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>Entre 20 cidades, 10 de Mato Grosso se destacam no país

Posted on outubro 21, 2010. Filed under: algodão, arroz, campeã nacional, Campo Novo do Parecis, cana-de-açúcar, cidades, industrialização, Mato Grosso, Produção Agrícola, soja |

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Entre as 20 cidades com maior valor de produção agrícola, metade está localizada em Mato Grosso, sendo Sorriso (a 420 quilômetros da Capital), a campeã nacional. A vantagem garantiu ao Estado o segundo lugar entre as unidades da federação, perdendo apenas para São Paulo. A participação mato-grossense no valor de produção em 2009 foi de 12,8%, 2 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. Entre os produtos cultivados, a soja, o milho e o algodão continuam como destaques.

Colheita em Mato Grosso
Os números fazem referência ao levantamento da Produção Agrícola Municipal e do Valor Agrícola das produções em todo país, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, Sorriso possui uma participação de 8,3% no valor da produção do Brasil, seguido de São Desidério, no interior da Bahia. A partir da 3ª colocação, as demais 4 cidades são mato-grossenses, com participações que variam entre 6,5% e 4,8%.
O incremento na produção de milho em grão de 4,9% e um rendimento 15% superior ao de 2008 foram os fatores que influenciaram a ascendência da 5ª para a 2ª colocação nacional. Aliado a isso, o IBGE aponta as perdas de produção em virtude do clima no Paraná como uma das causas desta mudança de cenário.
Cidade de Sorriso em Mato Grosso
O economista Amado de Oliveira Filho diz que a liderança estadual é fruto da especialização dos produtores. Segundo o técnico, o mercado exige 3 pressupostos, que seriam qualidade, quantidade e preço, todos conquistados com o investimento do produtor. “Quando ele se especializa, a produção é garantida, assim como a comercialização”. O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Elso Pozzobon, afirma que a liderança do município é histórica e que as cerca de 800 propriedades da cidade são voltadas principalmente para a produção de soja e milho.
Em Campo Novo do Parecis, a 4ª posição no ranking é fruto dos 350 mil hectares (ha) plantados de soja, 110 mil (ha) de milho segunda safra, 26 mil (ha) de cana-de-açúcar, além de arroz, algodão e outras culturas. Amado de Oliveira Filho afirma que o ideal é verticalizar esta produção para que sejamos líderes também em agregação de valor com a industrialização.
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>As cidades e as chuvas

Posted on dezembro 15, 2009. Filed under: chuvas, cidades, enxurradas, público, planejamento, rios, urbanizada, verão |

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À medida que cresce a área urbanizada e se adensa a população de nossos centros urbanos, vão eles revelando sua vulnerabilidade às chuvas intensas e prolongadas que, no Sudeste, caracterizam o final da primavera e todo o verão.

É uma realidade trágica, mas que não chega a ser surpreendente se considerarmos que, durante a maior parte do século 20 e, ainda agora, a maioria de nossas cidades cresceu sem um planejamento integrado que definisse as áreas adequadas à moradia e sem nenhuma integração entre o escoamento de águas pluviais e o sistema viário. É bom que se ressalte que isso ocorre mesmo na parte das cidades que cresceu segundo projetos de divisão do solo aprovados pelo poder público.

Ocorre que, principalmente nas maiores, em paralelo à cidade legal existe sempre uma cidade real, com dezenas de núcleos habitacionais clandestinos, pendurados em áreas desmatadas e sujeitas a deslizamento ou, inversamente, implantados em locais que, na temporada de chuva, são inevitavelmente alcançados pelo curso dos rios, engrossados pelas enxurradas.

Enquanto não se der padrões civilizados à ocupação urbana, cada temporada de chuvas será uma reprise macabra de ocorrências em que famílias carentes perdem o pouco que lograram acumular e, muitas vezes, se veem desfalcadas de vários de seus integrantes mais frágeis, principalmente as crianças.

A constatação de que não existe uma solução de curto prazo para tais problemas não deve ser um empecilho e sim um incentivo a que os governos municipais, articulados com outras instâncias da federação, iniciem um trabalho sério no sentido de modificar essa realidade.

Montar uma estrutura de locomoção urbana, apoiada em sistemas de transporte de massa quanto possível protegidos contra enchentes e interrupções de vias essenciais é tarefa que exigirá um planejamento de fôlego e execução escalonada. E precisará ser pensado em integração com um macroprojeto de drenagem de águas pluviais, capaz de eliminar tanto a enchente da casa do pobre quanto o alagamento que fecha avenidas e ruas e para as cidades.

Há que se agir, nesse terreno, com enorme seriedade, determinando-se o investimento necessário para tanto e cuidando de que ele seja, ano a ano, incluído nos orçamentos das cidades e efetivamente executado.

As áreas em que o risco de deslizamentos e enchentes é pronunciado terão de ser mapeadas mais prontamente, até para que, na medida do possível, delas se possa realocar as famílias ameaçadas.

Por conta de um inverno excepcionalmente generoso em precipitações pluviais, grande parte do país ingressa na temporada de chuvas com as suas represas e outras unidades de armazenamento de água em nível elevado. Isso é uma garantia para o suprimento das usinas hidrelétricas. Impõe, como contrapartida, que elas deixem escoar livremente grande parte das chuvas do final deste ano e início do próximo.

Nesse contexto, é essencial um diálogo preventivo entre os órgãos gestores dos reservatórios e as administrações dos municípios para, no mínimo, atenuar o risco de enchentes e de situações que estabeleçam o caos nas vias urbanas.

Fonte: A Gazeta

Autor: Carlos Pannunzio é deputado federal, membro da Comissão de Constituição e Justiça

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>Prefeitos de 5.656 cidades paralisam atividades em protesto nacional

Posted on outubro 19, 2009. Filed under: atividades, cidades, Prefeitos |

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Os 5.656 prefeitos de todo o Brasil querem dar uma demonstração de força e credibilidade paralisando o funcionamento de seus municípios como forma de protestar pela crise econômica nacional que vivem neste momento. “As vezes fica parecendo que os prefeito só se manifestam por mais dinheiro público, quando na realidade esse é o motivo principal, mas não o essencial, pois sem dinheiro a educação cai de qualidade, a saúde não existe e as obras que garantem o crescimento dos municípios e a circulação da riqueza ficam estagnados acumulando dificuldades”, disse o prefeito da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e prefeito de Jauru, Pedro Ferreira (PP).


Ferreira lembrou que os prefeitos sabem que as dificuldades são muitas e imperiosas e citou o exemplo do município de Novo Mundo, onde o prefeito Brito (PT) recebeu das duas parcelas de R$ 1 bilhão liberadas pelo Governo Federal para contrapor a queda na arrecadação, R$ 67 mil na primeira e R$ 63 mil na segunda. “Saímos de um montante arrecadado nos dois últimos meses de 2008, novembro e dezembro, de um total de R$ 1,5 milhão/mês e passamos para no máximo R$ 750 mil em 2009, portanto, são 50% de queda na arrecadação de impostos”, disse Pedro Ferreira.


Dia 23 todos os municípios brasileiros pararam suas atividades em busca de uma revisão na partilha da arrecadação de impostos que deveria ser mais igualitária e menos arrochante. “O certo seria 50% para a União e 50% para Estados e Municípios na proporção de 30% e 20% para os municípios, como forma de driblar as dificuldades e mudar o perfil de cada município, pois desenvolvimento só com investimento, não adianta achar que crescimento cai do céu porque não cai”, frisa Pedro Ferreira.

Fonte: A Gazeta

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