consultor

>Consultores recomendam compra de ações da Petrobras

Posted on agosto 4, 2010. Filed under: ações da Petrobras, capitalização, consultor, Consultores, empresa, estatal, investidor |

>

Pressionada pelo governo, a estatal adiou de julho para setembro a oferta pública de ações necessária para capitalizar a empresa e, com isso, levar adiante seu plano de investimento de R$ 224 bilhões entre 2010 e 2014.
Estima-se que a capitalização arrecade entre R$ 50 bilhões e R$ 100 bilhões.
O ambicioso plano de capitalização, porém, ainda está cercado de incertezas. A principal delas é com relação ao valor dos 5 bilhões de barris em reservas que a empresa receberá da União.
“Os analistas estão com dúvida sobre o preço das ações, uma vez que ainda não se sabe o valor do barril”, afirma Reinaldo Zakalski, diretor-executivo da BI Invest.
O cenário de incertezas foi reforçado no último domingo (1º). Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, a Petrobras teria reformulado a forma como a capitalização será levada adiante.
De acordo com o jornal, a oferta de ações, inicialmente restrita aos atuais acionistas, deverá ser modelada como oferta global, ou seja, será aberta a todos os interessados no Brasil e no mundo (leia texto na íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Desde que anunciou o adiamento de sua capitalização para setembro deste ano, as notícias em torno da Petrobras têm causado insegurança no mercado.
Apesar do cenário, consultores ouvidos pelo UOL Economia acreditam que o momento é bom para comprar papéis da estatal (PETR3, PETR4), mas lembram de que se trata de um investimento a longo prazo.
Com a mudança no modelo, os atuais acionistas perderiam o chamado direito de preferência. Além disso, as regras formuladas pelo governo para o uso do FGTS na capitalização não teriam mais sentido.
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, a Petrobras reiterou sua intenção de realizar o processo de capitalização com prioridade de alocação aos detentores de ações de emissão da companhia.
Eleições
Outro problema que tem influenciado negativamente o mercado é a incerteza de que o processo será realmente levado adiante em setembro. Isso porque o clima eleitoral pode influenciar o mercado, já que a capitalização ocorreria perto do primeiro turno das eleições.
“Foram surgindo várias dúvidas durante o processo de capitalização, e isso foi deixando os investidores indecisos. Quando parecia que ia sair em julho, a capitalização foi adiada para setembro. Isso trouxe ainda mais dúvidas para os investidores”, afirma Daniley Ferreira Rodrigues, sócio-diretor da Método Investimentos.
Bom momento
Em meio a esse cenário, os papéis da Petrobras acumulam forte queda nos sete primeiros meses do ano.
De janeiro a julho, as ações preferenciais (que possuem preferência na hora de receber dividendos, mas não têm voto) desvalorizaram-se 23%, segundo a consultoria Economatica. Esse foi o sexto pior resultado dentro do Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista).
As ações ordinárias (aquelas que dão direito a voto) tiveram perda de 22,1%, sétimo pior desempenho. No mesmo período, o Ibovespa acumulou queda de 1,56%
A queda no preço das ações da estatal nos últimos meses, porém, pode ser vista como uma boa oportunidade.
“Parece ser um momento interessante para comprar ação da Petrobras. Mas sempre pensando no médio e no longo prazo”, adverte Zakalski.
“Independentemente da capitalização, o papel da Petrobras sempre será um dos carros-chefe do nosso mercado. De maneira geral, tem de estar na carteira do grande e do pequeno investidor”, analisa.
O consultor Rodrigues também diz acreditar que o momento seja bom para comprar. “As ações estão em um patamar muito interessante, mas o investidor não deve entrar com tudo. Ele deve investir uma parte agora e esperar para ver como se desenrola a capitalização”, afirma.
“Se o investidor tiver paciência e disciplina para esperar a capitalização, ele pode ter ganhos significativos pensando no longo prazo”, comenta Max Bueno, analista de investimentos da Spinelli.
Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>José Dirceu, O maior lobista do país

Posted on fevereiro 27, 2010. Filed under: Casa Civil, consultor, Eletronet, Escândalo, governo Lula, José Dirceu, lobbies, lobista, mensalão, país, Telebrás, terremoto |

>

José Dirceu, o “consultor” mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá. Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como “consultor”, o eterno eufemismo para “lobista”. Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, “é O telefonema”). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.
Na semana passada, um dos serviços do “consultor” José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais. Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de “Bolsa Família da web”.
Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados. A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet. O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.
O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso. Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada. VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.
Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o “consultor”. Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: “assessoramento para assuntos latino-americanos”. Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos. O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.
Joe Pugliese/Corbis Outline/Latinstock
O MAIS RICO
O mexicano Carlos Slim pagou
pela consultoria do ex-ministro
 
Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás. As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações. A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.
A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para “prestar consultoria”. O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui. O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira. No Brasil, sua lista de “clientes” inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo. “Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme”, avalia um dirigente petista. As “consultorias” de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.
.
Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois
LISTA EXTENSA
Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também são clientes do petista  Fonte: Revista Veja
     
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...