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>Mato Grosso vive a década de ouro de sua história

Posted on junho 1, 2010. Filed under: atacado, bebidas, Calçados, comércio, combustíveis, Comunicação, crescimento, IBGE, Indústria, Indústria Têxtil, Mato Grosso, Metalurgia, PIB |

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Estado que mais cresce no país, com ritmo de crescimento comparável ao da China, em torno de 10% ao ano, Mato Grosso vive a “década de ouro” de sua história. Saiu de importador para exportador de energia – o principal gargalo do seu desenvolvimento nas últimas três décadas – assumiu a liderança na produção de soja e algodão, passou a ter o maior rebanho bovino comercial do país e, ao invés de só exportar matéria-prima, inicia um novo ciclo de desenvolvimento ao agregar valor à produção que transforma proteína vegetal em animal, ou seja, ao invés de vender o grão de soja, transforma-o em ração para aves e suínos e exporta a carne.
O resultado desta “revolução” é o fortalecimento econômico do Estado e a expansão do setor industrial, com a vinda de agroindústrias dos mais diferentes setores, como alimentação (esmagadoras de soja, processadoras de frangos e suínos, frigoríficos), bebidas, metalurgia, combustíveis, calçados, atacado, comunicação e indústria têxtil. Junto a essas empresas foram gerados milhares de empregos diretos, provocando um extraordinário crescimento sobre a arrecadação e a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, que aponta o grau de desenvolvimento de um país, estado ou município.
Nos últimos oito anos desta década, por exemplo, a receita pública foi praticamente triplicada, saindo de R$ 3,2 bilhões, em 2002, para R$ 9,5 bilhões, em 2009. Já o PIB de Mato Grosso em 2002 foi de R$ 20,9 bilhões, saltando para R$ 42 bilhões em 2007 (último levantamento do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Podemos afirmar que Mato Grosso vive mesmo a década áurea da sua história”, define o superintendente de Indústria da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia do Estado, Sérgio Romani. Segundo ele, esse desenvolvimento vai ser intensificado nos próximos anos, com o advento da Copa de 2014, e continuará firme por muitos anos.
Ele diz que Mato Grosso passa por um processo de transformação ímpar. “Em um período de 12 anos – 1995 a 2007 – o nosso PIB (Produto Interno Bruto) cresceu quase 500%. Nenhum outro estado brasileiro registrou um índice tão elevado”. Frisou a importância dos incentivos fiscais como fator de atração de empresas ao Estado, mas lembrou que o grande chamariz dos investimentos continua sendo o potencial econômico do Estado e as oportunidades de negócio. “Só com a agricultura, por exemplo, Mato Grosso tem condições de triplicar sua produção sem derrubar sequer uma árvore”, pontua Romani.
“Mato Grosso tem crescido em ritmo semelhante à China, não há como segurar o nosso Estado”, diz o presidente da Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), Jandir Milan, apoiado em um estudo econômico que traça o comparativo do crescimento industrial de Mato Grosso com a média brasileira e os estados vizinhos nos últimos 12 anos.
DADOS – O estudo mostra, com base no levantamento do IBGE, que o PIB estadual entre 1995 e 2007 saltou de R$ 7,319 bilhões para R$ 42,687 bilhões, alcançando o maior índice de crescimento entre os estados das regiões Centro-Oeste e Norte, com incremento de 483%.
Segundo Jandir Milan, a iniciativa privada investiu maciçamente graças ao bom ambiente econômico de Mato Grosso. Ele destaca ainda o bom desempenho do agronegócio e a verticalização da produção, ou seja, industrialização de matéria-prima e agregação de valores à produção.
Outro ponto favorável, na avaliação dos empresários, é que o governo federal manteve a postura agressiva de atração de investimentos e não deu ouvidos aos críticos dos incentivos fiscais. “Crescemos graças a estes incentivos e alcançamos resultados fabulosos. Os resultados aí estão em números, para quem quiser comprovar, e as indústrias não param de chegar ao nosso Estado”, afirma Sérgio Romani.
Ele lembra que os municípios que recebem as indústrias passam por uma transformação econômica. A tese do governo estadual é de que, além da geração de emprego e renda, um grande empreendimento acaba atraindo outras pequenas empresas prestadoras de serviço para atender suas necessidades.
“Um investimento puxa outro e aí a economia fica nesse ciclo virtuoso de crescimento”, afirma Romani. Para ele, o processo de industrialização está apenas começando, “mas Mato Grosso já vive uma nova era desenvolvimentista na atual década”. Fonte: Fiemt
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>Inflação de janeiro tem a maior alta desde maio de 2008

Posted on fevereiro 5, 2010. Filed under: alimentos, combustíveis, IBGE, inflação no Brasil, IPCA, passagens de ônibus |

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A inflação no Brasil acelerou de 0,37% em dezembro para 0,75% em janeiro, impulsionado por custos maiores com alimentos, combustíveis e passagens de ônibus, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice foi o maior desde maio de 2008, quando a alta foi de 0,79%.

Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de preços, usado pelo governo para definir suas metas anuais de inflação. Para 2010, o objetivo do governo é uma inflação anual de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

IPCA POR GRUPOS

Segmento Variação
Transportes 1,45%
Alimentos e Bebidas 1,13%
Despesas Pessoais 0,78%
Artigos de residência 0,41%
Saúde/Cuid. Pessoais 0,36%
Vestuário 0,31%
Habitação 0,27%
Educação 0,26%
Comunicação 0%

O IPCA acumulou alta de 4,59% em 12 meses até janeiro, superando o centro da meta de inflação do ano pela primeira vez desde junho de 2009.

O indicador ficou um pouco acima da previsão dos analistas. Segundo pesquisa feita pela Reuters, a projeção do mercado é que o IPCA fechasse janeiro em 0,7%.

O maior impacto individual para o IPCA em janeiro foram as tarifas de ônibus urbanos, que subiram 3,9% e deram 0,14 ponto percentual de contribuição, seguidas por combustíveis, com variação de 2,08% e contribuição de 0,1 ponto percentual. Juntos, ônibus e combustíveis reponderam por um terço do IPCA em janeiro.

O IBGE mostra que a alta de 3,9% no grupo de ônibus sofreu pesada influência de São Paulo, onde houve reajuste de 17,4% no valor das tarifas, que passaram de R$ 2,30 para R$ 2,70 em janeiro. Também foi observado um aumento de 4,18% nas passagens em Salvador, passando de R$ 2,20 para R$ 2,30 no mês passado.

Em relação aos combustíveis, o álcool mostrou alta acentuada, ficando até 11,9% mais caro, o que refletiu na gasolina, que encareceu 1,33%, devido à quantidade de álcool que possui em sua composição.

O grupo alimentos e bebidas teve uma forte aceleração nos preços no mês passado, e passou para 1,13%, contra 0,24% registrado em dezembro. Assim, o segmento contribuiu com 0,25 ponto percentual e também foi responsável por um terço do IPCA no período.

IPCA POR REGIÕES

Local Variação
Rio de Janeiro 1%
São Paulo 1%
Belém 0,8%
Salvador 0,77%
Goiânia 0,57%
Porto Alegre 0,55%
Belo Horizonte 0,53%
Fortaleza 0,52%
Curitiba 0,39%
Brasília 0,23%
Recife 0,2%

Contribuiu para esta alta, segundo o órgão, as chuvas intermitentes das últimas semanas, que têm afetado negativamente as lavouras de pólos produtores importantes.

Entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, os maiores resultados do IPCA ficaram com Rio de Janeiro e São Paulo, ambas com 1%. Na contramão, a menor variação ficou com Recife, de 0,2%.


Repercussão
Apesar de o IPCA ter acelerado neste início de ano, analistas explicam que as pressões sobre o índice são pontuais, por conta de entressafra, chuvas e reajuste de passagens, e, com o fim delas, a inflação deve arrefecer em fevereiro, mas sem muita força ainda já que o impacto dos custos maiores com mensalidades escolares que vão entrar no cálculo deste mês.

“Os preços dos alimentos estão subindo, com destaque para a parte de açúcar -por problemas estruturais, como quebra de safra na Índia- e de (produtos) in natura -afetados pelas chuvas do período”, diz Daniel Xavier, economista sênior do Banco Safra.

“Há também uma pressão de alta de Transportes, por conta dos combustíveis e da tarifa de ônibus em São Paulo e Salvador”, afirma.

Os custos das mensalidades escolares são reajustados a partir de janeiro, início do ano letivo, mas a metodologia do IPCA capta esse aumento apenas no dado de fevereiro.

Como alguns desses efeitos são sazonais e todos são considerados pontuais, as fortes taxas previstas para este começo de ano não mudam a perspectiva de inflação sob controle e dentro da meta em 2010, mas os analistas seguem atentos a eventuais pressões diferentes.

“O comportamento das medidas de núcleo (da inflação) será observado com atenção e, eventualmente, pode provocar algum ajuste nas previsões para o índice”, disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

(Com informações da Reuters e UOL)
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