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>Eleições 2010: Alfredo Menezes analisa conjecturas nacionais e locais

Posted on janeiro 15, 2010. Filed under: analista, bolsa escola, Bolsa-Família, conjecturas, Dilma Roussef, Direitos Humanos, eleições 2010 |

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O analista político Alfredo da Motta Menezes fez uma análise do cenário político nacional e local. Menezes foi o entrevistado desta quinta-feira (14) do Programa do Antero. Confira alguns dos assuntos abordados por ele:


Inicialmente Alfredo Menezes comentou sobre as eleições presidenciais. O analista político considera o governador de Minas Gerais, Aécio Neves o melhor candidato à presidência pelo PDB. A posição é defendida pelo fato de ter havido sinalizações por parte do PMDB, PST e PP no sentido de apoiar uma eventual candidatura do governador tucano.


Apesar de “depositar suas fichas em Aécio”, Menezes admite ser praticamente impossível frear a candidatura de José Serra à presidência, já que o candidato praticamente já garante um segundo turno.


Críticas partidárias

Fazendo uma avaliação do governo Lula, Alfredo destaca a contradição do presidente entre as posições defendidas durante a campanha e as que foram adotadas durante o governo. “Lula atacava fortemente o modelo econômico adotado por Fernando Henrique e dizia que tudo seria diferente. Hoje já está na cabeça das pessoas que o modelo econômico atual foi criação do próprio presidente Lula”, afirma.


Ao mesmo tempo em que se mostra contrário à forma de atuação do governo Lula, Alfredo critica o PSDB por não defender as conquistas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O Pronaf, por exemplo, foi criação do governo Fernando Henrique. O programa Luz para Todos, assim como o Bolsa Família e o Bolsa Escola também são do governo Fernando Henrique. O Lula “tomou” todos e o partido do FHC não briga por isso”, destacou o analista.


“Lula está desidratando uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes”, disse Menezes ao avaliar a possibilidade do representante do PSB se eleger presidente. Segundo ele, os partidos que poderiam apoiar Ciro Gomes estão ao lado de Dilma Roussef, candidata já anunciada do presidente e sem o apoio dos partidos ele não poderá sair candidato.


Outro assunto comentado pelo professor doutor titular da Universidade Federal de Mato Grosso foi sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos lançado pelo governo em dezembro de 2009. Menezes critica diversos pontos do Programa, principalmente os relacionados à liberdade de imprensa e ao agronegócio.


Para ele, o monitoramento da linha editorial dos veículos de comunicação pode representar uma volta da ditadura no país e as mudanças previstas no agronegócio, principalmente em casos de invasões de terra, podem representar um perigo à economia de Mato Grosso.


“Como as pessoas vão investir em Mato Grosso, cuja economia gira em torno do agronegócio, sabendo que podem ter sua terra invadida? De acordo com o programa, se houver uma invasão é preciso realizar uma audiência preliminar com os invasores antes que o juiz dê a reintegração de posse, ou seja, há uma interferência muito clara dentro da atuação da justiça e da mídia”, comentou.


O professor insinuou que há “fatos mal explicados” por trás da assinatura do programa.


Conjectura local

Fazendo uma breve análise do cenário político local, o analista político define os possíveis candidatos ao Governo do Estado, Wilson Santos (PSDB), Jayme Campos (DEM) e Silval Barbosa (PMDB) como fortes, mas acredita que não representam o empresariado do agronegócio. Sendo assim, segundo ele, existe a possibilidade de os empresários se verem representados por Mauro Mendes e levarem o nome dele ao interior do Estado. “Mauro Mendes tem uma presença forte na baixada cuiabana. Se ele tiver recursos suficientes para investir em uma campanha principalmente no interior, acho que tem tudo para fazer muito barulho”, avaliou Menezes.

Fonte: PnB

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>O dono do mundo

Posted on novembro 5, 2009. Filed under: bolsa escola, Bolsa-Família, Lei de Responsabilidade Fiscal, luz para todos, O dono do mundo, presidente da República |

>Estou começando acreditar que nasci fora de época. Com isso passo a ser uma figura humana que não consegue entender o que acontece atualmente no Brasil.

Vejo perplexo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, arrotar bravatas, como se o país estivesse vivendo uma situação de esplendor. Adotou o “nunca na história desse país” para destilar sua verborragia, se colocando como o verdadeiro “verbo”, segunda pessoa da Santíssima Trindade, que de acordo com a fé cristã, é encarnada em Jesus Cristo.

Desafia e desrespeita a memória e o trabalho de grandes presidentes que tivemos e que prestaram grandes serviços a Pátria, em condições desfavoráveis, diferente de Lula, que recebeu o governo com a moeda estabilizada, a inflação em queda irreversível, mérito do Plano Real, ao qual como oposição ele foi contra.

Empresas estatais, antes verdadeiros antros de corrupção e cabides de empregos, foram privatizadas, desobrigando o Estado de a cada ano cobrir rombos financeiros. Basta ver os ganhos com as privatizações nas áreas de energia e telefonia. Na área da legislação, para inibir governantes a “farrear” com dinheiro publico, a Lei de Responsabilidade Fiscal, por si só, diz tudo, esta também obra do governo anterior.

Todos esses fatos, hoje utilizados em benefício do seu governo, são cinicamente desconsiderados pelo presidente e seus asseclas. Mesmo dando continuidade, e a bem da verdade, ampliando o “bolsa escola”, “bolsa família”, “luz para todos”, programas sociais iniciados no governo anterior, o presidente tem a desfaçatez de colocar para a opinião publica como sendo “milagres” conseguidos na sua gestão.

Existem muitos pontos positivos no atual governo, mas nada que dê ao presidente o direito de se achar que está acima do bem e do mal, que o transforme no dono absoluto da verdade, chamando parlamentares da oposição de desocupados. Por que se assim for, o presidente por mais de três décadas foi um desocupado. O que não fica bem no curriculum de um chefe de nação.

A euforia de suas viagens para o exterior, consagradas com a conquista do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, não encobre a miséria, o analfabetismo e o desajuste social que ainda impera, massacrando milhões de brasileiros e brasileiras. A violência urbana e rural ora existente desconceitua qualquer governante.

Temos um contingente muito grande de pessoas que vivem nos chamados “grotões da pobreza e da miséria”, esperando por uma melhor condição de vida.

Nos grandes centros, cercados por favelas dominadas pelo tráfico de drogas, impera a lei dos bandidos, única e exclusivamente por culpa do governo, que não chega lá, com a saúde, a educação e a segurança.

Antes dessas bravatas todas, e é aí que disse que nasci fora de época, pois ele consegue com o jeitão de falar, aplausos de 80 por cento do povo brasileiro, deveria ver o caos que está à saúde, a educação, a segurança, as rodovias, a situação dos aposentados, dos sem terras verdadeiros, ao invés de dar dinheiro para marginais do MST, invadir fazendas, destruir plantações, maquinários, incendiar sedes.

Olhe para o “mote” escolhido para a campanha da Dilma Rousseff, o famigerado PAC. Ele está empacado. Não anda. Aí o presidente acusa o TCU, a Justiça, burocracia e a imprensa, como os culpados pelas obras empacadas. O que precisa, com todo respeito, é parar de viajar, de falar e tomar atitude com relação aos problemas que verdadeiramente afligem a nação.

Só pra mim entender. Não tem recurso para a saúde, para a educação, para segurança, para a reforma agrária, mas tem para emprestar para o FMI, para comprar frota de caças aéreos da França, para comprar dólares e tantas outras fanfarrices. Como eu não consigo entender este jogo, só posso pedir: “pare o mundo que eu quero descer”.

JOSÉ ARIMATÉIA foi deputado estadual em Mato Grosso. zpoliveira3@gmail.com

Fonte: Mídia News

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