Charles Chaplin

>No embalo do "Tio Bode"

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: amizade, amor ao próximo, Carlos Drummond, Charles Chaplin, família, fash back, John Lennon, romance |

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Ao som do “fash back do Tio Bode” e literalmente trepada em cima de uma mureta, eu virei o ano. Cercada de amigos, veteranos do jornalismo e novos amigos feitos ali de última hora, foi uma grande noite. Alegria de verdade, paz no coração e reencontro com um passado que não apagou o sentimento de lealdade que um dia, há alguns anos, uniu aqueles amigos. Acho que são ocasiões como essas que nos ensinam como a vida tem facetas e por vezes nem nos damos conta disso.

Que me perdoe John Lennon na frase “A vida é o que acontece enquanto fazemos planos!”, mas enquanto nos entregamos à rotina estressante do dia-a-dia, do planejamento, esquecemos da essência divina do ser humano, seja qual for a crença religiosa, e o quanto somos dependentes uns dos outros nas diversas formas que nos relacionamos. Na amizade, na família, no romance e no amor ao próximo. Este último, sem dúvida alguma, o mais difícil do aprendizado aqui neste mundo.


Voltando à passagem do ano, lembro o quanto perdemos tempo com grandes bobagens. Eu mesmo me considero campeã e prometo para 2010 tentar me livrar desse grande defeito. E espero muito que não seja apenas um desejo que se desfaz à medida que o ano novo avança. Aliás, a virada de um ano nos leva a promessas de toda espécie. Algumas são esquecidas pelo vício de manter a rotina. Essa palavrinha mágica que nos limita porque acaba por nos proporcionar segurança. Vale destacar que o desejo sem ação frusta porque se transforma em ilusão. E na vida é preciso desejar e sobretudo fazer escolhas reais também.


Como toda pessoa, gostaria de fugir à implacável vontade de dar receita de Ano Novo. Mas quase ninguém escapa dessa mesmice. Carlos Drummond, o poeta, também caiu nessa com o belíssimo “Receita de Ano Novo” que, após anos e anos, voltei a ler por ter recebido de um colega via e-mail. Muito legal o que diz o Drummond e sugiro a leitura e releitura do texto, como a primeira indicação para se começar bem 2010. Varrer a vida, a casa, estabelecer metas, marcar regimes, enfim… permitir-se sonhar. Seja o que for, é necessário um início.


Há quem diga que melhor escrever o que se deseja do que ter tudo gravado na mente. O papel, nesta situação, supera o poder da mente. Quem diria? Uma lista mental, ainda que seja nota 10, pode-se ir para um arquivo cerebral e nos boicotar. É, somos nós mesmos os grandes traidores dos nossos próprios desejos. Sim, porque primeiro existem pessoas que desejam muitas coisas e não são capazes de abrir mão de nada, de modo que fica difícil fazer uma escolha. Essas terminam à deriva, sendo levadas pelos acontecimentos.


Charles Chaplin disse: “Um dia sem sorriso é um dia desperdiçado” e eu completo – desculpe aí o mestre – um dia sem desejar é um dia perdido. É claro que desejar é uma atitude mental e nem sempre se realiza. Vale a pena tentar porque os sonhos, principalmente os viáveis, alegram a mente. A grande questão que se coloca é a grandeza do sonho. Nada de coisas mirabolantes e absurdas. A simplicidade facilita o primeiro passo que precisamos dar para chegar bem perto de alcançar nossas vitórias.


Creia que, ao direcionar a energia para uma meta, passamos a enxergar melhor as oportunidades e criar condições que nos favoreçam. Seja qual for a situação, se o seu sonho é possível, comece por aí, aprendendo a valorizar-se e a amar-se com as condições que você tem. Se não consegue fazer isso por si só, busque ajuda. O bom desta vida é que há sempre alguém disposto a lhe estender a mão. Um olhar atento para encontrar essas pessoas e trazê-las para bem perto, esta é uma meta e tanto. Que tal fazer dela um compromisso diário e nunca deixar de sonhar!

Autora: Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá, e-mail: margareth@gazetadigital.com.br Fonte: A Gazeta

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