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>Eleitor ‘esfrega’ o Brasil real na face de Dilma e Serra

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: campanha, Datafolha, Debate presidencial, Dilma Rousseff, eleições 2010, Globo, Ibope, José Serra, Marqueteiros, saúde pública |

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Eleições 2010 – Nem Dilma Rousseff nem José Serra. No último debate presidencial da temporada de 2010, a grande atração foram os eleitores indecisos. Escalados como inquiridores, eles esfregaram no nariz dos candidatos um país que ambos se abstiveram de debater nos quatro meses de campanha.
Candidatos José Serra e Dilma Rousseff são confrontados com eleitores que afirma que o Brasil vai muito mal em saúde, segurança, educação etc.
“Já fui assaltada com uma arma na cabeça, na porta da minha casa”, a costureira Vera Lúcia disparou. O bandido queria a bolsa. Ela não entregou. Livrou-se do tiro porque a gritaria de um irmão afugentou o bandido. Como resolver o problema da segurança?
O convívio de Vera com a morte converteu numa espécie de abstração o Ministério da Segurança de Serra. A idéia de Dilma de estimular o policiamento comunitário soou etérea.
Na arena montada pela Globo, 80 eleitores indecisos envolveram os candidatos num semicírculo de realidade. O resultado foi constrangedor. Percebeu-se que as duas campanhas giravam como parafusos espanados ao redor do oco do vazio.
Na publicidade eleitoral, a miséria foi útil para que os marqueteiros fabricassem o país vago e imaginário que associaram a Dilma e Serra. Na rotina de Madalena de Fátima, porém, a impaciência prevalece sobre a ilusão. Depois de se apresentar, a cabeleireira mineira demarcou as diferenças.
“Na propaganda dos candidatos, vimos uma saúde pública maravilhosa”, ela realçou. Fora do ambiente edulcorado do vídeo, “tem gente morrendo”. Ela pintou o quadro: hospitais cheios, falta de médicos, gente convertida em “lixo”… Até quando seremos tratados “como animais”?


Serra há de tê-la deixado mais desalentada: “Nunca vai chegar à perfeição. A batalha tem que ser para que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje”. Dilma tampouco há de tê-la reanimado: “De fato, temos um problema sério de qualidade da saúde no Brasil. Se a gente não reconhecer, não melhora”.
Diante de Madalena estavam 16 anos de poder –oito de FHC, oito de Lula. E a eleitora, uma das que o Ibope selecionou por ser indecisa, não recebeu dos candidatos senão respostas duvidosas.
Trazidos das cinco regiões do país, os perguntadores estavam no Rio desde quarta-feira (27). A Globo sonegou-lhes o acesso à internet e à televisão. Isolados num hotel, formularam cinco perguntas cada um. Apenas doze foram lidas no ar, mediante seleção aleatória.
Numa das vezes em que levou o dedo indicador à tela do computador, Dilma “escolheu” a pergunta de Melissa Bonavita, uma jovem carioca, operadora de telemarketing. As palavras dela como que espalharam coliformes fecais pelo cenário asséptico do estúdio da Globo.
“Moro num bairro onde tem um valão nas proximidades”, ela contou. Quando chove, o valão “transborda”, inundando de “esgoto” as ruas. O que será feito?
Dilma: “Vou triplicar os investimentos em saneamento. […] A meta é zerar o déficit de saneamento. É uma vergonha termos esse problema no século 21”. Cifras? Não mencionou. Tipo de metas? Não especificou. Prazos? Nada.
Serra: “Deve multiplicar, sim, os investimentos. Mas o governo federal duplicou os impostos em saneamento. Isso tira R$ 2 bilhões das companhias estaduais por ano”. A dupla mencionou também a necessidade de combater as enchentes, cada um à sua maneira.
Não foi possível saber se Melissa decidiu em quem votar. Mas voltou para casa com uma sólida certeza: o “valão” que verte esgoto na sua rua terá vida longa. Advogado de Brasília, selecionado pela pressão do dedo de Serra contra o computador, Lucas Andrade tratou de outro tipo de lama: a corrupção.
Espremeu nos 30 segundos que lhe foram reservados tudo o que precisava ser dito sobre o tema: as fortunas amealhadas pelos políticos, o desinteresse midiático que se segue às manchetes enfezadas, a impunidade acima de certo nível de renda…
Serra e Dilma fustigaram-se mutuamente. Ele disse que a corrupção “chegou a níveis insuportáveis”. Sem mencionar Erenice Guerra, afirmou que o governante precisa “dar o exemplo, escolhendo bem as suas equipes”.
Ela levou à roda o caso dos Sanguessugas, um escândalo que tem raízes na gestão do rival no Ministério da Saúde, sob FHC. Na tréplica, Serra atacou de aloprados: “R$ 1,7 milhão que PF apreendeu. Ninguém foi condenado. Um mal exemplo”. Sem querer, o advogado Lucas transformou um pedaço do debate numa gincana do “sujo” contra a “mal lavada”.
O progreama foi interessante pelas perguntas, não pelas respostas. Os comitês de campanha têm dificuldade para indentificar o eleitor indeciso. Quem são eles? Como entrar na cabeça deles? Como conquistar o voto deles?
Forças ocultas da eleição, eles ainda somam, segundo o Datafolha e o Ibope, 4% do eleitorado. Algo como 5 milhões de votos. Representados pelo grupo de 80 reunido no estúdio da Globo, eles mostraram a sua cara.
Seres impalpáveis, eles falam da desgraça nacional com conhecimento de causa. A felicidade deles é uma virtude fugitiva. Correm cotidianamente das armadilhas que o descaso do Estado acomoda no caminho.
Ouvindo-os, percebeu-se o quanto Dilma e Serra desperdiçaram o tempo de campanha. Enquanto discutiam religião e espalhavam cascas de banana na internet, o eleitor inceciso levava o revólver na cara, assistia à morte no corredor do hospital, sujava o sapato no esgoto da rua, indignava-se com o enriquecimento sem causa.
Diante da incógnita escondida atrás das duas “opções”, o indeciso revelou-se o eleitor mais sábio. As campanhas lhes venderam uma Bélgica. Mas eles sabem que, depois de 16 anos de tucanos e petistas, ainda vivem no Brasil.

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>Dilma está sendo muito exigida

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: ator, campanha, Dilma, Duda Mendonça, eleições 2010, eleitores, Lulinha paz e amor, Pernambuco, pesquisas, segundo turno |

>Eleições 2010 segundo turno -Lulinha ‘paz e amor’ é uma criação do marqueteiro Duda Mendonça. Com ele, o PT elegeu Lula presidente em 2002. O governador de Pernambuco anuncia que a criação de Duda estará de volta para o segundo turno da eleição de Dilma. E tudo soa como algo muito natural. Ninguém se espanta.

Campanha bem-sucedida é aquela que consegue enganar melhor os eleitores. Político bem-sucedido, também. Pesquisas indicam o que os eleitores pensam e gostariam de ouvir. E os políticos dizem o que as pesquisas sugerem. O que disser de forma mais convincente tem mais chances de se eleger.

Se não for um bom ator, o político se dará mal. Se não souber mentir com arte, se dará mal.

Lula é um bom ator. Mas vez por outra ele tira a máscara e manda ver. Foi o que fez quando atacou a imprensa no primeiro turno para dividir o espaço do noticiário com os casos da quebra do sigilo fiscal da filha de Serra e dos filhos de Erenice Guerra, a ex-ministra da Casa Civil.

Aliados e auxiliares de Lula carecem de coragem para dizer a ele que pisou feio na bola. Que assustou parte da classe média com seus destemperos. E que, portanto, deu sua contribuição para que Dilma não se elegesse no primeiro turno.

Quanto a Dilma…

Bem, como atriz, Dilma é uma iniciante. Não convence no papel de candidata a presidente. Muito menos no papel de mãe de todos os brasileiros. Não decora direito suas falas. Não sabe fazer caras e bocas. Foi para o sacrifício – por obediência e natural ambição.

Fonte: Blog do Noblat 

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>Dilma convoca reunião de emergência para hoje

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: campanha, Dilma Rousseff, eleições 2010, emergência, Lula, Palácio da Alvorada |

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Eleições 2010 – A campanha de Dilma Rousseff (PT) convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira com todos os governadores e senadores eleitos e presidentes dos partidos da base aliada para definir a estratégia do segundo turno.
A convocação para a reunião foi definida em reunião na noite de domingo, no Palácio da Alvorada, entre a candidata, o presidente Lula, e a cúpula da campanha e do governo. O grupo acompanhou a apuração no local.
A sugestão de uma reunião ampliada foi do presidente, que lembrou de encontro semelhante organizado em 2006, dois dias após Lula ir para o segundo turno.
Além disso, definiu-se que a partir de hoje haverá reforço de lideranças religiosas na campanha. A baixa dos votos católicos e evangélicos foi considerado um dos motivos da disputa ter ido ao segundo turno, junto com o crescimento de Marina Silva (PV).
Durante a reunião, realizada no cinema da residência oficial da Presidência, Lula procurou animar Dilma e sua equipe, lembrando que ele venceu as duas eleições no segundo turno. Segundo relato dos presentes, a candidata estava abatida.
Logo após a reunião, Dilma se dirigiu a um hotel próximo ao Alvorada para fazer um pronunciamento sobre o resultado da eleição. O clima na coordenação de campanha era de abatimento.
“Eu começo agradecendo a todos os brasileiros e brasileiras que votaram em mim nesse primeiro turno. Agradeço os mais de 46 milhões de votos e me sinto muito honrada por eles”, afirmou.
Em seguida, ela procurou demonstrar disposição de enfrentar a segunda fase da campanha. “Vou encarar esse segundo turno com muita garra e muita energia. Vou ter a oportunidade de detalhar minhas propostas, apresentar meus projetos, tanto de erradicação da miséria, como de desenvolvimento para o país”, disse.
CAUTELA
A candidata começou o dia da votação cautelosa ao votar em Porto Alegre, esboçou otimista ao chegar a Brasília à tarde mas, no início da noite, já discutia com Lula a estratégia de segundo turno.
A candidata chegou a acreditar numa vitória no primeiro turno a partir de informações passadas a ela, durante a reunião com Lula, por sua equipe. Depois, com a evolução da apuração indicando que se mantinha na casa dos 45% dos votos, deu como certo o segundo turno.
Em Porto Alegre, onde vota, a petista contemporizou ao comentar se esperava vencer já no primeiro turno e se esquivou até mesmo de posar sozinha para fotos fazendo o “V”, da vitória, ao votar.
Pouco antes das 8h, Dilma participou de um café da manhã com lideranças políticas na capital gaúcha. Citou Deus ao agradecer força em sua “trajetória de superação” –uma menção, entre outras dificuldades, ao câncer diagnosticado no ano passado.
Dilma votou por volta das 9h na Escola Santos Dumont, acompanhada do candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.
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>Droga de campanha

Posted on setembro 27, 2010. Filed under: campanha, debate, democracia, Dilma, droga, eleições 2010, Futuro, Lula, Marina, Meio Ambiente, Ricardo Noblat, Serra |

>Por Ricardo Noblat

“A democracia é exatamente isto: cada um fala o que quer, escreve o que quer, e o povo faz o grande julgamento”. (Lula)

Eleições 2010 – Droga de campanha, esta. Fora do controle do seu marqueteiro, Dilma revelou-se incapaz de dissertar sobre qualquer coisa com começo, meio e fim. A racionalidade excessiva de Serra embotou todo tipo de emoção que ele pudesse transmitir. Marina arrancou lágrimas de empresários em pequenas auditórios, mas saiu-se mal nos debates de televisão.

Alguém sabe citar de cor as principais promessas feitas pelos candidatos? Lembro das seis mil creches e das não sei quantas Unidades de Pronto Atendimento de Dilma; do salário mínimo de R$ 600,00 e do reajuste dos aposentados de Serra; e do “governar com os melhores” de Marina. Em suma: promessas pontuais ou genéricas.

Um projeto para o país? Algo ambicioso, mas necessário para quem se preocupa com o futuro? Os candidatos ficaram devendo. Ou porque não têm projeto. Ou porque acham que projeto não atrai votos. Dilma fala em dar continuidade ao governo Lula. Serra diz que o Brasil pode mais. Marina atesta: é possível crescer respeitando o meio ambiente.

Dilma mimetizou Lula de tal maneira que usou em várias ocasiões expressões que são dele. Deu com o rosto na porta quem imaginou que o governo de Lula foi de Lula. Não foi. Foi de Lula e de Dilma, a se acreditar na propaganda bem cuidada da candidata. Os dois governaram juntos o país nos últimos sete anos e poucos meses.
Serra mimetizou Serra de tal forma que deu a impressão de estar de volta a 2002 quando era ministro da Saúde. Ou quando era candidato a presidente da República recém-saído do Ministério da Saúde. Marina não mimetizou ninguém. Apenas pareceu esquecida de que trocou o PT por outro partido. Perderá feio no Acre porque lá ela ainda é PT.
E o confronto de idéias entre os candidatos? Não houve. Dilma fugiu da maioria dos debates. E as regras dos debates impediram o confronto tão desejável. Votará em Dilma quem gostaria de votar em Lula e não se incomoda em lhe passar um cheque em branco. Em Serra, quem não vota em Lula e no PT de jeito nenhum. E em Marina, os sonhadores.
Na ausência de idéias e de debates, as pesquisas de intenção de voto pautaram o comportamento dos candidatos, ocuparam generoso espaço na mídia e serviram para animar discussões exacerbadas na internet. Os responsáveis pelos institutos de pesquisas ganharam uma importância que não tiveram em eleições anteriores.
Montenegro, do Ibope, previu a eleição de Serra com mais de um ano de antecedência. Foi obrigado mais recentemente a pedir desculpas pelo seu erro. O sempre discreto Marcos Coimbra, do Vox Populi, escreveu artigos semanais para jornais, revistas e blogs explicando por que Dilma deverá se eleger no primeiro turno.
É, de fato, o que por ora está escrito nas estrelas – a eleição de Dilma no próximo domingo. José Roberto Toledo, analista de pesquisas do jornal O Estado de S. Paulo, observa que o contingente de eleitores indecisos está perto de se esgotar como fator de crescimento dos candidatos Serra e Marina.
Para que haja segundo turno, a estarem certas as pesquisas, é preciso que Serra e Marina tomem eleitores de Dilma. Não será uma tarefa fácil, adverte Toledo. Dilma tem algo como 10 milhões de votos a mais do que Serra e Marina somados. Do último sábado até o dia da eleição, Serra e Marina teriam de subtrair de Dilma 625 mil votos por dia.
Só um fato devastador para a reputação de Lula poderia provocar uma migração de votos tão grande e tão rápida. Mesmo assim, o PT receia a convergência de causas mais prosaicas – entre elas, uma abstenção elevada no Norte e Nordeste e a regra que só permite o voto dos que exibam o título de eleitor e outro documento de identificação.
É razoável a aflição do PT. Faltam apenas seis dias para que Lula consiga por meio de Dilma o que não foi possível em 2002 e 2006 – a eleição no primeiro turno. Em seis dias tudo pode acontecer – inclusive nada. O mais provável é que nada aconteça.

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>Comitê do PT/Dilma recebeu dossiê sobre filha de Serra

Posted on setembro 10, 2010. Filed under: campanha, comitê, Comitê do PT, CPI, Dilma Rousseff, dossiê, Justiça Federal, Ministério Público, PSDB, Veronica Serra |

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O comitê da pré-campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff teve em mãos um dossiê sobre a filha do adversário José Serra (PSDB) com documentos reunidos pelo PT paulista.
 Verônica Serra, filha do candidato a presidente José Serra
Tal papelada havia sido utilizada pelo partido em 2005 para solicitar ao Ministério Público a abertura de inquérito sobre uma empresa de Veronica Serra e do marido, Alexandre Bourgeois.
O nome de Veronica voltou ao noticiário da campanha presidencial na semana passada. A Receita admitiu que a filha do candidato tucano teve as declarações de bens e de renda violadas, a partir de procuração falsa.
Serra tem responsabilizado Dilma pela quebra de sigilo, o que a petista nega.
A Folha teve acesso a cerca de cem páginas do dossiê do PT paulista sobre Veronica. É o resultado de pesquisa em cartórios de registros de documentos, na Junta Comercial de São Paulo e em sites na internet.
Não há nesse lote de papéis indício de quebra de sigilo bancário ou fiscal.
A papelada circulou no “grupo de inteligência” que no início do ano trabalhava para o comitê de Dilma –equipe que foi desmantelada quando a imprensa noticiou sua existência e as tratativas de contratar “arapongas” para espionar oponentes e até mesmo aliados.
ORIGEM PAULISTA
O material é idêntico ao que o partido havia encaminhado cinco anos antes ao Ministério Público estadual e à Procuradoria da República de São Paulo.
O pedido de abertura de inquérito foi uma iniciativa do então líder da bancada petista na Assembleia Legislativa, Cândido Vaccarezza. Hoje ele é deputado federal, líder do governo na Câmara e apontado como um dos favoritos a ocupar a presidência da Casa a partir de 2011.
Em junho de 2005, Vaccarezza chegou a propor uma CPI na Assembleia para investigar uma suspeita levantada pelo PT de que a empresa de Veronica e do marido havia sido favorecida em leilões na CPTM (companhia de trens), no Metrô e na Sabesp (empresa de saneamento).
As apurações do PT a respeito de Veronica começaram logo após o primeiro turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2004. Serra era o candidato do PSDB e viria a ganhar a disputa contra a então prefeita Marta Suplicy (PT).
Em 2005, a Procuradoria da República paulista abriu procedimento administrativo (investigação prévia presidida por um procurador) para averiguar “crimes contra a ordem tributária e fraude em licitação” desses leilões.
O procedimento deu origem a uma ação judicial, que passou a tramitar na 8ª Vara Federal Criminal paulista.
Contudo, em 2006, o próprio procurador responsável pelo caso pediu o arquivamento da ação. Veronica e seu marido não chegaram a ser chamados nem acusados de nenhuma irregularidade.
O caso foi arquivado na Justiça Federal e no Ministério Público em 2008.
OUTRO LADO
A liderança do PT na Assembleia disse à Folha que agiu dentro da lei e com o propósito de fiscalizar o uso de dinheiro público, tarefa do Legislativo.
Em notas à imprensa e declarações de seu presidente, José Eduardo Dutra, o PT tem afirmado que o partido e a coordenação da campanha de Dilma “não autorizaram, orientaram, encomendaram, solicitaram ou tomaram conhecimento” de dossiês.
Procurada para comentar as investigações realizadas pelo PT-SP acerca da empresa de Veronica, a assessoria da campanha de Serra soltou uma nota: “As especulações da reportagem dão curso às tentativas do PT de jogar lama na campanha na família do candidato José Serra”.
“Trata-se da prática de construir dossiês fajutos com informações falsas e insinuações criminosas. Não cabe nenhum comentário a não ser veemente repúdio a quem fez e a quem está divulgando baixarias”, diz o texto. 
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>Democracia em perigo

Posted on setembro 2, 2010. Filed under: campanha, Correios, democracia, Dilma Rousseff, perigo, presidência da república, PSDB, Receita Federal |

>deu em o globo
De Merval Pereira

A face mais dura do aparelhamento do Estado brasileiro por forças políticas está sendo revelada nesse episódio da quebra do sigilo fiscal da filha do candidato do PSDB à Presidência da República. Em um país sério, o secretário da Receita já teria se demitido, envergonhado, ou estaria demitido pelo seu chefe, o ministro da Fazenda Guido Mantega. E alguém acabaria na cadeia.
Ao contrário, o secretário Otacílio Cartaxo tentou até onde pôde minimizar a situação, preferindo despolitizar o caso e desmoralizar sua repartição.
Ao mesmo tempo surgem de vários lados do governo tentativas de contornar o problema, ora atribuindo à própria vítima a culpa da quebra de seu sigilo fiscal, ora sugerindo que uma disputa política dentro do próprio PSDB poderia ter gerado a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra.
Uma análise muito encontradiça entre os políticos governistas é de que as denúncias, tendo aparecido em período eleitoral, perdem muito de sua credibilidade e de seu poder de influenciar o voto do eleitor, ficam com sabor “eleitoreiro”.
Como se essa fosse a questão central. Pensamentos e atos de quem não tem espírito público.
O aparelhamento político da máquina pública não ocasiona apenas a ineficiência dos serviços, o que fica patente em casos como o dos Correios, outrora uma empresa exemplar e que se transformou em um cabide de empregos que gera mais escândalos de corrupção do que seria possível supor.
Dessa vez a revelação de que a Receita Federal transformou-se em um balcão de negócios onde o sigilo fiscal dos cidadãos brasileiros está à venda, seja por motivos meramente pecuniários, seja por razões políticas, coloca em xeque uma instituição que, até bem pouco tempo, era respeitada por sua eficiência e pelo absoluto respeito aos direitos dos cidadãos.
O episódio da quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB Eduardo Jorge Caldas Pereira, de três pessoas ligadas de alguma maneira ao partido ou ao candidato oposicionista e, mais grave, da sua filha, mostra que diversas agências da Receita Federal são utilizadas para práticas criminosas, não apenas a de Mauá, que se transformou em um local onde se compra e se vende o sigilo de qualquer um.
O sigilo de Verônica Serra foi quebrado na agência de Santo André, numa demonstração de que se vulgarizou a privacidade dos contribuintes brasileiros.
Não terá sido coincidência que, além de Verônica, os nomes ligados ao PSDB que tiveram seu sigilo fiscal quebrado — Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado — sejam personagens de um suposto livro que o jornalista Amaury Ribeiro Junior estaria escrevendo com denúncias sobre o processo de privatizações ocorrido no país durante o governo de Fernando Henrique.
O jornalista fazia parte do grupo de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, subordinado a Luiz Lanzetta, e os dois tiveram encontro com um notório araponga tentando contratá-lo para serviços de espionagem que incluíam grampear o próprio candidato tucano à Presidência.
Além da denúncia do araponga, delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, feita no Congresso, outro ator do submundo petista surgiu nos últimos dias denunciando manobras criminosas nas campanhas eleitorais.
Wagner Cinchetto, conhecido sindicalista, afirmou ao “Estado de S. Paulo” e à revista “Veja” que o núcleo envolvido com a violação de sigilo fiscal de tucanos na ação da Receita é uma extensão do grupo de inteligência criado em 2002 por lideranças do PT.
Ele diz ter certeza de que os mesmos personagens atuam nos dois episódios. Revelou que o escândalo que levou ao fim a candidatura de Roseana Sarney em 2002 foi montado por esse grupo petista para incriminar o então candidato tucano à Presidência, José Serra, que foi considerado responsável pela denúncia pela família Sarney.
Até mesmo um fax teria sido enviado ao Palácio do Planalto para dar a impressão de que a Polícia Federal havia trabalhado sob a orientação do governo de Fernando Henrique.
No caso atual, os diversos órgãos do governo envolvidos na apuração — Polícia Federal, Receita Federal, Ministério da Fazenda — tiveram atuação leniente, e foram os jornais que descobriram rapidamente que a procuração era completamente falsa, desde a assinatura de Verônica Serra até o carimbo do Cartório do 16 Tabelião de Notas de São Paulo, onde aliás Verônica nunca teve firma.
Não basta a Receita dizer que por causa de uma procuração está tudo legal. Não faz sentido que qualquer pessoa que apareça em qualquer agência da Receita Federal com uma procuração possa ter acesso a dados sigilosos.
Aliás, o pedido em si não faz o menor sentido. Então o contribuinte que declara seu imposto de renda não tem uma cópia?
Agora, que quase todo mundo declara pela internet, como não ter uma gravação da declaração?
A funcionária da Receita que achou normal a apresentação da procuração deveria ter desconfiado de alguma coisa, pelo menos do fato de uma pessoa que declara seu imposto de renda na capital de São Paulo mandar um procurador a uma agência de Santo André para ter acesso a uma cópia.
O contador Antônio Carlos Atella Ferreira admitiu que foi ele quem retirou cópias das declarações de IR de Verônica Serra na agência da Receita Federal em Santo André, mas alega que fez isso por encomenda de uma pessoa que “queria prejudicar Serra”.
Mais uma história mal contada. E tudo leva ao que aconteceu em 2006, quando um grupo de petistas ligados diretamente à campanha de Aloizio Mercadante e à direção nacional do PT foi preso em flagrante tentando comprar um dossiê, com uma montanha de dinheiro vivo, contra Serra, candidato ao governo de São Paulo, e Alckmin, o candidato tucano à Presidência.
O presidente chamou-os de “aloprados”, indignado nem tanto com o episódio em si, mas com a burrice de seus correligionários que acabaram impedindo que ganhasse a eleição no primeiro turno.
Hoje o caso é mais grave, pois envolve um órgão do Estado que deveria proteger o sigilo de seus cidadãos.
O que menos importa é se a repercussão do caso influenciará o resultado da eleição. O grave é a ameaça ao estado de direito embutida nesse uso da máquina pública para chantagem eleitoral.
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>PT Fisco

Posted on agosto 30, 2010. Filed under: campanha, Dilma Rousseff, José Serra, Polícia Federal, PT Fisco, Revista Veja, senha, sigilo fiscal, violação |

> Ricardo Noblat
“Precisamos abrir mais a campanha. Do jeito que está não dá mais”. (Fernando Henrique Cardoso, reclamando de Serra)

A senha para decifrar a história da violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, e de mais três pessoas ligadas ao partido, pode estar no livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. que, segundo ele mesmo, detonaria as pretensões de José Serra de se eleger presidente da República. E cadê o livro? Sumiu. O gato comeu.

Em maio último, quando a revista VEJA publicou que setores da campanha de Dilma Rousseff haviam montado um dossiê contra Serra e outros tucanos emplumados, o PT se apressou em dizer que não havia dossiê algum. O que a VEJA chamara de dossiê seria um livro inacabado de Amaury com o título provisório de “Porões da Privataria”.

A reportagem da VEJA provocou a demissão do jornalista Luiz Lanzetta, responsável pela assessoria de imprensa da campanha. Juntamente com Amaury, ele procurara em Brasília o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo Sousa para lhe propor que espionasse Serra e alguns membros da própria campanha de Dilma.

Foi o que confirmou Onézimo em depoimento no Congresso. Lanzetta nega. Blogs simpáticos ao PT e a Dilma anunciaram então que o livro de Amaury acabaria divulgado na internet a cada semana um capítulo. Mas até aqui só foi divulgada a apresentação do livro “que irá descrever os porões da privatização na era FHC”.

Entre as “figuras de destaque na narrativa” de Amaury estão o ex-tesoureiro de campanhas de Serra e de Fernando Henrique, Ricardo Sérgio de Oliveira, e mais Verônica, Alexandre Bourgeois e Gregório Marin Preciado, respectivamente filha, genro e primo de Serra. Todos eles teriam se envolvido com negócios suspeitos.

Sabe-se agora que Ricardo Sérgio e Gregório Marin, além de Eduardo Jorge e Mendonça de Barros, o ex-ministro do governo FHC encarregado das privatizações, fazem parte da lista de 140 pessoas cujos sigilos fiscais foram violados em outubro do ano passado na delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista.

O PT controla o sindicato dos auditores da Receita desde o final dos anos 90. Com a eleição de Lula em 2002, tentou emplacar um dos seus simpatizantes, Deomar Moraes, na época chefe do serviço de inteligência da Receita, no poderoso cargo de secretário da Receita até então ocupado pelo economista Everardo Maciel, ligado ao ex-PFL.

Foi Antonio Palocci, antes mesmo de tomar posse como ministro da Fazenda, que não deixou. Deomar escreveu uma carta agradecendo o apoio do sindicato. Everardo foi substituído por Jorge Rachid, um dos quatro secretários adjuntos. Mal sentou na cadeira, Rachid passou a ser alvo de ataques do que é conhecido na Receita como o PT Fisco.

Suportou seis meses de intenso tiroteio. Por fim ganhou a confiança de Lula. Mas perdeu o lugar depois que Guido Mantega sucedeu a Palocci no ministério. Lina Vieira, a nova secretária da Receita, foi indicada por Nelson Machado, fundador do PT, fiscal do Estado de São Paulo e atual Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda.

Lina escancarou as portas da Receita para o PT Fisco. Presenteou-o com todos os cargos de chefia. Mas durou pouco. Foi vítima do mau desempenho de sua equipe e da crise econômica que provocou a queda da arrecadação. Saiu atirando em Dilma, a quem acusou de ter intercedido em favor da família Sarney, investigada pela Receita.

Otacílio Cartaxo, o atual secretário da Receita, é um técnico sem alinhamento partidário. Por ordem superior, admitiu a gravidade do episódio de Mauá e se disse perplexo. Não esperem, porém, que ele vá além disso. Antes de tudo, Cartaxo preza a própria carreira e detesta entrar em bola dividida.

No que depender governo, pois, jamais se saberá se o MauáGate serviu em parte para engordar o dossiê do PT contra Serra ou o inédito livro de Amaury. Assim como jamais se desvendou o caso dos aloprados que em 2006 montaram o primeiro dossiê contra Serra. São histórias que terminaram sem nunca ter chegado ao fim.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
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>Eleições 2010: Produção da campanha de Wilson Santos na internet chama atenção da imprensa nacional

Posted on agosto 11, 2010. Filed under: caça mitos, campanha, CQC, eleições 2010, Produção, TV Bandeirantes, Wilson Santos |

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 Coleção caça mitos – produção da central de mídia de Wilson Santos

A campanha de Wilson Santos e sua inserção nas redes sociais ja saiu das fronteiras do estado de Mato Grosso e começa a ganhar nível nacional. Desta vez Willian Araújo do portal Terra que produziu o texto que publicamos na íntegra abaixo:

A estética dos vídeos de campanhas políticas eleitorais costuma ser padrão. Geralmente são vídeos bem elaborados, com produção profissional, mas sempre seguindo certas diretrizes do ‘marketing político’.
Além da busca para atingir a maior parte dos eleitores, os vídeos também são submetidos à limitação do tempo da propaganda política e do custo dessas produções. Todos esses elementos acabam dificultando iniciativas que fujam à monotonia do horário político, uma das principais reclamações dos eleitores.
Entretanto, com o espaço ilimitado disponível na internet e com a popularização de softwares de edição de vídeo e equipamentos de filmagem, se torna viável inovar a abordagem dos candidatos. Mesmo com essas facilidades, na internet e nas redes sociais, a estética tradicional ainda predomina nos vídeos postados no YouTube.
Um caso de exploração das potencialidades das novas tecnologias em busca de uma estética diferenciada é do candidato ao Governo do Estado do Mato Grosso, Wilson Santos (PSDB). Sob a alcunha de “Caça-mitos”, paródia do programa “Caçadores de Mitos” do canal Discovery Channel, Wilson Santos apresenta vídeos de pouco mais de 3 minutos recheados de efeitos de edição e bom humor.
Esteticamente, os vídeos lembram – e muito – os recursos utilizados pelo programa CQC, da TV Bandeirantes. O programa usa animações sobrepostas às imagens do vídeo, agregando elementos cômicos ao contexto da reportagem.
No caso da campanha de Wilson Santos, os elementos visuais são utilizados para dar leveza aos conteúdos tratados nas produções que trazem a versão do candidato para fatos noticiados pela imprensa local.
Outro ponto característico dos vídeos do candidato mato-grossense é a participação de jovens apoiadores da campanha. Segundo o coordenador de mídias sociais de Santos, Mário Olímpio, a equipe responsável pelos vídeos é formada por jovens apoiadores de até 23 anos, que não trabalham de maneira profissional com produção de vídeos.
Olímpio afirma que os equipamentos usados nas gravações pertencem a quem produz os vídeos. São cerca de 25 pessoas, entre contratados e colaboradores. O coordenador explica que cada vídeo tem um custo médio de R$ 300. Segundo ele, foram destinados R$ 240.000 para campanha de Wilson Santos na internet. Esse valor representa menos de 2% do limite de gastos que o candidato declarou ao TRE-MT, que é de R$ 18 milhões.
Se na TV não adianta trocar de canal durante o horário político, nas redes sociais os candidatos precisam inventar novos jeitos para se destacar em meio a tanto conteúdo divertido à disposição do usuário na hora em que ele bem quiser.
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>Eleições 2010: Lula põe avião da FAB na campanha de Dilma, e nada teme

Posted on julho 19, 2010. Filed under: campanha, Dilma, eleições 2010, FAB, Lula |

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<!– function paginaSlideShow239612(id, num) { var index = -1; for (var i = 1; i<10; i++) { try { if (document.getElementById("img_" +id+ "_" +i).style.display == "") { index = i; } document.getElementById("img_" +id+ "_" +i).style.display = 'none'; document.getElementById("link_" +id+ "_" +i).style.fontWeight = ''; } catch (e) {} } switch (num) { case "+": if ((index != -1) && (index 1) { //alert(“img_” +id+ “_” +eval(index – 1)); document.getElementById(“img_” +id+ “_” +eval(index – 1)).style.display = ”; document.getElementById(“link_” +id+ “_” +eval(index – 1)).style.fontWeight = ‘bold’; } else if (index != -1) { document.getElementById(“img_” +id+ “_” +index).style.display = ”; document.getElementById(“link_” +id+ “_” +index).style.fontWeight = ‘bold’; } break; default: document.getElementById(“img_” +id+ “_” +num).style.display = ”; document.getElementById(“link_” +id+ “_” +num).style.fontWeight = ‘bold’; } } //–>
A oposição nem sequer ameaça processo por abuso de poder e uso da máquina pública, tampouco o Ministério Público Eleitoral se manifesta sobre a utilização do avião presidencial na campanha de Dilma Rousseff (PT). 
O uso abusivo do avião na campanha é caracterizado pelo transporte, para comícios como o de sexta (16), no Rio, do maior cabo eleitoral e principal instrumento da propaganda da candidata.
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>Eleições 2010: Ciro Gomes diz que não faz campanha ‘pra ninguém’, nem para Dilma

Posted on julho 18, 2010. Filed under: campanha, Ciro Gomes, Dilma, eleições 2010 |

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Submerso desde que Lula o empurrou para fora do tabuleiro da sucessão, Ciro Gomes voltou à tona num ato político do Ceará.
Reapareceu em Fortaleza, na inauguração do comitê de campanha do irmão Cid Gomes, candidato à reeleição para o governo do Ceará.
Revelou seu plano mais imediato: “Eu tenho um projeto que é não fazer campanha pra ninguém. Eu vou fazer campanha para o Cid e para a chapa dele”.
Mas nem para Dilma Rousseff pedirá votos? “Não, não”. Repisou: vai “tomar conta” da campanha do irmão. E ponto.
Aparentemente, Ciro cansou de fazer papel de bobo: “Isso tudo que aconteceu comigo, nesses passos da vida nacional, me machucou profundamente…”
“…Eu passei um momento de grande tristeza pessoal. Cheguei a negar a minha própria vocação. Eu me senti feito de bobo, que é uma sensação terrível…”
“…Mas tudo isso já passou, não sou de cultivar mágoa nem de lamber ferida, estou inteiro, de volta”.
Resumiu assim sua condição política atual: “Eu sou um ninguém nesse momento. Nem candidato sou, a nada”.
Pelo menos o deputado já reconhece que o fizeram de bobo. Está a meio caminho de deixar de sê-lo.

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