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>Eleições 2010: Lula dita para Dilma até as frases que ela deve dizer

Posted on agosto 9, 2010. Filed under: comício, Dilma, eleições 2010, frases, Lula |

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Fotos: Wilson Dias/ABr e Sérgio Lima/Folha
  Dilma Rousseff, candidata a presidente imposta por Lula
Em comício realizado no dia 28 de julho, na cidade de Natal (RN), Dilma Rousseff brindara a platéia com uma frase de efeito. Discursara: “O presidente Lula me deixou um legado […], que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro”.
Num primeiro momento, imaginou-se que a passagem tivesse um quê de Lourival Fontes. Era o chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, que criou para Getúlio Vargas o epíteto de “pai dos pobres”.
Descobre-se agora que a “inspiração” de Dilma teve outra origem. A frase foi ditada pelo próprio Lula, patrono e guia da candidata. Em entrevista à revista ‘IstoÉ’, Lula contou: “Eu tenho dito para a Dilma que ela tem que dizer: ‘Eu não vou governar o Brasil. Eu vou cuidar do povo brasileiro’.”
Dois dias depois do discurso pronunciado por Dilma ‘Mãe do Povo’ Rousseff, Lula ecoaria a pupila, em Curitiba. Deu-se num encontro promovido pela Federação das Indústrias do Paraná. Ao lado de Dilma, Lula pediu votos à platéia de empresários:
“Se tem alguém aqui com preconceito, não tenha preconceito por votar numa mulher. Deixa de ser besta. Ela é uma mãe. Foi ela que lhe pariu”. Na entrevista veiculada neste final de semana, o presidente explicou a lógica da tática materna.
Visa combater “o preconceito” contra a ascensão das mulheres, “uma coisa cultural muito forte no mundo e no Brasil”. Lula recordou:
“Fui num debate com empresários no Paraná. […] Eu dizia a eles: O que leva um homem a ter preconceito contra um ser humano que o carregou na barriga nove meses? Que o limpou enquanto ele não sabia se limpar? […]”
Lula prosseguiu: “Vamos ser francos: o nosso caráter é o da nossa mãe. A gente pode adorar o pai da gente, mas na hora, que a gente caiu quem estava do nosso lado era nossa mãe…”
“…Na hora que a gente tinha dor de barriga quem estava conosco era nossa mãe. Na hora que a gente acordava de noite chorando quem estava do nosso lado era nossa mãe. Quem levantava para trocar nossa fralda de noite era nossa mãe […].”
Noutro trecho da entrevista, Lula como que envernizou o “legado” que Dilma dissera, em Natal, ter recebido dele: “Eu acho que o grande legado que vai ficar da minha passagem pela Presidência são os pobres desse país estarem acreditando que eles podem chegar lá. É isso que eu quero fazer com a mulher…”
“…A mulher não é apenas a maioria numérica. Em muitas funções, a mulher é igual ou mais competente do que os homens. […] As nossas mulheres têm coragem de fazer brigas que nós não fazemos”.
Na mesma entrevista, Lula revelou detalhes da gênese da candidatura presidencial de Dilma. Cogitara outras opções. Porém, elas foram erodidas pelos escândalos. Foi-se José ‘Mensalão’ Dirceu. Esvaiu-se Antonio ‘Sigilo do Caseiro’ Palocci.
Lula acordou para Dilma depois de tê-la acomodado na cadeira que fora de Dirceu, em 2005: “Quando ela veio para a Casa Civil começamos a trabalhar juntos, a nos reunir cotidianamente, a discutir as reuniões…”
“…Aí eu percebi que estava diante de um animal político não trabalhado, de um animal político que foi educado a vida inteira para ser técnica. E eu comecei a falar: bom, agora nós temos que descobrir o lado político de Dilma”.
Decorridos três anos, Lula pôs-se a “preparar” a candidatura. Ele rememorou: “O primeiro momento que me veio na cabeça foi quando eu, na Favela da Rocinha, no Rio, disse que ela era a mãe do PAC. Ali, na verdade, eu estava começando a preparar”.
Era 7 de março de 2008. No mesmo discurso em que começara a “preparar” a candidata, Lula negara o propósito eleitoral dos pa©mícios: “Deus é tão justo e tão grande que permitiu o lançamento do PAC em um ano que eu não era candidato”. Conversa mole.
Estava, de fato, impedido de disputar, mas se sentia à vontade “preparar” a sucessão: “Fui colocando a Dilma em várias reuniões das quais, teoricamente, ela não precisaria participar”, relatou Lula na entrevista. “Comecei a levá-la para viajar comigo, para que começasse a ver o mundo de uma concepção mais política”.
Em certos momentos, o entusiasmo levou Dilma a confundir os dois mundos em que passou a viver –o político e o administrativo. Em 17 de abril de 2008, por exemplo, em Belo Horizonte, chamou de “comício” uma solenidade de entrega de obras do PAC (reveja a cena abaixo).
Ao utilizar a engrenagem pública para moldar sua candidata, Lula irritou a oposição e deixou em alerta a Justiça Eleitoral. Mas as pesquisas indicam que obteve um sucesso estrondoso. Em 2010, o presidente vê florir de intenções de votos o poste que rega desde 2005.
Agora, para assegurar a colheita nas urnas de outubro, monitora cada movimento de Dilma. Chega mesmo a ditar-lhe as frases que deve dizer nos comícios.
Autor/Fonte:Josias de Souza 
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>Lula afirma em comício: "Meu corpo estava mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas", Dilma também!

Posted on julho 24, 2010. Filed under: comício, Dilma, Jesus, Lula, pecador |

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Lula adula o pecador Severino e se compara a Jesus

Dono de popularidade alta e discurso baixo, Lula prefere a eletricidade do palanque à frieza do gabinete brasiliense.
Aborrece-o a idéia de acordar, pendurar a gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, o Guido Mantega.
Agrada-o o contato com as platéias, sobretudo as que o vêem como um deus. A hipnose da audiência parece conduzi-lo a um plano superior.
Foi mais ou menos o que aconteceu, na noite desta sexta (23), em Garanhuns (PE), o município da manjedoura, de cujo território foi desmenbrada a Caetés natal.
Deu-se numa escola. Ambiente fechado. Coisa de 3 mil pessoas. Audiência filtrada, 100% feita de almas aliadas.
Era o ato inaugural da campanha de Dilma ‘lulodependente’ Rousseff no torrão de Lula ‘cabo eleitoral’ da Silva.
Microfone em punho, Lula pisou sobre os fatos distraído. Recuou no tempo. Foi a 2005, o ano do mensalão.
A oposição, disse o orador, tentou dar um “golpe”, apeando-o das nuvens.
Caprichou nas analogias: “O que tentaram fazer comigo, fizeram com Getúlio e ele deu um tiro no peito…”
“…O que tentaram fazer comigo fizeram com Jango, que teve que sair do Brasil. O que não sabiam, é que Lula era milhões de Lulas espalhados por esse país”.
Como não conseguiram convertê-lo nem em Getúlio nem em Jango, prosseguiu, os “golpistas” derrubaram Severino Cavalcanti da presidência da Câmara.
Voltando-se para Severino, que o ouvia na platéia, Lula adocicou a língua: “Meu querido companheiro Severino…
“…A elite da Câmara elegeu você presidente para você fazer o jogo sujo que ela queria, mas não tinha coragem de fazer, que era pedir meu impeachment em 2005″.
Qualificou a elite política: “Perversa”. Pregou o extermínio dos rivais pelo voto. Entre eles os “senadores de oposição de Pernambuco”.
Senadores “do século passado”, que o eleitor precisa “substituir por senadores do século 21”. Não mencionou nomes. Nem precisava.
Referia-se a Marco Maciel (DEM-PE), que disputa a reeleição ao Senado. Mirava em Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, que trocou a senatória por uma candidatura à Câmara.
Sem citá-lo, alvejou também o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que concorre ao governo de Pernanbuco.
Incluiu-o no rol dos políticos que “não me ajudaram a ajudar Pernambuco”. Ao lado de Lula, o governador Eduardo Campos (PSB), o discípulo que concorre à reeleição.
Em dado momento, Lula pôs-se a comparar a si próprio com o filho de Deus. Disse que a elite política “perversa” o maltratou.
“Meu corpo estava mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas”.
Desfiou raciocínios curiosos e sem nexo com a história. Um pedaço da oposição martiriza-se até hoje por tê-lo poupado em 2005.
Na fase em que o petismo e seus sócios levaram a mão à cumbuca mensaleira, o PSDB, sob a liderança de FHC, recolheu a chibata. Não por bondade, claro. Imaginou-se que Lula se dissolveria em escândalo. Erro.
Quanto a Severino, não caiu por perversidade, mas por corrupção. Foi pilhado exigindo propina companheira de um concessionário de restaurantes da Câmara.
Mas quem se importa com os fatos? Os jornais de 2005, papéis pintados para a guerra, são meros rascunhos daqueles dias, passados a sujo.
O noticiário, cruza do instante com o circunstante, não cabe na estante metafórica de Lula. Seu negócio agora é envernizar Dilma Rousseff, a criação.
Criada a frio, nas provetas do Planalto, revelara-se uma presidenciável promissora já na fase de testes de laboratório.
A rispidez inicial foi sendo gradativamente suavizada. Superou rapidamente a aversão a políticos que considera de direita. Hoje, dá-se bem até com o PMDB. Sem fazer cara de nojo.
Submetida a condições normais de uso, porta-se como o planejado. Às vezes recita números em demasia. Mas já decorou o mantra vital: continuidade.
Em Garanhus, a criatura discursou depois do criador: “Eu assumo o sagrado compromisso de dar continuidade a esta obra”, declarou.
“Eu vou ser a primeira mulher presidente deste país”, acrescentou, confiante. Antes, Lula dividira com Dilma o espaço que julga ocupar à direita do Padre Eterno:
“Ela(Dilma) foi barbaramente torturada. Vocês sabem… Como Jesus Cristo foi torturado”, disse o presidente. Na bica de alcançar o sétimo dia, Lula se prepara para descansar.
Seu retorno à Terra está previsto para 2014.

Fonte/autor: Josias de Souza
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>Procuradora atacada por Lula já votou nele 3 vezes

Posted on julho 21, 2010. Filed under: Cinelândia, comício, Dilma Rousseff, eleições, Lula, Procuradora |

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No TSE, Sandra Cureau alvejou mais Serra do que Dilma
Lula Marques/Folha
Há duas décadas, grávida aos 42 anos, Sandra Cureau foi à Cinelândia, no Rio, para assistir a um comício do PT. Corria o ano da primeira eleição presidencial pós-redemocratização. “Votei no Lula em 89, no primeiro e no segundo turnos”, ela recorda.
Decorridos 21 anos, em comício realizado na mesma Cinelândia, Lula referiu-se à ex-eleitora, hoje vice-procuradora-geral eleitoral, de maneira depreciativa. Chamou-a de “uma procuradora qualquer”. Sem mencionar-lhe o nome, disse que ela tenta retirá-lo da campanha de Dilma Rousseff.
O voto de 89 não foi o único que a doutora, hoje com 63 anos, entregou a Lula. “Votei nele de novo em 94 ou 98, não me lembro. Num ano votei no Lula e, no outro, no Fernando Henrique. Em 2002, votei no Lula de novo”.
E quanto a 2006? “Não votei, estava trabalhando nas eleições como procuradora eleitoral”.
  
Sandra Cureau recebeu em seu gabinete os repórteres Eliane Cantanhêde, Valdo Cruz e Felipe Seligman. A conversa foi levada às páginas da Folha.
Nas pegadas do lero-lero palanqueiro de Lula, o PT passou a esgrimir a ameaça de representar contra Sandra no Conselho do Ministério Público. O partido abespinhou-se porque a procuradora enxergou “abuso de poder” nas menções que Lula fez a Dilma em duas solenidades oficiais.
A transgressão pode render a Lula um novo pedido de multa no TSE. “Estou esperando a gravação”, diz Sandra. “Não basta apenas notícia de jornal”. E quanto à acusação de partidarismo feita pelo PT? Sandra responde com outra indagação: “Eles não fazem as contas?”
A repórter Mariângela Gallucci fez, por dever funcional, as contas que o petismo se absteve de fazer. Ela foi aos arquivos do TSE. Desobriu que, tomada pelas ações que levou ao tribunal, Sandra Cureau implica mais com o tucanato do que com o petismo.
Contra José Serra e o PSDB, a procuradora já ajuizou 16 representações. Contra o PT e Dilma Rousseff, apenas 12. Os números convertem a suspeita de “perseguição” em balela. E a ameaça de retaliação do PT em burrice.
Sandra diz não ter ficado aborrecida com a qualificação de “procuradora qualquer”. Recorda que Lula não citou o seu nome. Concorda que, por dedução, pode-se concluir que era ela o alvo da referência. Mas faz uma concessão à dúvida: “Seria desonesto dizer que me deu uma cacetada”.
“O que me incomodou foi uma visão meio depreciativa do Ministério Público. Não sou nada, as pessoas podem achar de mim o que quiserem, mas a instituição…”
Há o risco de impugnação de alguma candidatura presidencial? “As multas aplicadas até aqui, sozinhas, não são capazes de impugnar”, diz Sandra. “Não houve até aqui situações que possam caracterizar desequilíbrio das eleições…”
“…Teria de ter um ato que fizesse uma candidatura subir astronomicamente nas pesquisas. Isso não aconteceu. Quanto mais importante o cargo, mais cuidadoso você tem de ser, para não cair no golpismo”.
Como assim? “Golpismo no sentido de alguém fazer uma artimanha para afastar o outro da eleição, pegar um ato apenas. Por isso tem de ser algo que desequilibre as eleições para levar a uma impugnação”. Ela acha que as multas previstas em lei eleitoral (no máximo R$ 25 mil) “são muito baixas”.
De resto, olha para o Judiciário de esguelha: “No Brasil, temos um exagero de recursos. Quem tem condição de pagar um excelente advogado pode se sustentar até cumprir o mandato ou, ao contrário, consegue prescrever ação penal e derrubar o adversário que ganhou”.
Acrescenta: “Processo envolvendo pessoas poderosas não dá em nada. Achava extremamente frustrante na área penal. Vamos ver na eleitoral”.
Perguntou-se à doutora em quem vai votar. E ela: “Tem hora que aparece alguém que desponta como uma esperança, tem hora que não aparece. Ainda não decidi”. Insistiu-se: Gostaria de votar numa mulher? Sandra tergiversou: “Gostaria que tivéssemos uma mulher presidente, mas não sei em quem votar”.
Arrependeu-se de ter votado em Lula? “Não. Eu o acho uma pessoa extremamente carismática, com uma capacidade enorme de interagir com o povo. É inegável”.
Acha que fez um bom governo? “Parece-me que sim. Tanto ele como o Fernando Henrique fizeram bons governos”. Quem diria! O PT converteu em alvo uma procuradora que, tendo votado três vezes em Lula, considera-o carismático e bom governante.
Nunca antes na história desse país uma agremiação partidária demonstrara ter tanto desapreço pelo próprio pé.

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