conservação

>Jornal Financial Times afirma que Futuro brilhante do Brasil está fora de alcance

Posted on maio 6, 2010. Filed under: aeroportos, água, conservação, construção, esgoto, estradas, favelas, Financial Times, jornal, tratamento, trânsito |

>O jornal britânico Financial Times publicou matéria afirmando que o “futuro brilhante” do Brasil está fora de alcance.

Segundo o jornal problemas como o trânsito, favelas, a precariedades dos aeroportos e má conservação e falta de construção de novas estradas. Inclue também na listagem do jornal a deficiência no tratamento de água e esgoto.

“Os planos estão na mesa. A economia está crescendo. Os investidores estão fazendo fila… Mesmo assim, o novo futuro brilhante do Brasil parece ainda estar fora de alcance”, diz o artigo que abre o caderno.

“O panorama para a infraestrutura (brasileira) é profundamente irregular”, afirma o FT.

Como exemplo de problemas, o jornal cita a “assustadora” tarefa de se urbanizar favelas, evidenciada pelos recentes desabamentos no Rio; a melhoria “lenta” dos transportes públicos enquanto o país compra mais carros do que suas ruas comportam; a confusão sobre as responsabilidades de Federação, Estados e Prefeituras sobre o tratamento de água e esgoto; atrasos em projetos causados por “falhas de gerenciamento e o peso da burocracia”; e até “ideologias” entre o que deve ser privatizado ou mantido sob o controle do governo.

‘PAC não é fracasso’ O FT destaca ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, enfatizou a importância dos gastos em infraestrutura para o desenvolvimento do país, “mesmo não tendo alcançado seus objetivos”.

“Seria errado desqualificar o PAC como sendo um fracasso”, diz o jornal. “Ele trouxe empregos, casas e uma vida melhor para muitas pessoas que vivem nas favelas. E colocou o investimento em infraestrutura de volta ao centro do cenário político.” Em vários artigos separados, o FT examina a situação dos vários setores da infraestrutura, como habitação, eletricidade, energia, construção civil, bancos, agricultura e indústrias naval e siderúrgica, analisando obstáculos e avanços.

O diário também dedica uma reportagem à “dificuldade” que o Brasil está tendo para preparar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio, em 2016.

“Apesar da confiança depositada no país pelos organizadores dos dois maiores eventos esportivos do mundo, ainda há uma montanha íngrime a ser escalada em termos de colocar a infraestrutura – transportes, hotéis e estádios – em um alto nível internacional antes dos prazos de 2014 e 2016”, afirma o FT. Fonte: com participação de: Notícias UOL

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>Monsanto faz parceria inédita com ONG para preservar as florestas brasileiras

Posted on março 6, 2010. Filed under: ambientalista, biodiversidade, Código Florestal, cerrado, conservação, fazendeiros, florestas brasileiras, Monsanto, ONGs, parceria, preservar |

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Fazenda no oeste baiano: funcionário da Monsanto como aliado na conservação do cerrado
Nos últimos dez anos, parcerias entre empresas privadas e ONGs tornaram-se corriqueiras. Deixaram, assim, de chamar a atenção. De tempos em tempos, porém, algum casamento menos óbvio entre o mundo dos negócios e os chamados representantes da sociedade civil ainda desperta burburinhos e curiosidade. Um deles foi selado em meados de 2008, mas só agora começa a sair da surdina. Trata-se da parceria entre a operação brasileira da americana Monsanto e a ONG global Conservação Internacional. De maneira simplista, o acordo se resume à conservação de áreas de cerrado e mata Atlântica no Nordeste do Brasil. Mas por trás dessa associação há um significado maior. A Monsanto, é sinônimo de produtos transgênicos – e, portanto, nunca contou com a simpatia dos movimentos ambientais, que a viam como uma empresa arrogante e refratária a opiniões externas. O acordo com a Conservação Internacional é o maior já firmado pela Monsanto. no mundo. Por outro lado, a CI é uma entidade de presença global que sempre transitou no meio empresarial, mas nunca tinha ido tão longe a ponto de dividir custos e responsabilidades de um projeto com uma companhia tão polêmica. Antes de fechar o acordo, seus representantes investigaram por mais de um ano o tema dos transgênicos e ainda contrataram uma pesquisa de opinião para medir os riscos que a associação com a Monsanto poderia representar para a imagem da ONG no Brasil. “Por enquanto, essa é a única empresa de transgênicos com que nos relacionamos”, diz Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de políticas ambientais da Conservação Internacional.


O que fez com que empresa e ONG superassem as diferenças foi uma boa dose de pragmatismo. Em junho de 2008, o presidente mundial da Monsanto, Hugh Grant, definiu que a empresa deveria ajudar seus clientes a cumprir a premissa de produzir mais conservando mais. O tal “produzir mais” será conquistado com a ajuda da biotecnologia aplicada à melhoria de sementes, algo que seus mais de 2 000 cientistas no mundo dominam. É com a ajuda deles que a Monsanto alardeia que, até 2030, a produtividade de suas sementes transgênicas terá dobrado. Esse aumento de produtividade reduz a pressão pela expansão da fronteira agrícola e o desmatamento, mas não resolve por inteiro a questão da conservação. É aí que entra a parceria com a CI, uma ONG cuja especialidade é a preservação de áreas de vegetação nativa. Para a Monsanto, simplesmente aliar-se à entidade já significa uma chancela a seus esforços ambientais. E o que teria a CI a ganhar? Acesso aos longos braços da multinacional, no Brasil e no mundo.


Pelo acordo, que envolve investimento de 6,5 milhões de dólares de cada uma das partes, os representantes da Monsanto estão ajudando a CI a levar à frente uma série de iniciativas. Uma delas consistiu em mapear as propriedades rurais no oeste da Bahia, região de cerrado onde o desenvolvimento agrícola é recente e tem se dado num ritmo frenético. Das 348 fazendas identificadas, 48 são clientes da Monsanto e dez foram convidadas a participar de um projeto experimental. Esses agricultores estão sendo os primeiros a receber instruções para que cumpram o Código Florestal, que na região exige que 20% da propriedade seja destinada a conservação. A escolha dos fazendeiros foi realizada pelos próprios vendedores da Monsanto. “São pessoas mais simpáticas à causa ambiental e que têm ascendência sobre outros produtores da região”, diz a engenheira agrícola Gabriela Burian, que já foi vendedora da empresa e hoje, como gerente, está à frente da parceria com a ONG. Para Pereira, da CI, a intervenção dos vendedores foi essencial: “Os fazendeiros nos veem como aqueles que só estão preocupados com o mato e o papagaio”, diz.


Os executivos da ONG sabem que a parceria com a Monsanto não é garantia de que o programa será um sucesso. Afinal, a empresa não tem e não quer ter papel de polícia. Ou seja, nenhum funcionário denunciará um cliente ao Ibama. “Vamos chegar lá aos poucos, com muita conversa ao pé do ouvido”, afirma o gaúcho Júlio Lautert, vendedor que ajudou na identificação dos agricultores. É também com essa conversa ao pé do ouvido que os executivos da ONG querem influenciar a gestão da empresa – algo que ficou definido no acordo entre as partes. Para isso, a entidade ganhou uma cadeira cativa no comitê de sustentabilidade da Monsanto, que foi criado há pouco mais de dois anos e é formado por executivos de todas as áreas da companhia. “Ainda é muito cedo para dizer que a Monsanto. está fazendo a diferença, mas eles começaram a se mexer, e é isso que importa”, diz Pereira, da CI.


Parceria inusitada

Alguns números do acordo entre Monsanto e Conservação Internacional

13 milhões de dólares é o que a empresa e a ONG ambientalista investirão em um programa de conservação da biodiversidade brasileira ao longo de cinco anos

348 é o número de propriedades rurais no oeste baiano que serão alvo do programa

47 000 km2 – o equivalente ao estado do Rio de Janeiro – é a área que elas ocupam

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