CBN

>Sutilezas da política

Posted on fevereiro 10, 2011. Filed under: CBN |

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Por Alfredo da Mota Menezes

Uma entrevista do Jaime Campos à rádio CBN vem colaborar com o ponto de vista desta coluna de que é difícil manter unidade política quase absoluta no estado.
O caso do DEM é emblemático. O deputado Domingos Fraga foi convidado para assumir a Secretaria de Agricultura. Sua ida para o secretariado abriria vaga para Gilmar Fabris na Assembleia Legislativa. Era uma maneira de retribuir o apoio do Fabris ao Silval na eleição para o governo.
O DEM até iria para o secretariado do Silval se a Secretaria de Agricultura fosse inteira para aquele partido, com Indea, Empaer, Intermat, Pronaf. Numa secretaria desse tamanho, o DEM, além do trabalho próprio da secretaria, iria fazer política com ela pelo estado pensando na eleição do ano que vem. Os fatos sugerem que o Silval não quis dá-la de porteira fechada.
O DEM fez então um documento de cunho político. A dedução é que os dirigentes puseram o dedo na ferida sobre as composições do ano que vem para prefeitos. Queriam saber se os outros partidos, incluindo o do governador, cederiam vagas para o DEM em diferentes municípios, Várzea Grande e Cáceres à frente. Não devem ter encontrado guarida. Resolveram que estavam fora das negociações para compor o governo.
Se o DEM fosse para o governo, devem ter analisado ainda os dirigentes dessa sigla, não poderiam criticar qualquer equívoco do atual governo. Se saísse do governo e o criticasse seria crucificado perante a opinião pública como oportunista. Ou que aproveitou dele, pulava do barco e atirava em quem lhe dera a mão.
A história política do estado mostra também que quem está na cadeira de governador dá cartas e joga de mão na eleição municipal durante seu mandato. No caso, o DEM seria refém de uma situação política.
Na história política estadual recente, a eleição municipal no meio do mandado de um governador é um divisor de águas. É o momento que cada partido quer se fazer pensando na eleição para governador. E aí aparece o pari-gato.
A novidade, se comparado a outros momentos, é o estilo conciliador do Silval. A pergunta da rua é saber se ele vai conseguir, diferente de todos os outros, manter a unidade do grupo até 2014.
O PP e o PR, como têm várias secretarias, podem estar usando o governo para fazer política pensando na eleição do ano que vem. Será que esses partidos vão abrir mão de seus interesses na eleição de 2012 em nome de uma suposta unidade em 2014? Ou vão procurar se fortalecer, como quer também o DEM, para chegarem forte na mesa de negociação daquele ano?
O Silval e seu grupo trabalham politicamente, como são os casos do DEM, do PP e do PR. É jogo de profissional. As sutilezas dessas ações é que faz a política interessante.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>O Rei estreia neste domingo na CBN Cuiabá

Posted on fevereiro 5, 2011. Filed under: CBN |

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Rei, Rei, Rei… Reinaldo Costa!
A vinheta criada ainda na fase áurea do inigualável Osmar Santos, o Pai da Matéria, é a marca registrada de um dos maiores narradores da história do rádio esportivo brasileiro. Uma voz consagrada, um estilo que emociona e arrepia, um talento capaz de conquistar uma legião de fãs, seguidores e imitadores. Um nome que, com toda autoridade (e como ninguém), representa uma das maiores escolas da narração esportiva nacional. Seu nome é Reinaldo Costa.

O ‘Rei’, como é chamado pelos amigos, inicia uma nova fase em sua vitoriosa trajetória. É o mais novo contratado da Equipe de Ouro da Rádio CBN Cuiabá, que, numa atitude ousada, demonstra de forma inquestionável que aposta e acredita na redenção do futebol regional rumo ao tão esperado momento da Copa do Mundo de 2014.

Paulista de Cruzeiro (pequena cidade na divisa com o Rio de Janeiro), Reinaldo vem de uma família de radialistas – dos cinco homens, quatro seguiram a profissão. Começou a carreira na Rádio Mantiqueira, de Cruzeiro. Depois, trabalhou nas rádios Cultura e Educação Rural, de Campo Grande-MS.

O grande salto na sua vida profissional aconteceu a partir da Rádio Globo-SP, na equipe de Osmar Santos. Lá também estavam J.Hawilla, Loureiro Júnior, Carlos Aymar, Juarez Soares, Fausto Silva (o Faustão), Roberto Carmona e muitos outros.

Também trabalhou com Jorge Cury, Waldir Amaral, João Saldanha, Denis Menezes e Kleber Leite, estes da Globo-RJ.

Já reconhecido como um dos grandes nomes da radiofonia brasileira, Reinaldo também passou por outras emissoras importantes dos grandes centros, como a Record-SP, e também a Eldorado-SP – com a equipe da ESPN Brasil.

No currículo, uma infinidade de grandes jogos, inúmeras decisões estaduais e nacionais, e seis Copas do Mundo: 1978 na Argentina, 82 na Espanha, 86 no México, 90 na Itália, 94 nos Estados Unidos e 2010 na África.

Também transmitiu no dia 13 de dezembro de 1981, em Tóquio, a final do Mundial Interclubes com a conquista do Flamengo em cima do Liverpool, pelo menos três Copas América, dezenas de jogos da seleção brasileira, além de diversos GPs de Fórmula 1.

Premiado várias vezes pela Associação Paulista de Críticos de arte (APCA), Rei tem em seu currículo, como muito orgulho, uma passagem de forte ligação com Mato Grosso: transmitiu ao vivo para a Rádio Cultura de Campo Grande, no dia 13 de outubro de 1977, a solenidade oficial de divisão de Mato Grosso do Sul, direto de Brasília. Fonte: A Gazeta

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>Sobe para mais de 30 o número de pessoas mortas devido às chuvas no Rio

Posted on abril 6, 2010. Filed under: CBN, chuvas, Defesa Civil, Supervia, TV Globo |

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O governador Sérgio Cabral (PMDB) pediu que as pessoas que moram em áreas consideradas de risco deixem suas casas. Em entrevista dada à TV Globo ele afirmou que permanecer nas residências é uma “irresponsabilidade”, devido ao risco de novos deslizamentos de terra. Também na manhã de hoje, Cabral afirmou à rádio CBN que estuda decretar estado de calamidade pública.
 
Subiu para 32 o número de pessoas mortas em decorrência das chuvas que atingem a maior parte do Estado do Rio desde a noite de ontem. Segundo informações da Defesa Civil, os temporais deixaram ainda mais de 50 pessoas feridas e um número ainda não determinado de pessoas desaparecidas.
Devido aos temporais, as aulas estão suspensas nesta terça-feira na cidade do Rio. Já a circulação de trens está interrompida no ramal Saracuruna em decorrência das fortes chuvas que atingem parte do Estado do Rio desde a noite de ontem.
Além disso, os trens paradores das linhas Campo Grande, Bangu e Deodoro não estão fazendo paradas nas estações Praça da Bandeira, São Cristóvão, Maracanã e Mangueira por precaução, devido às chuvas.
Nos demais ramais –Japeri, Santa Cruz e Belford Roxo–, a circulação de trens acontece com atrasos médios de 10 minutos. A Supervia destacou que todos os passageiros estão sendo informados sobre as alterações pelo sistema de som das estações. Fonte: Folha de S. Paulo
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>O vai e vem da política

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: A Gazeta, candidatura, CBN, Mauro Mendes, PPS, PSB, PSDB, Wilson Santos |

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A matéria de Mariane de Oliveira, em A Gazeta, mostra que o PPS pode abandonar a candidatura de Mauro Mendes e apoiar Wilson Santos do PSDB. Em outra ponta, Valtenir Pereira disse à CBN que o mais importante para o PSB, local e nacional, é a reeleição dele. Dois fatos que mostrariam que a candidatura Mauro Mendes está em situação complicada.




Mauro Mendes, em plena efervescência da política, saiu de férias. Deixou o flanco aberto, as coisas estão acontecendo. Era o momento de está articulando aqui e no plano nacional. Ir a Pernambuco conversar com Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Ir ao Ciro Gomes e a dirigentes do PSB na busca de apoio à sua pretensão. Neutralizar, se necessário, a força do Valtenir lá fora.




Deveria ainda ter ido conversar, junto com o Piveta, com a direção nacional do PDT, e com a do PPS, com o Percival a tiracolo. No estado, procurar amarrar os partidos em torno de sua candidatura. Esperar que ela aconteça sem esforço é acreditar em duendes.




A manifestação de membros do PPS de que não iriam com a candidatura do Mauro é outro dado interessante. Percival Muniz, presidente do partido, é um dos articuladores dessa candidatura. Agora se vê que há uma pequena rebelião interna. E o Percival também está viajando. E tem mais.




Roberto Freire, em entrevista que deu antes a Adriana Vandoni, sinalizava que o PPS poderia apoiar o PSDB em MT. Freire é candidato a deputado federal em São Paulo (ele é de Pernambuco), precisa do apoio do PSDB e do Serra lá. O que o amarra ainda mais à coligação com o PSDB.




A filiação de Pedro Taques a um partido é uma boa coisa para a política em MT. Mas no lado prático da política ele deve enfrentar ainda montanhas e curvas no percurso.




A imprensa publicou, como exemplo, que ele não se filiaria em partido que coligasse com o PP de Geraldo Riva. Mas será que a coligação do Silval, do Mauro, do Wilson ou Jaime prefere o Taques ou os votos do Riva? Qualquer coligação o quer como apoiador. Para manter a coerência, além do caso Riva, ele teria que olhar para tantos outros casos também. O espaço ficaria mais curto para ele ainda.




Pedro Taques terá que enfrentar ainda outros declives da política. Na campanha, na captação e distribuição dos recursos, nos diferentes conchavos, acontecem fatos não republicanos. Com receio da força moral dele, aqueles que agem assim fariam as coisas às escondidas. Ele passaria a ser um candidato um tanto quanto isolado do grupo. Não é bom. E, por outro lado, participar de artimanhas internas também não seria bom para sua campanha. É o clássico se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.




Além disso, tem muita gente do agronegócio que o tem na alça de mira por atuação da Justiça Federal em certos casos famosos no estado. Na maioria deles, Pedro Taques já nem estava no estado, mas é comum associá-lo até hoje a casos assim.




Qual o discurso que o Pedro Taques montaria para atrair o voto da região do agronegócio? Ele tem que criar um discurso claro e persuasivo para o setor mais importante da economia estadual.




Poucas pessoas do calibre do Pedro Taques se dispõe a participar da política. Quando se dispõem tem que enfrentar gentes enodoadas, desconfianças e estranhos costumes que fazem parte do processo.




Autor: Alfredo da Mota Menezes E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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