construção civil

>Aumenta volume de compra da casa própria em Mato Grosso

Posted on outubro 7, 2010. Filed under: casa própria, construção civil, crédito, CUIABÁ, Mato Grosso, Sinduscon, taxas de juros, Várzea Grande |

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Construtoras aproveitam o boom do setor e oferecem condições que favorecem a compra de imóveis


O aquecimento da economia, a facilidade de acesso ao crédito e as taxas de juros controladas estimulam o setor da construção civil em Mato Grosso. Atualmente, 15 mil unidades habitacionais estão sendo construídas, segundo estimativas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), sendo 80% delas situadas em Cuiabá e Várzea Grande. O número ainda é pequeno se comparado ao déficit habitacional no Estado apurado pela Fundação João Pinheiro em 2007, quando foi registrada a falta de 86,679 mil unidades, mas já representa um avanço econômico e social.

Para se ter uma noção da intensa busca pela casa própria, no primeiro semestre de 2010, o Banco Central do Brasil (BCB) registrou um montante de R$ 123,21 milhões em financiamentos imobiliários no Estado, número 89% superior ao registrado no mesmo período de 2009, quando R$ 65,04 milhões foram tomados para aquisição da casa própria. Se comparar o financiamento para imóveis deste ano com o primeiro semestre de 2002, quando começa a série histórica, a evolução chega a 16 mil por cento, o que quer dizer que o volume emprestado em 2010 é 163 vezes maior do que o total financiado há 8 anos, quando somou R$ 753,12 mil.
Para a vendedora Sueli Dantas Pinheiro os programas de estímulo foram essenciais para a aquisição de sua casa. No próximo mês ela muda para sua residência, que será paga em 200 meses com prestações que não comprometem grande parte de seu rendimento. “Não teria condições de adquirir uma casa se não fosse este programa. Talvez em alguns condomínios residenciais, mas mesmo assim precisaria de um benefício”.
O presidente do Sinduscon, Cezário Siqueira, diz que se o mercado continuar aquecido, em 3 ou 4 anos o setor da construção civil estará consolidado, sem estagnar. “Para que a construção civil se estabilize é preciso que as facilidades sejam mantidas por mais um período”. O economista, Adriano Figueiredo, enumera alguns pontos como essenciais para o crescimento da construção civil, como a facilidade do crédito, baixas taxas de juros e estabilidade da economia. “Somos um Estado que cresce muito e isso dá confiabilidade aos consumidores e permite que até mesmo as construtoras se arrisquem e tomem crédito para a execução dos projetos”.
A funcionária pública Tânia Margareth de Paula Coelho Forte está estudando a possibilidade de comprar um imóvel. “Ainda não decidi porque estou avaliando como pagarei a entrada do apartamento. O restante do valor vou financiar, o corretor disse que não terei restrições para conseguir o crédito”. O Sinduscon estima que os pagamentos à vista em imóveis não representem nem 1% do total comercializado e que os financiamentos são feitos tanto por instituições públicas quanto privadas.
No entanto, Figueiredo alerta para um possível colapso na economia, daqui a algum tempo, devido ao nível de endividamento da população e a uma possível inflação. “Ainda não é nada alarmante, mas se o endividamento da população continuar e os índices inflacionários não forem controlados, o mercado chegará em um ponto que não se sustentará como está”. A reversão da situação, segundo ele, deverá ser feita com a restrição ao crédito e corte de benefícios.

Fonte: A Gazeta

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>Empresas são atraídas a Cuiabá pela Copa 2014

Posted on agosto 21, 2010. Filed under: construção, construção civil, Copa, Copa 2014, CUIABÁ, Hidrelétricas, Indústria, Mato Grosso, Road Show, Tendências |

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A construção civil cresce em números representativos no Estado e o anúncio da Copa em Cuiabá acelerou o processo, juntamente com programas do governo federal de incentivo à aquisição da casa própria, como é o caso do Programa Minha Casa Minha Vida. Para este ano, a expectativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon) é de que o crescimento seja equivalente ao nacional, de 10%, com possibilidades de superar. Pensando nisso, um grupo de empresas está realizando o Road Show, um circuito de palestras pelas 12 cidades sede da Copa com as tendências e novidades que podem acrescentar tanto em grandes obras como em empreendimento de menor porte.
Todo este incremento faz com que o mercado demande por tecnologias que proporcionem economia de tempo e dinheiro, e solucionem problemas como a falta da mão-de-obra. De olho neste mercado, a SH, indústria e fornecedora de fôrmas, andaimes e escoramentos investe em mercados em crescimento, como é o caso de Mato Grosso. O grupo que trabalha há 40 anos no país e tem bases nas regiões Nordeste e Sudeste, possui um escritório em Cuiabá e visa inaugurar uma unidade no Estado.
O diretor comercial da SH, Wolney Henriques do Amaral, diz que antes de montar uma unidade é preciso que o mercado aponte uma demanda que garanta negócios por um prazo mínimo de 10 anos, situação que aparenta ser a realidade estadual.
A SH comercializa e aluga fôrmas para concretagem, por exemplo, que eliminam o uso de tijolos e aceleram o processo de construção. O gerente da unidade de Brasília, que administra Mato Grosso, Carlos Batalha, explica que os equipamentos são uma solução para a carência de mão-de-obra e a corrida contra o tempo.
O presidente do Sinduscon, Cezário Siqueira, diz que a tecnologia é uma carência no Estado em virtude da distância dos centros de distribuição. “Verificamos que o aluguel de tecnologias como essa é viável, mas devido ao preço do frete e à carência de manutenção, temos que improvisar e desenvolver técnicas que supram a deficiência”.
A SH já atua no Estado em parceria com duas construtoras e na construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), mas pretende ampliar os negócios e viabilizar a tecnologia. De acordo com o Sinduscon, há muita demanda por mão-de-obra qualificada e nunca houve tanto investimento por iniciativa dos empresários na qualificação profissional e por isso a técnica é bem vinda. Fonte: A Gazeta
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>Nova fábrica de cimento será instalada em Rosário Oeste

Posted on junho 17, 2010. Filed under: ambiental, BRC Cimentos, construção civil, Copa 2014, Marzagão, Rosário Oeste |

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A demanda de cimento em Mato Grosso é a que mais cresceu no país nos últimos anos. A procura pelo produto no Estado gira e torno de 120 a 125 toneladas mês. A perspectiva para os próximos anos por conta do próprio crescimento da construção civil e ser uma das subsedes da Copa 2014 é de aumento dessa demanda.
O governador Silval Barbosa recebeu nesta quarta-feira (16), em audiência, representantes de um grupo de fundos de investimentos que anunciou a construção da primeira fábrica de cimentos da nova empresa BRC Cimento no país.
Essa primeira unidade será instalada no Distrito Marzagão, município de Rosário Oeste (128 km de Cuiabá). Serão investidos na construção da fábrica R$ 400 milhões, nos primeiros 18 meses, e mais R$ 400 milhões nos próximos 5 anos, gerando mil empregos diretos, na fase de construção e 450 empregos diretos quando estiver funcionando. A expectativa de produção é 1,5 milhão de toneladas/ano.
O governador, segundo o porta-voz do grupo, Felício Valarelli, se comprometeu em auxiliar no que for possível. Tanto que pediu que se protocole as cartas consultas junto a Secretaria de Indústria, Comércio, para ver a viabilidade de se conceder incentivos fiscais. “O que for possível o governo vai fazer”. Um dos pedidos foi isenção de ICMS na importação das máquinas. Valarelli informou que a partir da liberação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), que já foi protocolado na Sema, começam os serviços de terraplenagem no local, e no prazo de 5 meses começam a chegar as máquinas encomendadas junto a Prago Tec, da Bélgica, uma das maiores fábricas de cimento do mundo. O prefeito de Rosário Oeste, Joemil Araújo que também participou da audiência e se mostrou bastante receptivo, pois a fábrica vai gerar renda e emprego. Fonte: Secom
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>Empresário prevê alta do material de construção

Posted on março 18, 2010. Filed under: construção civil, Copa do Mundo, Eventos, Fiesp, REFORMA, softwares, transporte |

>Os empresários da construção civil estão preocupados com um possível aumento dos custos dos insumos do setor nos próximos meses.

Foi o que mostrou a sondagem da indústria da construção realizada em fevereiro pelo SindusCon-SP e pela FGV.

No mês passado, o indicador das perspectivas das empresas no país em relação aos custos do material de construção foi de 44,36 pontos, resultado abaixo dos 57,51 pontos de fevereiro do ano passado.

O indicador vai de 0 a 100 pontos, sendo que acima de 50 indica otimismo e abaixo, perspectiva não favorável, ou seja, aumento dos preços.

A paralisação enfrentada por anos pelo setor desestimulou a entrada de novos fabricantes de material de construção e o aumento da produtividade.

“Com a recuperação da atividade em 2006 e com o aumento do crédito, cresceu a demanda por material, mas a indústria não estava preparada”, afirma Eduardo Zaidan, diretor de economia do SindusCon-SP.

Muitos insumos da construção civil são produzidos por um pequeno número de fabricantes, o que aumenta o temor de que os preços possam subir, de acordo com Zaidan.

O setor já enfrentou alguns momentos de fortes reajustes de preços. O último foi entre setembro de 2007 e meados de 2008, quando, com a escassez de insumos, alguns produtos chegaram a subir até 25% acima da inflação, diz o diretor do sindicato patronal paulista.

 
TRENZINHO CAIPIRA

Trens para grandes cidades paulistas entraram no radar. A atuação do secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, foi ampliada para o interior pelo governador José Serra. “Vamos pensar em trens em São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Bauru, Sorocaba…”, diz Portella. O secretário planeja oferecer ainda transporte de passageiros nas regiões de Sorocaba, Campinas e Santos, para ligá-las a São Paulo.

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) também entrará em estudos para algumas dessas cidades. A encomenda já feita de quase 60 trens para o Metrô e para a CPTM impulsionou a indústria ferroviária. Fábricas estão vindo ao país ou retomando atividades para atender à demanda do governo.

Duas estações de metrô estão quase prontas. Em pouco mais de três minutos será possível ir da Paulista à Faria Lima em trens com alta tecnologia, que prescindem de condutores, têm câmeras de vídeo, passagem livre entre os vagões e ar condicionado em todos eles.

NO CARTÃO

A Verifone, especializada em produção de maquininhas POS, de recebimento de cartões, vai ampliar o foco do seu negócio no Brasil. A estratégia da empresa desde o início deste ano é investir também na venda de softwares para o mercado de emissores e adquirentes de cartão de crédito, débito, pré-pago, cartões presente, fidelidade e outros, segundo Heman Molina, presidente da empresa. Há cerca de um ano e meio, a Verifone adquiriu uma empresa no Uruguai, que era responsável pelo suporte da tecnologia do software. A partir deste ano, o suporte passa a ser feito no Brasil. “Acredito que com as novas mudanças de abertura que estão se passando no mercado de cartões no país essa solução terá uma procura maior”, afirma Molina.

INTERCÂMBIO
A primeira-dama do Texas, Anita Perry, anunciou ontem, na Fiesp, que o Estado possui US$ 217 milhões em recursos para serem doados a empresas estrangeiras que desejam se estabelecer no Texas. A Santana Textiles é a primeira brasileira a receber a doação.

NO CANUDO
As vendas de refrigerantes podem subir cerca de 10% neste ano, impulsionadas pela Copa do Mundo, segundo a Abir (associação do setor). Em 2009, foram produzidos cerca de 14 bilhões de litros de refrigerante, gerando faturamento de mais de R$ 22 bilhões.

EVENTOS 1
O primeiro centro de convenções e eventos do município de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está a caminho. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade firmou convênio com o Ministério do Turismo para a elaboração de estudo de viabilidade socioeconômica e técnica do projeto.

EVENTOS 2
A maior parte dos recursos (R$ 552 mil) virá do Prodetur (Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo). O projeto está em fase de abertura de licitação para a contratação de uma consultoria especializada para realizar o estudo de viabilidade.

REFORMA 1
No Panamá desde 2004, a Odebrecht acaba de ganhar licitação para renovar a área urbana de Curundu, uma das regiões mais pobres da Cidade do Panamá. Com investimento de US$ 94 milhões, a companhia brasileira será responsável pela urbanização do bairro carente.

REFORMA 2
Serão construídos pela Odebrecht 65 edifícios de quatro pisos, 2.000 metros quadrados de áreas comerciais, instalações esportivas, espaços culturais, reforma do sistema de drenagem pluvial e da rede de água potável. No ano passado, a Odebrecht concluiu dois grandes projetos no país: as construções da Cinta Costeira e da estrada Madden-Colón. Fonte: Folha de S. Paulo

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>Construção civil tem crescimento de destaque em Cuiabá

Posted on fevereiro 26, 2010. Filed under: atividade econômica, Bussiki, Centro Histórico, condomínios, construção civil, CUIABÁ, IPDU, moradia, Socioeconômico |

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A divulgação do Perfil Socioeconômico de Cuiabá confirma a expansão da atividade da construção civil na Capital. A publicação foi apresentada nesta quinta-feira (25) pela presidente do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), arquiteta Adriana Bussiki. Entre os anos de 2003 e 2007, o número de autorizações para habite-se e as unidades construídas de todas as categorias de uso ampliaram em 120,7% e 34,7%, respectivamente. Os dados mostram que as construções destinadas ao comércio puxaram positivamente o desempenho entre os 2 anos.
Adriana destacou ainda a diminuição do número de empresas extintas, de 1,394 mil em 2004 para apenas 50 em 2007. Em muitos casos, outras políticas públicas desenvolvidas pela administração municipal também impulsionaram o setor da construção civil, avalia Adriana. É o caso da avenida das Torres. A abertura e pavimentação do eixo viário para ligar o centro da cidade à região Sul e desafogar o trânsito na avenida Fernando Corrêa, principalmente no entorno da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi responsável pela indução de investimentos residenciais em bairros como Jardim Imperial e Santa Cruz.
Nesses locais, houve aglutinação de empreendimentos de moradia, como condomínios e maior concentração da população e o crescimento de atividades comerciais. O chamado adensamento populacional explica a mudança. O Santa Cruz dobrou a média do número de pessoas por hectare entre 2000 e 2007 e no Jardim Imperial o mesmo indicador aumentou em cerca de dois terços.
Adriana comentou também que com o novo perfil demonstra uma “opção por condomínios fechados” em Cuiabá. Ela pontuou que a nova edição também melhorou o mapa turístico da cidade e do Centro Histórico, que ficou mais detalhado. A edição traz o comércio como principal atividade econômica (53,3%), sendo desse total 92,3% concentrada nas microempresas, comparado os anos de 2004 e 2007. O perfil pode ser consultado no site da prefeitura, no endereço http://www.cuiaba.mt.gov.br. Fonte: A Gazeta
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>Aquecimento da construção civil atrai a Cuiabá construtoras de todo país

Posted on novembro 23, 2009. Filed under: construção civil, Construtoras, imóvel em Cuiabá, MRV Engenharia, Vanguard |

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Antes mesmo da confirmação de Cuiabá como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014 a capital mato-grossense se viu transformada nos últimos anos em um canteiro de obras. Construtoras tradicionais e recém-chegadas atualmente disputam a atenção de possíveis clientes que não se resumem mais a pessoas com alto poder aquisitivo. Hoje há imóveis voltados para pessoas com renda a partir de três salários mínimos, além dos empreendimentos idealizados para clientes de classe média e famílias que querem adquirir o primeiro imóvel. Fato é que, se o mercado não apresentasse um cenário promissor, não haveria tantos imóveis sendo lançados a medida em que outros tantos são entregues ao comprador. Os resultados positivos nas vendas sinalizam ao mercado da habitação que o cenário tende a ficar cada vez mais otimista. Entre as “novatas” que apostam alto no mercado imobiliário e, consequentemente, aquecem o setor da construção civil em Cuiabá está a Vanguard, uma empresa do grupo Plaenge. Desde março do ano passado foram lançadas cerca de mil unidades habitacionais (apartamentos) em cinco empreendimentos.

“A Vanguard foi criada para atender o público do primeiro imóvel”, ressaltou Márcio Ferreira, gerente regional. Segundo ele os valores investidos até o momento somam cerca de R$ 200 milhões. E não param por aí. A empresa ainda prevê o lançamento, nos próximos anos, de aproximadamente duas mil unidades habitacionais em outros empreendimentos o que, em valores investidos, pode ultrapassar R$ 300 milhões.

Salvo algumas exceções, investimentos vultosos pedem conhecimento prévio do terreno em que se pisa. “A Vanguard Home foi formatada e criada após uma visita feita pelos diretores do grupo Plaenge a países como Espanha, México e Chile que passaram pelo mesmo período de estabilidade econômica que o Brasil vem passando. Nessa visita perceberam que o mercado que mais evoluiu foi o do público do primeiro imóvel”, observou Márcio Ferreira. Entre os lançamentos mais recentes está o Garden 3 Américas, também voltado para o comprador do primeiro imóvel com entrada a partir de R$ 3,9 mil. O investimento total é de R$ 62 milhões.


Outra novata em Cuiabá é a MRV Engenharia, que chegou em março deste ano à cidade. “A nossa estratégia consiste em construir empreendimentos acessíveis em regiões nobres da cidade. Já estamos articulando parcerias com empresas privadas para agilizar o processo de obras”, disse Rafael Albuquerque, gestor de Desenvolvimento Imobiliário. O primeiro empreendimento da empresa é o Spazio Charme Goiabeiras, com 210 unidades habitacionais em torres de 11 andares com oito apartamentos por andar e preço a partir de R$ 95 mil. A meta da empresa é lançar 3.100 unidades habitacionais voltadas, principalmente, para as classes B e C com prestações facilitadas e financiamentos bancários.


Em seu balanço anual a empresa, que está entre as maiores construtoras do país, anunciou recentemente que é a maior parceira da Caixa Econômica Federal no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O número de unidades contratadas no acumulado do ano de 2009 até outubro é de 13 mil unidades. Há mais 43,8 mil em análise.


Os financiamentos, que facilitam o acesso ao crédito, estão entre os principais responsáveis por este aumento nas vendas de imóveis novos. “Com a queda de juros e o aumento dos prazos estima-se que cerca de 15% da população com uma faixa de renda que varia entre R$ 2,5 a R$ 7,5 mil passou a ter acesso ao crédito imobiliário e agora pode comprar o seu primeiro imóvel. Em Cuiabá estima-se que esse mercado/população pode chegar a 135 mil pessoas”, observou Márcio Ferreira, da Vanguard. Na opinião de Paulo Sério, sócio e gerente comercial da Gerencial Construtora, nunca houve uma fartura como agora. “Está sobrando crédito para financiamento imobiliário”.


Cautela – Mesmo com dinheiro de sobra para financiar imóveis Sério pede cautela. “Para ter acesso a este crédito é necessário ter a renda formalizada. No Brasil 45% da renda total é formalizada. Em Mato Grosso esse total é de apenas 5%. Não é suficiente para absorver todos estes empreendimentos”.


Assim como muitos especialistas ele descartou futuros impactos negativos de crises financeiras em Mato Grosso, mas destacou que há um perigo na euforia. “Os lançamentos são, muitas vezes, excessivos. A meu ver não vai haver consumidor na mesma proporção. E mesmo que haja não vão existir recursos suficientes no Sistema Financeiro Habitacional pra sustentar todos estes empreendimentos e tampouco renda formalizada para absorver estes produtos”.


A Gerencial Construtora, que existe há três décadas, entregou 184 unidades habitacionais este ano e lançou outras 420 que serão entregues em três anos. Em 2010 serão entregues mais 180. “Não adianta ter obras em excesso porque a desova (período entre o término da obra e a venda das últimas unidades) é de dois anos. Apenas parte é vendida na planta. Fica muito imóvel parado, ocioso, esperando comprador”, frisou. “Mesmo com um déficit habitacional de 9 milhões de unidades no país, somos excessivamente cautelosos e responsáveis”.

Fonte: A Gazeta


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