campanha eleitoral

>A campanha eleitoral e a expectativa de piora para economia em 2011

Posted on outubro 18, 2010. Filed under: Banco Central, campanha eleitoral, Dilma Rousseff, economia, Inflação, José Serra, juros, Orçamento federal. Banco Central, PIB, previsões |

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Enquanto Dilma Rousseff e José Serra praticamente ignoram o debate dos temas macroeconômicos, as expectativas de analistas e investidores para o próximo ano vêm piorando ao longo da campanha eleitoral.
A petista e o tucano ostentam a condição de economistas em seus programas de rádio e TV, mas pouco ou nada se sabe sobre o que pretendem fazer a respeito das políticas fiscal, de administração das receitas e gastos públicos; monetária, de controle dos juros e da inflação; e cambial, referente à relação entre o real e as moedas de outros países.

Nos três casos, o futuro presidente terá de tomar medidas para responder a incertezas que se acumularam nos últimos meses e tornaram o cenário para 2011, embora sem ameaça visível de crise, menos benigno do que parecia antes do início oficial da corrida ao Planalto.
A preocupação mais imediata é com a credibilidade do Orçamento federal. Desde o ano passado, o governo não tem conseguido cumprir as metas de superavit primário, ou seja, a parcela da arrecadação de impostos e outros recursos poupada para abater a dívida pública.
Segundo pesquisa do Banco Central, o mercado não acredita no anunciado superavit de 3,3% do Produto Interno Bruto em 2011. As projeções dos especialistas, que convergiam para 3% até julho, hoje estão em 2,8% do PIB. A diferença em relação à meta é de quase R$ 20 bilhões, ou um ano e meio de Bolsa Família.
PROMESSAS
Os candidatos, no entanto, têm proposto redução de tributos e aumento de gastos. Serra, na promessa mais cara da campanha, disse que vai elevar o salário mínimo a R$ 600 e reajustar em 10% as aposentadorias de maior valor; Dilma fala em reduzir a contribuição à Previdência.
As previsões para a inflação também se distanciaram da meta oficial -4,5% medidos pelo IPCA- ao longo do período eleitoral. Passaram de 4,8% para os 4,98% estimados no início da semana passada. Cresce, portanto, o risco de um aumento dos juros para conter a alta do consumo e dos preços: para o mercado, a taxa do Banco Central subirá dos atuais 10,75% para 11,75% ao ano.
Outra ameaça é o crescente deficit nas transações de bens e serviços com o exterior, resultado da baixa taxa nacional de investimento e da queda das cotações do dólar, que prejudicam as exportações e estimulam a compra de importados.
DISCUSSÃO AUSENTE
Analistas ouvidos pela Folha criticam a falta de debate sobre temas econômicos -com a ressalva de que, sem temores de ruptura com as atuais políticas, o impacto dessas incertezas sobre os investidores é limitado.
“Muitos aspectos deveriam estar sendo discutidos, como a questão dos gastos públicos, a necessidade de reduzir a carga tributária, de adotar uma agenda que favoreça investimentos. Mas não há preocupação com a solvência do país, como havia no passado”, diz Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.
Segundo ele, muitos temas que deveriam estar sendo debatidos durante a campanha são impopulares, como um possível corte nos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência.
Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, mesmo com a perspectiva de continuidade da política econômica, há espaço para mudança, por exemplo, em relação aos gastos do governo. E, no curto prazo, são necessárias medidas contra a valorização do real.
“É óbvio que alguma coisa será feita, não tenha dúvida. Mas nenhum dos dois [candidatos] falou nada a respeito disso até agora”, disse.
Thaís Zara, sócia da consultoria Rosenberg & Associados, defende “um debate mais aprofundado” em relação aos temas econômicos, mas ressalta que a piora nas expectativas do mercado financeiro observada nos últimos meses também está relacionada com o agravamento do cenário internacional.
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>Eleições 2010: Boca fechando

Posted on outubro 14, 2010. Filed under: Boca fechando, campanha eleitoral, Dilma Rousseff, eleições 2010, Jornal Nacional, José Serra, pesquisa do Ibope, tucano, TV Bandeirantes, Vox Populi |

>Por Merval Pereira
A pesquisa do Ibope divulgada ontem pelo “Jornal Nacional” mostra que a diferença entre a candidata oficial, Dilma Rousseff, e o tucano José Serra se reduziu pela metade desde a eleição de 3 de outubro. De 47% dos votos válidos, Dilma aumentou 6 pontos, chegando a 53%, enquanto Serra, que teve 33% nas urnas, hoje está com 47%, tendo crescido nada menos que 14 pontos em dez dias.

A diferença de 14 pontos caiu para seis com o início da propaganda oficial e depois do primeiro debate do segundo turno, na TV Bandeirantes. Ou, como dizem os especialistas quando a diferença entre os candidatos se estreita, “a boca do jacaré está fechando”.

É possível tirar a ilação de que o tom mais agressivo utilizado pela candidata Dilma Rousseff não surtiu efeito.

O resultado da pesquisa do instituto Vox Populi, que faz pesquisas para o PT, também divulgada ontem, que deu uma diferença de 8 pontos para Dilma, igual ao detectado pelo Datafolha depois do primeiro turno, mas antes do debate televisivo, pode ser atribuído à data em que foi realizada.

Enquanto o Ibope foi feito entre os dias 11 e 13, o Vox Populi fez a sua pesquisa no domingo e na segunda-feira. Como estava programado o debate para a noite de domingo, a pesquisa só pegou parcialmente o efeito dele na opinião dos eleitores.

O difícil é entender por que o instituto Vox Populi fez questão de sair a campo no próprio domingo, antes do debate.

A Nuvem

A guerra santa em que está se transformando perigosamente a campanha presidencial já tem sua crítica quase em tempo real em um novo livro do acadêmico Carlos Nejar, que está sendo lançado pela editora R&F.

“A nuvem candidata à Presidência” relata em tom de crônica a atual campanha eleitoral, com todos os candidatos perfeitamente identificados, embora com outros nomes, e uma vencedora, a própria Nuvem do título.

Um ditado muito conhecido é o que diz que “política é como nuvem, cada vez que se olha está diferente”. Nejar foi buscar a própria nuvem para falar de uma candidata nefelibata, perdida com seus sonhos no meio de uma guerra eleitoral.

A candidata oficial é Dila Mene, homenagem à amada de Camões, Dinamene, que um lapso do escrivão pôs a perder, e o presidente explica: “Dila sou eu hoje! Dila sou eu amanhã. Sou eu sempre Dila”.

A candidata oficial “mudou a aparência, os penteados, mas não se adaptou ao espetáculo, atriz novata no palco, atropelando a metade das falas ditadas da coxia”.

O opositor principal é Teodorico Serra, que detesta cães e gatos, “não tem carisma, tudo nele é forçado, (…) reúne preparo e certa tendência ao autoritarismo”.

Albertina “é filha da floresta, suave, elegante, inteligente nos debates, mas perde-se na miudeza do partido e dos programas, que é como querer chegar na Lua montada sobre um cavalo”.

Há ainda Plínio, O Velho, “trazendo os oráculos gregos e latinos, com um socialismo corroído nas ruínas e que parece novo, diante do formol ou espartilho da situação e de certa oposição que não tem ideias. Igual a seu homônimo da antiguidade, pode ser engolido pelo Vesúvio eleitoral que preserva os grandes devorando os pequenos”.

Nejar cita Laurence J. Peter, o educador canadense autor do “Peter principle” (Princípio de Peter) que diz que, numa burocracia de sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até o seu nível de incompetência.

Pois Peter também definiu que “entrar numa igreja não o torna cristão, assim como entrar numa garagem não a transforma em um carro”.

Crítica que, para Nejar, poderia ser perfeitamente dirigida às súbitas aparições de candidatos ateus em igrejas, “com o rosto mais resignado e eclesial”.

E, como que já prevendo a polêmica que está instalada na campanha presidencial, ele relata as dificuldades da candidata Dila Mene para definir sua religiosidade.

Perguntada em 2007 se acreditava em Deus, uma pergunta recorrente a todos os candidatos a presidente, ela respondeu: “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?”.

Já em fevereiro deste ano, perguntada se tinha alguma religião, respondeu, respondeu peremptória: “Não, mas respeito”.

Em abril, disse na TV Bandeirantes: “Acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus”.

Em maio, perguntada pela revista Isto é se era católica, saiu-se com essa: “Sou. Quer dizer, antes de tudo cristã. Num segundo momento, católica. Num terceiro, macumbeira”.

Albertina é decididamente evangélica, e Teodorico Serra é católico apostólico romano. Certa feita, em uma reunião de evangélicos, misturou “fumantes e ateus”.

Escreve Nejar: “Talvez para ele o ateu seja um fumante do nada e o fumante, um ateu do cigarro. Ou talvez o ateu seja um charuto, e o fumante, vapor engarrafado”.

Já a Nuvem, em vez da Bolsa-Família, inventou a Bolsa-Futuro, “que é a societária paz. Criando formas de as famílias, com o próprio esforço, se sustentarem”.

Letícia, o nome da Nuvem, relata Carlos Nejar, “viu cumprir-se sua vitória nas urnas sem saber ao certo onde estava. E escutava os alaridos das ruas. Não sei, leitores, se o sonho lhe pregou uma peça, ou se ela é que pregou uma peça ao sonho. O fato é que todos os dias se uniram àquele dia. Como se os sinos de muitos e muitos anos tocassem numa só vez. E a alma de repente quisesse vir para fora do corpo”.

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>Dilma registra candidatura no TSE e projeta investir R$ 187 milhões

Posted on julho 5, 2010. Filed under: campanha eleitoral, candidatura, Dilma, TSE |

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Wilson Dias/ABr
DILMA ROUSSEFF

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A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) apresentou nesta segunda (5) o pedido de registro de candidatura, ao Tribunal Superior Eleitoral. 
Dilma declarou ter patrimônio de R$ 1 milhão, enquanto o vice da petista, Michel Temer (PMDB), afirmou possuir bens no valor de R$ 6 milhões. 
Os candidatos também mostraram certidões negativas. O prazo para os políticos apresentarem o pedido ao TSE termina às 19h de hoje. 
Investimento na campanha deve chegar a 187 milhões de Reais
O gasto estimado para a campanha petista é de R$ 187 milhões:  R$ 157 milhões arrecadados e o PMDB, do vice Michel Temer, deve contribuir com R$ 30 milhões.
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>Presidente Lula: Ele devia ser exemplo, mas é multado pela sexta vez por campanha eleitoral ilegal

Posted on junho 30, 2010. Filed under: campanha eleitoral, Lula, multa, presidente Lula, TSE |

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aplicou nesta terça feira nova multa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no valor de R$ 5 mil, por propaganda eleitoral antecipada em favor da candidata petista Dilma Rousseff.
Essa foi a sexta penalidade sofrida por Lula. No total ele já deve à Justiça Eleitoral R$ 42,5 mil. Nenhuma das multas foi paga até hoje. O dinheiro arrecadado é destinado ao Fundo Partidário.
O tribunal entendeu, por 5 votos a 2, que o presidente Lula promoveu irregularmente a candidatura de Dilma em discurso realizado durante evento comemorativo ao Dia do Trabalhador, em 1º de maio.
O evento aconteceu em São Paulo e foi organizado pela Força Sindical e pela CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).
A maioria dos ministros modificou entendimento do relator, o ministro auxiliar Joelson Dias, que ao julgar um pedido do DEM, no dia 14 de junho, havia absolvido Lula da multa, por entender que o presidente.
O DEM sustentava que durante o evento, o presidente Lula afirmou: “eu quero que quem venha depois de mim – e vocês sabem quem eu quero -saiba que tem que fazer mais e fazer melhor, e fazer muito mais”.
O plenário do TSE analisou ontem um recurso àquela decisão, feito pelo Ministério Público Eleitoral, que também pedia multa à Dilma, ao deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e às entidades sindicais organizadoras do evento.
Os ministros Cármen Lúcia, Aldir Passarinho Júnior, Hamilton Carvalhido e Marcelo Ribeiro decidiram aplicar a multa apenas ao Lula. Já o ministro Marco Aurélio opinou por multar todos os representados e ainda sugeriu a pena máxima, que é R$ 25 mil.
Joelson Dias, por sua vez, manteve sua posição inicial e foi acompanhado pelo presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski.
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>Candidatos, Fora com os ataques. Aconselha cientista político

Posted on junho 20, 2010. Filed under: Alfredo da Mota Menezes, campanha eleitoral, cientista político, Eleição 2010, opinião |

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Reproduzimos aqui entrevista do professoar Alfredo da Mota Menezes, publicada no Jorna A Gazeta deste domingo, 20 de junho.


Cientista e analista político, participa diariamente, às 06h30min, do Programa Chamada Geral, ancorado por Lino Rossi, analisando e comentando toda a conjuntura política local e nacional, com o compromisso com a informação e formação de opinião.

Vale a pena ler sua opinião abaixo.

Cientista político diz que propostas de projetos políticos devem ser apresentadas para eleitores, em vez das tradicionais acusações durante a campanha

Alfredo Motta Menezes é muito requisitado nos meios de comunicação para dar opiniões sobre andamento da política em Mato Grosso e no Brasil

Marcos Lemos
Da Redação
Mato-grossense de Poxoréu, cientista político, professor mestre e titular da cadeira de História da Universidade Federal de Mato Grosso, Alfredo da Motta Menezes, é PHD em História da América Latina com ênfase em política e economia e tem seis livros publicados sendo alguns títulos “Do Fim do Regime Militar à Eleição de Lula”; “A Herança de Strossner (Ditador do Paraguai)” e “A Morte de Totó Paes”. O novo livre será a “Relação dos Estados Unidos com a América Latina do Século 19 aos Dias Atuais.”
Pela sua rápida e clara avaliação dos quadros políticos e as crises que volta e meia emergem, Alfredo da Motta Menezes se tornou uma espécie de “guru”, não daqueles que dão consulta, mas que expõe em artigos ou em entrevistas de rádio na qual se apresenta como um ouvinte comentarista suas impressões a respeito do momento. Ele se diz um apaixonado pelos meios de comunicação, mas confessa que exercer a política no dia a dia, sem ter que pedir voto é um dos mais importantes raciocínios que todos os cidadãos deveriam praticar para se inteirar das decisões que são tomadas por poucos, mas tem que ser cumpridas por muitos.
Um duro recado do cientista é que se faz necessário em cada eleição discutir propostas e deixar de lado as acusações, dossiês e outras parafernálias da política que somente tendem a tumultuar o processo e muitas vezes levar o eleitor a escolhas erradas.

A Gazeta – Faltando menos de 100 dias para as eleições dá para se vislumbrar um favorito? A polarização nas pesquisas vão se repetir nas urnas ou ainda pode haver mudanças?
Alfredo da Motta Menezes –Ainda aguardo a definição da candidatura de Mauro Mendes (PSB) se ela vai ou não acontecer e se acontecer como ficará a posição do PPS e do PDT que hora estão juntos, hora não. E a legenda do PSB que pelo visto está inviabilizando a eleição de representantes legislativos para a Câmara Federal, item essencial para os partidos considerados pequenos

Gazeta – Se Mauro confirmar sua candidatura?
Alfredo – Aí não tenho dúvida de termos uma eleição em segundo turno, a primeira da história política recente de Mato Grosso. Do contrário haverá uma polarização como sempre aconteceu no passado entre Silval Barbosa e Wilson Santos e não dá a está altura do campeonato para dizer quem é que vai antecipadamente vencer.

Gazeta – Mas isto, a previsão dos possíveis vitoriosos é uma coisa comum em Mato Grosso?
Alfredo – Vejamos lá trás: sabia-se três anos antes que Júlio Campos seria o governador e no decorrer do seu mandato que o então prefeito de Rondonópolis, Carlos Bezerra o sucederia. Em 1990 eu perdi uma aposta com Jaime Campos, que eu não paguei até hoje, de que ele bateria no primeiro turno qualquer adversário. Como eu estava no exterior eu não seguia a política daqui. Já em 1994 o sucessor só poderia ser Dante de Oliveira, só que em 1998 deu-se uma embaralhada no processo eleitoral com o advento da reeleição antes proibida, mas acabou se confirmando pró-Dante. Em 2002, também se acreditou numa reviravolta do costume político e da possibilidade do PSDB eleger Antero Paes de Barros, o que não aconteceu e veio uma nova forma de fazer política, a empresarial de Blairo Maggi que em 2006 foi reeleito com tranquilidade.

Gazeta – Então nesta eleição ainda não temos vencedor?
Alfredo – Mesmo as pesquisas mostrando quadros adversos a cada rodada, acredito numa disputa orelha a orelha. Não tem cavalo vencedor, pelo menos por enquanto.

Gazeta – Com a polarização, a definição pode ficar a cargo do horário eleitoral gratuito e dos milagres dos marqueteiros?
Alfredo – O horário eleitoral gratuito vai ajudar bastante. O que eu vou dizer pode parecer absurdo, mas tem acontecido muito em Mato Grosso. O horário existe para se colocar proposta e para se dizer o que vai fazer de diferente dos atuais governantes, mas pelo visto parece que as coisas de impacto têm mais importância. Em 2004, no 2º turno das eleições em Cuiabá, Alexandre César do PT estava muito na frente de Wilson Santos (PSDB) nas pesquisas. Hoje se perguntarmos o que foi discutido de proposta de governo, só sobrevem a memória das pessoas a história dos dois velhinhos que corriam o risco de perder sua casa. Então se ouvia o PSDB dizer que era preciso acabar com o sorriso do Alexandre, acabar com o seu bom mocismo e veio a porrada e a eleição acabou tendo uma reviravolta. Já no caso Mauro Mendes, ficou muito mais claro um acidente do que propriamente alguma proposta de governo para se melhorar a vida da sociedade, que assimila a critica e não discute propostas.

Gazeta – E quais seriam as discussões que faltam?
Alfredo – Nossa, são tantos os problemas. A questão da droga na fronteira seca com a Bolívia. A verdade sobre a ferrovia, se ela chega ou não. Tudo isto será falado, mas não discutido. Será que ouvir as propostas para saúde, segurança, educação e outras de vários candidatos terá diferença e a população tem interesse em discutir, isto dá voto. Eu tenho minhas dúvidas.

Gazeta – Mas e o empate tanto nas pesquisas nacionais quanto regionais?
Alfredo – Uma revista nacional trouxe essa questão. Quem em junho estava na frente se tornou um vencedor. A única exceção foi em 1994 quando da chegada do Plano Real e da nova moeda quando Lula liderava mas Fernando Henrique Cardoso foi o escolhido. Então se aposta muito no horário eleitoral e no escorregão dos adversários. O PSDB está convicto de que Dilma Roussef dará um escorregão que fará com que ela perca a disputa, como aconteceu com Ciro Gomes que já ultrapassara José Serra e com infelizes declarações na mídia acabou se condenando. O PSDB explorou muito bem o problema do Ciro e tirou ele da disputa e acredita no mesmo em relação a Dilma, mas atrás de um erro e não de uma discussão de propostas e de viabilidade de governo. Não se discute nada de proposta.

Gazeta – Qual a solução no jogo político se cada um dos candidatos a governador tem uma vertente eleitoral?
Alfredo – Será que os governadores vão contra suas bancadas federais, por minoritárias que elas sejam. Será que o governador eleito de Mato Grosso se tiver a chance de ser aliado do presidente ou presidenta da República, vai contrariar uma ordem emanada de cima? Duvido. Se tivermos uma reforma tributária e nosso Estado perder, como vamos concorrer com São Paulo que tem 70 deputados federais, e mesmo no Senado será que nossos senadores vão contra a vontade do governo de plantão?

Gazeta – Algum dos nossos candidatos ao governo, tem o perfil de confrontar o governo federal na defesa do Estado e seus direitos?
Alfredo – Não vejo. Pode ser que eu esteja errado, mas não vejo. Imagine se Mato Grosso não desse incentivos fiscais, qual grande empresa que se instalaria aqui, nenhuma. Como vamos concorrer com todos os Estados. É um absurdo que nosso Estado que é o maior produtor de grãos do país receba uma compensação menor do que muitos Estados que não tem produção.

Gazeta – Como o senhor viu a questão do pedido de intervenção em Cuiabá?
Alfredo – Aqui se presencia a política do momento, pois mesmo sem ter sido comunicado, o governador Silval Barbosa, numa decisão inteligente já se colocou pronto para ajudar Cuiabá, sem intervir e jogou no colo do ex-prefeito Wilson Santos, candidato a responsabilidade por ter deixado o pepino para seu sucessor. Para o cidadão, pouco importa se é uma divida deste ou daquele prefeito, ele á tem seus problemas e não quer se preocupar com os dos governantes, então foi ponto para Silval Barbosa dentro dos meandros da disputa eleitoral que também se vence com inteligência. Ele mostrou uma cara boa para a área em que ele precisa melhorar que é na Baixada Cuiabana.

Gazeta – Mato Grosso vive momentos de intensa crise. É por causa das eleições?
Alfredo – Olha não conheço na história do Brasil que num curto espaço de tempo, de agosto do ano passado com a Pacenas, Hygeia, aposentadoria de magistrados com participação de uma Loja Maçônica o que não é comum, a segunda crise na Justiça envolvendo casos eleitorais e por último a Jurupari. Nunca vi tanta operação, então é preciso se especular o que acontece, mas não acho ruim, acho importante, porque a população por causa de sua melhor condição financeira, de vida melhor passou a atentar para outros fatos principalmente a corrupção. Falo como historiados,Getúlio Vargas deu um tiro no peito e não foi por acaso, pois vivia-se uma crise. Seu sucessor Juscelino quase não tomou posse por causa da crise. Veio Jânio Quadros durou sete meses e renunciou. João Goulart para assumir teve que admitir um parlamentarismo de ocasião, depois veio um plebiscito se aprovou o presidencialismo e tiraram ele do governo. Nós passamos 21 anos brigando com a Ditadura pela democracia que acabou acontecendo e no meio do caminho morre Tancredo Neves e a esperança, assume uma pessoa, Sarney que era ligado as regras do passado, um choque de alguém que era do PDS e teve que ser aceito pelo PMDB e por fim Collor de Mello que acabou em impeachment. Então digo o seguinte: do governo Itamar, passando por dois mandatos de Fernando Henrique e agora dois de Lula, foram os anos em que o Brasil passou melhor, sem crises, economia estável, sem crise institucional, sem tanques nas ruas. Quando o Brasil assentou e tomou rumo passamos enquanto brasileiro a olhar para outras coisas como o umbigo do judiciário, a atuação da classe política, a ficha limpa, então como se ouve dizer estão passando o Brasil a limpo, graças a estabilidade política e econômica. Todos olhos o Brasil de outras maneiras e outros ângulos.

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>Deus não vota nem joga

Posted on junho 8, 2010. Filed under: campanha eleitoral, católicos, Código Penal, Dalai Lama, Dilma, evangélicos, José Serra, Padre Marcelo Rossi, Vaticano |

>Por Alexandre Garcia

Estão misturando Deus com campanha eleitoral. Pode não ser pecado contra a Lei Eleitoral, mas, sem dúvida, é pecado contra a Lei de Deus. Está no 2º Mandamento: “Não tomarás Seu Santo Nome em vão”. Lembro isso porque há poucos dias o Padre Marcelo Rossi oficiou uma missa de corpo presente de José Serra e pediu orações para o candidato. Outro dia, foi a vez da candidata Dilma receber as orações de ministros evangélicos. Num país em que se agradece a Deus pelo dinheiro que entrou nas meias, nas cuecas e nas bolsas, isso pode não surpreender, mas não faz o menor sentido. Uma, porque o Estado, sob cuja égide se realizam as eleições, é laico; outra, porque Deus não se mete nisso. Ele nos deu o livre arbítrio.
Se Deus se metesse em política, certamente Hitler não teria nascido ou não teria assumido o poder na Alemanha. E se Deus se metesse nessas coisas, o responsável pela matança de 6 milhões de judeus – o povo com que Ele tem mais intimidade – seria o próprio Deus. A Stálin tampouco seria dado o poder de matar milhões de russos, justo no país em que a fé cristã é profundamente forte. Se Stálin não tivesse livre arbítrio, o responsável seria Deus. Também imaginam que Deus e os santos se metem em sorteios, jogos de futebol, coisas assim. Se isso fosse verdade, Deus estaria sendo bondoso para o ganhador da Sena e cruel para os milhões que perderam. Dizem que se reza para santo decidisse partida de futebol, o campeonato baiano ficaria todo empatado…
Há lugares em que se misturam estado e religião. O Vaticano é o estado de mais evidente exemplo disso. Mas o Afeganistão dos talibãs foi um triste outro exemplo de teocracia, como é hoje o Irã dos aiatolás. O Tibete, hoje controlado pelos chineses, era um reino controlado pelo líder religioso, o Dalai Lama, hoje expatriado. Israel do Velho Testamento era um estado com grande intimidade com Deus, o Jeová ou Adonai. Hoje Israel é, como o Brasil, um estado laico. Religião e poder misturados têm causado, como mostra a História, matanças, inquisições, morticínios cruéis. Os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, promoveram matanças de velhos, mulheres e crianças só porque eram muçulmanos. E viraram santos.
Assim, é perigoso fazer a mistura, mesmo porque se Deus tomasse partido, negaria sua própria essência, porque se colocaria do lado de um grupo de filhos contra outro grupo de filhos do mesmo Pai. Se pudesse negar a essência, não seria Deus. Parece simples, esse raciocínio, mas para quem comete o pecado de não usar o cérebro que Deus nos deu, essas obviedades não são consideradas e se entra na campanha eleitoral com a maior irracionalidade, aceitando conselhos de ministros religiosos para votar neste ou naquele candidato, em nome de Deus. Como se Deus escolhesse seus representantes – o que também negaria sua essência, ao dar preferência para alguns. É, sim, pecado de arrogância, se anunciar como representante de Deus.
Para o fim ficou o pior de tudo. Há os que usam Deus para ganhar dinheiro. Aí, não é apenas pecado contra o 2º Mandamento de Deus; é também pecado contra os mandamentos dos homens, inscritos do Código Penal. Um pecado chamado estelionato.

Alexandre Garcia. E-mail: alexgar@terra.com.br
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>Eleição 2010: Mauro Mendes contrata marqueteiro

Posted on janeiro 12, 2010. Filed under: campanha eleitoral, candidato a governador de MT, candidatura, Eleição 2010, Fiemt, marqueteiro, Mauro Mendes, Publicidade, Rondonópolis |

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O empresário e presidente da Fiemt, Mauro Mendes (PSB), que publicamente não assume a candidatura, praticamente já tem um marqueteiro para conduzir a disputa eleitoral que tem forte apelo por causa dos programas eleitorais em rede de rádio e televisão através do horário eleitoral gratuito. O PSB é da base aliada do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR). .

Por sugestão do deputado e presidente do PPS, Percival Muniz, Mendes já teria formalizado um acordo com Léo Pereira da Verbo Publicidade, de Goiânia (GO).


Léo Pereira, inclusive, fez a campanha à reeleição em Rondonópolis de Percival Muniz no ano de 2000, daí o vinculo político com o parlamentar que hoje é um dos principais articuladores e incentivadores da eventual campanha eleitoral de Mauro Mendes pelo PSB neste ano e que já conta com o apoio de uma série de partidos de esquerda e nos bastidores tenta cooptar um grande partido para reforçar a pré-candidatura até que a mesma esteja consolidada.


Mesmo sendo de outro Estado, Léo Pereira teria conhecimento da realidade política de Mato Grosso, além de um conhecimento macro de todo o Centro-Oeste.


Inclusive o PSB prepara para o final deste mês uma caravana pelo interior do Estado para apresentar o empresário Mauro Mendes como candidato ao governo do Estado. A caravana deve contar com a presença de políticos de peso que assinaram ficha de filiação ao partido nos últimos meses, além dos 42 pré-candidatos a deputado estadual.


Segundo o presidente do partido, deputado federal Valtenir Pereira, os detalhes da visita aos municípios serão discutidos durante uma reunião na quinta-feira de manhã, na sede do diretório estadual.


“Estou de férias com minha família e quando retornar, no dia 26, vou percorrer o Estado junto com meus companheiros”, confirmou Mauro Mendes, por telefone, ao destacar que ele quer conhecer de perto a realidade de Mato Grosso.


Mendes inclusive se licenciou da presidência da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), até o próximo dia 26, quando será substituído pelo vice-presidente, o empresário Jandir Milan. Como presidente da instituição, Mauro Mendes tem feito reuniões em vários municípios do Estado pregando alternativas melhores de gestão e defendendo uma tese que muito encanta empresários e comerciantes, que é a redução de impostos públicos para fomentar o desenvolvimento.

Fonte: A Gazeta

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