COP-15

>A vaca é a culpada?

Posted on dezembro 16, 2009. Filed under: Agropecuária, COP-15, Copenhague, direito ambiental, economista, efeito estufa, especialista, mercados de commodities, produtor rural, USP |

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A pecuária tem importância fundamental na economia brasileira desde os primórdios de nossa colonização. Vários ciclos econômicos passaram, mas a atividade pecuária sempre esteve presente, oferecendo alimento farto para a crescente população. Para o Estado de Mato Grosso não há como olvidar, a maioria da população sabe disso. Mesmo antes de chegar a energia elétrica e as rodovias, as charqueadas cumpriam o seu papel. Os batelões zingavam os rios, formando nas barrancas um intenso comércio.

Os números, normalmente não publicados, dão conta da importância da pecuária mato-grossense e brasileira. No decorrer do ano de 2008 foram exportados aproximadamente US$ 700 milhões pelo setor, mesmo considerando que 80% da carne mato-grossense é dirigida ao mercado. Já em nível nacional, para o ano de 2009 o Conselho Nacional Permanente da Pecuária de Corte estima exportações de tão somente 2 milhões de toneladas, enquanto que o consumo interno deverá ultrapassar a casa das 7,2 milhões de toneladas.


Em tempos de Copenhague, no decorrer da COP-15, nossa velha e necessária pecuária está vivendo dias de grande desconforto. Está sendo debitado à pecuária brasileira o percentual de 50% das emissões de gases de efeito estufa. Acadêmicos, ambientalistas e outros “entendidos” no assunto defendem este número com paixões e pregam uma inevitável catástrofe por conta da ruminação de nossas vacas e bois.


Levam o problema ainda mais longe, oferecem receitas de mitigação das emissões pela pecuária. Pregam que, com a integração lavoura pecuária, recuperação de pastagens, etc, os problemas serão minimizados. Enquanto isso despencam as exportações brasileiras dessa importante commodity. Não sei com precisão o que significa “desserviço prestado ao Estado de Mato Grosso”, porém, neste caso, não há como negar, demonizar a pecuária parece ser um caso bem característico dessa façanha, para o Estado e o país.


Estes mesmos “entendidos” esquecem que o setor pecuário realizou um esforço hercúleo e conseguiu reduzir a idade de abate nesta década, de cinco para três anos. Quantos milhões de toneladas de gás metano deixaram de ser emitidas? Claro, assim como a melhoria na qualidade da carne ofertada, esta informação parece não ser importante aos críticos. Nesta guerra desigual de informações vimos nosso boi, que já foi verde por conta da vaca louca, se transformar no boi pirata por obra do ministro do Meio Ambiente e agora, guardião, por decisão do ministro da Agricultura e Pecuária.


Mas, nem tudo está perdido. Esta semana a imprensa divulgou uma posição firme do professor Paulo Artaxo do Departamento de Física da USP e também membro do IPCC. Segundo ele, a atividade da pecuária emite não mais que 17% e a diferença para se chegar aos 50% refere-se aos desmatamentos na Amazônia que, erroneamente são computados totalmente para a pecuária. Portanto, estão errados todos os entendidos no assunto. Mas, esta é uma questão que não pode ser deixada de lado. Precisamos saber exatamente o quanto emitimos na criação de gado bovino para que possamos mitigar tais emissões.


E a conta de tudo isto? Tenho segurança em afirmar que se frustrarão aqueles que foram à Dinamarca com o objetivo de garantir recursos financeiros. Não há dinheiro disponível no mundo para a conta que apresentam. Certamente que os cenários internacionais indicam às nações muita cautela na definição de valores para um fundo onde “um bilhão de dólares não faz cosquinha”. Assim a definição das disponibilidades financeiras para “salvar o planeta” ficará para 2010.


Enquanto isto não ocorre, uma boa medida seria a redução drástica do rebanho brasileiro, até mesmo, em função do princípio da precaução. Precisamos fazer conta dos custos para recuperação de pastagens que são extremamente elevados, mas se reduzem com a diminuição do rebanho. Por outro lado é muito bom que os críticos da pecuária busquem novas ofertas de proteínas, afinal, enquanto você lia este artigo nasceram 819 crianças no mundo. Portanto, a culpa não é da vaca!

Autor:Amado de Oliveira Filho é produtor rural, economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental – Fonte: A Gazeta – amadoofilho@ig.com.br

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>Planeta não terá uma segunda chance

Posted on dezembro 13, 2009. Filed under: chance, COP-15, Copenhague, Mercosul, planeta, Venezuela |

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Orlando Brito

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A CIDADE FERVE, MAS O SHOPPING FECHA ÀS 17H: SEM PLANO B.

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É natural que os moradores de Copenhague estejam assustados. A COP-15, conferência da ONU para estudar as mudanças climáticas entupiu a cidade de forasteiros de todas as partes do mundo. De repente, o metrô está lotado, não há taxis, nem lugar nos restaurantes. Há barulho nas ruas, a polícia – que raramente se ocupa com repressão – teve de mostrar sua força para conter ambientalistas mais acalorados. Apesar de ser capital de um país do chamado primeiro mundo, as novidades são raras, a monotonia toma conta das pessoas. Muita coisa, porém não mudou no cotidiano dos dinamarqueses. Por exemplo, o principal shopping da cidade, o Fisketorvet, fechou no ontem às cinco da tarde, apesar do período de Natal. Lá, porém, é um dos lugares onde há manifestações expontâneas, como essa aí. Onde um cartaz diz que o planeta não tem um Plano B de sobrevivência. (Orlando Brito, de Copenhague)

Venezuela no Mercosul: decisão terça

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A votação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul pode ser concluída na próxima terça (15). Na última semana, um acordo entre os líderes adiou a análise da matéria PDS 430/08. A proposta gera polêmica entre oposição e governo. Os governistas defendem a entrada do país no bloco, e justificam que será bom para a economia de ambos. Já a oposição é contra, principalmente porque se trata de um país liderado por Hugo Chávez.Para o presidente Lula, a aprovação é necessária para que o bloco comece a superar divergências conjunturais, para “atacar de frente as assimetrias” existentes.

CCJ analisa proibição de
cigarro em ambientes fechados

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SEN. TIÃO VIANA

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Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal podem votar na próxima quarta (16) o projeto de lei que proíbe o uso de produtos de tabaco em ambientes coletivos fechados. A proposta, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), veta o uso, em locais fechados públicos ou coletivos, de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco. Para o autor do projeto, a proibição é o único meio de proteger os não fumantes da ação dos poluentes que decorrem da queima do tabaco. O projeto tem parecer favorável da senadora Marina Silva (PV-AC) e, se aprovado, seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Seguridade aprova 13º para idoso

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A Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados aprovou na última semana a proposta que concede gratificação natalina (13º salário) no valor de um salário mínimo aos idosos de baixa renda com 70 anos de idade ou mais que recebem o benefício de prestação continuada (BPC-Loas). Direcionados também aos deficientes físicos, o objetivo da proposta é equiparar essas pessoas aos aposentados e pensionistas do INSS. A proposta também instituiu uma renda mensal vitalícia de até 60% do salário mínimo para maiores de 70 anos de idade que não tenham condições de se manter e para pessoas incapacitadas para o trabalho. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Neilton Mulim (PR-RJ), ao Projeto de Lei 3967/97 e a outras sete propostas que tramitam em conjunto. Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Finanças; e de Constituição e Justiça.

Governo quer consolidar Leis Sociais

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O presidente Lula pretende enviar, em fevereiro, ao Congresso Nacional, proposta para regulamentar de forma definitiva as políticas sociais do governo federal. A ideia do presidente é, no último ano de mandato e quando serão realizadas eleições presidenciais, propor a Consolidação das Leis Sociais (CLS), aos moldes que Getúlio Vargas fez na década de 1940 com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Segundo o presidente, a criação da CLS “possibilita estipular metas e diretrizes que serviriam de ponto de partida para que todos dialoguem”, ao se referir à articulação entre os diferentes órgãos que fazem política social e aos três níveis de governo (União, estados e municípios). Na avaliação de Lula, o próximo governo, eleito em 2010, “tentará prorrogar esses mecanismos”.

Orçamento discute estimativa de receita

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A Comissão Mista de Orçamento vai negociar na próxima semana um acordo para a segunda estimativa de receita primária para 2010. Os integrantes da comissão também tentarão fechar o déficit de cerca de R$ 7 bilhões em despesas obrigatórias que existe na proposta do relator-geral, deputado Magela (PT-DF), em áreas como saúde e agricultura. Na última semana, a CMO conclui a votação de sete relatórios setoriais. Na próxima semana o colegiado deverá fazer um esforço concentrado para votar os três restantes e o parecer final do relator-geral. Fonte:www.claudiohumberto.com.br

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