise-se também que ainda não se sabe se o lobista Marco Antônio usava o nome de Dilma e de Erenice com o consentimento delas. Ambas negam.

Reconheça-se que existe a hipótese de que ele tenha vendido o nome delas para fazer negócios próprios. Caberá às autoridades averiguar isso.

É inegável, contudo, que o ex-diretor dos Correios detinha estatura política e proximidade com o governo para fazer esse tipo de pedido heterodoxo sem se passar por louco.

Além dos importantes cargos que ocupou, Marco Antônio era de tal modo próximo à Presidência que, logo após deixar os Correios, em maio deste ano, foi levado pelo ministro Paulo Bernardo ao Palácio da Alvorada, para conversar com o presidente Lula. No encontro, segundo Marco Antônio, Lula discutiu a possibilidade de que o leal funcionário viesse a ocupar a presidência da Infraero num possível governo Dilma.

A candidata, aliás, pediu a ele que, informalmente, fizesse estudos para acompanhar a viabilidade do projeto do trem-bala. Erenice é amiga da esposa do ex-diretor, a ponto de visitá-la frequentemente.

À PF, Marco Antonio também pode fornecer preciosas pistas sobre a compra do remédio Tamiflu. Conforme revelou VEJA na semana passada, Vinícius Castro admitiu ter recebido 200 mil reais de propina, dentro da Presidência, em razão dos contratos fechados pelo governo sem licitação com o laboratório Roche, que fabrica o remédio.

Vinícius narrou ao tio que a malfeitoria estava na quantidade de Tamiflu que o governo adquiriu. Diz Marco Antônio: “Compraram Tamiflu demais. Ninguém compra milhões em remédio sem contrapartida. Houve rolo. O Vinícius me contou: ‘Eu vi ‘A’ recebendo, ‘B’ recebendo, ‘C’ recebendo”. Ele viu a distribuição, um entregando envelope para o outro”.

Para quem ainda se assombra com desfaçatez, o ex-diretor dos Correios explica o sentido do ato: “É preciso entender como funciona corrupção em repartição pública. Se o camarada que está perto de você recebe, você tem que receber também. Essa é a regra”.

Segundo o tio, Vinícius cedeu gostosamente à chantagem, embora tenha manifestado alguma preocupação. “Uma vez o Vinícius veio me pedir conselhos, temendo que a compra do Tamiflu desse problema. Descobri depois que esse dinheiro do Tamiflu foi operado pelo marido da Erenice (o engenheiro José Roberto Camargo Campos). Lá atrás eu alertei o Vinícius que esse Tamiflu iria dar m… Disse a ele: ‘É melhor você sair desse assunto’”, afirma o ex-diretor.

Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, indicado pelo PMDB, negou saber de qualquer irregularidade, cuja possibilidade de ocorrer, segundo ele, seria nula, pois o Tamiflu é o único medicamento disponível no mundo para o tratamento da gripe suína. Sendo assim, não haveria brechas para interessados em fazer lobby. A compra se daria de qualquer maneira.

Caberá ao lobista Marco Antonio esclarecer os limites do que qualifica de “roubalheira”, seja a da Casa Civil, a da família Guerra ou algum elo comum entre elas.

Fonte: Blog do Noblat

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>Depois de dois casos de corrupção na Casa Civil em menos de uma semana ministra Erenice Guerra cai

Posted on setembro 16, 2010. Filed under: BNDES, campanha da presidencial, Casa Civil, Dilma Rousseff, empresário Rubnei Quicoli, ERDB do Brasil Ltda, Erenice Guerra, intermediários, lobby, negociações |

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Erenice Guerra não é mais a ministra-chefe da Casa Civil. A sucessora da candidata do PT, Dilma Rousseff, não resistiu às denúncias de tráfico de influência e lobby envolvendo seu filho, Israel Guerra e pediu demissão nesta quinta-feira, 16. A decisão da agora ex-ministra foi divulgada à tarde através de um comunicado oficial à imprensa lido pelo porta-voz da Presidência. A secretária de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Miriam Belchior, deve ser apontada como a nova ministra.
Ministra demitida Erenice Guerra e Dilma Rulsseff sua antecessora
O empresário Rubnei Quicoli afirmou ao Estado nesta quinta-feira que a Casa Civil é palco de lobby e que a empresa do filho da ministra Erenice Guerra cobrou 5% da ERDB do Brasil Ltda. para conseguir um financiamento de R$ 9 bilhões junto ao BNDES. “Foi a maior patifaria o que fizeram. Fizeram terrorismo”, disse. A própria ministra, segundo ele, participou de uma reunião no ano passado. O empresário enviou os documentos ao Estado.
 “Segundo o empresário Rubnei Quicoli foi pedido ainda o valor de R$ 5 milhões para ajudar na campanha da presidencial de Dilma Rousseff”
Segundo Quicoli, em meio às negociações com os intermediários em Brasília, foi pedido ainda o valor de R$ 5 milhões para ajudar na campanha da presidencial de Dilma Rousseff (PT). “Eu disse que não podia por tudo junto numa mala. E que precisava de nota fiscal de uma empresa como prestadora de serviço”, afirmou. O pedido de dinheiro para a campanha, de acordo com Quicoli, foi feito pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira.
Fonte: Estadão
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>Empresa acusa filho da Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar comissão de 5% para liberar crédito no BNDES

Posted on setembro 16, 2010. Filed under: BNDES, Campinas, Capital Consultoria, Corrução, EDRB, empréstimo, Erenice Guerra, Governo Federal, Israel Guerra, Ministra da Casa Civil, VEJA |

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Corrução no governo federal – Uma empresa de Campinas confirma que um lobby opera dentro da Casa Civil da Presidência da República e acusa filho da ministra Erenice Guerra de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Interessada em instalar uma central de energia solar no Nordeste, a EDRB do Brasil Ltda. diz que o projeto estava parado desde 2002 na burocracia federal até que, no ano passado, seus donos foram orientados por um servidor da Casa Civil a procurar a Capital Consultoria.
Trata-se da firma aberta em nome de um dos filhos de Erenice, Saulo, e que foi usada por outro, Israel, para ajudar uma empresado setor aéreo a fechar contrato com os Correios – primeiro negócio a lançar suspeitas de tráfico de influências no ministério. Graças à mediação da Capital, representantes da EDRB disseram em entrevistas gravadas à Folha ter sido recebidos em audiência oficial por Erenice na Casa Civil, em novembro, quando ela exercia o cargo de secretária-executiva e a titular do ministério era a hoje candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).
CONDIÇÕES
Nos dois meses seguintes, por meio de reuniões em Brasília, com a participação de Israel Guerra, telefonemas e e-mails, a EDRB afirma ter sido informada das condições impostas pela Capital para que um financiamento de R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas, enfim saísse. Os termos, segundo a empresa de Campinas, incluíam seis pagamentos mensais à Capital de R$ 40 mil e uma comissão de 5% sobre o valor do empréstimo. Segundo o relato, haveria também um repasse de R$ 5milhões para supostamente ajudar a campanha da eleição de Dilma.
“Não aceitamos pagar nada. Temos investidores, empresas que querem construir, gerar alguma coisa, e não criar vagabundos dessa forma”, disse à Folha Rubnei Quícoli, consultor da EDRB que fez os contatos com a Casa Civil e com a Capital. “Nos foi apresentada uma minuta de contrato.
A gente contrataria uma empresa para fazer o acompanhamento jurídico do negócio todo. A empresa do filho da dona Erenice. Olhei os valores e disse: ‘Bom, para fazer acompanhamento jurídico desse troço, a gente não concorda pagar isso’. E aí o negócio terminou”, confirmou Aldo Wagner, sócio da EDRB.
Quícoli, 49, encaminhou à Folha documentos e cópias de e-mails que, segundo ele, corroboram as afirmações. Uma das mensagens, de 15 de dezembro e endereçada aos donos da EDRB (Aldo e Marcelo Escarlassara), traz a minuta encaminhada pela Capital, que indica como seu procurador o empresário Adriano da Silva Costa. O contrato pede pagamento de R$ 240mil em seis prestações mensais e uma “comissão de sucesso” de 5% sobre o empréstimo, o equivalente a R$ 450 milhões. O acordo tem estrutura e redação similares ao que a Capital havia encaminhado para intermediar a renovação de contrato da empresa aérea MTA com os Correios.
AUDIÊNCIA
A Folha obteve também a troca de e-mails entre a Casa Civil e o consultor da EDRB, com vistas a marcar a audiência oficial com Erenice. O encontro ocorreu às 17h de 10 de novembro no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), em Brasília, que na época era a sede da Presidência. A Casa Civil confirmou a reunião ontem, mas informou que Erenice não participou. Quícoli e Aldo Wagner sustentam, no entanto, que ela participou.
Dizem que ela não intercedeu em favor do filho nem pediu dinheiro. Segundo eles, ela ouviu sobre o projeto e se propôs a fazer aponte entre a EDRB e a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), estatal geradora de energia. “Nesse dia, ela [Erenice] propôs o quê? Viabilizar o projeto dentro da Chesf. […] Estivemos na Chesf, em São Paulo”, disse. Segundo o consultor, o encontro com Erenice foi agendado por Vinícius Castro, que era assessor da Casa Civil até segunda-feira.
Foi exonerado depois que a “Veja” revelou que seria sócio oculto de Israel na Capital. Ele é filho de Sonia Castro, sócia da Capital, e sobrinho do ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira. Quícoli disse que foi o tio quem o apresentou a Vinícius. Oliveira confirma.
O nome de Vinícius aparece em vários e-mails da Casa Civil para a EDRB. Em um, ele informa que está tomando providências sobre o projeto. Em outro, de 6 de novembro, há menção a Dilma. A assessora da Casa Civil Glaucinete Leitão pede a Quícoli uma versão “mais sucinta” do projeto.
Não há confirmação se Dilma tomou conhecimento da proposta. Em fevereiro, a Capital ajudou a EDRB a formatar consulta ao BNDES. A EDRB diz que se sentiu “chantageada” e, em março, cortou negociações com os lobistas.
Em 29 de março, o BNDES rejeitou o pedido de empréstimo. Quícoli diz que logo depois foi procurado por Marco Antônio Oliveira, que teria dito que a questão no BNDES podia ser resolvida, desde que a EDRB desembolsasse R$ 5 milhões para saldar supostas despesas de campanha de Dilma. Oliveira nega.
No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento. Fonte: Folha.com
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>Banco de Brasília abre agência em Cuiabá

Posted on agosto 21, 2010. Filed under: agência em Cuiabá, Banco, Banco de Brasília, BNDES, CDL, CUIABÁ, Distrito Federal, Mato Grosso, Negócios |

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O Banco de Brasília passa a atuar no Estado depois da inauguração de sua primeira agência na Capital nesta sexta-feira (20). O evento atraiu empresários e representantes do poder público do Distrito Federal e de Mato Grosso e marca a consolidação da região como um mercado próspero. O Banco de Brasília possui 97% de capital público, R$ 6,61 bilhões em ativos e está entre as 5 instituições com rentabilidade do país.
O presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior diz que a intenção é solidificar os negócios na região Centro-Oeste e que Mato Grosso atraiu devido a pujança econômica e à projeção que deve haver nos negócios. Segundo Melo Júnior, o banco vai atuar junto a empresas e pretende assim chegar às pessoas físicas com seu leque de produtos que abrange todos os serviços da rede bancária. “Oferecemos uma linha completa desde crédito pessoal, financiamentos para automóveis, seguros e créditos via Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES “.
Banco BRB em Brasília
O presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior diz que a intenção é solidificar os negócios na região Centro-Oeste e que MT atraiu devido a pujança econômica
Walmor Garcia Mota será o gerente local e há 90 dias iniciou os trabalhos na região, para aproximação com os empresários, reconhecimento de mercado e inicia os atendimentos com 20 clientes fechados no Estado. Para Walmor Garcia, os negócios que vão começar no segmento empresarial podem migrar para o agronegócio, setor mais forte da economia local. O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, marcou presença no evento e denominou Mato Grosso como Estado irmão e que por isso a parceria deverá dar certo.
O prefeito municipal de Cuiabá, Chico Galindo, confirmou possíveis parcerias entre a prefeitura e o Banco de Brasília e avalia a vinda da instituição como sinal da segurança econômica. “Isso comprova o fortalecimento de Cuiabá e que mais investimentos poderão vir. Ainda não acordamos nada, mas com o advento da Copa a cidade possui uma capacidade de endividamento maior, o que pode viabilizar parcerias com a prefeitura”.
O secretário de Estado de Mato Grosso, Éder Moraes, também aponta a vinda do banco como um sinal de concretude econômica e abertura de novos cenários.
O economista Vivaldo Lopes afirma que o primeiro indício de sanidade financeira está na entrada de um banco em um mercado. “Os bancos não se arriscam sem que sejam feitos estudos. A vinda do banco aponta que Mato Grosso está sólido e em contrapartida a região ganha com mais oferta de crédito no mercado”. Para Lopes, o fato de o Banco de Brasília ser público é positivo, porque indica que haverá preocupação em fortalecer a região como um todo.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL, José Alberto Vieira de Aguiar, diz que quando uma instituição nova entra no mercado ela oferece um atendimento mais personalizado. “Quando vamos pedir crédito em outros bancos, somos apenas um número. Aqui somos um cliente em potencial e atendimento é menos burocrático”. A personalização foi uma das promessas do Banco de Brasília quanto à qualidade dos atendimentos.
Fonte: A Gazeta
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>Pensar grande

Posted on julho 27, 2010. Filed under: agroindústria, Alfredo da Mota Menezes, BNDES, grande, Pensar |

>Por Alfredo da Mota Menezes

Não li os programas de governos dos candidatos ao governo do Estado, mas duvido que tenham colocado ali que vão lutar para se ter o asfalto para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. Dali se vai aos outros países dos Andes (Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador).
Não é aquela conversa de que se vai integrar povos irmãos ou, outra besteira, trazer de volta o sonho de Simon Bolívar.
O que se defende é mais comércio com os países andinos com seus 145 milhões de habitantes e um PIB perto de um trilhão de dólares. Ninguém está falando em transportar soja pelos Andes, seria para beneficiar nossa futura agroindústria. Temos enorme vantagem pela proximidade geográfica.
O que se gostaria de ter dos candidatos ao governo seria o comprometimento deles em fazerem firme gestão junto ao futuro presidente para conseguir o que outros estados já conseguiram. Tem pelo menos isso nos programas de governo? Duvido.
Como se vai asfaltar dentro da Bolívia? O BNDES emprestou mais de 300 milhões de dólares ao governo boliviano, com carência de cinco anos e não sei quantos anos para pagar, para se fazer o asfalto entre Puerto Suarez, ao lado de Corumbá, até Santa Cruz de La Sierra (o Brasil tem interesse em penetrar economicamente nos países andinos). O Acre também se beneficiou de ligação com o Peru com dinheiro do BNDES, nas mesmas condições do outro empréstimo.
Quem tem ou terá mais produtos da agroindústria para exportar para os países dos Andes, Mato Grosso do Sul, Acre ou Mato Grosso?
Já ouvi gente do estado dizer que MT não precisaria da alternativa para Santa Cruz porque nossos produtos da agroindústria poderiam ir pelo Acre ou pelo Mato Grosso do Sul. É um absurdo pensar assim.
Para que nossos produtos cheguem a Corumbá seriam 1.140 km (700 km daqui a Campo Grande e 440 a Corumbá), mais 650 km dali a Santa Cruz ou 1.790 km no total.
Para chegarmos à fronteira do Acre com o Peru, o nosso produto teria que percorrer 2.343 km ou 1.456 até Porto Velho, mais 544 a Rio Branco e ainda 343 dali a Assis Brasil já na divisa com o Peru.
De Cuiabá a Santa Cruz seriam 1.059 km ou 225 até Cáceres, mais 100 até San Matias e 734 a Santa Cruz. Faltam uns 420 km para ser asfaltado dentro da Bolívia. Já ouvi também gente falar que o governo da Bolívia não deu prioridade para a saída do nosso lado. Outra besteira. Diga ao Evo Morales que se pode ter um empréstimo subsidiado do BNDES, como foram os outros, para asfaltar essa rodovia. Alguém acha que ele vai recusar? Se recusar, poderia ser feita gestão junto às lideranças políticas e empresarias de Santa Cruz para convencer o governo boliviano.
Todos os candidatos ao governo certamente dão ênfase, em seus programas, à agroindústria. O que causa estranheza são eles não defenderem uma alternativa de transporte que poderia ajudar enormemente o futuro da agroindústria do estado. Pense grande, gente.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>Agecopa destaca retorno social dos investimentos para Copa 2014 e Mato Grosso

Posted on maio 19, 2010. Filed under: Agecopa, BNDES, Copa de 2014, Copa do Mundo, Mato Grosso |

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A realização da Copa do Mundo em Mato Grosso deixará um legado significativo para toda a comunidade através das obras e da geração de novas oportunidades de emprego e renda, que justificará plenamente todos os investimentos previstos. Com esta visão responsável e que contempla os interesses maiores da sociedade mato-grossense, a diretoria da Agecopa participou na manhã desta terça-feira (18) da Audiência Pública promovida pela Assembleia Legislativa para discutir a contratação de empréstimos pelo Poder Executivo.

Através de três projetos de lei, já aprovados em primeira votação, o Executivo pede autorização para a contratação de crédito no valor de até R$ 1,114 bilhão, para custear obras de mobilidade urbana incluindo a construção de dois corredores exclusivos para ônibus (BRTs), construção da Arena de Multiuso e obras de infraestrutura para alavancar o setor turístico mato-grossense. Os créditos serão contratados junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Depois das explicações e argumentações de todos os diretores da Agecopa, o deputado Percival Muniz, autor do requerimento solicitando a audiência pública, se declarou “totalmente convencido de que a Agecopa está realizando um bom trabalho e que os investimentos serão um excelente negócio para toda a comunidade pelo retorno e legado social”.

A audiência foi acompanhada também pelo deputado Hermínio J. Barreto, presidente da Comissão Parlamentar de Acompanhamento da Copa de 2014 e por outros parlamentares. A comissão foi criada para acompanhar e fiscalizar os projetos desenvolvidos pela Agecopa. (Com Assessoria).

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>Escândalo do Maquinário em MT: Valor do rombo chega a R$ 36,8 milhões, por enquanto

Posted on maio 5, 2010. Filed under: AGE, Blairo Maggi, BNDES, caminhões, Mato Grosso, superfaturamento |

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Além dos R$ 26,5 milhões já divulgados, a Auditoria Geral do Estado (AGE) detectou indícios de superfaturamento de mais R$ 10,8 milhões na compra de caminhões por meio do programa “Mato Grosso 100% Equipado”. Com isso, o sobrepreço pode ter causado prejuízo de R$ 36,8 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o auditor-geral do Estado, José Alves Pereira Filho, os novos indícios de sobrepreço surgiram depois que o então governador Blairo Maggi (PR) foi alertado inicialmente sobre as irregularidades na licitação do que foi o maior programa de compra de máquinas e caminhões para obras de infraestrutura nos 141 municípios mato-grossenses.
Segundo o auditor, o novo valor (R$ 10,8 milhões) foi detectado depois de apresentado em 15 de março um relatório parcial apontando o sobrepreço de R$ 26,5 milhões que levou o Ministério Público Estadual (MPE) a pedir à Polícia Civil instauração de inquérito para apurar o caso.
“Em 15 de março, percebemos o sobrepreço de R$ 10,8 milhões por causa da falta de desconto no recolhimento do ICMS e também outros R$ 15,2 milhões por causa da aplicação de juros na compra de máquinas feita a prazo e paga à vista. Isso somou os R$ 26,5 milhões. Depois disso, detectamos que também deve ter ocorrido o mesmo problema envolvendo R$ 10,8 milhões nos juros da aquisição de caminhões”, explica José Alves Pereira.
Segundo o auditor-geral, o relatório final sobre o caso deve ser concluído até semana que vem. As investigações vêm sendo feitas por determinação do governador Silval Barbosa (PMDB).
A Auditoria apontou que o sobrepreço teria ocorrido porque as máquinas e caminhões foram compradas com juros de 1,95% ao mês para serem pagas em 180 dias. O problema é que foram pagas à vista a partir da liberação do dinheiro pelo BNDES e não houve qualquer desconto no valor. Outro fator é que não teria sido descontado ICMS apesar de haver essa previsão legal para a compra.
O ex-governador Blairo Maggi afirma acreditar que o problema se deve mais à falta de atenção e não significa má fé ou recebimento de propina por parte de servidores. O governador Silval Barbosa garante que estão sendo tomadas as medidas para devolução do dinheiro pago indevidamente e que servirá para amortizar a dívida junto ao BNDES.
Fonte: A Gazeta
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>Superfaturamento e a rua

Posted on maio 4, 2010. Filed under: BNDES, Mauro Mendes, Rio Cuiabá, Silval Barbosa, superfaturamento, Wilson Santos |

>por Alfredo da Mota Menezes

Não param, de uns tempos para cá, os comentários sobre os seguidos acontecimentos no estado. Operação Pacenas, crise no Judiciário e agora o tal superfaturamento nas máquinas. Recolhi alguns deles.

Uma das perguntas da rua é saber quem vai sofrer mais desgastes políticos, Wilson Santos (caso Pacenas) ou Silval Barbosa. Há quase consenso que o caso atual é mais melindroso e mais perto da eleição. Além disso, por uns dois meses, fica-se na espera do resultado da investigação e, ao longo dela, podem surgir fatos novos que talvez sejam levados para a opinião pública.

Ouvi gente dizer que nunca viu uma jogada tão bem bolada como a compra dos maquinários para as prefeituras. Explicam com ar de maldade. Um, o empréstimo do BNDES tem dois anos de carência e vários para ser pago. Outros governos pagariam. Dois, os eleitores dos municípios beneficiados ficaram felizes com as máquinas recebidas. Três, fez-se forte divulgação do assunto no estado todo.

Quatro, a compra das máquinas ainda renderia recursos para a campanha eleitoral deste ano. O dinheiro pago a mais seria para o caixa da campanha. Que o que as empresas estão devolvendo deve ser o dinheiro que seria usado mais tarde. Veneno puro.

Outro comentário é que o governo fez boa divulgação pelos meios de comunicação da entrega das máquinas aos prefeitos. Uma divulgação que chegou à população. Agora, com o caso do superfaturamento, o povo lembra rápido da distribuição das máquinas. Se o que está acontecendo fosse mais à frente, ou se, absurdamente falando, a propaganda fosse menor, o fato atual chegaria com menos força à maior parte da população.

Tem gente que associa as demissões no governo com o que aconteceu com o DEM em Brasília. Ali, por pressão do senador Demóstenes Torres, a direção nacional desse partido pediu a cabeça dos implicados, até mesmo do governador Arruda. Com isso diminuiu um pouco a fala contra o partido. O DEM passou a alegar que não passava a mão na cabeça dos que erraram. No fundo queria dizer que, no caso do mensalão, o PT deveria ter feito a mesma coisa.

Em MT, no caso da Funasa com gente do PMDB e agora das máquinas, tomaram-se as mesmas medidas tomadas em Brasília. Isso pega bem junto à população.

Outro aspecto comentado é que a Serys pede providências sobre o caso das máquinas e cobra que o Abicalil, presidente do PT, faça o mesmo. Procura colocá-lo em situação desconfortável. Rescaldo ainda da disputa entre os dois para o Senado.

Fazem-se também paralelos entre o inferno astral que passa a candidatura Silval Barbosa com o que passou antes o Wilson Santos com a Operação Pacenas, greve dos médicos e o caso Conspavi-ETA Tijucal.

Agora seria a vez do Silval com a demissão de Kamil Fares da Saúde, área escolhida como prioridade eleitoral no Vale do Rio Cuiabá. A saída do Kamil passou o recado de que não será fácil fazer o que se propôs fazer. E agora o caso das máquinas.

É quase unânime o ponto de vista que quem mais se beneficiou disso tudo foi a candidatura Mauro Mendes.

O comentário mais doído é a constatação das pessoas de que o serviço público no Brasil tem tendência à corrupção. Uma praga que caminha com a gente desde o período colonial.

Alfredo da Mota Menezes – E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>Frota de caminhões entregue pelo governo é denunciada de superfaturamento

Posted on abril 29, 2010. Filed under: BNDES, caminhões, estradas, Mato Grosso, máquinas, MP, superfaturamento |

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O governo do estado gastou R$ 241 milhões para comprar caminhões e máquinas para recuperar e manter estradas. Mas, segundo o MP, os preços dos veículos estão muito acima do mercado.


A polícia de Mato Grosso abriu inquérito sobre denúncias de superfaturamento na compra de máquinas e caminhões pelo governo do estado.

Foram 408 caminhões e quase 300 máquinas para recuperação e manutenção de estradas. Custaram aos cofres do estado R$ 241 milhões, dinheiro obtido num empréstimo do BNDES. Mas, segundo o Ministério Público, os preços foram superfaturados.

Num documento da licitação, quatro fornecedores cobraram o mesmo preço por cada caminhão: R$ 246.315, mas, nas concessionárias, um caminhão do mesmo modelo, custa bem menos.

“Depende da configuração, mas a partir de 192 mil”.

Numa outra loja, o preço é ainda mais baixo. “O mínimo que dá para fazer é uns R$ 188 mil”.
De acordo com uma auditoria determinada pelo governo, a diferença de preços ultrapassa os R$ 26 milhões.

A delegacia fazendária abriu inquérito para investigar os indícios de crimes de fraude à licitação e peculato. Há denúncias de que as empresas vencedoras da concorrência pública teriam que aumentar o valor para compensar o que gastariam com suposto pagamento de propina.

O chefe da Casa Civil, Éder Moraes, disse nesta quarta que parte do que o estado pagou a mais já está sendo devolvido pelas empresas. “Já foram recuperados aos cofres do governo do estado de Mato Groso mais de R$ 6 milhões. Não diria que houve algo ilegal. Se houve, não foi por parte do estado de Mato Grosso”.

As secretarias estaduais de Administração e de Infraestrutura, responsáveis pelo processo de licitação, não se pronunciaram sobre o caso. Fonte: G1/JN

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