Consumidores

>Gasto médio de cliente de luxo diminui 25% e fica em R$ 2.726

Posted on agosto 2, 2010. Filed under: cliente, cliente de luxo, Consumidores, Empresários, Faturamento, lojas, Mercado, relacionamento |

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Em 2009, o tíquete médio do cliente de luxo no Brasil diminuiu 25% em relação ao ano de 2008, passando de R$ 3.454 para R$ 2.726, segundo revelam dados do estudo “O mercado de Luxo no Brasil – ano IV”, realizado pela MCF Consultoria & Conhecimento, em parceria com a GfK Brasil.
De acordo com o presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, Carlos Ferreirinha, entretanto, o mercado segue em crescimento acelerado, demonstrando a atitude positiva do consumidor de luxo brasileiro.
“A crise reduziu o valor do tíquete médio, mas nada que gerasse uma preocupação exacerbada para os próximos anos – haverá um ciclo de crescimento vigoroso novamente. O consumidor demonstra o mesmo tipo de atitude positiva em relação ao consumo de luxo, inclusive em relação à sua percepção da atividade”, diz Ferreirinha.
Faturamento
Apesar da queda registrada no tíquete médio, entre 2008 e 2009, o setor de luxo no Brasil cresceu 4%, atingindo US$ 6,23 bilhões. Para este ano, a expectativa é que o faturamento do segmento alcance o montante de US$ 7,59 bilhões, uma expansão em torno de 22%, em relação ao ano passado.
O levantamento, que ouviu 283 empresas do setor e 344 consumidores, entre janeiro e maio de 2010, apurou ainda que 33% dos empresários atuantes no segmento pretendem expandir o mercado alvo, 30% devem investir no fortalecimento da imagem/ marca, 20%, na abertura de lojas próprias e 9%, na gestão de relacionamento com o cliente.
Dentre os empresários que planejam investir em expansão, 86% pretendem fazê-lo aumentando o número de lojas próprias, 50%, aumentando a participação em multimarcas e 7%, em quiosques.
Cidades
No que diz respeito às cidades mais promissoras para a expansão do mercado de luxo, 53% dos entrevistados apontam Brasília, 7% citam Porto Alegre e outros 7% Curitiba. Salvador, Recife, Belo Horizonte e Ribeirão Preto também foram citadas, com 6%, 4%, 4% e 3% das respostas, nesta ordem.
Por outro lado, quando o assunto é o aumento de unidades, ele deve se concentrar nas cidades de São Paulo (54%), Rio de Janeiro (39%), Brasília (39%) e Belo Horizonte (31%). 
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>Consumidor deve ter cuidado com as estratégias do comércio para seduzir os desatentos

Posted on maio 31, 2010. Filed under: Consumidores, desatento, dinheiro, economia, estratégia, liquidação, Marketing, promoções, Seduzir |

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Uma prática comum nos estabelecimentos comerciais é o uso dos centavos para determinar o preço dos produtos. Os valores “quebrados” são os preferidos dos lojistas como forma de atrair consumidores. Esta estratégia de mercado é responsável por seduzir a maioria dos compradores. “Por exemplo, sobre o valor de R$ 19,99, o consumidor leva em consideração somente o R$ 19, enquanto que o comerciante consegue os R$ 20. E na maioria das vezes o cliente não pede o 1 centavo de troco”, observa o economista Anaor Carneiro.
Ele analisa que essa jogada de marketing cria uma falsa expectativa no consumidor. “É a ilusão de que o cliente está levando o produto por um preço mais barato”. De acordo com o economista, a composição dos valores dos produtos inclui tanto os custos quanto a rentabilidade do comerciante. Porém, ele aponta que ainda há o componente emocional, que mexe com a sensibilidade do consumidor, além da marca do produto. “Nesse mix comercial, que compõe os preços das mercadorias, o lojista consegue ganhar a venda”.
Para ele, a condição de que o consumidor despreza os centavos faz com que o comerciante continue praticando essa estratégia de mercado. Carneiro ressalta que uma pequena parcela da população pede o troco. “De cada mil consumidores, 1 reclama o seu troco”. Em tese, todo preço terminado em “9” ou “90” é enganoso. “Esta é a mais suja das táticas de marketing usualmente utilizadas pelo comércio de uma maneira geral, e que atinge cada vez mais produtos à venda”, diz uma campanha lançada na internet contra preços enganosos.
E não é difícil perceber essa prática no comércio mato-grossense. Nas ruas de Cuiabá, por exemplo, as vitrines, os carros de som e vendedores ambulantes estampam e anunciam valores como R$ 19,99, R$ 20,99, R$ 34,99 e muitos outros, iguais apenas nas duas casas após a vírgula. “É uma forma de atrair clientes. Faz parte da política da empresa”, diz o gerente de vendas de uma loja de utilidades, Rodrigo da Silva.
Moedas em falta
Estratégia ou não, o fato é que os comerciantes se aproveitam do descuido do consumidor e da condição do mercado, e explica que há falta de moedas para o troco – principalmente a de 1 centavo. Geralmente, produtos (com preços terminados em 9 centavos) podem ser pagos com uma única cédula, sendo as de R$ 1, R$ 2, R$ 5, R$ 10). O consumidor mais exigente e consciente dos seus direitos, certamente se irrita na hora de receber -ou deixar de receber -o troco, simplesmente por falta de moedas no caixa.
Os valores de 5, 10, 25, 50 centavos e de 1 real geralmente sobram no comércio. Mas a menor delas, a de 1 centavo, está literalmente entrando em extinção. Informações do Banco Central mostram que a quantidade atual de moedas de 1 centavo circulando no mercado nacional é inferior às demais. Até quinta-feira (27), 3,190 bilhões de moedas de 1 centavo estavam em circulação no país, contra 3,712 bilhões de 5 centavos, e 4,177 bilhões de 10 centavos.
Basta uma simples ronda no comércio que é possível perceber essa realidade. A comerciante Andréia Reveles afirma que há muita dificuldade de encontrar a moeda de 1 centavo no mercado. Além disso, a gerente de uma loja de roupas, Edilaneide Barbosa, diz que uma minoria dos consumidores pede o troco de centavos. A auxiliar de escritório Zilandia Luiza dos Santos, confirma que o dinheiro de menor valor não é considerado na hora de pagar pela compra. Geralmente, as pessoas ao comprarem a mercadoria não recebem o troco completo, muitas vezes, por “vergonha” de reivindicar o 1 centavo que tem direito.
A estudante Suely Gomes de Almeida afirma que esquece de pedir o centavo de troco. Mas a gerente de uma loja de bijuterias, Josinete Moraes, conta que o troco para os consumidores que pedem o centavo é sempre viabilizado. “Se não temos, oferecemos outros produtos”. Essa situação chega a ser um paradoxo: as lojas colocam grande parte de seus produtos com preços terminados em 9 centavos, e praticamente nunca têm as moedas de 1 centavo para fornecer aos seus clientes na hora do troco. No entanto, há lojistas precavidos que escapam dessa regra.
A gerente Maria Rosa Tomás dos Santos diz que as os valores das mercadorias são inteiros. Ela conta que essa atitude auxilia no troco. “Mesmo trabalhando com produtos que tem valores menores, procuramos arredondar os preços”. Para o médico João Bosco Fernandes, a devolução do troco é algo fundamental, independentemente do valor. Ele diz que sempre solicita o troco. “Mesmo que seja de 1 centavo”. O consumidor explica que dessa maneira consegue juntar dinheiro. “É de grão em grão que consigo uma boa quantia. Cada centavo faz muita diferença”.
Conselho – O economista Anaor Carneiro explica que é direito do consumidor solicitar sempre o troco. Ele explica que se o lojista cobra um determinado valor pelo produto é certo que o cliente pague o correspondente. “Se a loja não tiver o troco para repassar ao cliente é melhor que não aplique valores quebrados nos produtos”. Carneiro diz também que o consumidor não deve aceitar mercadorias como troco. “Não é nem pelo valor do dinheiro em si que se deve pedir o 1 centavo de troco. É muito mais pelo fato de se sentir lesado, e ainda ser conivente com essa tática abusiva e desrespeitosa do mercado”. Ele afirma ainda que o consumidor não deve ter vergonha de pedir o troco, seja qual for o valor.
Inadequadas – Conforme o Banco Central as moedas inadequadas à circulam são aquelas tortas, perfuradas, desfiguradas ou com danos de qualquer outra natureza. Desta forma, as instituições financeiras bancárias devem acolher do público as moedas danificadas a serem encaminhadas ao BC para exame. Ao receber moedas danificadas, a instituição financeira bancária deverá fornecer recibo ao interessado e informá-lo, posteriormente, do resultado do exame, ressarcindo-o no valor que eventualmente lhe couber. Fonte: A Gazeta
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>Consumidores só perdem com fusões como a do Grupo Pão de Açucar e Casas Bahia

Posted on dezembro 5, 2009. Filed under: Casas Bahia, Consumidores, fusões, FVG, Grupo Pão de Açucar |

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Especialista em fusões e aquisições do Tostes e Associados Advogados, Paulo Augusto Silva Novaes tem uma opinião bem diferente do professor da FGV William Eid Junior (veja posts anteriores). Novaes afirma que os consumidores saem perdendo com a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar.


Novaes acredita que um dos maiores problemas da concentração será no crédito direito, ou seja, o financiamento da compra de produtos diretamente nas lojas. Com menos concorrência, os juros podem subir.


— É um crédito que atende a pessoas que não têm histórico de crédito bancário. São principalmente pessoas de baixo poder aquisitivo. O crédito bancário é caro por falta de concorrência. O varejo segue esse caminho — afirma.


O fato relevante do Grupo Pão de Açúcar fala em carteira de crédito de mais de R$ 1 bilhão. Novaes lembra que o setor muita vezes tem ganho maior na operação de crédito do que na margem de venda dos produtos.


Para ele, a operação precisará ser bem analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), principalmente porque o Grupo Pão de Açúcar já comprou o Ponto Frio, que tem operações semelhantes.


— A lei antitruste fala que qualquer operação que resulte em mais de 20% de concentração de mercado ou que uma das empresas tenha mais de R$ 400 milhões em receita bruta precisa ser avaliada. Essa será, portanto, avaliada — diz.


Diferentemente do professor da FGV William Eid Junior, especialista em varejo, Novaes se diz preocupado com o poder de negociação que a empresa terá com fornecedores, dada à dimensão do negócio. Fonte: Miriam Leitão

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