China

>O momento chinês

Posted on fevereiro 3, 2011. Filed under: China |

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A China é o assunto do momento no mundo. Ela será a maior potência econômica mundial em poucos anos, caminha para ser potência militar também. Além disso, será o maior país vendedor e comprador do mundo. Hoje a renda per capita de lá é de cerca de quatro mil dólares. Imagine se isso chegar a 12 mil dólares num mercado de 1.3 bilhões de pessoas.
A China está tão poderosa que inverteu a equação mundial criada no capitalismo. Preços dos bens industriais sempre subiam, dos produtos primários caiam. Hoje os preços dos bens primários sobem porque China compra quase tudo. E, como ela inunda o mundo de bens industriais, os preços caíram.
Será que está surgindo naquele país um novo modelo econômico e político? A democracia representativa e a economia de mercado encontraram um competidor? Será que o modelo chinês seria copiado em outros lugares?
Na China abriram a economia, mas sob controle do Estado. Na política é um só partido. As decisões são mais rápidas. Na democracia se tem que fazer concessões e longas discussões para aprovar alguma coisa. Na China não.
Mas, continuando a especular, se a China enriquecer, pessoas que ganham dinheiro vão querer poder político. Não surgiriam mais partidos políticos? O Congresso não seria só para homologar como agora?
Até 2015, a China terá que se adaptar às muitas regras do jogo capitalista, coisa que não faz hoje, para ser considerada uma economia de mercado plena. Foi lhe dado o prazo de 2001 a 2015 para essa adaptação. Se não o fizer começaria a ter problema no comércio mundial.
Duas perguntas surgem: 1. Sendo o maior mercado comprador do mundo, a China teria força para refugar algumas das regras e teria apoio de países que querem vender para lá? 2. Se aceitar as regras, seria mais uma economia de mercado, acabaria o atual modelo?
A grande pergunta do momento brasileiro é saber como lidar com essa nova potência. O ex-ministro Celso Amorim confessou que o Brasil não tem ainda uma política clara de como tratar os chineses.
Aquele país compra quase 50% de nossa soja e minério. Já é o nosso primeiro parceiro comercial, suplantou os EUA. A compra da China é que ajudou a economia nacional nesses últimos anos. Já imaginou se a China comprar também açúcar, etanol, café e carne do Brasil? E, por outro lado, aquele país está nos sufocando com bens industriais e ainda tirando mercado externo nesse setor para nossos produtos.
Como nos relacionarmos de forma positiva com esse ator gigante da cena internacional é que é o xis da questão. Discutir as implicações futuras da China deveria ser matéria até de escola. Coisa que não se fez antes com os EUA e deu no que deu.

Alfredo da Mota Menezes articulista e analista político. E-mail: pox@terra.com.br
Site: http://www.alfredomenezes.com

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>China aumenta juros e paises emergentes ficam de alerta

Posted on dezembro 28, 2010. Filed under: China |

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Nos últimos dias, vários países emergentes tomaram medidas para limitar o consumo e conter a inflação, incluindo Brasil, Rússia e China. Em pleno Natal, a China subiu a taxa de juros. Nesta segunda-feira, o banco central chinês soltou dois comunicados alertando para os riscos do excesso de liquidez na economia. No fim de semana, a Rússia aumentou os juros de depósitos bancários para conter a inflação. E, no Brasil, o Banco Central já alertou que deve subir os juros em breve.
 Na segunda-feira, o banco central chinês alertou para os riscos do excesso de liquidez e da alta de preços
As medidas têm um contexto em comum: os mercados emergentes estão em plena expansão e correm o risco de excesso de aquecimento e de aumento da inflação. A forte alta dos preços das commodities (matérias-primas) acenderam o alerta mundial de uma nova crise de alimentos, como a de 2007.

O cenário não é dramático como o de 2007, mas preocupa os especialistas pela situação da economia mundial. Na Europa, uma série de medidas de corte de gastos e de austeridade entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro. A meta é reduzir déficits que colocam em risco o euro. Mas o impacto será uma redução na taxa de crescimento, de 1,7% em 2010 na zona do euro para 1,5% em 2011. O desemprego também não deve cair e a tensão deve aumentar.

Nos EUA, a projeção é de um crescimento de 3%. Mas sem a geração de postos de trabalho e, portanto, com um crescimento do consumo limitado. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) avalia que a deflação seja uma ameaça mais real ao país que a inflação. No Japão e na Irlanda, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma deflação.

Nos países emergentes, a situação é bem diferente. O FMI estima que esses mercados terão um crescimento de 6,4%, em média, em 2011, quase três vezes a média dos ricos. A expansão não vem sem riscos. Para o banco Goldman Sachs, China, Índia e Brasil terão inflação acima de 5% em 2011, mesmo elevando juros e limitando o consumo. 

(Com Agência Estado)

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>Estrangeiros devem levar 60% das encomendas do pré-sal

Posted on outubro 31, 2010. Filed under: China, empresas estrangeiras, Estrangeiros, EUA, Investimentos, Noruega, Petrobras, pré-sal |

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As empresas estrangeiras devem ficar com US$ 240 bilhões das encomendas de US$ 400 bilhões que o setor de petróleo vai realizar no pré-sal nos próximos dez anos, o que representa 60% dos investimentos previstos no período.
A conclusão é de um estudo encomendado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), segundo matéria de Bruno Villas Bôas, publicada na edição deste domingo do GLOBO.
Bens e serviços para plataformas e sondas, por exemplo, serão fornecidos basicamente por empresas de países como EUA, Noruega e China.
O estudo da consultoria Booz & Company, que teve acesso ao cadastro de fornecedores da Petrobras e durante oito meses fez uma radiografia do mercado, coloca em xeque estatísticas do governo federal sobre o setor, que apontam para uma participação de 61,4% da indústria brasileira em projetos de exploração e produção de petróleo.
Mesmo a estatística oficial, no entanto, tem encolhido: essa é a menor participação dos últimos seis anos.
O resultado do estudo da Booz foi apresentado ao mercado em agosto, mas o cálculo sobre a presença estrangeira no pré-sal foi excluído do relatório final.
O anúncio do estudo foi feito a menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais.

Fonte: Blog do Noblat

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>Chineses vão liderar investimentos no Brasil

Posted on agosto 30, 2010. Filed under: China, Deloitte, economia, Investimentos, investimentos no Brasil, liderar, minério de ferro, soja |

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Com US$ 20 bi aplicados no País este ano, China anima a economia, mas coloca medo nos empresários

As autoridades chinesas passaram anos acenando com investimentos bilionários, que nunca se realizavam, provocando frustração e queixas no Brasil.
Nos últimos meses, porém, a China resolveu partir da retórica para a prática e rapidamente virou o jogo no País.
Nos últimos três meses, as empresas chinesas fecharam negócios em valores dez vezes maiores que os investimentos realizados no País nos últimos três anos.
Este ano, os chineses já anunciaram US$ 20 bilhões entre investimentos e empréstimos para a Petrobrás. A previsão é que o valor chegue a US$ 25 bilhões até o fim do ano.
Com esses números, a China deixa de ser uma promessa para virar o maior investidor estrangeiro no País em 2010. E, segundo um estudo da consultoria Deloitte, os investimentos no Brasil podem ultrapassar US$ 40 bilhões por ano até 2014.
Esse movimento provoca uma reação ambígua no Brasil, como quase tudo que diz respeito à relação com a China. Com seu apetite insaciável pelas matérias-primas produzidas pelo Brasil, do minério de ferro à soja, a China foi um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro na última década.
Mas o cliente e rival asiático assustou os industriais brasileiros com sua capacidade de produzir e exportar produtos a preços baixíssimos, tomando lugar das mercadorias nacionais aqui e em mercados no exterior.
Com o novo ciclo de investimentos, não é diferente. Os recentes anúncios de compras ou negociações de minas, áreas de exploração de petróleo e terras para agropecuária, acenderam o sinal de alerta nas organizações que representam os empresários brasileiros.
Fonte: Estadão.com
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>Paulo Li, o amigo inseparável de Romeu Tuma Jr, viajou com ele em missão oficial à China

Posted on maio 13, 2010. Filed under: China, Pequim, pirataria, Romeu Tuma Jr, Shanghai |

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O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, viajou à China no final de fevereiro de 2009 para “trocar experiência”, conforme descrição da ordem bancária paga para custear as diárias do secretário naquele país. De acordo com o documento, ele visitou o Ministério da Segurança Pública e teve como destino Pequim, Shanghai, Xian e Guangzhou. No total, Tuma Júnior recebeu R$ 8.365,10 em diárias. Clique aqui para ver a ordem bancária.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo, acompanhou o secretário na viagem. A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou que Tuma Júnior foi à Ásia a convite do governo chinês.

No ano passado, o secretário recebeu R$ 60,5 mil da Coordenação Geral de Logística do Ministério da Justiça para pagar diárias em viagens oficiais a diversos países como Estados Unidos, Suíça, Cuba, Canadá, Portugal, Israel e Bélgica. A mais cara delas foi para Viena, na Áustria, no período de 14 a 26 de abril, para participar, junto com a delegação brasileira, da 18ª Sessão de Comissão sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. Na ocasião, o total em diárias somou R$ 12,2 mil. Em 2010, o secretário recebeu R$ 11,3 mil.
Foto: Departamento de Segurança do Distrito de Haidian/Pequim, China – 20/02/2009
Tuma Júnior é suspeito de ter ligações com Paulo Li. A denúncia veio à tona em reportagens publicadas pelo O Estado de S.Paulo. De acordo com o jornal, relatório da PF coloca o secretário como suspeito de ter usado o prestígio do cargo para liberar mercadorias apreendidas. Ele nega as acusações.

As despesas com diárias incluem gastos com pousada, alimentação e locomoção urbana, como deslocamento até o local de embarque e, ainda, do desembarque até o local de trabalho ou de hospedagem.
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>Puxado por Brasil e China, lucro do Walmart cresce 24% no 4º tri

Posted on fevereiro 19, 2010. Filed under: Brasil, China, lucro, Walmart |

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A rede varejista americana Walmart registrou um crescimento de 24% no seu lucro no quarto trimestre fiscal, encerrado em 31 de janeiro. A empresa atribuiu o resultado à abertura de novas lojas no Brasil e na China e ao bom desempenho no Reino Unido e no México.

“As perspectivas de crescimento no Brasil e na China dão confiança de que podemos construir mais com base no que já fizemos”, disse a empresa, em conferência.

No entanto, nos EUA suas vendas trimestrais caíram pela primeira vez na comparação com o mesmo período de um ano anterior, num alerta de que o espaço ganho durante crise pode ser conquistado de volta pelas rivais.

No ano passado, a empresa registrou um lucro de US$ 14,4 bilhões -alta de 8,8% na comparação com 2008. As vendas no trimestre passado, no entanto, tiveram crescimento de 4,6%, para US$ 112,8 bilhões, contra uma expectativa de alta de 5%. Nas mesmas lojas -abertas há pelo menos um ano-, as vendas caíram 1,6%, na comparação com o mesmo trimestre de 2008.

Em 2009, as vendas do Walmart cresceram 1%, para US$ 405 bilhões. No Brasil, a rede abriu 61 lojas no quarto trimestre -no ano fiscal, foram 91. As vendas reais no Brasil subiram 14,6% nos últimos três meses do ano. Sem contar as novas lojas, o avanço no país foi de 5,6%. Fonte: Folha de S. Paulo

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>Vingança ou maluquice?

Posted on janeiro 5, 2010. Filed under: anistia, China, Congresso, Cuba, Geisel, Golbery, militares, União Soviética |

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Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 30 anos. Quando derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista. Com a contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral, não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve um total de 500 mortos – número que o trâsito, hoje, ultrapassa em menos de uma semana.

Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-Golbery, planejou-se então devolver o poder aos civis de forma “lenta, gradual e segura”. E, como coroamento do processo, o governo fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas, roubaram – de um lado – e os que mataram e tor turaram do outro. A Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto com Franklin Martins, o embaixador americano.


E o país viveu em paz por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de corrupção, ganhando copas do mundo. Até que a dupla Tarso Genro, ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, resolvem desenterrar o passado para se vingar de supostos algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária. Criaram um órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do “aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil havia um presidente em exercício, José Alencar.


O ministro Nélson Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão. E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro. Até que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do governo Lula. O decreto cria um órgão para estudar a revogação da pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim, soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição, que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988. Por que agitar um país pacificado? Vingança ou maluquice mesmo?

Autor: Alexandre Garcia é jornalista em Brasília. E-mail alexgar@terra.com.br – Fonte: A Gazeta


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>Brasil reclama por ser tratado como ‘rico’ em Copenhague

Posted on dezembro 17, 2009. Filed under: África do Sul, Índia, Brasil, China, Copenhague, Dilma Rousseff, rico |

> Luciana Coelho/Folha

A Dilma Rousseff que desfila por Copenhague é diferente da Dilma Rousseff que deixou o Brasil no início da semana.


Antes de voar para a capital da Dinamarca, Dilma levara o rosto à TV. Numa peça publicitária do PT, vendera a tese do Brasil-potência.


Dissera que o país logo seria a quinta economia do mundo.


Como não falara em prazos, Dilma passara a impressão de que a riqueza estaria na virada da esquina.


Chefe da delegação brasileira na cúpula do clima, a ministra-candidata foi submetida a uma novidade incômoda.


Os países mais ricos do planeta decidiram dispensar ao Brasil um tratamento de igual. É como se tomassem a Dilma da TV ao pé da letra.


Discute-se em Copenhague a criação de um fundo anual para combater o aquecimento global. Em 2030, somaria algo como US$ 200 bilhões.


Os países ricos se dispõem a custear 25% do fundo. E sugerem que nações como Brasil, China, Índia e África do Sul compareçam com 20%.


Em timbre diverso do que usara na propaganda petista, a Dilma Rousseff do exterior subiu no caixote com cara de ministra de país remediado:


“Somos a favor de compromissos comuns, mas diferenciados. Esses países têm 200 anos de desenvolvimento e de acúmulo de riqueza, por isso não concordamos”.


O ministro petista do Meio Ambiente, Carlos Minc, ecoou a colega: “Daqui a pouco, os EUA vão dizer que são um país em desenvolvimento”.


Lá fora, tomada por representante de nação endinheirada, Dilma faz voto de pobreza. No Brasil, ministra de país ainda pobre, Dilma faz voto de riqueza.


Considerando-se o fato de que o Brasil não vale senão o quanto pesa, melhor levar a sério apenas a Dilma de Copenhague.


Fonte: Blog do Josias


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>Os 60 anos de comunismo da China valeram a pena?

Posted on outubro 2, 2009. Filed under: 60 ANOS DE COMUNISMO, China, COMUNISMO |

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A China deu nesta quinta-feira uma impressionante demonstração de poderio militar, econômico e cultural na comemoração dos 60 anos da revolução comunista. Além do desfile militar, que contou com soldados milimetricamente alinhados e modernos tanques e mísseis, grupos de dança, atletas de várias modalidades esportivas e outras manifestações culturais fizeram um belíssimo espetáculo de cores e formas que envolveu ao todo 180 mil pessoas, entre as quais 80 mil crianças, que foram as primeiras do mundo a receberem a vacina contra a Gripe A.

A festa foi na histórica Praça Tianamen, e o presidente chinês, Hu Jintao, aproveitou a oportunidade para elogiar a fórmula de partido único que gerou, segundo ele, um vertiginoso crescimento econômico e transformou a China da terceira economia do mundo em uma superpotência capaz de rivalizar em pé de igualdade com os EUA e seu modelo capitalista.

Mas ao lado do progresso, cresceu também a obsessão pela segurança. O medo de atentados, levou o governo a pedir à população que permanecesse em casa, que assistisse às comemorações pela televisão. Os vôos sobre Pequim foram suspensos durante a festa e o metrô não funcionou.

Fonte: Leila Cordeiro

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>Mundo do cristianismo e meio ambiente

Posted on setembro 18, 2009. Filed under: Bíblia judaica, China, cristianismo, ecológico, judaísmo, Leonardo Boff, Meio Ambiente, Mundo, mundo natural, natureza, Novo Testamento, releitura |

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Jesus, o homem palestino que nasceu em Nazaré, por volta do ano 4 a.C., não aceitou todas as leis aplicadas pelo judaísmo, se tornou um profeta social, desafiou limites da época em que viveu e inspirou o surgimento da religião mais difundida no mundo, o cristianismo, que se estabeleceu décadas depois da estada dele na Terra. Surgiu então o Novo Testamento como releitura da Bíblia judaica, mas baseada na história que apregoou Jesus de Nazaré. Então, teria esse judeu revolucionário deixado ensinamentos sobre o cuidado com o meio ambiente?

Quanto a isso, o monge beneditino teólogo Marcelo Barros e o jornalista religioso Frei Beto apresentam que nas palavras e ações de Jesus não aparece um ensinamento ecológico de forma explícita, conforme os evangelhos. Embora as parábolas que ele contava se referiam constantemente à natureza, aos pássaros, aos lírios do campo, além de ter proposto aos discípulos dele que lessem os sinais do tempo no Sol, no céu e nas condições do vento, comentam.

Mas, o cristianismo atual carregado de dissidências, a partir da primeira igreja dirigida por Pedro e são muitas as ramificações pelo mundo afora, em nome de Jesus Cristo, oferece um legado enorme que pode ser aplicado e interpretado de diferentes maneiras. Quanto aos católicos romanos, a história está permeada de homem santos, a exemplo de São Francisco de Assis, condecorado como patrono da ecologia pelo papa João Paulo II, devido à veneração à natureza que ele possuía, a ponto de tratar as abelhas no inverno, dando-lhes mel e denominar os astros de irmão Sol e irmã Lua.

João Paulo II, o representante máximo da igreja dos romanos, em 1990, no Dia Mundial da Paz, afirmou: “Observa-se nos nossos dias uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada, não apenas pela corrida aos armamentos, pelos conflitos regionais e por causa das injustiças que ainda existem no seio dos povos e entre as nações, mas também pela falta do respeito devido à natureza, pela desordenada exploração dos seus recursos e pela progressiva deterioração da qualidade de vida”.

No entanto, existem correntes de pensamento, com base em versículos bíblicos que interpretam que o fato de Deus ter colocado o homem como senhor dos animais e plantas, significa que as pessoas podem fazer o que bem entenderem deste mundo. Conforme consta no livro do Gênesis 1. 26-27, apregoado durante séculos pela igreja: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e que ele domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus disse, conforme o Gênesis, que era para que o homem crescesse e multiplicasse e depois o colocou no jardim do Éden.

Mas, seria o aumento populacional e os desastres ecológicos causados unicamente por esse preceito bíblico? Tal análise parte da consideração do princípio de que se o ser humano é superior aos demais seres e é o mais importante dentre eles, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, ele se apodera de uma postura antropocêntrica, como se fosse o senhor da natureza e explora ao bel-prazer o mundo afora para produzir alimento, bebida e abrigo, etc.

Contudo, existe também o pensamento contrário a esse, que ao interpretar os mesmos versículos bíblicos, considera que o Criador, ao dar poder ao homem sobre os outros seres, deu-lhe, na verdade, uma enorme responsabilidade, razão pela qual ele deve zelar, cuidar e amar a natureza e tudo que nela existe, como também amar ao próximo, tanto quanto a si mesmo. A verdadeira concepção vinda do hebraico sobre “dominai e submeter” não é de se sentir superior a natureza, dando-lhe o direito de destruí-la, mas, no sentido de cuidar dessa herança e fazê-la progredir o que nela contém, significa cuidar, proteger, como faz alguém que planta, rega e apara o jardim da própria casa, afirmam estudiosos.

Esse segundo pensamento parece coerente e mais reflexivo, ao analisar que a religião cristã não está no mundo inteiro, nem é unânime como crença universal. Será mesmo que ela teria tamanho poder de influenciar povos de todas as localidades para destruírem o meio ambiente, uma situação que é global, devido a uma interpretação radical dos versículos supracitados? Será que a destruição do meio ambiente ocorre somente aonde prevalece o ensinamento cristão? A exploração do petróleo nos emirados árabes, o uso exacerbado de combustíveis fósseis na China seria influencia do cristianismo? Parece não ter fundamento esse pensamento de apontar o cristianismo por essa razão.

O ensinamento cristão tem muito a oferecer sobre as questões ambientais. Segundo o filósofo e teólogo Leonardo Boff, a religião possui, a partir dos próprios conteúdos religiosos, uma função pedagógica de suscitar responsabilidade nos fiéis pela qualidade de vida. Num país de maioria cristã, como é o Brasil, seria auspicioso se todas as igrejas dessa corrente se comprometessem mais acentuadamente com esse tema, como tem sido com as causas sociais. Mas, como vê o teólogo Boff: “A religião como qualquer outra instância possui também suas limitações.”

Parece mesmo que falta ao homem um comportamento moralmente ético, mais espiritualista e com respeito ao mundo natural. No próximo artigo, a visão do jainismo sobre o mundo natural.

Fonte: A Gazeta – Autor: Jair Donato é jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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