Capitalismo é genético

>Capitalismo é genético

Posted on outubro 25, 2009. Filed under: Alfredo da Mota Menezes, Capitalismo é genético |

>O escocês Gregory Clark escreveu um livro polêmico. Defende que a disposição para competir e crescer materialmente é genética. No caso, o capitalismo estaria nos genes. Não seria a religião, instituições, raça ou o que antes se falava que define a capacidade de um povo. Seria genético.

Ele não descobriu esse gene, acha que será descoberto. Ele fez foi estudos sobre povos que crescem na vida e aqueles que não crescem e chegou àquela conclusão polêmica. Na nova invenção, diferente de outras teorias do passado que só falava no homem branco, deu um jeito de encaixar agora os japoneses e os chineses.

Povos de raças misturadas, como os latino-americanos, não têm essa predisposição genética e estariam fadados a ser eternamente pobres. No caso, vamos ter que importar sêmen de qualidades dos homens brancos competitivos para melhorar a raça abaixo da linha do equador. Como se faz com os animais de raça hoje. Tem cada uma.

No passado os euro-americanos inventaram outras teorias para tentar mostrar porque eram superiores. Todas foram derrubadas ao longo do tempo. Toco em algumas delas.

Eles acreditaram e ainda acreditam que estão na frente em desenvolvimento por causa da religião protestante. Ela dava o espírito competitivo, a pessoa tinha que vencer nesta vida para se fazer merecedora da outra. Ela dava ênfase à ética e tinha bases para o crescimento do capitalismo e das instituições democráticas. Há milhares de livros e artigos defendendo esse ponto de vista. O maior deles é o de Max Weber “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, de 1904.

O catolicismo é bombardeado. Só pensava na outra vida, que os pobres é que iriam para o céu, uma crença anticapitalista. Não dava ênfase à ética e que o confessionário criava a impunidade. Era só ajoelhar em frente a um padre, se confessar que estava perdoado. Cria-se uma sociedade leniente e sem base para a democracia e capitalismo.

Concomitantemente criam a tese da superioridade racial. Têm, outra vez, milhares de estudos sobre isso também. Teses “científicas” mostravam por que o povo branco seria superior: o tamanho do crânio foi uma delas. O do branco seria maior, por isso mais inteligente.

Outra teoria foi sobre raças misturadas. Dizia que gente assim herdava sempre as piores qualidades dos pais. Veja até hoje se há tanta mistura de raça na Inglaterra ou nos EUA. Acreditam mais que o negro ou o índio puro são melhores qualificados do que gente mestiça ou marrom, como chamam.

Não satisfeitos criaram uma outra teoria: a do clima. Pessoas só poderiam crescer materialmente morando em região de clima temperado. Mesmo que haja países da América Latina em clima como esse como Chile, Argentina e Uruguai lá não acreditava no crescimento por causa de outro fator: cultural. Somos filhos da cultura ibero-católica.

Países como México, Colômbia ou Equador não se desenvolveriam, dizia a teoria do clima, porque a alta altitude acaba com a vontade da pessoa em produzir. É contra o espírito de competição.

Foram tantas teorias no passado, agora apareceu uma nova do homem branco. Está na genética a diferença entre as bandas do mundo. Se essa for desmontada aparecerá outra.

Autor: Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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