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>Crime no Goiabeiras Shopping, segurança pega 24 anos de prisão; 2 são absolvidos

Posted on outubro 1, 2010. Filed under: crime, CUIABÁ, Goiabeiras Shopping, Justiça, prisão, segurança, sentença, ulgamento |

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A Justiça decretou, na noite de quinta-feira, 30 de setembro, após três dias de julgamento, a sentença dos acusados pela morte do estudante Reginaldo Donnan, em agosto de 2009, dentro do Goiabeiras Shopping Center, em Cuiabá.
Goiabeiras Shopping Center, em Cuiabá
Dos quatro ex-seguranças acusados pelo crime, dois saíram condenados e dois absolvidos. Jefferson Luiz Medeiros foi condenado a pena de 23 anos por homícidio e Ednaldo Belo condenado, a 12 anos e seis meses.
Ambos também receberam a condenação de mais um ano e oito meses por fraude processual. Já Valdenor Moraes e Jorge Nery foram absolvidos das acusações.
Medeiros, que foi condenado ao total de 24 anos e oito meses e Belo, que pegou 14 anos e dois meses meses, eram apontados como os principais agressores de Reginaldo. Valdenor e Jorge também eram acusados de homicídio, mas não bateram no estudante.
Valdenor estava dentro da sala dos seguranças durante o espancamento e não impediu os colegas de cometerem o crime. Jorge ficou do lado de fora, segurando a porta para que ninguém entrasse na sala.
A sentença foi anunciada agora há pouco, após um cansativo julgamento que durou três dias e entrou para a história como o mais longo de 2010 em Mato Grosso.
Relembre o caso
Reginaldo Queiroz entrou no Goiabeiras Shopping por volta das 16h30 do dia 29 de agosto de 2009, para comprar ingressos de um evento e, depois, sentou-se na praça de alimentação para tomar um suco, acompanhado de duas amigas. Ele carregava vários porta-latinhas, trajava roupa simples e um chapéu de abas largas (tipo mexicano).
Segundo relatos, ele foi abordado na praça de alimentação por dois seguranças, que recolheram o material, além do seu chapéu. Momentos depois, ele foi imobilizado na loja Beto Esportes, onde tentava fazer uma compra, e levado pelos seguranças Jefferson Medeiros e Ednaldo Belo até a sala de segurança.
O estudante saiu da sala da segurança dentro de um contêiner de lixo, provavelmente, já inconsciente, e deu entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, às 21 horas. No dia 31 de agosto, foram constatados indícios de morte cerebral, sendo mantido vivo com auxílio de aparelhos. No dia 1º de setembro, Reginaldo morreu.
Com informações de Raquel Ferreira, de A Gazeta
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>Governo da Suiça bloqueia conta de 13 milhões de dólares do filho de José Sarney

Posted on março 25, 2010. Filed under: crime, Fernando Sarney, José Sarney, Operação Faktor, paraíso fiscal, Receita, Receita Federal |

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 Rastreado a pedido da Justiça brasileira, depósito não foi declarado à Receita

Suíços retiveram recursos quando Fernando Sarney tentava transferi-los para paraíso fiscal; ele já afirmou não ter conta no exterior

O governo suíço achou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada pelo filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil.



Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal, segundo a Folha apurou.


O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Nesse inquérito, Fernando já foi indiciado por formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.


Recursos no exterior não declarados à Receita caracterizam sonegação de tributos e geralmente são frutos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney são alvo do fisco e da PF sob a suspeita desses crimes.


O bloqueio determinado pelos suíços ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos daquele país para o principado de Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal entre a Áustria e a Suíça.


Trata-se de um bloqueio administrativo, adotado preventivamente quando há suspeitas sobre a natureza do dinheiro. Se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, como corrupção ou fraude bancária, o bloqueio passa a ter caráter criminal, e os recursos podem ser repatriados ao país de origem.


Procurado pela reportagem, Fernando disse que não comentaria o assunto. Em 2009, em entrevista ao jornal, ele negou operar contas no exterior.


A Folha também entrou ontem em contato com o escritório do advogado do empresário, Eduardo Ferrão, mas ele não pôde atender a ligação porque estava numa reunião com o pai de Fernando, José Sarney.


Essa é a segunda conta no exterior movimentada por Fernando que foi rastreada pelas autoridades brasileiras e não informada à Receita Federal.


Como a Folha revelou no início do mês, o governo chinês já havia informado o Ministério da Justiça que Fernando transferiu em 2008 US$ 1 milhão de uma conta no Caribe para Qingdao, na China. A ordem foi assinada de próprio punho pelo empresário.


Segundo as autoridades chinesas, os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (uma empresa, pelo nome, de acessórios de bicicleta), exatamente como estava escrito no ordem bancária. Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito.


Tanto no caso da Suíça quanto no da China, as contas não estão diretamente no nome de Fernando, mas no de “offshores” -empresas localizadas no exterior, normalmente em paraísos fiscais. A conta suíça estava registrada em nome de uma empresa chamada Lithia. Fernando consta nos registros da conta como único autorizado a movimentá-la, segundo a Folha apurou.


As autoridades brasileiras aguardam novas informações dos governos estrangeiros para decidir quais passos serão tomados a partir de agora.


A Receita continua a auditoria da família Sarney -as empresas e várias pessoas físicas. A devassa começou em 2008 a partir do trabalho da PF. Os fiscais já detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.


Na Operação Faktor, a PF interceptou com autorização judicial diálogos e e-mails de Fernando, de familiares e de amigos. Nessas conversas e mensagens, eles tratavam, às vezes em código, de transações no exterior. Numa, o filho de Sarney fala sobre levantar “dois americanos” -US$ 2 milhões, no entendimento da PF.


A movimentação constante de contas ilegais pode caracterizar o que o direito penal define como “crime continuado”. Segundo investigadores do caso, a prática pode justificar uma prisão em flagrante. Fonte: Folha de S. Paulo
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>Em Canarana, rapazes matam advogado a pauladas

Posted on novembro 10, 2009. Filed under: Araguaia, assassinato, Canarana, crime, Cross Fox, golpes, Nova Xavantina, OAB |

> Jornal O Pioneiro


  • M., 17, e Geisiel, 18, confessaram à Polícia o assassinato de Gilmar (destaque)
    O menor M.S.R., 17, e Geisiel Eurípedes de Souza, 18, foram presos pela Polícia Civil acusados de espancar até a morte o advogado Gilmar Gnadt, no município de Canarana (823 km a Nordeste de Cuiabá), na região do Araguaia.

    M. e Geisiel são de Nova Xavantina e deslocaram-se para Canarana à procura de emprego. Segundo informações da polícia, eles confirmaram a responsabilidade pelo crime.

    Em depoimento, ele contaram que travaram uma luta corporal com o advogado e usaram um pedaço de pau para espancá-lo até a morte. Os dois estavam alcoolizados. Os golpes foram aplicados na região da cabeça. Logo depois, eles fugiram a pé.

    As investigações começaram após dois bonés, uma camiseta e uma pulseira terem sido encontrados no veículo da vítima, um Cross Fox. Por meio de investigação, a Polícia chegou até os dois rapazes.

    A Polícia Civil descobriu que a camiseta pertencia a M.S.R, que a usou numa festa na noite anterior. Na residência do menor estava Geisiel Eurípedes. A pulseira deixada no carro da vítima tinha as iniciais de Geisiel.

    Em entrevista ao MidiaNews, o delegado que investiga o caso, Marcelo Fernandes Jardim, afirmou que as evidências no local do crime contribuíram para que a Polícia chegasse aos criminosos, que, em depoimento, confessaram o crime.

    O delegado decretou a prisão de Geisiel, que deverá ser transferido ainda hoje para o Presídio de Água Boa (730 km de Cuiabá). Além da internação do menor, que também deverá ser transferido de Canarana, em função da comoção social da população da cidade.

    Conforme Marcelo Jardim, o menor possuia várias passagens pela Polícia, por furtos e tráfico de droga. Além disso, estava em recuperação do vício. Já Geisiel não possui antecedentes criminais.

    O inquérito será concluído em 10 dias. Os rapazes serão indiciados por homicídio.

    Pai da vítima fala sobre o assassinato

    O pai do advogado, Bruno Gnadt, 60, falou ao site NotíciasNX que “está muito abalado e revoltado” com o acontecido. De acordo com ele, seu filho era um excelente profissional.

    “Ele só fez coisa boa. Eu não sei por que fizeram isso com meu filho. Ele só fez coisas boas até agora. Meu filho nunca aceitou dinheiro para fazer coisa errada, nunca se deixou comprar”, desabafou.

    Ele disse que ouviu falar que seu filho pediu socorro antes de morrer. “Ele gritava muito antes de morrer. As pessoas tiraram ele do carro e espancaram ele. Vamos fazer justiça”, disse, indignado. “Eu dei minha vida para formar meus filhos”, completou.

    Gilmar tinha 34 anos e era solteiro. Ele trabalhava em seu escritório, que fica em frente ao Fórum da cidade de Canarana.

    OAB

    O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Francisco Faiad, entrou em contato com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, pedindo a designação de um delegado especial para investigar o caso.

    Com informações do Canarananews

    Sangue no automóvel do advogado: brutalidade

    Camisetas e bonés dos adolescentes deixados no carro

  • Fonte: Mídia News
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>As 15 verdades incômodas

Posted on outubro 25, 2009. Filed under: celebridades, cocaína, crime, intelectuais, jogadores de futebol, Jogos Olímpicos de 2016, traficantes, violência |

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Será difícil. Será doloroso. Os fatos ocorridos na semana passada, no Rio de Janeiro, ilustram o tamanho e a complexidade do desafio de elevar a níveis satisfatórios a segurança na cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. A dimensão do problema é abismal. Das 1020 favelas da cidade, 470 estão nas mãos de bandidos. No Rio, são vendidas 20 toneladas de cocaína por ano, comércio que produz 300 milhões de reais e financia a corrida armamentista das quadrilhas que disputam territórios a bala.

Diante dessa realidade – e de cenas assombrosas, como a de um corpo despejado em um carrinho de supermercado e de policiais queimados nos escombros do helicóptero derrubado – a pergunta que se estampou na imprensa mundial foi: será possível para a cidade sediar a Olimpíada? A resposta existe. Sim, é possível. Mas para isso precisa tomar como norte as palavras do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Foi o nosso 11 de setembro”. A alusão aos ataques terroristas nos Estados Unidos, em 2001, se justifica. Não tanto pela semelhança e gravidade dos acontecimentos, mas pela necessidade do país inteiro se mobilizar para resolver o problema da segurança do Rio.

Nunca antes os traficantes haviam chegado tão longe. Incumbido do resgate de feridos no confronto – que se estendeu pelos dias seguintes produzindo 33 mortos, 41 presos e dez ônibus incendiados -, o helicóptero se preparava para pousar pela terceira vez na favela. Alvejado, caiu em chamas, matando três ocupantes. O armamento pesado, capaz até de perfurar blindagens, já está em poder das quadrilhas há mais de dez anos, como demonstram as apreensões feitas pela polícia.

A polícia carioca tem um histórico de conivência com a bandidagem que a faz a mais corrupta do Brasil. Essa promiscuidade criminosa mina o ambiente de trabalho dos policiais e fortalece os bandidos. Se restavam dúvidas, elas se dissiparam, na semana passada, nas cenas de policiais flagrados em mais um crime. Ao invés de prender os homens que acabaram de cometer um assassinato, eles assaltaram os bandidos, sem saber que levavam as roupas da vítima. O governador Sérgio Cabral tem uma avaliação realista sobre a situação de sua polícia. “Estamos longe, muito longe do ideal”, diz. Mas garante que isso não interferirá na realização dos Jogos. “Se eles fossem daqui a três meses, não haveria problema. A mobilização das forças de segurança em eventos assim é muito grande. O desafio é construir uma segurança de fato”.

A dificuldade maior, daqui para diante, será admitir que, para mudar, é preciso enfrentar velhos problemas, e assumir responsabilidades sobre eles. A seguir, estão expostos 15 pontos sistematicamente varridos para debaixo do tapete quando se discutem soluções para a prevalência do crime no Rio. Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.

1 – Quem cheira mata
O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.
A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Os cariocas fingem não ver essa realidade e, quando a coisa fica muito feia, fazem ridículas passeatas “pela paz” ou “contra a violência”. Só haverá algum progresso quando a luta for contra os bandidos e seu objetivo deter o crime.

2 – A cegueira do narcolirismo
Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa.
O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.

3 – A tolerância com a “malandragem carioca”
O “jeitinho brasileiro”, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.
No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária “de fachada”, moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do prédio era um morador de classe média da zona Sul.

4 – O estímulo populista à favelização
Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade.
A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidos por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.

5 – O medo de remover favelas
Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores.
As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1.020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de 50 barracos.

6 – Fingir que os bandidos não mandam
Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes.
Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o “microondas”, um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada para o país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi capturado e morto em um “microondas” por traficantes da Vila Cruzeiro.

7 – Combater crime com mais crime
O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror.
Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Com os traficantes desalojados por eles, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.

8 – Marginais são cabos eleitorais de bandidos
Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como “líderes comunitários” e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembléia Legislativa existe uma “bancada da milícia”.
O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que “fechasse” com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do PFL e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito César Maia. Acabou assassinado este ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.

9 – A corrupção torna a polícia mais inepta
A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo, é de 60%.
Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio – uma jaqueta e um par de tênis.

10 – As “comunidades” servem de escudos humanos
Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e noticia-se que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de 70 pessoas foram ao enterro do traficante.

11 – O governo federal está se lixando
Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 11 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.
Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho em que o policial treina combates virtuais.

12 – As favelas não produzem drogas nem armas
Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.
A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando-se que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia.

13 – O Porto do Rio é uma peneira
Somente 1% dos contêineres que passam pelo Porto do Rio são escaneados para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. Nos demais portos brasileiros é a mesma coisa.
O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de cargas. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.

14 – Quem manda nas cadeias são os bandidos
As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágios dos presos – pagos lá fora pelos familiares à organização -, planejam e coordenam ações criminosas.
Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.

15 – Os advogados são agentes do tráfico
Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque.
Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF. Fonte: Veja

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>Propaganda enganosa é crime?

Posted on setembro 18, 2009. Filed under: Banco do Brasil, Caixa Econômica, crime, dinheiro, estupro, Petrobras, Propaganda enganosa, Rádio CBN, Telejornais |

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  • Por Carlos Chagas

Para alguns, vem desde que o presidente Lula lançou Dilma Rousseff como candidata à sucessão. Para outros, tudo se acentuou depois da descoberta das reservas de petróleo no pré-sal. Tanto faz. A verdade é que, de uns tempos para cá, não se liga a televisão sem assistir que a Petrobrás tornou-se a grande panacéia universal, que chega muito mais fundo do que o óleo abissal, porque penetra na alma de todos nós. Telejornais aos montes são patrocinados pela estatal, assim como radiojornais, imprensa escrita e tudo o mais que exista na mídia. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica não ficam atrás, assim como uma fileira de empresas públicas.


A publicidade existe para atingir determinadas finalidades, a maior das quais promover produtos, empresas e serviços, enfrentando a concorrência, vendendo e lucrando mais. O diabo é que a Petrobrás não concorre com ninguém, no território nacional. É absoluta, bastando notar a ausência de seus concorrentes na batalha da mídia.


Por que, então, essa orgia com recursos públicos? Simplesmente para interligar os inegáveis resultados positivos da empresa ao governo que a dirige. Falando francamente: para conquistar a opinião ou a boa vontade dos veículos de comunicação em favor dos interesses do governo, entre os quase desponta a sucessão presidencial. Se emissoras de televisão, rádios, revistas e jornais são alimentados com dinheiro fácil, é claro que corresponderão, tornando-se no mínimo maleáveis aos desígnios oficiais.


No caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, ainda se poderia dizer que concorrem com bancos particulares, mas a desproporção de gastos e de tempo publicitário é flagrante. A propaganda serve para sedimentar o mesmo objetivo: amaciar a opinião publicada, de forma a minimizar críticas, informações negativas e sucedâneos. Afinal, o dinheiro corre em cascata, mesmo sendo público e obviamente tendo melhor aplicação em políticas públicas do tipo educação, saúde, transportes e segurança.


Não se trata de uma peculiaridade do governo Lula. Esse fenômeno acontece há décadas. Só que agora superdimensionou-se e ameaça solapar todo o edifício ético da publicidade. A boa vontade da mídia está sendo obtida direta e subliminarmente, tanto faz, mas seu reflexo na sociedade fica evidente. Trata-se de propaganda enganosa, que nas nações civilizadas costuma configurar crime.


Se ao menos a propaganda da Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica ainda servissem para baixar o preço da gasolina e reduzir os juros, seria uma compensação, mas disso não cogita o governo. A meta é dominar indiretamente os veículos de comunicação, que de sua parte concordam com Paulo Maluf: se o estupro é inevitável, ao menos estão relaxando e gozando…



NINGUÉM DA DIREITA
Esta semana o presidente Lula surpreendeu outra vez. Numa espécie de recuo de quem não tem certeza de emplacar Dilma Rousseff como candidata, declarou num de seus improvisos que o Brasil pode estar feliz, porque nenhum dos concorrentes ao palácio do Planalto pode ser tido como representante da direita empedernida. De forma indireta, elogiou José Serra, Aécio Neves, Marina Silva, Ciro Gomes e Heloísa Helena.


Talvez estivesse se referindo aos tempos em que Geraldo Alckmin, Fernando Henrique, Fernando Collor e Paulo Maluf foram candidatos. Senão cooptar, o presidente mostra-se ao menos disposto a agradar os concorrentes hoje colocados. Dá um passo atrás, na duvida se conseguirá ou não emplacar a chefe da Casa Civil. A verdade é que tem razão. Serra está longe de tornar-se marionete dos tucanos privatizantes. Aécio não explica bem o que será o Brasil pós-Lula, mas certamente não deseja pré-Lula. Marina equipara-se a Dilma, em questões ideológicas, e Ciro não é bobo. Heloísa exprime a extrema esquerda.


A pergunta que se faz é se ele próprio, o Lula, pretende livrar-se do modelo que adotou por sete anos na economia, a expressão mais evidente do neoliberalismo, quer dizer, da direita. Pode ser que consiga…



PRÊMIO PINÓQUIO
Com todo o respeito, mas a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique à rádio CBN coloca-o na pole-position para receber o Prêmio Pinóquio deste ano. Disse por três vezes ser mentira a afirmação de que pretendia privatizar a Petrobrás e acrescentou jamais haver quebrado o monopólio estatal do petróleo. Apenas, privatizou parte da empresa, vendendo sua ações no mercado internacional.

Ora bolas, se a Petrobrás, por lei, detinha o monopólio, e se a maior parte de suas ações foi negociada na bolsa de Nova York, onde foi parar o monopólio? A gente tem a impressão de que o ex-presidente não perdeu a esperança de surgir como o candidato do neoliberalismo, disposto a passar uma rasteira em José Serra…



A HORA DA VERDADE
Apesar de o palácio do Planalto estar em obras, registra-se imenso frenesi na sede do Executivo, funcionando emergencialmente no Banco do Brasil. Dentro de duas semanas, no máximo, os institutos de pesquisa estarão divulgando os resultados das novas consultas populares sobre a sucessão presidencial. As impressões iniciais são de que Marina Silva, se não passar, encostará seus percentuais na chefe da Casa Civil, o que representaria uma tendência. Confirmada essa hipótese, seria a hora do desembarque da ex-ministra do Meio Ambiente da canoa onde até agora se agarra para enfrentar o mar turbulento. Não poderá ficar atrelada ao governo, como deseja o presidente Lula. Precisará nadar sozinha.

Fonte: claudiohumberto

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