Chevron

>Sabotagem sem sabotadores?

Posted on agosto 14, 2009. Filed under: atos secretos, Chevron, Diário do Congresso, sabotadores, Sabotagem, Telebrás |

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  • Por Carlos Chagas

Explode o primeiro-secretário Heráclito Fortes, denunciando que os mais recentes atos secretos descobertos no Senado, perto de 400, fazem parte de sabotagem destinada a manter acesa a crise na casa. Estão divulgando os escândalos em pílulas. Já são mais de 800 atos secretos, e outras revelações virão.


Ora, se existe sabotagem, claro que existirão sabotadores. Não parece difícil identificá-los, apesar do silêncio do senador pelo Piauí. Quais os responsáveis primários dessa excrescência verificada há 14 anos? No mínimo, Agacieis e Zoghbis, que ocuparam cargos de direção no Senado. A eles coube determinar a não publicação de discutíveis e até abomináveis atos administrativos no Diário do Congresso. Se estavam obedecendo ordens de presidentes e demais integrantes das sucessivas mesas do Senado, é outra história. Denunciados, os funcionários talvez denunciem os mandantes, coisa que contribuiria para limpar a imagem parlamentar. O que importa é pegar o fio da meada.

Esclarecimento
O repórter recebeu da Chevron a seguinte mensagem:
“Em relação ao artigo “Briga de Foice em Quarto Escuro”, publicado em 10.08.2009, a Chevron esclarece que não participa como operadora em nenhuma concessão na Bacia de Santos, onde estão sendo realizadas perfurações de poços, por parte de outras empresas, na camada de pré-sal. Portanto, não procede a informação de que teria perfurado um poço, sem nenhum resultado, naquele local. A Chevron atualmente opera o Campo do Frade (que iniciou sua produção em 20 de junho último) na Bacia de Campos e participa como concessionária não-operadora nos Campos de Papa-Terra e Maromba (operados pela Petrobrás), Atlanta e Oliva (operados pela Shell). As) Chevron, assessoria de imprensa, Jacqueline Breitinger.”

A novela Telebrás
A decisão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permitindo ao governo poder fazer uso da rede de fibra ótica da falida Eletronet, é mais um capítulo da novela com enredo do ministério do Planejamento e cenário montado pelo ministério das Comunicações, para levar para onde quiser a banda larga, conforme determinação do presidente Lula. Existem 2 mil localidades no país sem acesso sequer à telefonia, e o desejo do presidente é de que todo o território nacional seja coberto pelo avanço tecnológico ensejado pelos computadores, incluindo escolas, postos policiais e demais serviços públicos.
Durante mais de dois anos Jorge Motta, atual presidente da Telebrás, antiga holding do sistema e telecomunicações, tem mantido “silêncio ensurdecedor” sobre a questão. Não concedeu entrevistas e nem faz declarações. Provocado, responde que passarinho na muda não canta.

Baixaria custuma pegar
A exposição das lambanças praticadas no Senado parece sarampo, que pega quando menos se espera. Se quiserem, assemelha-se também à “gripe do porco”. A sociedade assiste, estarrecida, a mais nova baixaria nacional, a briga entre duas das grandes redes de televisão. Coisa que faria corar um frade de pedra, se ainda existissem frades de pedra, conforme diziam nossos avós.

A quinta tentativa
Só para ficar nos tempos modernos, vale referir que em 1961 o então presidente João Goulart nomeou o deputado Amaral Peixoto como Ministro Extraordinário da Reforma Administrativa. Depois, no regime militar, Hélio Beltrão foi autor do decreto-lei 200. Em seguida, como ministro, atacou o mesmo problema da burocracia da máquina pública. No próprio governo Lula, no primeiro mandato, outra tentativa se fez para desbastar o cipoal da administração federal.

Não adiantou nada, continuou tudo na mesma. Não pegaram as decisões e determinações do poder público para simplificar a vida do cidadão comum. Surge agora um novo decreto do presidente da República.

Só como exemplo, verifica-se que a obrigação da firma reconhecida nos documentos oficiais já foi revogada cinco vezes, e continua obrigação imposta nas repartições e operações as mais rudimentares. É desrespeitada pelos mesmos que acabam com ela.

Outro exemplo dessa desmoralização da vontade política do estado: a gratuidade na expedição de documentos públicos essenciais para o exercício da cidadania. É proibido cobrar por certidões de nascimento, casamento e óbito. Mesmo assim, os cartórios continuam cobrando. Será que desta vez, vamos?

Autor: Carlos Chagas

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