O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse hoje no Rio que o governo da Bolívia é “cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil.
A afirmação foi dada durante entrevista ao programa “Se Liga, Brasil”, de Roberto Canázio, na rádio Globo, quando falava sobre a ideia de criar um Ministério da Segurança Pública caso ele seja eleito sucessor do presidente Lula.
“A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disso. Quem tem que enfrentar esta questão? O governo federal.”
Depois do programa, questionado pelos jornalistas, o pré-candidato do PSDB afirmou que o governo boliviano faz “corpo mole” ao permitir que, “de 80%, 90%” da cocaína que entra no Brasil venha “via Bolívia”. 

Serra afirma que governo Lula inaugura poucas obras completas

O pré-candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, disse hoje no Rio que o governo Lula inaugura poucas obras “completas e terminadas”.
Serra, que caminhou durante meia-hora pelo calçadão do centro de Duque de Caxias, na baixada fluminense, ao lado do prefeito da cidade, José Camilo Zito (PSDB), criticou o ritmo de execução das obras do PAC. “Vamos fazer acontecer no Brasil. É um país em que se anuncia muito e se inauguram poucas obras completas. Uma das características que tenho na vida pública é fazer acontecer”, disse.
Durante a caminhada pelo calçadão, Zito apresentava Serra aos eleitores como “o homem do genérico”. “Ele é competente, leal e preparado para governar o país. O melhor para o Brasil é Serra”, completava o prefeito ao se dirigir às pessoas.
Mas o pré-candidato foi recebido com pouca empolgação pelos eleitores que passavam pelo centro. Serra criticou a qualidade do transporte público para a baixada e disse que uma das principais necessidades da região é a implantação do metrô de superfície.
O ex-governador acrescentou que de cada oito projetos do PAC no Rio, apenas um foi completado. Prometeu que vai concluir as obras já inciadas.
“Tem muita coisa para tocar. Não vou interromper nada que já tenha começado. O que não saiu do papel, vamos olhar e, se puder, melhorar”, afirmou. Fonte: Eleições UOL