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>Eleições 2010 e economia do estado de Mato Grosso

Posted on setembro 20, 2009. Filed under: Conama, economia, Eeleições 2010, Mato Grosso, Meio Ambiente, Zoneamento |

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Continuo com a maneira errada de escrever artigos. A regra diz que se deve escrever sobre um só assunto. É que os temas abundam e, mesmo fugindo à regra, enveredo por mais de um deles.


O primeiro é sobre a eleição de 2010. Recebi da Visão Planejamento e Marketing um longo trabalho de pesquisa sobre eleições em MT. Levantam todos os dados sobre eleição de deputados, senadores, governador, prefeito e vereadores e ainda por região e partidos. Vou ficar com duas das análises do trabalho.


O eleitorado no estado crescerá 3,91% de 2008 para 2010. O total será de 2.071.061 eleitores. A Baixada Cuiabana terá mais de 629 mil eleitores ou 30,37% do total estadual. O Sul com 290.457 votantes ou 14,02% do total. O Médio Norte ficará com 207.034, com 10% dos eleitores. O Sudoeste quase que repete os números ficando com 207.236 mil eleitores ou também 10% do total. O Nortão terá 382.768 mil eleitores ou 18,48% dos votos do estado. O Noroeste ficará com 126.080, o menor percentual de eleitores, 6,09%. O Araguaia com 228.404 mil pessoas em condições de votar ou 11,03 % do total.


Pelos números, os grandes colégios eleitorais estão na Baixada Cuiabana, Nortão e Sul do estado. Quem quiser ser eleito governador terá que ter boa votação na Baixada, sem isso é uma batalha difícil.


Uma legenda para eleger um deputado estadual precisa de mais de 64 mil votos e para eleger dois precisaria de mais de 97 mil votos. Para eleger um deputado federal a legenda terá que ter um quociente de mais de 193 mil votos, para dois sobe para 230 mil votos de legenda.


Pulando para um caso que pode afetar a economia do estado. Não se poderá plantar cana em cerca de 80% das terras do estado. O governo federal não quer problema com o exterior na venda do etanol. Terras da Amazônia e no entorno do Pantanal estão no mapa da proibição. Isso preocupa, mas o que preocupa mais é outro assunto relacionado a esse.


A Assembleia Legislativa passou meses discutindo pelo estado o Zoneamento Socioeconômico Ambiental. Ali se definiria o que se planta aqui, ali ou acolá. Seria o plano de redenção do estado na produção no campo. O estudo está quase pronto. Daqui a pouco aparece um algo mais de cima para baixo que atropela o Zoneamento que está sendo feito.


É possível dizer que Brasília proibiu que se plante cana em região que o Zoneamento até aprovava plantar. Se verdade, o que se fez no Zoneamento passa a ser letra morta? Como compatibilizar o que se levantou nos debates pelo estado com o que determinou agora Brasília? Será que se terá que voltar a fazer novas discussões depois da decisão do governo federal?


Se MT quiser peitar a decisão que vem de Brasília vai perder porque o Zoneamento aprovado no estado só será válido depois do aval do Conama ou conselho nacional do meio ambiente. E este órgão não aprovaria nada que vá contra a decisão recente de Brasília de onde se deve ou não plantar cana. Se isso for verdade, o estudo feito até agora para o Zoneamento pode sofrer um baque.

Autor: Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com – Fonte: A Gazeta


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