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>Hum! O sexo dos divorciados!

Posted on abril 25, 2010. Filed under: casados, casamento, divorciados, sexo |

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Margareth Botelho
Gente, eu afirmo e reafirmo. Não é implicância minha, mas não posso deixar de comentar mais uma sensacional – ou seria, sexsacional – pesquisa de cientistas britânicos. Digo grosseiramente, e me perdoem de coração os nascidos na Grã-Bretanha, entretanto essa fixação por estudar o sexo nas formas mais inusitadas é simplesmente i-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e. Sei de cientistas que preferem dedicar horas e horas para descobrir a fórmula da imortalidade. Outros se debruçam em pesquisas sobre remédios que possam curar doenças que hoje são fatais, mais dia, menos dia.
Já a dedicação britânica à temática de que o sexo é aquilo e coisa e tal me faz rir, não no sentido pejorativo. Isso nunca! Até porque ninguém vive sem sexo. Aliás, muito menos nasce! Mas qual seria o gatilho que dispara na mente desses cientistas para tentar destrinchar um assunto que não parece se esgotar tão facilmente e sem qualquer indicador de uma conclusão? Sexo é inexato. É escolha. É imaginação. É química…
Desta vez, a novidade espalhada pelos britânicos é um estudo que simplesmente conclui que os divorciados tendem a ter mais relações sexuais do que os casados ou solteiros. Mais de 1,8 mil pessoas participaram da enquete, feita via internet, sobre os hábitos sexuais encomendada pelo jornal The Sunday Telegraph. O levantamento apontou que 68% dos divorciados têm relações sexuais de 6 a 20 vezes por mês – uma proporção maior do que entre os casados (44%), solteiros (38%) ou casais que vivem juntos (43%).
Contra números e fatos concretos, não há argumentos. Também quem ousa julgar relatórios tão precisos quanto os dos britânicos. A questão é que parece mesmo lógico que os divorciados, livres, “abram suas asas e soltem suas feras”! No estudo, existe a indicação de que 11% dos divorciados têm relações sexuais mais de 21 vezes por mês – ufa é um recorde, eles acham! – e quase o dobro dos casados. Conforme a pesquisa, as pessoas casadas fazem sexo, em média, 9 vezes por mês. É… de 9 para 21, bingo para os divorciados!
O que a pesquisa não diz, talvez por ficar restrita somente a estatísticas, é por que o quadro sexual dos casais heteros ou homos apresenta-se assim. Não sei, dormir e acordar anos a fio e com compromisso de transar também anos a fio com a mesma pessoa seja… hummm… enjoativo! Estressante, quem sabe! Essa palavrinha da moda vem explicando um montão de coisas que andam acontecendo com homens e mulheres.
Olha o lamentável para nós, espécies do sexo feminino. No relatório, os cientistas afirmam que mulheres de 40 ou mais, mães, que têm uma carreira e ainda de quebra uma vida doméstica, é provável que o sexo seja a última coisa que tenham em mente. É a quarta jornada de trabalho inventada pelas feministas. Agora eu pergunto: onde elas estavam com a cabeça de associar sexo a uma atividade a ser executada como parte de uma montanha de tarefas? Ah não, as feministas pisaram na bola! Sexo é diversão. Jamais obrigação. Conheço mulheres que tratam sexo como esporte. Outras preferem sexo animal, sem vínculo e um restante opta por achar que sexo só funciona com uma boa dose de poesia, o que não significa romance.
Não desejo de maneira alguma desanimar o leitor ao discorrer sobre os estudos britânicos e suas teses um pouco provincianas, por isso busco o alarde necessário para escancarar um pouco sobre o pensamento brasileiro, a começar pela temperatura corporal. Andei lendo aqui e ali o que os pesquisadores nacionais estão falando sobre o tema. Vou resumir em alguns itens: casamento para ser duradouro tem que ter sexo, muito sexo; sexo queima calorias, beneficia a saúde do coração, reduz dores, fortalece a musculatura, eleva o nível de humor, melhora a autoestima, aumenta a produtividade no trabalho, etc. Então né, um brinde à canção Lança Perfume, da Rita Lee, no trecho “Vem cá, meu bem; Me descola um carinho; Eu sou neném; Só sossego com beijinho; Vê se me dá; O prazer de ter prazer comigo…” Bom domingo a todos, caliente e suado.
Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá, diretora de Redação do Jornal A Gazeta.margareth@gazetadigital.com.br  – Fonte: A Gazeta
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