BR 163

>Wilson Santos entrega ‘Carta de Mato Grosso’ com 14 reivindicaçõe a José Serra

Posted on maio 30, 2010. Filed under: BR 163, CUIABÁ, eleições, eleições 2010, Ferronorte, José Serra, Mato Grosso, Wilson Santos |

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Os pré-candidatos a governador e a senador Wilson Santos e Antero Paes de Barros, respectivamente, entregaram, hoje, ao presidenciável José Serra – todos do PSDB, durante a visita para lançamento oficial da pré-candidatura dos três no Estado, a ‘Carta de Mato Grosso’. De acordo com a assessoria tucana, tal documento foi elaborado por meio das sugestões colhidas durante andanças por todos os quadrantes do Estado.
 Midia News
Serra (centro) promete investir forte em MT se for eleito presidente da República
Os mato-grossenses querem que Serra inclua 14 propostas em seu plano de governo para contemplar Mato Grosso. A maioria está ligada à infraestrutura e logística de transporte da produção do Estado. Santos e Paes de Barro chegam a afirmar que tais demandas e as esperanças de Mato Grosso são, em geral, semelhantes às dos demais estados brasileiros.
“Contudo, uma localização geográfica magnífica, com natureza exuberante, terras férteis e um povo que é a amálgama de tudo que o Brasil tem de melhor, nos impõe o ônus cobrado por ser esse generoso entroncamento de oportunidades: Mato Grosso tem pressa porque se consolida a cada dia como estado-síntese do desenvolvimento do Brasil”, informa a carta ao presidenciável.
Confira os 14 apontamentos descritos na ‘Carta de Mato Grosso’:
1– Continuação da Ferronorte até Cuiabá
Estratégica para o fim do gargalo logístico que onera o transporte da produção agrícola e pecuária de Mato Grosso, Rondônia e Sul do Pará, a Ferronorte teve obras paralisadas desde 1999 em Alto Taquari, a 415 quilômetros de Cuiabá. A expansão dos trilhos até Cuiabá, numa primeira fase da retomada das obras, confirmará Cuiabá como um dos mais importantes entroncamentos logísticos brasileiros, com a convergência de modais rodoviários, hidroviários e ferroviários.
2– Conclusão da BR-163 (Guarantã-Santarém)
Rodovia que integra o Centro-Norte ao Centro-Oeste e Sul do Brasil, a BR-163, mais conhecida em nossa região como Cuiabá-Santarém, seu mais importante segmento, está pavimentada entre a Capital de Mato Grosso e o município de Guarantã do Norte, numa extensão de 720 Km. Dali até o porto de Santarém, no Pará, são 1.152 Km, cuja pavimentação, agora retomada, assegurará redução substancial do ‘custo Mato Grosso’, que reduz a competitividade de uma das mais importantes regiões fornecedoras das proteínas que o Brasil exporta.
Durante séculos o Brasil litorâneo do Sul-Sudeste desenvolvido, deu as costas ao Centro-Oeste e à Amazônia. A Cuiabá-Santarém é a nossa possibilidade concreta de saída para o mar.
3– Hidrovia Juruena-Teles Pires-Tapajós
Tendo o rio Tapajós, afluente da margem direita do Amazonas, como artéria principal, a Hidrovia Juruena-Teles Pires-Tapajós projeta-se como um dos sistemas de transporte regionais estratégicos para valorizar o potencial econômico do Norte-Nordeste de Mato Grosso e Centro-Sul do Pará.
Viabilidade econômica: Os investimentos previstos para implantação da Hidrovia são de R$ 148.541.755 enquanto a economia no custo do frete nos primeiros seis anos está fixada em R$ 158.755.000. A redução do frete varia entre R$ 5,00 e R$ 37,00 por tonelada, a depender da distância.
4– Hidrovia Rio das Mortes-Araguaia-Tocantins
Com potencial para integrar ao sistema nacional de transportes uma imensa região de Mato Grosso, no emblemático Vale do Araguaia, hoje denominada, com razão, de ‘Vale dos Esquecidos’ essa Hidrovia interligará, via Rio das Mortes, Nova Xavantina a São Félix (MT) prosseguindo dali, pelos rios Araguaia e Tocantins até Estreito (MA).
Quando implantada, a Hidrovia estará conjugada à futura Plataforma Logística Intermodal de Transporte de Marabá, que proporcionará a conexão dos modais aquaviário, ferroviário (Estrada de Ferro Carajás) e rodoviário (Rodovia Transamazônica/BR-230).
5– Hidrovia Paraguai-Paraná
Mais importante eixo de integração econômica no contexto do Mercosul, a Hidrovia Paraguai-Paraná se estende de Cáceres, em Mato Grosso, a Nova Palmira, no Uruguai, ao longo de 3.442 Km e servindo a cinco países, numa área de influência de 700 mil K, com 25 milhões de habitantes.
A importância estratégica dessa Hidrovia exige um plano de investimentos permanentes, tanto na infraestrutura portuária quanto em dragagem e conservação do rio Paraguai, calha de uma das mais ricas e delicadas regiões do Planeta, o Pantanal.
6– Ferrovia EF-246: Uruaçu(GO)-Vilhena (RO)
Denominada como futura Ferrovia da Integração do Centro-Oeste, deverá cruzar Mato Grosso no sentido Leste-Oeste. Em uma primeira etapa, prevê-se a ligação Uruaçu(GO)-Lucas do Rio Verde(MT), numa extensão de 1 mil quilômetros, com investimentos de R$ 4,1 bilhões. Numa segunda fase, a ligação Lucas do Rio Verde-Vilhena(598 Km) absorveria outros R$ 2,3 milhões.
Confirmar esses investimentos e acelerar o cronograma de implantação são fatores decisivos para a modernização da economia regional. Sua implantação confirmará Mato Grosso como importante núcleo de interconexão da logística nacional em seus múltiplos modais.
7– Rodovia do Calcário
Ainda que essa seja uma rodovia estadual (MT-326), a sua inserção em uma das regiões brasileiras com características especialíssimas – convivência pacífica da produção rural, em franca expansão, com culturas indígenas integralmente preservadas – a qualifica como objeto de investimentos federais.
A construção de duas pontes – uma sobre o lendários rio Araguaia – e uma outra sobre o Rio das Mortes – além de uma terceira, sobre o rio Borecaia, deve acelerar a modernização econômica e social de uma região que por décadas esteve praticamente isolada.
7– Poliduto Centro-Oeste – Sudeste
A expansão da economia do Centro-Oeste amplia, em ritmo elevado e constante, a demanda por derivados de petróleo, como gasolina, diesel e gás, ao mesmo tempo em que se coloca na vanguarda da produção de etanol e biodiesel.
A implantação de um poliduto ligando Mato Grosso ao Sudeste – ou a alternativa da extensão daquele que hoje liga São Paulo a Brasília – se projeta como alternativa econômica altamente compensadora, em diversas vertentes: redução do frete, ganhos ambientais com a redução da frota de caminhões, redução de gastos com a conservação de rodovias.
8– Regularização Fundiária
Mato grosso possui hoje um passivo agrário que impacta gravemente não só a fundamental agricultura familiar, mas toda a cadeia do agronegócio. Há casos, inclusive, de municípios inteiros sem titulação e, portanto, com milhares de produtores sem acesso ao crédito oficial.
Propõe-se que o Governo Federal formule e conduza um Programa Especial que integre Estados e Municípios num processo intensivo de regularização fundiária, definindo, inclusive, condição especial de financiamento ao produtor em vias de receber o título de sua propriedade.
9– Nacionalização do Cartão SUS
Retomar a política implementada no Governo Fernando Henrique Cardoso, de Controle e Avaliação do Sistema Único de Saúde, através da utilização do Cartão SUS como ferramenta eficaz para conferir a efetiva remuneração à unidade que tenha prestado o serviço ao paciente.
Essa política, mais ou menos negligenciada no atual governo, deve ser induzida pelo Governo Federal como prática universal em todas as unidades da federação e nos municípios, corrigindo as distorções que se verificam hoje.
10– Novo Hospital ‘Júlio Muller’
A construção do novo Hospital Universitário ‘Júlio Muller’ projeta-se como compromisso de alto significado social e humano – tanto pela importância que terá como unidade decisiva para a qualificação dos profissionais da área médica formados pela Universidade Federal, quanto porque, uma vez entregue, será a única unidade de saúde da União instalada em Mato Grosso.
11– Segurança Pública – Narcotráfico e Fronteiras
Definir política permanente de combate ao narcotráfico, assegurando maior articulação dos organismos policiais federais com as polícias estaduais, assim como um programa continuado de capacitação pessoal e reequipamento.
Instalar em Mato Grosso, em área fronteiriça com a Bolívia, estrutura da Força Nacional de Segurança equivalente a que se instala na antiga fazenda Itamarati, em Ponta Porã (MS), incluindo unidade aerotransportada.
Propor, no âmbito do Mercosul, um comitê permanente de combate ao narcotráfico, com a contribuição subsidiária dos Estados e seus equivalentes na Bolívia e no Paraguai.
12– Meio Ambiente:
Criação de Fundo Nacional para reflorestar áreas com passivos ambientais.
Retomada do Programa BID-Pantanal, que previa investimentos de 200 milhões de dólares para o saneamento de 100% das cidades do entorno do Pantanal e de toda a Bacia Pantaneira.
Os eventuais impasses que levaram os governos de Mato Grosso e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a abrir mão desses recursos devem ser reavaliados.
Criação de política de financiamento de programas de saneamento urbano, tendo como referência o programa desenvolvido pelo Governo Serra no Estado de São Paulo, com investimentos de R$ 7 bilhões.
13– Uso Comum das Águas
Estabelecer uma política, tanto no âmbito interno quanto no contexto do Mercosul, de uso compartilhado das reservas de água doce, incluindo aquíferos como o ‘Guarani’, a definição de novos níveis de remuneração e compensação pela utilização hidroviária e de transformação de potenciais hídricos em energia.
Detentor de uma das mais ricas reservas de água doce do Planeta, Mato Grosso tem especial interesse na implementação, pelo Governo Federal, de novos paradigmas de regulação dessa área, pois o patrimônio hídrico será cada vez mais um ativo não só ambiental, social e humano, mas também estratégico e econômico.
14– Escolas Técnicas e Ensino Profissionalizante
Reestruturação do ensino técnico-profissionalizante do País, com a implantação uma rede de escolas técnicas de nível médio, fundada na extraordinária experiência do Governo Serra no Estado de São Paulo.
A definição da grade de cursos ministrados nessas escolas de acordo com a vocação econômica – e consequente demanda por profissionais de determinadas áreas – da região em que serão instalada, deve conferir-lhes importância estratégica como suporte de modernização econômica e valorização social. Fonte: Midia News
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>Matéria do Jornal Nacional faz sentir orgulho de morar em Mato Grosso

Posted on abril 8, 2009. Filed under: BR 163, Jornal Nacional, Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, Sorriso |

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A situação é pior no Pará, onde a estrada abandonada não é nem sombra da rodovia que prometeu levar o desenvolvimento à região. Em Mato Grosso, onde chegou o asfalto, a realidade é bem diferente.

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Na série sobre a Amazônia, que o Jornal Nacional está exibindo essa semana, você está acompanhando a viagem dos repórteres Júlio Mosquéra e Laércio Domingues pela BR-163, entre os estados de Mato Grosso e do Pará.

A construção da estrada, há mais de 30 anos, desenvolveu algumas regiões, mas não todas. Na reportagem desta terça, nós vamos ver a ação dos colonos na época e o que aconteceu com as gerações que vieram depois.

Quando aceitou o convite do governo militar para ajudar a colonizar a Amazônia, na divisa de Mato Grosso com o Pará, o gaúcho Ladislau Juppen achou que estava diante da grande chance da vida. Não demorou para se desiludir. “O pessoal trouxe e largou a gente assim a Deus dará”.

A mulher Teresa passou muito medo. “Logo que a gente chegou, a casa não tinha porta, não tinha janela, era tudo mato, as onças vinham gritar em volta de casa. Passava muito medo”.

Era início dos anos 80. A família Juppen persistiu. Desmatou metade do terreno, como determinou o governo, e plantou feijão, arroz e milho. Mas não tinha para quem vender e Ladislau teve de buscar o sustento no garimpo. Sofreu com as doenças. “Para te falar a verdade, eu passei mais de cem malárias”.

Dos 129 colonos que vieram com Ladislau, apenas sete ficaram. Muitos venderam o sítio pelo preço da passagem de volta.

Na viagem de 20 dias na BR-163, de Cuiabá, em Mato Grosso, a Santarém, no Pará, vimos o mesmo cenário se repetir em dezenas de assentamentos. A situação é pior onde a estrada abandonada não é nem sombra da rodovia que prometeu levar o desenvolvimento à região.

Castelo de Sonhos no Pará é exemplo dessa decepção. É distrito de Altamira, município que fica a mil quilômetros de distância. O único médico do local entregou os pontos. “A não ser que algum dia melhore essa situação e tenha mais profissionais para trabalhar comigo, se não, não tem como”, admitiu Hélio Jacob.

Na escola pública de Castelo de Sonhos, parte dos professores é emprestada de Belém e Altamira. Ensinam durante 50 dias as matérias do ano inteiro e vão embora. Livros?

“Só temos esse livro de biologia para o ensino médio. Então as outras disciplinas faltam todas. Não tem livro para as crianças levarem para casa”, contou Maria Araújo, diretora de escola.

Em Mato Grosso, onde chegou o asfalto, a realidade é bem diferente. A lavoura tomou o lugar da floresta, mas a agricultura fez cidades prosperarem.

O município de Sorriso é o maior produtor de soja do mundo. São 30 milhões de sacas por ano. A longa fila de caminhões em frente aos locais de armazenamento de grãos é uma rotina na entrada do município.

As produções de soja e de algodão enriqueceram o oeste de Mato Grosso. Soja é poder, muito poder. “Se quiser comprar um carro a troco de soja, a gente pode até vender”, disse Plínio Edemar Ficagna, dono de concessionária.

Em Lucas do Rio Verde, o ensino é modelo. Escolas municipais têm piscina. As crianças que moram longe, em assentamentos, passam o dia todo na escola e, além do café-da-manhã, almoço e lanche, jantam antes de voltar para casa.

Durante quatro anos, de 2004 a 2007, Lucas do Rio Verde ganhou o prêmio gestor eficiente da merenda escolar, dado pelo Ministério da Educação. Eles produzem praticamente tudo o que consomem. Tem uma padaria e mantém também uma granja para produção de ovos, além de cultivarem legumes e verduras.

Letícia não tem saudade da escola em Santa Catarina. “Aqui é melhor do que lá, com certeza. A gente tem mais oportunidade do que lá”

Na esteira do sucesso de Lucas do Rio Verde, encontramos gente que enriqueceu. Ex-sem-terra, Ildo Romancin comemora as conquistas. Chegou há 27 anos. Hoje vive da agricultura e é dono de supermercado. “Fico contente, sim, sem dúvida. Está em Lucas, está em casa”.

A mulher dele, Nilva Romancin, divide a vida na cidade antes e depois do asfalto da BR-163. “Quando fui ter a Suzane em Sorriso, eu fui numa carona numa carreta. Chegamos lá e tive que me lavar antes de me consultar. Porque tava toda cheia de poeira”.

Já as filhas, só conhecem a fase boa. “A gente tem uma loja de roupas aqui na cidade, começamos não faz muito tempo, e a gente já está bem contente”, contou a comerciante Nilviana Romancin.

Do lado bem-sucedido da BR-163, também encontramos a segunda geração da família Juppen, aquela que veio do Rio Grande do Sul. Jane Juppen se casou com Vilmar e tiveram três filhas. Vivem num projeto de assentamento. Cultivam mel de abelha, frutas e extraem sementes da floresta.

“A gente está lutando hoje para trabalhar com um negócio um pouquinho mais diferenciado”, explica Vilmar.

Os pais olham o futuro com otimismo. “Agora nós já temos uma terra, então eles não precisam mais acampar para ganhar a terra, que elas já têm”.

Na mesma rodovia, a 300 quilômetros de distância, o patriarca da família Juppen se alegra com as conquistas da filha e das netas. Com a esperança de que um dia o asfalto ainda chegue na parte abandonada da BR-163, ele lamenta a natureza destruída por um projeto que ficou no meio do caminho.

“Largaram o pessoal, não impuseram a lei. Ninguém falou nada, então o povo foi derrubando assim a torto e a direita. Dá tristeza olhar esses rios, lembrar como era antigamente e vê hoje como é que está”, termina Ladislau.

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