Brasília

>Durval Barbosa afirma ter muitas surpresas da Máfia de Brasília

Posted on março 12, 2011. Filed under: Brasília |

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Alan Marques/Folhapress
SURPRESAS O delegado Durval Barbosa, que fez acordo de delação premiada, diz que muita coisa ainda está por vir: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora”
 

Novos vídeos comprometem o governador Agnelo Queiroz, o ex-governador Roriz e uma advogada que fazia lobby no Planalto

SURPRESAS
O delegado Durval Barbosa, que fez acordo de delação premiada, diz que muita coisa ainda está por vir: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora”

Os juristas discordam sobre os benefícios da delação premiada como método de combate ao crime organizado. Em Brasília, porém, restam poucas dúvidas sobre sua eficácia. Durante quase duas décadas, a cidade esteve sob controle de uma máfia que desviou mais de 4 bilhões de reais dos cofres públicos. Desde que o ex-delegado Durval Barbosa resolveu contar às autoridades o que sabia e, principalmente, entregar algumas das relíquias que guardava, a organização criminosa começou a ruir — e figurões da política foram sendo fulminados um a um. Um governador foi preso e cassado e parlamentares perderam o mandato. Na semana passada, a deputada federal Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, apareceu em uma gravação de vídeo recebendo dinheiro ilegal, o que a transforma na primeira candidata a perder o mandato na atual legislatura. Vem mais por aí. Em entrevista a VEJA, na última quinta-feira, Durval Barbosa disse: “Entreguei às autoridades muito mais do que apareceu até agora. A sociedade tomará conhecimento de tudo em breve”.

O delator do escândalo que ficou conhecido como “mensalão do DEM” ameaça tragar outras figuras importantes do cenário político nacional. Ele disse a amigos ter um vídeo capaz de causar sérios embaraços ao recém-empossado governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz — eleito na esteira do escândalo que, graças às revelações do delegado, derrubou José Roberto Arruda em 2010. Durval Barbosa, ao longo de quase dez anos, foi membro destacado do que agora ele ajuda a desbaratar. O delegado arrecadava propina dos empresários prestadores de serviços ao governo e a distribuía entre os políticos. Durval registrava tudo em vídeo. Em uma das dezenas de gravações ainda inéditas, Agnelo aparece conversando animadamente com o delegado no mesmo cenário em que outros políticos brasilienses foram flagrados recebendo dinheiro. O teor do diálogo? VEJA ouviu de uma pessoa que assistiu à gravação a definição da conversa: “Nada ortodoxa”. O governador, que se preparava para disputar as eleições, aparece vendo com muita atenção os filmetes estrelados por seus principais adversários. Depois, pede para levar uma cópia, no que é atendido. Quando está saindo da sala com os CDs nas mãos, Durval chama Agnelo e lhe entrega um jornal dobrado, que foi usado para ocultar os discos debaixo do braço. O governador, através de sua assessoria, confirma o encontro com o delator, mas informa que o objetivo foi apenas assistir a trechos editados dos vídeos.

Há também um encontro marcado entre criador e criatura. O ex-governador Joaquim Roriz, mentor do esquema de corrupção, não enfrentará problemas apenas com o perrengue de sua filha. Ele é personagem de uma das gravações ainda inéditas. Em 2002, Durval recolheu 2 milhões de reais para a campanha do governador. O dinheiro foi entregue a um assessor de Roriz, que, por sua vez, levou a mala até o comitê de campanha. O que o assessor não sabia era que tudo estava sendo gravado. Durval Barbosa filmou a mala cheia de dinheiro antes de ser entregue ao assessor de Roriz, o momento da entrega, a conversa sobre o destino do dinheiro, o caminho percorrido depois pelo assessor, o instante em que ele entrou no comitê de campanha com a mala e o momento em que ele saiu do comitê sem a mala. O delator já exibiu trechos dessa gravação a mais de uma pessoa e disse que seu objetivo, ao gravar inclusive o chefe, era garantir a própria proteção.

Ao longo dos anos em que o sistema operou livremente, Durval Barbosa tratou de registrar tudo em vídeo: as conversas com empresários, as reuniões políticas e os encontros para distribuir o dinheiro arrecadado. A videoteca clandestina tornou-o figura onipotente na política local. Fazia nomeações para cargos importantes, demitia, ameaçava. A sanha de poder era tamanha que ele planejou estender sua influência para além do governo do Distrito Federal. Num dos depoimentos sigilosos prestados no âmbito da investigação, ao qual VEJA teve acesso, o delator admitiu ter feito chegar a Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do presidente Lula, um dos maiores interesses da máfia: a manutenção de um promotor ligado ao grupo na chefia do Ministério Público de Brasília. O recado a Carvalho, hoje ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, seguiu por meio de Christiane Araújo, uma advogada que goza de alguns privilégios e trânsito livre entre petistas poderosos da capital. Christiane integrou a equipe de transição de Lula para Dilma.

Ex-assessora do delator Durval Barbosa, Christiane Araújo também aparece em um vídeo da coleção do antigo patrão. Assim como todos os outros personagens, embolsando maços de dinheiro. Em entrevista a VEJA, a advogada garante que nunca recebeu dinheiro de Durval: “Se existe essa imagem minha pegando dinheiro, com certeza não era pra mim. Eu resolvia problemas dele e da esposa, pagava contas para ele”. Sobre o pedido ao ministro Gilberto Carvalho, a ex-assessora também desconversa: “O doutor Gilberto não sabia de nada do Durval. Quando eu conversei com ele sobre o procurador, a nomeação já estava definida. Eu só comentei sobre a escolha”. Ouvida pelos investigadores, Christiane confirmou ter enviado um e-mail a Gilberto Carvalho. A resposta do então chefe de gabinete de Lula acabou apreendida pela Polícia Federal durante uma operação de busca numa das empresas investigadas por ligação com a máfia. Carvalho, a partir de seu e-mail funcional do Planalto, dizia que iria “encaminhar a demanda” — isso significava dizer que levaria o pedido ao presidente. A VEJA, o ministro afirmou não ter atendido à solicitação.

A advogada foi demitida do governo de transição depois de descoberto seu envolvimento em outro escândalo, o da máfia dos sanguessugas. Leonardo Bandarra, o promotor indicado por ela, foi reconduzido ao cargo, como a quadrilha desejava. Hoje, sabe-se que o procurador-geral recebia dinheiro para impedir e atrapalhar investigações de seus colegas sobre a quadrilha. Ele foi afastado do Ministério Público.

O padrão de ética dos criminosos põe a traição no patamar das atitudes intoleráveis, passível da pena capital. Para o estado, a delação premiada constitui uma das mais eficazes maneiras de descobrir o funcionamento das organizações criminosas. A Justiça ofe-rece benefícios em troca de informações. O primeiro caso de delação de que se tem notícia aconteceu na Inglaterra, em 1775. Dois irmãos gêmeos fizeram fortuna falsificando títulos. Suas falcatruas contavam com a ajuda de uma cortesã. Quando o esquema foi descoberto pelas autoridades, os dois irmãos tentaram se eximir de culpa apontando a cortesã como responsável pelos golpes. Presa, ela decidiu revelar a verdade. Os gêmeos acabaram executados, e a cortesã, considerada uma “testemunha da coroa”, foi perdoada e passou a viver sob proteção do estado. Para conseguir os benefícios da delação, Durval, já condenado a dez anos de prisão, tem ajudado com revelações corretas e verificáveis. As autoridades confiscaram dezenas de milhões de reais em terrenos, imóveis e empresas, fortuna que o delegado amealhou durante os anos em que foi caixa da quadrilha. No fim do ano passado, a polícia descobriu um plano para emboscar Durval Barbosa. Uma testemunha ouvida contou que um conhecido pistoleiro do interior de Goiás foi contratado por 1,5 milhão de reais para assassinar o delegado. O criminoso chegou a receber metade do pagamento, mas o assassinato, que seria levado a cabo em uma fazenda, acabou sendo descoberto e abortado pela polícia. Nas boas histórias da máfia, os primeiros suspeitos da encomenda do crime seriam os personagens delatados por Durval Barbosa. Como é uma história de máfia, a polícia suspeita dos personagens que estrelaram os filmes recebendo propina.   

NA MIRA


Givaldo Barbosa/Ag. O Globo
Corrupção institucional

 

CORRUPÇÃO INSTITUCIONAL

Depois de destruir a carreira política do ex-governador José Roberto Arruda, o araponga Durval Barbosa direciona sua artilharia de vídeos comprometedores contra dois poderosos da capital: Joaquim Roriz (acima, à dir.) e Agnelo Queiroz. O primeiro, um notório ficha-suja, comandou Brasília por catorze anos e é considerado o criador do esquema de pagamento de propina a deputados distritais aliados. Foi sob os auspícios de Roriz que Durval ganhou poder e dinheiro e iniciou seus hábitos de gravar conversas. Também figura nos vídeos de Durval o atual governador, Agnelo Queiroz, que se apresenta como opositor do esquema que tomou de assalto o aparelho estatal de Brasília.

INVESTIGADA


Dida Sampaio/AE
CHORO A deputada Jaqueline Roriz, filha de Joaquim Roriz, recebe dinheiro sujo e reclama da quantia: “Tem a possibilidade de aumentar?”
CHORO
A deputada Jaqueline Roriz, filha de Joaquim Roriz, recebe dinheiro sujo e reclama da quantia: “Tem a possibilidade de aumentar?”

 

DE INGÊNUA, NEM A CARA

A deputada federal Jaqueline Roriz foi a mais recente estrela da repugnante cinemateca de Durval Barbosa. Ela aparece junto do marido recebendo 50 000 reais em maços de dinheiro do operador do mensalão de Brasília. Na ocasião, Jaqueline reclama que o valor recebido estava abaixo do combinado. Depois da divulgação do vídeo, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal que a deputada seja investigada. Ela também foi excluída da Comissão de Reforma Política da Câmara. Jaqueline não se pronunciou sobre o episódio, e o partido dela, o PMN, afirmou que seu envolvimento foi por “ingenuidade”.

CASSADO


Cristiano Mariz
Imagens devastadoras - Durante a campanha eleitoral de 2006, Arruda recebe um pacotão de dinheiro do operador do mensalão. “Ah, ótimo!”, comemora
Imagens devastadoras
Durante a campanha eleitoral de 2006, Arruda recebe um pacotão de dinheiro do operador do mensalão. “Ah, ótimo!”, comemora

  PRESO E SEM MANDATO

O governador José Roberto Arruda não resistiu à divulgação de um vídeo em que ele recebia de Durval Barbosa maços de dinheiro para financiamento ilegal de campanha. Arruda tentou justificar que o dinheiro era para comprar panetones para crianças pobres da capital, mas não colou. Durante o curso das investigações, o ex-governador passou dois meses preso pela tentativa de subornar uma testemunha e teve o mandato cassado depois de se desligar do DEM, no intuito de evitar sua expulsão da legenda.

AFASTADO

Fotos Gustavo Moreno/CB/D.A Pres
Ousadia Uma assessora de Durval é suspeita de servir de elo com o Palácio do Planalto. Amiga do ministro Gilberto Carvalho, ela fazia lobby para conseguir nomeações de interesse da máfia
Ousadia
Uma assessora de Durval é suspeita de servir de elo com o Palácio do Planalto. Amiga do ministro Gilberto Carvalho, ela fazia lobby para conseguir nomeações de interesse da máfia

AGENTE INFILTRADO

Durante quatro anos, Leonardo Bandarra ocupou o cargo de procurador-geral do Ministério Público do Distrito Federal. O responsável por zelar pelo bom funcionamento das instituições públicas foi filmado na casa de uma promotora de Justiça que escondia dinheiro sujo. Para manter o MP longe da quadrilha que rapinava os cofres de Brasília, Bandarra recebia mesada de 150 000 reais. Agora, o espião da quadrilha perdeu o cargo e responde a denúncias propostas pelo Ministério Público Federal por envolvimento com a máfia brasiliense.

Por Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro – Fonte: Revista Veja 

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>Vídeo confirma nosso ‘furo’ sobre manobra para afastar Ayres Britto do caso Roriz

Posted on outubro 1, 2010. Filed under: Ayres Britto, Brasília, cadidato, Ficha Limpa, Justiça Eleitoral., ministro, Roriz, STF, Supremo Tribunal Federal, TSE |

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20:44 30.09.2010 – Atualizado à 00:07 – Gravação em vídeo, divulgada nesta quinta-feira, confirma revelação desta coluna, em 16 de setembro último, sobre entendimentos mantidos pelo ex-candidato a governador do DF Joaquim Roriz com o advogado Adriano Borges, genro do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, para tornar o magistrado impedido de participar do julgamento do seu recurso no STF. O impedimento seria configurado com o simples ingresso de Borges no processo como um dos advogados de Roriz. Ele mantém um escritório de advocacia com sua mulher, Adriele, filha do ministro. Quando esta coluna apurava a notícia, Adriano Borges declarou que apenas havia sido “consultado” sobre a hipótese de atuar no caso e que recebera um advogado de Roriz para “ser gentil com o colega”, mas que recusou a oferta de trabalho.


Genro de ministro se ofereceu – Eládio Carneiro, advogado de Roriz, afirmou que Adriano foi quem se ofereceu para atuar no caso e que pedira “uma fortuna” a título de honorários, o que inviabilizou a parceria. Esta coluna divulgou inclusive e-mails de Adriano Borges informando seus dados para a procuração em que a defesa de Roriz subestabeleceria para ele a tarefa de defender o então cadidato.


Ayres Britto ainda não era relator – Toda a negociação ocorreu entre a impugnação da candidatura, no Tribunal Superior Eleitoral, e a apresentação do recurso extraordinário no STF. O ministro Carlos Ayres Brito já não integrava o TSE e ainda não havia sido indicado relator do caso no Supremo. Como o ministro já manifestara posição favorável à vigência imediata da Lei do Ficha Limpa, na ocasião já era listado entre os votos contrários à pretensão de Roriz, por isso torná-lo impedido abriria caminho para que o então candidato saísse vitorioso do STF.


Gravação revela a negociação – A gravação mostra uma reunião entre Joaquim Roriz e Adriano Borges, na tarde de 3 de setembro, no escritório do ex-governador, em sua casa no Setor de Mansões Park Way, de Brasília.

Adriano Borges: “Eu posso então colocar esse pro-labore e o êxito… Eu preciso fazer um ajuste com meu pessoal”.
Joaquim Roriz: “Eu gostaria da sinceridade sobre o voto do seu sogro”.
Adriano Borges: “A única coisa que eu tô precisando é que ele não leve… Com isso, ele não vai participar… Tá impedido”.
Joaquim Roriz: “Então é o êxito”.
Em seguida, Roriz comemora: “Com isso eu ganho folgado”.

 Queixa-crime contra ministro, filha e genro – O advogado Eri Varela, ligado a Roriz, anunciou que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele, e o genro, Adriano Borges. Varela foi quem apresentou a gravação em que Adriano e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. No video, Borges e Roriz negociam honorários de R$ 4,5 milhões. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do vídeo.
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>Eleita, como Dilma agirá para enfrentar essas situações?

Posted on setembro 3, 2010. Filed under: Brasília, Complacente, Concurso do TJ de Goiás, Dilma Rousseff, Direitos do cidadão, Fernando Henrique, Itamar Franco, José Serra, leniente, PMDB, presidente Lula, PT, Receita Federal, tolerante |

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Por Carlos Chagas

Complacente, tolerante, leniente? Talvez a razão lhe pertença. Falamos do presidente Lula. Afinal, o Brasil é assim, como ele, faz muito tempo. Do que a  Constituição mais cuida senão dos direitos do cidadão? De deveres, nem pensar.
 
Só que agora estouraram todos os limites. Exige medidas cirúrgicas a  lambança encenada pela Receita Federal nos episódios de quebra do sigilo fiscal de um bando de tucanos, incluída a filha do candidato José Serra. Para começar, a demissão do  secretario, até do ministro da Fazenda, seu chefe. Mais ainda, há que identificar os interessados nessa inadmissível  intromissão na vida privada dos adversários, envolvendo falsificação de documentos e de assinaturas.   Se forem do PT, como  os antigos “aloprados”, paciência. Pau neles. O que não dá é ver o governo tergiversando, inventando versões fantasiosas como a de que tudo não passa de uma briga interna no PSDB. Ou a de que ninguém sabia de nada.
 
Desde a primeira posse que o Lula hesita em punir auxiliares flagrados  em ilícitos variados. Até nisso segue o exemplo do antecessor, Fernando Henrique, levando o país a ter saudades do Itamar Franco, aquele que primeiro demitia para mandar ministros e altos funcionários se defenderem, depois.  Para o atual  presidente, o mensalão jamais aconteceu, como agora a Receita Federal merece toda a sua confiança porque é séria.
 
O EIXO SÃO PAULO-MINAS-GOIÁS    
Um inusitado eleitoral ameaça acontecer nos dois maiores colégios eleitorais do país: Dilma Rousseff ser eleita presidente da República e, para os governos estaduais, Gerado Alckmin e Antônio Anastásia. Uma demonstração de sabedoria do eleitorado ou uma contradição dos diabos?
 
Caso se configure essa hipótese, como Brasília se comportará, cercada por adversários? Acresce que Marconi Perilo, outro tucano, parece a um passo de eleger-se em Goiás.
 
Mais uma vez, o PMDB precisará vir em socorro do governo federal. Dominando o Congresso, o maior partido nacional buscará opor a política à  geografia.  Com a natural fatura apresentada na portaria do palácio do Planalto. O PT poderá fazer barulho nos três estados referidos, mas levar seus novos  governadores à defensiva, só mesmo o PMDB, atuando na Câmara, no Senado e nas Assembléias Legislativas.
 
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>Hoje Brasília faz 50 anos

Posted on abril 21, 2010. Filed under: Brasília, corrupção, Distrito Federal |

> João da Costa Vital

A corrupção que se espraia pelo Brasil, notadamente em Brasília, é o pior exemplo da prática política e falta de ética na condução de instituições públicas neste país. A cidade de Brasília tem sido vítima de chacotas.

Brasília está completando, hoje, 50 anos, vivenciando denúncias de corrupção por parte do governador do Distrito Federal – José Roberto Arruda-DEM – e seus asseclas da Câmara Distrital. O que nos gratifica que agora no governo Lula os atos corruptos estão sendo denunciados e punidos graças ao Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal. 
Muitos apologéticos do PSDB/DEM/PPS dizem que nunca o país conviveu tanto com corrupção como agora no governo Lula. Isto é injúria, calúnia! Mudemos o discurso: Nunca na história deste país se apurou tanta corrupção. 
Antes tudo era empurrado para debaixo do tapete. O Mensalão denunciado pelo o réu confesso Roberto Jeferson-PTB, que foi cassado, mas contínua dando as cartas no partido; Eduardo Azeredo-PSDB, o iniciador do Mensalão; Marconi Perillo-PSDB, que patrocinou desastres de toda ordem administrativa quando foi governador de Goiás e que contribuiu para o endividamento da Celg – Centrais Elétricas de Goiás – na ordem de 5,7 bilhões de reais. José Serra, através da Secretaria de Educação, elaborou livros didáticos com palavras de baixo calão, com mapas onde existiam dois países do Paraguai. 
Estes são alguns exemplos de como o PSDB não é bom exemplo de administração pública. Espero que o eleitorado brasileiro não prejudique o nosso Mato Grosso e o país, elegendo candidatos do PSDB com seus projetos anacrônicos e apodrecidos de fazer política.
A corrupção escancarada às vésperas do cinqüentenário da construção de Brasília, protagonizada por José Roberto Arruda-DEM, Paulo Octávio-DEM e de deputados distritais do Distrito Federal, a maioria do DEM e PSDB, é de corar monge beneditino e destruir o sonho de esperança de JK e tantos outros candangos que ergueram a cidade de Brasília em nome da ruptura com um país arcaico.
Brasília completa hoje 50 anos, uma moderna e bela cidade, mas por hospedar políticos bandidos, em sua maioria, poderá entrar brevemente para o guiness book da antiética e Capital mundial do propinoduto. A cidade que aniversaria hoje nasceu sob a égide de renovação, da modernidade de arquitetura deflagrando durante sua construção a marcha para o Oeste, sacudindo um país, que até então se encontrava hibernado no litoral. A intenção de JK era levar o desenvolvimento [embora tenha endividado o país] para os mais longínquos rincões. A partir dos eixos que JK traçou em seu plano de metas, com rodovia Belém/Brasília, usinas hidrelétricas e a implantação da indústria automobilística.
No entanto, o outrora árido Brasil-Central, hoje, convive com um deserto, o moral, o escárnio e o cinismo de bandidos de colarinho branco, golpe do dinheiro nas meias, protagonizada por elementos da pior qualidade travestidos de políticos. Isso tudo é muito triste para uma cidade onde habitam cidadãos civilizados, em sua maioria. Em Brasília, diferentemente de Cuiabá, o pedestre ao colocar os pés no asfalto o condutor de veículos para automaticamente. Parabéns, Brasília.

Autor:João da Costa Vital é contador, pedagogo, jornalista, analista político. E-mail: joaocvital@pop.com.br
Fonte: A Gazeta

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>Brasil, uma pátria de meias e patacas

Posted on dezembro 5, 2009. Filed under: Brasília, Brasil, democracia, eleições, escândalos, greves, mágoas, militância, pátria, UNE |

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O Brasil é mesmo a pátria do panetone. Tudo aqui é festivo, ocasional, furtivo. Nossos protestos menores, nossas mágoas maiores. Tudo dura até o próximo verão, a próxima semana. Nunca mais que a próxima eleição. Para conferir isso, basta lembrar que depois de renunciar ao mandato de senador, por ter violado o painel eletrônico do Senado, o intrépido José Roberto Arruda foi promovido – talvez pela evidência do pequeno delito – a governador de Brasília.

Na época de violador da democracia, ele foi achincalhado. Algumas eleições depois, condecorado, promovido, absolvido pelo próprio povo. Como no célebre poema de Augusto dos Anjos, “a mão que afaga, é a mesma que apedreja”. Isso é o Brasil, esta é a nossa tosca democracia, sustentada por um provincianismo primário, filha bastarda de nossa servil consciência cívica.


República de meias e patacas, de cuecões e gravatas, não vimos o amadurecimento dos Caras Pintadas, que guardaram suas fantasias após o primeiro carnaval. Tudo aqui é assim, teatral, banal, nunca original, como se o país fosse um eterno baile de carnaval. Para o movimento estudantil e os congressos universitários, os eternos piqueniques ideológicos, exercendo sua cota de democracia com a eleição desse ou daquele presidente da UNE, tão comprometido quanto alienado. Os protestos não são para mudar o país, para mudar nossa sociedade, mas sim para mudar a visão e o conceito que as pessoas têm sobre cada um de nós. Como somos desprovidos de civismo. Como pagamos caro por nossa tola e inocente consciência política.


Isso justifica nossa representação popular, desfilando seus fantasmas em plena luz do dia. Como podemos pensar em um novo país, em um Brasil melhor, tendo um congresso composto por homens do quilate de Paulo Maluf, de José Genoino, Jader Barbalho, Antônio Palocci, Fernando Collor, entre tantos outros, durante tantos anos de desmandos e prevaricações. Essa é a pátria dos mensalões e dos mensalinhos, uma nação bem mensalina, bem sem vergonha, que troca seu futuro, o seu voto, por uma cesta básica, por uma ajudinha. É o corrompido corrompendo o corruptor, coisas do nosso amado Brasil!


Sabendo bem como se faz greves e como se organiza protestos, o Brasil de Lula é um Brasil silenciado, domesticado, docilizado: dos movimentos sindicais à militância partidária; dos movimentos estudantis às organizações não-governamentais. Todos, por certo, registrando seu mensalão ideológico, sua verbinha providencial. É no Brasil da impunidade que a corrupção viceja, é no Brasil da passividade que os escândalos se repetem. Lamentavelmente!


A nossa democracia, o nosso parlamento, é mesmo uma festa à fantasia… Cada um interpretando um personagem, cada um nos aplicando uma trágica peça. Tem o que ama, o que protesta, o que ri. Tem também o mau e o cara de pau. E, no final, todos se banqueteiam e se coçam, em uma mesma festa.

Autor:Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor. http://www.petroniosouzagoncalves.blogspot.com
Fonte: A Gazeta

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>Brasília balança mais não cai

Posted on outubro 7, 2009. Filed under: Brasília |

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Câmara vai acompanhar Olimpíadas

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) requerimentos semelhantes de vários deputados e criou uma comissão externa para acompanhar a organização e os investimentos para a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os membros da nova comissão serão indicados pelos partidos em outro momento.

Presidência faz ‘surpresa’ para Lula

Orlando Brito
Foto
Presidente Lula

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Após nove dias viajando no exterior, o presidente Lula foi recebido pelos funcionários de seu gabinete com fogos de artifício em comemoração à escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. O evento aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Prsidência. Na recepção, todos os funcionários estavam vestidos com camisetas com o logotipo dos jogos Rio-2016. Mas segundo o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, as camisetas confeccionadas foram pagas pelos próprios servidores.

Representantes de Zelaya
e Micheletti iniciam diálogo

José Cruz/ABr

Foto

O presidente deposto Manuel Zelaya

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Representantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do governo de facto que assumiu seu lugar, liderado por Roberto Micheletti, iniciaram nesta quarta (7) um novo diálogo para tentar resolver a crise desencadeada pelo golpe ocorrido no dia 28 de junho. O encontro foi convocado ontem (6), em redes de rádio e televisão, por Micheletti. Como exigiu o próprio presidente de facto, participarão das negociações três representantes de seu governo e o mesmo número da parte de Zelaya, que está hospedado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o dia 21 de setembro. Também estarão presentes os integrantes da missão diplomática da Organização dos Estados Americanos (OEA). Na Embaixada brasileira, Zelaya concedeu uma entrevista coletiva e revelou que advertiu o grupo de diplomatas para que não se deixassem “manipular pelos representantes de Micheletti”.

Governo libera R$ 6 bi aos Estados

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O Conselho Monetário Nacional decidiu nesta quarta (7) aumentar em R$ 6 bilhões uma linha de financiamento do BNDES para os Estados. De acordo com o Tesouro Nacional, a ação foi tomada porque as regiões tiveram queda de arrecadação em decorrência da crise econômica mundial. O dinheiro só poderá ser utilizado para financiar investimentos e não pode ser destinado ao pagamento da folha salarial. Os recursos serão disponibilizados de acordo com o percentual que cada estado tem direito no Fundo de Participação dos Estados. A linha do BNDES, que utiliza recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), foi criada em abril com a previsão de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões já foram contratados.

STF mantém eleição indireta no TO

Agência Brasil
Foto
Governador Marcelo Miranda

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O Supremo Tribunal Federal negou nesta quarta (7) a ação protocolada pelo PSDB, que pedia a suspensão da eleição indireta para Marcelo Miranda (PMDB) e Paulo Sidnei Antunes (PPS), governador e vice-governador do Tocantins. Em plenário, por 8 votos a 1 os ministros decidiram manter o pleito, marcado para esta quinta à noite. A eleição foi convocada pela Assembleia Legislativa do Tocantins, após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a cassação dos mandatos do governador e vice do estado por abuso de poder político durante as eleições de 2006.

CPMI do MST pode sair… de novo

Orlando Brito
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Senadora Kátia Abreu

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A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) informou na tarde desta quarta (7) que coletou 35 assinaturas das 27 obrigatórias para instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Senado com o objetivo de investigar a denúncia de contratos irregulares entre o Movimento dos Sem Terra e o governo. Na semana passada, a oposição tentou instalar a CPMI, mas no último momento o governo barrou a criação da comissão retirando assinaturas. Além das assinaturas repetidas, claro.

Temer anuncia encontro PT-PMDB

camara.gov.br
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Deputado Michel Temer

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O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou nesta quarta (7) que as cúpulas de seu partido e do PT se reunirão em duas semanas com o presidente Lula para discutir a aliança entre as legendas para as eleições de 2010. Nessa terça-feira, deputados, senadores e ministros do PMDB se reuniram na residência do líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), para discutir as eleições de 2010. Temer iformou: “Tem um acordo já para que a vice seja do PMDB e no ano que vem vamos definir o nome”.

Caso Lina: CCJ rejeita convocar Félix

Orlando Brito
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Ministro Jorge Félix

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A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados rejeitou requerimento de convocação do ministro Jorge Félix (Segurança Institucional). Ele iria explicar o funcionamento do sistema de câmeras de segurança instalado no Palácio do Planalto. O requerimento foi apresentado à época em que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira afirmou que se encontrou com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Segundo Lina, a ministra pediu agilidade nas investigações sobre negócios da família Sarney.

Comentando

Comentando

Senado aprova acordo internacional
que institui ensino público religioso

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A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quarta (7) o acordo entre o Brasil e o Vaticano, que atribui estatuto jurídico à Igreja Católica no Brasil. O acordo trata do casamento, da assistência religiosa em hospitais e presídios, de questões fiscais, da manutenção, com recursos dos brasileiros, de bens culturais da Igreja Católica, como prédios, acervos e bibliotecas e da inserção do ensino religioso em escolas públicas. Fica determinado: “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. O acordo foi assinado pelo Papa Bento XVI e o presidente Lula, no final de 2008.

BA: Petrobras não perfura o pré-sal

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A Petrobras informou nesta quarta (7) que problemas mecânicos impediram a primeira perfuração na camada pré-sal da bacia do Jequitinhonha, no sul da Bahia. Segundo o diretor de exploração e produção da estatal, Guilherme Estrella, o poço explorado “não teve os resultados esperados”. A operação frustrada não interrompeu, segundo o diretor, os planos da estatal para a região.

Sarney diz que não é contra CPI do MST

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José Sarney

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O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou hoje (7) que tenha se posicionado contra a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar as atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A proposta foi inviabilizada na semana passada pela retirada de assinaturas de última hora de vários deputados. Sarney foi criticado nesta terça-feira pelo presidente da Comissão de Agricultura e colega de partido, Valter Pereira (PMDB-MS), e por outros integrantes do colegiado porque teria dito que a CPI prejudicaria os movimentos sociais. Fonte: claudiohumberto

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>E agora, José?

Posted on julho 20, 2009. Filed under: ética, Brasília, E agora, Gilmar Mendes, imprensa, José Sarney, José?, Lula, Petrobras |

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Brasília, sem qualquer sombra de dúvidas, é um lugar fantástico. Tudo passa por aqui. Aqui, onde o poder é, na verdade, virtual, porque o poder real, que é o poder financeiro e econômico, fica mais ao sul, em São Paulo, onde de fato as coisas acontecem.

Mas só acontecem porque, aqui, são geradas e fora daqui executadas. Mas o Poder, como expressão de influenciar as decisões e a vida das pessoas, é aqui.

Aqui a qualidade de vida não fica a dever nada a qualquer outra capital brasileira e tem-se ainda a sensação de estar vivendo em outro mundo, onde somos espectadores de um grande teatro.

Você cruza, a cada instante, mesmo fora do Congresso, com figuras importantes da vida nacional que fazem parte do seu dia a dia nos telejornais. Pessoas que entram na sua casa e que, ao serem entrevistados, parecem ser os ser capazes de transformar o mundo em que vivemos. Os grandes reformadores das mazelas da sociedade. Todos têm soluções na ponta da língua, só não sabem fazer executá-las.

Brasília é capaz de conviver com a crise que hoje toma conta do Senado da República e se espalha para todo o país, sem que os atores desse drama tenham a exata dimensão da forma como ele entra na casa e na vida das pessoas.

A crise hoje localizada no Senado já passou pela Câmara com mensalões e sanguessugas, pelo Executivo com Waldomiros Diniz, pelo Judiciário no embate entre o presidente Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa, que levou o debate pra sarjeta, ao acusar seu colega de manter asseclas em Mato Grosso.

No TCU, com decisões de ministros altamente eivadas de suspeição, sem contar as estatais, entre elas a Petrobrás que é, hoje, o grande gancho da briga política pra 2010.

A Petrobras, e aí vai ser a grande discussão, não rege seus contratos pela Lei 8.666. Tem regime próprio, através de decreto assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. São mais de cinqüenta mil contratos. Isso mesmo: cinqüenta mil contratos em execução com uma legislação própria. E frágil. E daí? Será que querem mesmo investigá-la?

As grandes discussões, quase agressões, a que se assiste nos embates dos plenários da Câmara e do Senado, transformam-se em conversas amigáveis nos restaurantes, pontos de encontro após o horário do teatro transmitido pelas TVs.

Alguém em sã consciência, mesmo aqueles que se acham os maiores moralistas, acredita que o presidente Sarney é o único responsável por todas as mazelas que tomam conta do noticiário da vez?

Os outros senadores, de olho na renovação de dois terços do Senado em 2010, querem, agora, mostrarem-se de vestais, guardiães da moral, como se tudo que está sendo mostrado hoje fosse novidade, fosse algo que nunca, jamais tivessem sequer ouvido falar… É o DEM, que há mais de 10 anos comanda a Secretaria do Senado, aquela que autoriza licitações, atos secretos, pagamentos nebulosos, pra se livrar da acusações agora diz que não tem nada com isso.

E o país finge que acredita nisso também. A grande maioria não gosta de lembrar que, durante o processo eleitoral, qualquer que seja ele, sempre se procura um jeitinho de se beneficiar: o apoio a A ou B dependendo do emprego pro filho, a bolsa de estudos da filha, o contrato de fornecimento para beneficiar a empresa, enfim, aquelas coisas todas que conhecemos, mas que são atribuídas apenas à classe política, como se ela fosse a única responsável. Nessa hora é muito fácil mandar e-mails, comentar nas rodas, discursar que esse país precisa tomar jeito.

Mas qual é, na verdade, a responsabilidade de cada um de nós?

Quando se fala em ética – sempre a que se cobra dos outros – a gente não se lembra, por comodidade ou vergonha, de que somos os primeiros a sonegar impostos, a ofertar a propina ao guarda quando nos flagra na infração de trânsito, não nos lembramos dos pedidos de desconto feito aos profissionais liberais, dispensando-os do recibo que gerará imposto, porque é melhor, muito melhor, sonegar

Quantos de nós já não ouvimos que é preciso sonegar porque o governo cobra impostos demais e oferece serviços de menos. Entremos, então, no jogo.

O que quero dizer com tudo isso é que essa é a cara do Brasil. O Congresso Nacional representa um corte vertical na sociedade brasileira. Lá estão representantes de todos os segmentos. Bons e ruins. Não se pode, de repente, querer expiar todos os pecados de um povo, sem colocar também na balança qual é o verdadeiro papel que desempenhamos.

É muito fácil acusar alguém. A imprensa faz isso todos os dias e aniquila vidas. Erros enormes já foram cometidos e nós continuamos a pré-julgar. O benefício da dúvida, algo tão difícil de ser conseguido nos direito individuais, só se aplica quando nós somos os acusados.

Os outros, quando acusados, são condenados sumariamente e citados como exemplo de corrupção e outras coisas mais. E a nossa corrupçãozinha, aquela que nós não temos coragem de repartir com nossas mulheres, nossos filhos e que são, às vezes, piores do que as alardeadas pela imprensa que atingem as pessoas públicas? Aquelas coisas que fazemos e que não temos coragem de falar sobre elas em qualquer roda de amigos e familiares.

Mas, na verdade, o que vale é a pressão de que a imprensa exerce no imaginário popular. E Sarney é a bola da vez. Será o cordeiro oferecido por Lula para o sacrifício, para matar a sede de sangue do povo.

Pobre Sarney, que poderia ser o presidente da Academia Brasileira de Letras e terminar sua biografia com as sujeiras feitas ao longo da sua longa carreira debaixo do tapete, mas resolveu ser presidente do Senado pela terceira vez. E contrariou o PT, pois já havia prometido seu voto.

Pra salvar a filha, o filho, o neto e outros parentes, entrou em um jogo que os dias de hoje já não admitem. Deu-se mal e vai ser crucificado. Sua biografia vai ser marcada, não pelo processo de redemocratização, mas do presidente patrimonialista que, em defesa apenas dos seus, comprometeu a sua biografia.

Vamos viver, acredito. Apesar do recesso, que não se vai implantar, dias de novo terrorismo. Vai ser uma guerra que tem dia e hora pra acabar: 03/10/2010.
Quem serão os atores principais? sso é tema para outra conversa. Desta vez, recheada de temperos


Autor:Ricarte de Freitas – e-mail ricartef@gmail.com
Fonte: Olhar Direto

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