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>Com superávit primário abaixo da meta em 2010, Petrobras faz capitalização para equilíbrio fiscal

Posted on outubro 25, 2010. Filed under: BNDES, capitalização, Diário Oficial da União, equilíbrio fiscal, Petrobras, Tesouro Nacional |

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Com superávit primário abaixo da meta em 2010, o governo federal contará com uma ajuda de peso para equilibrar a situação fiscal: as receitas obtidas com a capitalização da Petrobras. Na prática, o Tesouro Nacional está antecipando os ganhos da exploração do pré-sal para fechar as contas públicas, num reforço que chega a R$ 31,8 bilhões e garantirá superávit recorde.
Plataforma da Petrobras
Os números serão apresentados no resultado do Tesouro do mês de setembro, que será anunciado nesta semana, mas já foram divulgados no Diário Oficial da União, que publicou os resultados finais da capitalização da Petrobras. Os recursos extras virão da diferença entre o que a companhia petrolífera pagou para explorar os poços da União (cessão onerosa) e o que o Tesouro desembolsou para ampliar a participação do governo na Petrobras (subscrição de ações).
Por meio do processo de capitalização, a Petrobras recebeu R$ 120,248 bilhões de investidores que compraram ações da companhia. A empresa, no entanto, teve de pagar R$ 74,808 bilhões para a União, para ter o direito de usar os poços da camada pré-sal, no processo de cessão onerosa. O montante pago pela companhia é equivalente a 5 bilhões de barris pelo preço médio de US$ 8,51.
Desse total, R$ 67,816 bilhões foram pagos por meio de títulos públicos e R$ 6,992 bilhões foram desembolsados em dinheiro. O Tesouro Nacional, no entanto, não ficou com toda a quantia, pois teve que pagar R$ 42,928 bilhões em títulos à estatal para subscrever as ações.
A subscrição de ações ocorre quando, num processo de aumento de capital, os atuais acionistas pagam para manter o percentual de participação na empresa. Se a subscrição não for feita, o acionista mantém as ações, mas perde participação na companhia. No caso da Petrobras, como vários acionistas minoritários não fizeram a subscrição, o governo não apenas manteve o controle como aumentou a participação na estatal de 39,8% para 46,9%.
A diferença entre o que o Tesouro recebeu no processo de cessão onerosa e o que desembolsou na subscrição (R$ 31,880 bilhões) engordará os cofres federais. No entanto, o Tesouro só lucrou com a operação porque não assumiu toda a despesa com a subscrição. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, entrou com R$ 24,753 bilhões em títulos, e o Fundo Soberano aportou entre R$ 10,15 bilhões e R$ 11,45 bilhões.
Fonte: A Gazeta
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>Petrobras passa a ser a 4ª maior empresa do mundo após a capitalização

Posted on setembro 24, 2010. Filed under: Bank of China, Berkshire Hathaway, capitalização, China Mobile, Exxon Mobil, FT Global 500, General Electric, Microsoft, Petrobras, PetroChina, Wal-Mart |

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A Petrobras passou a valer cerca de US$ 217 bilhões, com os cerca de US$ 70 bilhões que  conseguiu com o processo de capitalização, a petrolífera brasileira se tornou a quarta maior empresa do mundo em valor de mercado, considerando o fechamento das bolsas de valores na quinta-feira (23).  mais do que companhias como a Microsoft, o Wal-Mart e a General Electric. À frente da Petrobras estão a Exxon Mobil, com valor de mercado de US$ 311 bilhões, a PetroChina, com US$ 265 bilhões, e a Apple, com US$ 264 bilhões.

AS MAIORES EMPRESAS DO MUNDO

Posição Empresa País Setor Valor de mercado*
Exxon Mobil EUA Petróleo 311,26
PetroChina China Petróleo 264,99
Apple EUA Tecnologia 263,95
Petrobras** Brasil Petróleo 216,69
Microsoft EUA Tecnologia 211,41
Bank of China China Financeiro 211,14
China Mobile China Telecomunicações 206,36
Berkshire Hathaway EUA Financeiro 200,69
Wal-Mart EUA Varejo 195,10
10º General Electric EUA Variado 172,56
  • Fonte: Thomson Reuters e FT Global 500
  • *Valor de mercado em 23/09 em bilhões de US$
  • **Os US$ 216,69 bilhões referem-se ao valor de mercado da Petrobras após o fechamento das bolsas em 23/09, que foi de US$ 146,69 bilhões, mais os cerca de US$ 70 bilhões obtidos com a capitalização

A seleção das companhias foi feita tomando como base a edição de 2010 do ranking FT Global 500, das 500 maiores empresas do mundo, do Jornal Financial Times, elaborada com dados de 30 de março. Os valores de mercado, porém, foram atualizados com base no fechamento das ações da última quinta-feira (23).

O valor de mercado é o preço de cada ação da empresa multiplicado pelo número de papéis em circulação, ou seja, representa o quanto um investidor pagaria se fosse possível comprar todas as ações da companhia. Isso significa que esse valor varia diariamente, de acordo com a cotação dos papéis da empresa.

Fonte: Economia UOL

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>Petrobrás ganha R$ 24,7 bilhões por não repassar queda no preço do petróleo

Posted on agosto 22, 2010. Filed under: acionistas, capitalização, consumidor, diesel, gasolina, infraestrutura, Investimentos, Petrobras, Preços |

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Os preços da gasolina e do diesel no Brasil estão prestes a completar dois anos com valores acima das cotações internacionais. Trata-se do período mais longo de alta desde a liberação do setor, em 2002, garantindo à Petrobrás uma receita adicional de R$ 24,7 bilhões, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Para analistas, esses recursos vêm ajudando a estatal a manter o ritmo de investimentos enquanto espera a capitalização. “O consumidor brasileiro está subsidiando o plano de investimentos da Petrobrás”, resume o diretor do CBIE, Adriano Pires. Em levantamento a pedido do Estado, o especialista indica que, desde outubro de 2008, os preços da gasolina e do diesel estão mais caros no Brasil do que no exterior.
Naquele ano, as cotações internacionais do petróleo desabaram por causa do estouro da crise mundial, chegando ao piso de US$ 37 por barril em dezembro.
A Petrobrás chegou a promover uma redução de preços no período – de 4,5% para a gasolina e 15% para o diesel –, mas não foi suficiente para equalizar os valores internos com os do mercado internacional. Não houve, também, impacto nas bombas, já que o governo elevou os impostos sobre os dois produtos, revertendo a redução do ano anterior, quando a estatal aumentou seus preços para acompanhar a escalada das cotações do petróleo.
Na média de julho, diz Pires, a gasolina brasileira estava 24% mais cara que a cotação do Golfo do México, usada como parâmetro para a Bacia do Atlântico. No caso do diesel, a diferença era de 14%. Na prática, a Petrobrás não é obrigada a seguir as cotações internacionais, embora esse tenha sido o objetivo da liberação do mercado em 2002. A estatal diz que sua política prevê acompanhamento de longo prazo.
Como sempre é o povo brasileiro que paga pela má gestão nas estatais
Em nota enviada ao Estado, a companhia declara que “a política de preços adotada pela Petrobrás gera um fluxo de caixa mais estável, o que é positivo para a empresa e acionistas, além de diminuir o impacto da volatilidade dos preços internacionais sobre a economia brasileira e permite à companhia vender seus produtos ao preço médio que vigora no mercado internacional”. Desde 2002, porém, não houve período tão longo de alta.
A expectativa é que a diferença se mantenha nos próximos meses. Do ponto de vista da Petrobrás, o mercado não espera quedas de preços em 2010, visão compartilhada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que tocou no assunto na ata de sua última reunião. As cotações do petróleo – e, consequentemente, dos combustíveis no exterior – também devem se manter estáveis, oscilando em torno dos US$ 75, segundo projeção da consultoria Tendências.
Alívio
A manutenção desse cenário representa um alívio nas contas da Petrobrás, que encontra dificuldades para manter seu plano de investimentos, orçado em R$ 88,6 bilhões em 2010. A empresa está no limite de endividamento e, enquanto a capitalização não é concluída, utiliza o caixa adicional obtido com a venda de gasolina e diesel mais caros para ajudar a fechar suas contas. Os outros combustíveis, como querosene de aviação e gás natural, acompanham mais de perto as cotações internacionais do petróleo.
“Certamente essa política de preços está ajudando a Petrobrás a enfrentar seus problemas de caixa e a bancar seu plano de investimentos”, comenta Walter de Vitto, especialista em energia da consultoria Tendências. Os R$ 24,7 bilhões calculados por Pires como ganho adicional equivalem a todos os recursos que a companhia mantinha em caixa no fim do terceiro trimestre. Até o fim de junho, a empresa investiu R$ 38,1 bilhões.
“No fundo, o caixa que a Petrobrás esta fazendo (com os combustíveis) está gastando. Pode-se dizer que ela está fazendo um investimento adicional com esse caixa”, diz um analista do mercado financeiro que prefere não se identificar. Prevista inicialmente para julho, a capitalização foi adiada para setembro e depende de negociações sobre o preço das reservas que serão vendidas pelo governo à estatal. 
Fonte: Estadão
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>Consultores recomendam compra de ações da Petrobras

Posted on agosto 4, 2010. Filed under: ações da Petrobras, capitalização, consultor, Consultores, empresa, estatal, investidor |

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Pressionada pelo governo, a estatal adiou de julho para setembro a oferta pública de ações necessária para capitalizar a empresa e, com isso, levar adiante seu plano de investimento de R$ 224 bilhões entre 2010 e 2014.
Estima-se que a capitalização arrecade entre R$ 50 bilhões e R$ 100 bilhões.
O ambicioso plano de capitalização, porém, ainda está cercado de incertezas. A principal delas é com relação ao valor dos 5 bilhões de barris em reservas que a empresa receberá da União.
“Os analistas estão com dúvida sobre o preço das ações, uma vez que ainda não se sabe o valor do barril”, afirma Reinaldo Zakalski, diretor-executivo da BI Invest.
O cenário de incertezas foi reforçado no último domingo (1º). Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a Petrobras teria reformulado a forma como a capitalização será levada adiante.
De acordo com o jornal, a oferta de ações, inicialmente restrita aos atuais acionistas, deverá ser modelada como oferta global, ou seja, será aberta a todos os interessados no Brasil e no mundo (leia texto na íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Desde que anunciou o adiamento de sua capitalização para setembro deste ano, as notícias em torno da Petrobras têm causado insegurança no mercado.
Apesar do cenário, consultores ouvidos pelo UOL Economia acreditam que o momento é bom para comprar papéis da estatal (PETR3, PETR4), mas lembram de que se trata de um investimento a longo prazo.
Com a mudança no modelo, os atuais acionistas perderiam o chamado direito de preferência. Além disso, as regras formuladas pelo governo para o uso do FGTS na capitalização não teriam mais sentido.
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, a Petrobras reiterou sua intenção de realizar o processo de capitalização com prioridade de alocação aos detentores de ações de emissão da companhia.
Eleições
Outro problema que tem influenciado negativamente o mercado é a incerteza de que o processo será realmente levado adiante em setembro. Isso porque o clima eleitoral pode influenciar o mercado, já que a capitalização ocorreria perto do primeiro turno das eleições.
“Foram surgindo várias dúvidas durante o processo de capitalização, e isso foi deixando os investidores indecisos. Quando parecia que ia sair em julho, a capitalização foi adiada para setembro. Isso trouxe ainda mais dúvidas para os investidores”, afirma Daniley Ferreira Rodrigues, sócio-diretor da Método Investimentos.
Bom momento
Em meio a esse cenário, os papéis da Petrobras acumulam forte queda nos sete primeiros meses do ano.
De janeiro a julho, as ações preferenciais (que possuem preferência na hora de receber dividendos, mas não têm voto) desvalorizaram-se 23%, segundo a consultoria Economatica. Esse foi o sexto pior resultado dentro do Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista).
As ações ordinárias (aquelas que dão direito a voto) tiveram perda de 22,1%, sétimo pior desempenho. No mesmo período, o Ibovespa acumulou queda de 1,56%
A queda no preço das ações da estatal nos últimos meses, porém, pode ser vista como uma boa oportunidade.
“Parece ser um momento interessante para comprar ação da Petrobras. Mas sempre pensando no médio e no longo prazo”, adverte Zakalski.
“Independentemente da capitalização, o papel da Petrobras sempre será um dos carros-chefe do nosso mercado. De maneira geral, tem de estar na carteira do grande e do pequeno investidor”, analisa.
O consultor Rodrigues também diz acreditar que o momento seja bom para comprar. “As ações estão em um patamar muito interessante, mas o investidor não deve entrar com tudo. Ele deve investir uma parte agora e esperar para ver como se desenrola a capitalização”, afirma.
“Se o investidor tiver paciência e disciplina para esperar a capitalização, ele pode ter ganhos significativos pensando no longo prazo”, comenta Max Bueno, analista de investimentos da Spinelli.
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>Petrobras prepara capitalização para junho, deve ser a maior já feita com venda de ações no mundo

Posted on fevereiro 19, 2010. Filed under: capitalização, investimento, petróleo, Petrobras, venda de ações |

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Bancos de investimento nacionais e estrangeiros se preparam para levantar cerca de US$ 50 bilhões em dinheiro novo ainda em junho para a Petrobras. A operação, que depende de autorização do Congresso, deve se tornar a maior captação de recursos do mundo por meio da venda de ações.

O volume que será levantado nos mercados globais tem por base o preço de US$ 5 o barril, o piso do intervalo estabelecido pelo governo, e que tende a ser confirmado pelos consultores independentes. Esse preço é uma estimativa de quanto valeria, em valores atuais, o petróleo que será extraído no futuro (daqui a 15 ou 20 anos) na camada de pré-sal. A parte do governo na capitalização será dada por meio da cessão de 5 bilhões de barris desse petróleo.

Segundo os bancos de investimento, não está descartada a possibilidade de que o valor fique pouco abaixo de US$ 5 o barril, aumentando a atratividade do investimento e facilitando a captação de recursos.

Junto com o aporte do governo, estimado em US$ 25 bilhões se o petróleo ficar em US$ 5 o barril, a capitalização da Petrobras pode atingir US$ 75 bilhões, superando o aumento de capital de US$ 19 bilhões do Bank of America em 2000 e a abertura de capital do chinês ICBC (Banco Industrial e Comercial da China), de US$ 19,1 bilhões em 2006.

Os recursos vão para a exploração das reservas de petróleo na camada de pré-sal, cujas estimativas motivaram o governo a rever o marco regulatório do setor, privilegiando a estatal e a União, dona das reservas.

Na operação, participam 12 dos principais bancos de investimento de alcance global, que têm o Banco do Brasil como uma espécie de “líder informal” do grupo devido à sua proximidade com o governo. Os líderes definitivos da operação, no entanto, só serão escolhidos após a aprovação no Congresso e o desenho final da capitalização.

Esses bancos já iniciaram as consultas aos principais clientes institucionais, a maioria fundos de pensão e de investimento nacionais e estrangeiros, para saber se eles deverão aportar recursos novos para manter sua participação na estatal. Isso porque os atuais acionistas, incluindo a União e os trabalhadores que compraram ações por meio do FGTS, têm preferência na hora de comprar os papéis. O acionista que decidir não “acompanhar” a oferta de ações poderá vender seu direito para um terceiro.

Trata-se do negócio mais importante do ano para os bancos de investimento com presença no Brasil. Os honorários desses bancos devem bater em US$ 100 milhões cada um, dependendo do montante que conseguirem trazer para a Petrobras. O valor equivale às receitas de um ano de trabalho das respectivas áreas desses bancos.

Cronograma
Junho é a data limite para fazer uma captação desse porte nos mercados internacionais, pouco antes das férias de verão no Hemisfério Norte, que vão até setembro. Para atingir a meta, a aprovação do projeto de lei no Congresso, que tramita em regime de urgência, precisa ocorrer até abril.

Se algo der errado, a capitalização só poderá acontecer em setembro, um mês antes da eleição presidencial, período sujeito a turbulências nos mercados. A Câmara deve analisar o assunto nos próximos dias 2 e 3 de março.

Segundo a Petrobras, a capitalização ainda não tem uma data acertada nem foi definido o valor do barril de petróleo que será utilizado para desenhar a operação. “Somente depois da aprovação pelo Congresso será possível definir uma data para a operação. A estimativa é que, em até 90 dias após aprovado o projeto, a capitalização esteja concluída. Não existe ainda valor estimado para o barril”, afirmou, em nota, a assessoria da estatal.

A Petrobras afirma ainda que a União não definiu as áreas de exploração de petróleo que serão cedidas à estatal. “Somente após isso as certificadoras poderão estimar o valor do barril. E depois a Petrobras e a União irão negociar o valor”, informou.
Fonte: Folha de S. Paulo

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