Carlos Chagas

>Freio de arrumação nas pesquisas?

Posted on setembro 29, 2010. Filed under: arrumação, Carlos Chagas, eleitores, Freio, metodologias, municípios, pesquisas |

>Por Carlos Chagas

Tempos atrás singular solução foi encontrada pelos motoristas de ônibus, no Rio, quando não havia metrô e os transportes coletivos eram piores do que hoje. Diante da lotação total das viaturas e da necessidade de recolher mais passageiros nos pontos, sem espaço para entrar, os imaginativos motoristas gritavam para os trocadores, lá atrás: “vamos para mais um freio de arrumação!”
Uma freada súbita levava primeiro para a frente e depois para a retaguarda os montes de passageiros que viajam em pé, no corredor, abrindo-se espaços entre os que se agarravam aos bancos e os que iam caindo. Assim, entrava mais gente.
Guardadas as proporções, é o que acontece com as pesquisas eleitorais, com raras exceções uma atividade comercial como qualquer outra, onde o faturamento se torna essencial. Como são muitos os candidatos, os números começam não batendo, para depois chegarem a uma espécie de pré-consenso, não necessariamente um espelho das tendências populares. Entram nessas contas os patrocinadores, os clientes, os veículos onde serão publicados os resultados e, com todo o respeito, os interesses empresariais.
Apesar da sofisticação das metodologias e da capacidade dos responsáveis, sabem todos que por impossibilidade prática ou por malandragem, das dificuldades de aferir corretamente as tendências de um eleitorado de 132 milhões cidadãos e cidadãs num universo de 5.583 municípios através de consultas a no máximo 4 mil eleitores em apenas 200 cidades.
O problema é que o tempo vai passando, as campanhas se acirram e às vésperas do pleito é preciso dar um freio de arrumação nas pesquisas. Acoplá-las o melhor possível ao resultado próximo das urnas, medida imprescindível para garantir clientes nas próximas eleições.
Quando os números começam a mudar, surgem três indagações: 
  • 1. Estavam errados os percentuais divulgados até então, não era aquele o sentimento popular. 
  • 2. Estavam certos e as alterações de última hora refletem desesperada tentativa de atender a interesses obscuros.
  • 3. O povo é instável, volúvel e bobo, porque mudou como biruta de aeroporto.
De modo geral os institutos ficam com a última hipótese, insurgindo-se contra a possibilidade de terem sido parciais e cometido erros, jogando a responsabilidade nos mesmos de sempre, os eleitores. Só que vigarice tem limites. O que estão fazendo é dar um freio de arrumação nas pesquisas, quando a solução natural seria, lá como cá, investir em melhores transportes coletivos ou ampliar substancialmente o leque das consultas eleitorais.
Fonte: CH
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>Até onde vai a paciência nacional

Posted on agosto 22, 2010. Filed under: Assembléias Legislativas, Carlos Chagas, Câmara, Dilma Rousseff, governo Fernando Henrique, José Serra, paciência, presidente Lula, propaganda eleitoral, rádio, Senado, televisão |

>Por Carlos Chagas

Ainda estamos na primeira semana da propaganda eleitoral pelo rádio e a televisão e já tem gente dizendo que não agüenta mais. Menos pela pregação dos candidatos à presidência da República, mais pelo monte de pretendentes às Assembléias Legislativas, à Câmara e ao Senado. 
Os candidatos a governador ficam em cima do muro, uns aceitáveis, outros nem tanto. Fica difícil imaginar como a paciência de todos nós suportará esse suplício até 30 de setembro.
Porque os candidatos a deputado e senador, com as exceções de sempre, tem sido lamentáveis. Dispondo de pouquíssimos segundos para apresentar-se, tentam resumir suas candidaturas em pequenas frases de efeito que, além de nada exprimirem, na maior parte das vezes são mentiras.
Dificilmente algum desses candidatos conseguirá votos por conta de sua aparição na televisão. Nem de suas vozes, no rádio. A imensa maioria do eleitorado escolherá seus deputados e senadores por outros motivos, como tendo acompanhado suas carreiras, conhecido suas promessas ou estarem ligados a eles por simpatia, amizade ou parentesco. 
Também por dinheiro, em alguns casos.
Com a mesma ressalva das exceções, imagine-se que tipo de Congresso vamos ter a partir do ano que vem. Como dizia o dr. Ulysses, pior do que o atual Congresso, só o próximo.

PRESSÕES SOBRE JOSÉ SERRA

O Grão-Tucanato resolveu dar uma prensa em José Serra. Por conta da inferioridade nas pesquisas, dirigentes do PSDB querem mudar o perfil do candidato. Exigem que ele seja mais agressivo diante de Dilma Rousseff, mais violento ao referir-se ao governo e ao presidente Lula e mais laudatório para com o governo Fernando Henrique.
Ainda que no último debate, da Folha-Uol, Serra tenha arremessado mais farpas na candidata do PT, nada indica que ele se curvará à exigência dos tucanos mais emplumados. Quando as pessoas tentam ser o que não são, geralmente quebram a cara, como ainda há pouco aconteceu com o Dunga. Serra tem características própria, como a da cara fechada, do riso difícil, da meditação antes de dar respostas improvisadas e da tendência de não transformar adversários em inimigos. Se vier a dar a volta por cima nas pesquisas, o que parece difícil, terá sido pelo seu modo de ser. Jamais por ter vestido a fantasia de homem das cavernas. Nem no discurso do célebre comício do dia 13 de março de 1964, que o levou para um prolongado exílio, nem naquele discurso Serra passou dos limites ou fez ameaças, como fizeram João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes e outros. Não seria agora que mudaria, para a vitória ou a derrota.

EUFORIA DEMAIS FAZ MAL

Dilma Rousseff mantém-se atenta e não permite que em volta dela já se comece a cantar o “já ganhou”. Até recomenda que seus companheiros mais açodados deixem o salto alto e continuem a trabalhar como se a eleição só fosse ser resolvida no dia 3 de outubro, nunca antes.
O diabo é que na alta cúpula do PT sopram ventos de euforia demasiada, de certeza de já estar a candidata eleita. Por conta disso surgem os bicões de sempre, aqueles que já pensam na formação do ministério Dilma e lançam-se em disputas privadas que só fazem tumultuar o clima da campanha. Começa que nem com o Lula, Dilma discutiu quem deve ou não deve integrar o seu governo. Primeiro, é preciso ganhar a eleição. Seria bom, para ela, se alguns companheiros parassem de contar com a sorte grande antes de a loteria ter corrido.

TESTE PARA OS PRESIDENCIÁVEIS

O Clube Militar, no Clube Naval e o Clube da Aeronáutica formalizaram convites aos principais candidatos presidenciais para, num mesmo dia, talvez esta semana, comparecerem para um debate com seus associados. As datas estão sendo arranjadas, parecendo impossível que Dilma, Serra, Marina e Plínio deixem de estar presentes.
Se os quatro candidatos formaram na primeira linha de resistência ao regime militar, com uma presa e dois exilados, também é verdade que os chefes e a oficialidade de hoje nada tiveram a ver com os desmandos daquela época. Por coerência, eles mantém respeito ao passado, ainda que jamais concordância com tudo o que aconteceu.
Não irão provocar os candidatos, como esperam, no reverso da medalha, não ser provocados. A reunião dos presidenciáveis com os militares tem tudo para se constituir num ponto alto da campanha. Vamos aguardar, torcendo. Fonte: Artigos CH
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>Repartindo o pão e o governo

Posted on agosto 5, 2010. Filed under: Carlos Chagas, day after, Dilma Rousseff, eleições, Gim Argelo, ministros, Palácio do Planalto, Repartindo o pão e o governo |

>Por Carlos Chagas

Ainda bem que Dilma Rousseff não compareceu ao almoço com senadores e ministros, terça-feira, em Brasília. Imagine-se que reação teria ao ouvir o discurso de seu candidato a vice, Michel Temer, participando aos presentes a proximidade da hora de repartirem o pão.
Como o prato principal na residência do senador Gim Argelo era bacalhau, ficou evidente que o presidente do PMDB referia-se a um tipo figurado de alimento. No caso, a divisão do poder no futuro, dados os prognósticos da vitória de Dilma em outubro. Como a maioria dos senadores pertencia ao partido majoritário, mais clara ficou a perspectiva de partilha. Vão com toda sede ao pote, ou melhor, ao prato de pão.
A candidata detesta discutir o day after das eleições. Nem mesmo com o Lula, pelo que sabe, surge o assunto do seu possível ministério. Não se sentiria à vontade, ouvindo o silogismo do companheiro de chapa.
Vai ficando claro o objetivo de Michel Temer: instalar-se no palácio do Jaburu como uma espécie de ponte entre o novo governo e o Congresso. Ou vice-versa, tendo em vista a pouca experiência de Dilma nas relações político-partidárias.
Hoje, o PMDB tem seis ministérios, além de montes de diretorias de empresas estatais e penduricalhos. Contribuindo decisivamente para a vitória da ex-ministra, buscaria aumentar o número? Ajudar a compor os possíveis aliados, com a promessa de aprovação dos projetos de interesse do palácio do Planalto? Domar o PT, cujo número de novos senadores e deputados ainda é desconhecido?
Vale concluir que o pão parece uma imensa baguete. A fome, também.
Fonte: CH
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>Ilusões ao mar

Posted on julho 8, 2010. Filed under: Carlos Chagas, ilusões, mar |

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Por Carlos Chagas
Mais grave do que Dilma Rousseff haver trocado seu progressista programa de governo por outro insosso e inodoro, horas depois de apresentá-lo no Tribunal Superior Eleitoral, é saber porque a candidata promoveu a mudança. Não que tenha inovado alguma coisa. O Lula está cansado de fazer o mesmo, desde 2002, quando nos palanques prometeu reformas de verdade e acabou escrevendo a tal “Carta aos Brasileiros”. Ainda há pouco assinou o Plano Nacional dos Direitos Humanos e depois rasgou, uma por uma, suas inovações.
O triste, nesse episódio ocorrido na inauguração da campanha eleitoral, é que a candidata cedeu às mesmas pressões que vem marcando o governo de seu patrocinador. Importa menos ter sido intermediário Antônio Palocci, como representante das elites. Frustrante foi ver Dilma retirar do texto propostas como a taxação das grandes fortunas, a função social da imprensa, a redução da jornada de trabalho, o fim da criminalização dos movimentos sociais e outras de igual significado.
Está em festa o andar de cima, cientes seus inquilinos de poder fazer com ela o que tem feito com ele, ou seja, impor a permanência de seus privilégios. Ainda assim, passaram recibo através dos editoriais dos jornalões, seus porta-vozes. Admoestaram Dilma por haver ousado apresentar o texto inicial, mesmo tendo sido retirado horas depois. Daqui a pouco estarão proibindo a ex-ministra até de pensar diferente deles. Se esse ensaio-geral exprime a peça a ser encenada pelo novo governo, no caso de vitória da candidata, melhor será deitar ao mar as ilusões, se alguém ainda as possui. 
Fonte: CH
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>Hoje, futebol

Posted on junho 20, 2010. Filed under: África do Sul, Carlos Chagas, Fifa, FUTEBOL, política |

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Por Carlos Chagas
Não dá para resistir à tentação de, por um dia, trocar a política pelo futebol. Iniciativa até profilática, na medida em que determinadas observações sobre o que vai acontecendo nos gramados da África do Sul poderão servir de lição para o que se passa no Congresso, nos partidos e na sucessão presidencial.
Já reparou o leitor que pelo menos até agora estão se classificando os selecionados dos países da América Latina? México, Uruguai, Argentina, Paraguai, Brasil e Chile vão vencendo, ficando apenas Honduras no rol dos perdedores.
Por que? Pode ser que as próximas disputas venham a desmentir essa tentativa de interpretação, mas, por quanto, porque os selecionados referidos são puros. Puros? Sim, sendo todos os craques, sem exceção, cidadãos das próprias nações, mesmo em maioria atuando em clubes estrangeiros. Situação bem diferente de times como França, Inglaterra, Suíça, Alemanha e outras, polvilhadas de jogadores naturalizados cidadãos dos países onde jogam. Não se trata de uma questão de raça nem de cor, mas apenas de raízes. O africano que disputa a copa com camisa diferente daquela de sua terra natal carece de força interna capaz de fazê-lo empenhar-se no limite de sua resistência. Falta-lhe garra. Aliás, esse raciocínio também deve valer para brasileiros bissextos que viraram portugueses, japoneses e alemães por questões comerciais. Jamais se livrarão, os que abandonaram sua cidadania natural, da pecha de mercenários. Pensarão primeiro na própria carreira, até com razão.
Outra observação a registrar situa-se nessa espécie de imperialismo europeu que tem prevalecido nas copas do mundo. Basta ver, nas eliminatórias travadas nos diversos continentes, o número de vagas oferecidas. Para a América do Sul, apenas quatro, mais uma da repescagem. Para a Europa, treze. Como esquecer que até uma ilha perdida entre a Dinamarca e a Suécia entrou na disputa? Sem falar que Gales e Escócia só não se classificaram, junto com a Inglaterra, por fraqueza de seus times, apesar de constituírem a mesma pátria. Está na hora de as Américas reivindicarem mais espaço, assim como a África e até a Ásia. Ou, pelo menos, exigirem a redução dos espaços europeus. Afinal, o fato de terem inventado o futebol não os credencia ao exercício de nenhuma ditadura esportiva.
Quando presidente da Fifa, bem que João Havelange promoveu sensíveis mudanças, a começar pela inclusão da África na competição, mas não conseguiu vencer a organização do imperialismo europeu. Pode ser que o próximo presidente, em 2014, venha de algum país afastado do Velho Mundo.
Tem mais, como adendo. Há países europeus, até mais de um, nos oito grupos que disputam a copa. Faltam latino-americanos em três.
Antes da partida final, não vamos cometer a ingenuidade de supor os europeus fora da conquista da taça. Falta muito jogo. Mas, ao menos até agora, qual o continente que mais se destaca? Por coincidência o mais prejudicado, apesar de estar apresentando o melhor futebol.
Bem que alguns partidos políticos de nossa atualidade poderiam organizar-se para superar a prevalência do PMDB, por disporem de doutrina, ideologia e objetivos muito superiores à atual federação de interesses pessoais em que se transformou o maior partido nacional. Possível sempre será. Fonte: www.claudiohumberto.com.br
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>Aécio quase no Altar

Posted on maio 25, 2010. Filed under: Aécio Neves, Belo Horizonte, Carlos Chagas, José Serra, pesquisas, PSDB, tucanos |

>Por Carlos Chagas

De Belo Horizonte chegam versões de que Aécio Neves já se decidiu pelo casamento. Comunicaria ao Alto Tucanato a disposição de concorrer à vice-presidência da República na chapa de José Serra, se a convenção do mês que vem o indicar.
Parece bom não confundir informe com informação, mas é nesse sentido que o vento sopra das Gerais. Se for para evitar a derrota ou, pelo menos, para desatar o nó do empate na sucessão, o ex-governador dispõe-se ao sacrifício. Ainda mais caso Serra, eleito, patrocine na reforma política o fim da reeleição, ampliando para cinco anos o mandato dos presidentes e governadores, mas a partir do próximo, a ser eleito em 2014.
Dirigentes do PSDB aguardam o próximo encontro entre os dois ex-governadores, possivelmente esta semana. Confiam em que São Paulo e Minas, unidos, farão o pêndulo mover-se para a chapa pura que representariam Serra e Aécio.
Restará o problema do governo de Minas, onde Antônio Anastásia não vai bem de pesquisas. Só que candidato ao Senado e não à vice-presidência, Aécio Neves, mesmo obviamente eleito, arriscaria a dupla derrota, nos planos federal e estadual. Tornando-se inquilino do palácio do Jaburu, mesmo perdendo o palácio da Liberdade, exprimiria um pólo de aglutinação mineira a partir de Brasília.
Na hipótese de a equação progredir assim, sobra a questão das duas senatórias mineiras. Uma das vagas, os tucanos tentariam preencher com as próprias penas, lançando Eduardo Azeredo para a reeleição. A outra seria do ex-presidente Itamar Franco.

Fonte: ClaudioHumberto

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>A conta que nunca vai ser paga

Posted on março 28, 2010. Filed under: Carlos Chagas, Casa Civil, Dilma Rousseff, eleições, Imposto de Renda, Justiça Eleitoral., PAC II |

>Por Carlos Chagas
A progressão, por enquanto, é aritmética: a primeira  multa foi de 5 mil, a segunda de 10 mil reais. Continuando as coisas como vão, é possível que a Justiça Eleitoral recorra à progressão geométrica. Sendo assim,  quando outubro chegar o presidente Lula estará devendo alguns bilhões pela prática de propaganda eleitoral antecipada.

O singular nessa história é que S. Exa. não vai pagar um centavo, menos pelos recursos interpostos às  decisões do Tribunal Superior Eleitoral, mais porque já encontrou a solução para poupar o seu dinheiro: em praça pública,  no interior de São Paulo, pediu que levantassem o braço quantos estivessem dispostos a pagar por ele. Foi uma floresta de braços.

Ficamos irritados ao receber multas,  seja do Imposto de Renda, seja do Detram. Muitas vezes pela injustiça, outras pela falta de fundos. Já com  o primeiro-companheiro é diferente. Ele ri, faz gozação e dá de ombros, mesmo reconhecendo a culpa.  Está debochando da decisão do Judiciário e, pelo jeito, continuará levando Dilma Rousseff a tiracolo, pedindo votos para a  candidata. 

Na mesma oportunidade, o presidente comentou que nem vento bate nas costas de político sem mandato, referindo-se à sua situação, depois de 31 de dezembro. Negativo. Se Dilma for eleita, ele funcionará como oráculo ostensivo. Se perder, assumirá a chefia da oposição.

 
 

QUEM SAI E QUEM FICA?

 

Marcada para quarta-feira a solenidade de demissão coletiva dos ministros candidatos às eleições de outubro,    ainda sobram dúvidas sobre o número dos presentes. Tem ministros perdendo o sono, sem saber se saem ou se ficam.  Também não estão definidos os nomes de todos os novos  ministros. Tudo indica que o presidente nomeará os secretários-executivos em exercício, com uma ou outra exceção. Resta saber quais.

Os ministros que permanecem mantém acesa a chama da esperança de aproveitamento  no governo Dilma Rousseff, se a candidata for eleita. Há também os que já pensam em cuidar da vida, mas, ao contrário de ex-ministros de outros governos, nenhum deles cogita fundar bancos. Nem mesmo Henrique Meirelles, por sinal um dos que hesita em ficar ou sair do Banco Central.

 
 

O PAC II

 

Será conhecido amanhã o PAC II, com direito a toda pompa e circunstância na festa de sua apresentação. Poderá ser a derradeira  aparição de  Dilma Rousseff como chefe da Casa Civil. Caberá a ela detalhar as novas obras propostas no plano, bem como explicar porque parte do PAC I não se realizou. Vai ser difícil, mas a candidata está aprendendo a fazer da limonada um limão, pela proximidade com o chefe.

A solenidade marcará o inicio do festival de despedidas do presidente Lula, a se estender até 31 de dezembro.

 

ATÉ VOCÊ, SERRA?

 

Causou mal-estar no ninho dos tucanos a crítica de José Serra aos jornais, numa imitação barata do presidente Lula. O governador chamou  a mídia de leviana, acentuando que nenhum dos dois grandes matutinos de São Paulo escapava.  Referiu-se, é evidente, ao “Estadão” e à “Folha”, sem perceber estar arremessando  “fogo amigo” contra os jornais que não escondem a simpatia por sua candidatura. 

Como no caso do primeiro-companheiro, Serra acusou a imprensa por registrar a inauguração de obras inacabadas. Fica difícil concordar com os dois, porque as imagens falam mais do que as palavras. Se o presidente inaugura conjuntos residenciais  semi-prontos, sem pintura nem ladrilhos, o governador entrega à população centros de saúde sem  os equipamentos necessários ao seu  funcionamento. De quem é a culpa?  Como sempre, dos meios de comunicação… Fonte: ClaudioHumberto

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