Caio Fábio

>Os dossiês do PT: Jornalista acusa coordenador de campanha de Dilma de furtar dossiê

Posted on outubro 21, 2010. Filed under: Amaury Ribeiro Jr, Caio Fábio, dossiê, Dossiê Cayman, dossiês do PT, José Serra, Polícia Federal |

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Autor do dossiê anti-tucanos, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse em depoimento prestado à Polícia Federal “ter certeza” de que os documentos fiscais sigilosos de pessoas ligadas ao presidenciável José Serra (PSDB) foram copiados sem o seu consentimento pelo petista Rui Falcão, deputado estadual do PT e um dos coordenadores de comunicação da campanha de Dilma Rousseff (PT).
jornalista Amaury Ribeiro Jr
Amaury fez parte do “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). Conforme a Folha revelou em junho, os dados fiscais sigilosos dos tucanos foram parar num dossiê que circulou entre pessoas do comitê dilmista. Em depoimento à PF, o despachante paulista Dirceu Garcia admitiu que recebeu R$ 12 mil em dinheiro vivo das mãos do jornalista para comprar as declarações de renda das pessoas próximas a Serra.
Amaury disse à PF que “nunca entregou o material a qualquer pessoa” e que “acredita com veemência” que os arquivos foram copiados do seu notebook no quarto do apart-hotel Meliá Brasília.
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal com petistas para compra 
de dossiê contra PSDB
Diz um trecho do depoimento à polícia: “Que [Amaury] afirma ter certeza que tal material foi copiado por Rui Falcão pois somente ele tinha a chave do citado apartamento, pois já havia residido no mesmo, tendo o declarante verificado que o nome de Rui Falcão constava na portaria do hotel como sendo o ocupante daquela unidade.”
Segundo o jornalista, o apart-hotel que ocupava é de propriedade de um homem identificado por ele apenas como Jorge. Ainda no depoimento, Amaury disse que Jorge é o “responsável pela administração dos gastos da casa do Lago Sul [onde funciona a coordenação de comunicação da petista] e da campanha de Dilma Rousseff”.
Centro de inteligência da campanha de Dilma envolvidos no dossiê
Amaury disse ainda que, durante uma conversa com um jornalista da revista “Veja”, que lhe teria feito uma descrição exata do dossiê que estava em seu computador pessoal, se deu conta de que os arquivos foram copiados.
O depoimento do jornalista, de 11 páginas, ocorreu na última sexta-feira.
Caio Fábio afirma em seu site que foi vítima da voracidade de Lula pelo tal Dossiê Cayman contra o pessoal do PSDB 
Procurado pela Folha, o deputado Rui Falcão ainda não se manifestou sobre as afirmações de Amaury.
JORNAL
Amaury não estava a serviço do diário “Estado de Minas” quando encomendou e, segundo a polícia, pagou pela violação do sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas ao candidato José Serra (PSDB), segundo cruzamento de informações obtidas pela Folha com dados da investigação da PF.
De acordo com registros trabalhistas, Amaury foi contratado pelo “Estado de Minas” em setembro de 2006. No dia 25 de setembro de 2009 saiu em férias por um período que iria até 14 de outubro. No dia 15 do mesmo mês, quando teria de voltar ao trabalho, pediu demissão e deixou o jornal, sem aviso prévio.
De acordo com o depoimento do despachante Garcia, Amaury lhe encomendou os documentos fiscais dos tucanos no final de setembro. No dia 8 de outubro, Amaury saiu de Brasília e foi a São Paulo buscar a papelada. O pagamento foi feito em dinheiro vivo no banheiro do bar Dona Onça, na avenida Ipiranga.
Ou seja, quando encomendou e desembolsou o dinheiro pelo serviço, Amaury não estava a serviço de “Estado de Minas”, apesar de no papel manter vínculo com a empresa.
Segundo a Folha apurou com pessoas envolvidas na investigação, o jornal bancou formalmente as viagens de Amaury até agosto de 2009. Em outubro, suas passagens de avião foram pagas em dinheiro vivo.
Em entrevista coletiva ontem, a PF havia divulgado apenas que Amaury mantinha vínculo empregatício com “Estado de Minas”, sem informar que estava em férias quando houve o pagamento pela compra dos documentos. A PF também havia informado que os deslocamentos do jornalista tinham sido pagos pelo diário mineiro, mas sem mencionar datas.
Em depoimento à PF, Amaury confirmou que conhecia o despachante Garcia e que teria lhe encomendado buscas em juntas comerciais, mas não de documentos sigilosos. Desconversou também sobre a forma de pagamento pelos serviços.

Fonte: Folha.com

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