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>Personalismo de Lula contrasta com estilo objetivo de Dilma

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: Casa Civil, críticas, Dilma Rousseff, FUTEBOL, Lula, metáforas, Minas e Energia, Personalismo, populismo, protagonista, vingança |

>Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo

No momento em que as urnas confirmaram a petista Dilma Rousseff como vencedora da eleição presidencial automaticamente começou o processo de despedida do posto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas até nessa hora, o atual presidente deixa claríssima a diferença de estilo em relação a Dilma. Em vez de adotar a discrição e abrir passagem para a nova presidente assumir o espaço à frente do Executivo, Lula continuou tentando manter o papel de protagonista.

No seu discurso de anteontem, o presidente até pareceu entender a mudança de situação. “Rei morto é rei posto”, avisou. “Ex-presidente só da conselho se for pedido. A bola está com a senhora”, reforçou.

Só que em vez de rolar a bola para Dilma, Lula acabou discursando longamente, recorrendo às tradicionais metáforas, especialmente de futebol, e disparando mais críticas pesadas à oposição e buscando o tradicional protagonismo.

Ao mesmo tempo em que defendia que Dilma monte “o time dela”, Lula não perdeu a chance de bater pessoalmente nos adversários, pedindo que não tenham espírito de vingança contra a nova presidente.

O Lula de sempre contrastou ao lado de uma Dilma diferente da campanha. Nas suas primeiras falas desde a eleição a petista já mostra uma nova cara pública. Se nos debates contra o tucano José Serra foi extremamente dura, agora adota um tom moderado, deixando aparecer seu perfil técnico de gestora, que marcou sua trajetória à frente do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Ontem, a presidente eleita avisou que cobrará competência técnica para as pessoas que integrarem sua equipe de governo. Na campanha, Dilma foi cobrada justamente por ter bancado Erenice Guerra, sua principal assessora e sucessora na Casa Civil, que acabou se envolvendo com denúncias de tráfico de influência.

Enquanto Lula ontem centrou seu fogo na oposição, Dilma preferiu mirar nos próprios aliados. Ao perceber a movimentação afoita por cargos da parte das legendas que integrarão a base de sustentação do seu futuro governo, avisou que seu governo “não vai se pautar por uma partilha”.

Lula reclamou ontem mais uma vez de a oposição ter derrubado em 2007, no Senado, o projeto que assegurava a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A votação foi considerada pelo próprio governo federal como a pior derrota de todo o governo durante os oito anos de mandato presidencial de Lula.

Sem entrar no mérito da disputa política que cercou essa votação, Dilma preferiu tratar do assunto também de forma pragmática.

Como sabe que o tema é polêmico e pode criar desgastes políticos para seu governo, avisou que não pretende enviar um novo projeto recriando o imposto, pondo uma ponto final nessa discussão desgastante.

No domingo, logo depois do anúncio de sua vitória, essa diferença de estilos já tinha ficado clara visualmente. Nas vitórias anteriores de Lula, em 2002 e 2006, o palanque da vitória exibia todos os ícones petistas, com bandeiras e roupas vermelhas, estrelas e culto ao personagem de Lula.

No triunfo de Dilma, o cenário era bem diferente. Não se viu uma estrela ou bandeira petista. Não que tenham sido escondidas ou dispensadas. Simplesmente, não combinavam com o estilo da eleita, que preferiu fazer um discurso simples e de contemporização, com acenos para a oposição e para a imprensa, setores dos quais se queixou no calor da campanha.

Embora se compare a um rei morto, Lula não se esquivou ontem, ao lado da sucessora, de sugerir que ela acelere ainda mais o carro:

“Ela ajudou a colocar esse carro em marcha, ele não está na garagem. Os pneus estão calibrados, o motor está andando a 120 km por hora. Ela, se quiser, pode pisar um pouquinho mais no acelerador e chegar a 140 km, 150km. Ela não tem porque brecar esse carro. Só tem que dirigir com muita responsabilidade e olhar bem as curvas”, disse Lula, sugerindo que entregou a chave do carro mas tem vontade de ser um co-piloto bastante ativo.

Criticada pela falta de experiência, Dilma surpreende com a maturidade de adotar discursos cautelosos, sem apelar para populismo ou oportunismo político. Pode ser que derrape nas dificuldades, mas tem demonstrado parecer ter entendido o papel que lhe cabe no comando do Brasil.

Fonte: Blog do Noblat 

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>Ciro Gomes diz que Serra se dará conta da derrota e desistirá do Planalto, ele quer coligar com Aécio

Posted on dezembro 3, 2009. Filed under: Aécio, Ciro Gomes, críticas, Nordeste, Serra |

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O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou, em entrevista exclusiva ao colunista do UOL Notícias e da Folha de S. Paulo Fernando Rodrigues, que José Serra, governador de São Paulo pelo PSDB, dificilmente será candidato à Presidência em 2010. Segundo ele, Serra “se dará conta da derrota e abandonará a disputa já em março do ano que vem”.

Na avaliação do deputado, o mais provável é que José Serra concorra novamente ao governo paulista. “Ele [Serra] é intragável no Nordeste e intolerável no Norte. O Aécio [Neves, governador de Minas Gerais] é mais aceito no Sudeste e no Sul. Mas em São Paulo , ninguém ganha do Serra”.

Ciro traça um possível panorama da disputa para explicar porque haverá a eventual a desistência do governador paulista.

“O Serra, com apoio da grande imprensa e dos setores conservadores, deve começar em primeiro nas pesquisas com algo ao redor de 32%. A Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil], com apoio do PT, com apoio do presidente Lula, vai a 25%, 26% fácil. Então haverá 58% do eleitorado entre eles dois. Sobram aí uns 42% para mim e para a Marina [Silva, senadora (PV-AC)]. Eu vou crescer. Desses 42%, 30% pode ser pra mim. A probabilidade de eu estar em segundo lugar é real. Nesse caso, o Serra desiste e concorre ao governo de São Paulo, que é mais garantido pra ele”.

Ciro afirmou ainda que Serra será “um retrocesso para o país”, caso seja eleito presidente. “O Serra não gosta de pobre. […] O cara se elege prefeito de São Paulo, nomeia para a Prefeitura setores conservadores, como o DEM, e depois fica posando de progressista”, declarou.

Na semana passada, José Serra subestimou a candidatura de Ciro à Presidência. “Nem candidato ele é. O Ciro não vai fazer nada que o [presidente] Lula não queira”, disse o governador em entrevista à rádio Jovem Pan de São Paulo.

Ciro comentou a declaração: “O Serra quis me diminuir por eu ser aliado do [presidente] Lula, mas eu não tenho vergonha disso, eu assumo com orgulho. Mas ele é aliado do FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso] e não assume. Por quê? Eu faço esse desafio a ele”.

Candidatura à Presidência
Ciro Gomes disse estar decidido a concorrer à Presidência em 2010. Mas seu partido, o PSB, que compõe a base aliada do governo Lula, reluta em lançar candidatura própria. A cúpula do partido trabalha para que o desejo do PT – que Ciro se candidate ao governo de São Paulo – se cumpra.

“Já tomei a decisão [de concorrer à Presidência]. Agora só falta romper a barreira no meu partido. […] Eu sei que iríamos sozinhos [na candidatura à Presidência], mas isso não é tão ruim. Ir sozinho permite falar com mais pureza, com mais clareza doutrinária”.

Se a decisão for confirmada, será a terceira vez que Ciro Gomes disputará eleição ao Planalto. Em 1998, ficou em terceiro lugar, com 11% (10,97%) dos votos, atrás de FHC e Lula. Em 2002, ficou em 4º lugar, com 12% (11,97%) dos votos – atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho.

O deputado não descartou, no entanto, a possibilidade de disputar o governo de São Paulo em 2010. “Pretendo concorrer à Presidência, mas não descarto ser candidato ao governo de São Paulo. Até março tudo isso estará definido”.

Há dois meses, um dia antes do final do prazo estabelecido pelo TSE(Tribunal Superior Eleitoral), Ciro mudou seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, gerando ainda mais expectativas sobre uma possível candidatura ao governo do Estado.

Aliança PMDB-PT
Ciro Gomes faz severas críticas à possível aliança entre PT e PMDB para as eleições de 2010. Para ele, ao se coligar com PMDB, “o PT engoliu, com casca e tudo, as contradições de governar”.

“Infelizmente, PT e PMDB fizeram um ajuntamento que é de base fisiológica, clientelista, do poder pelo poder, da política pela política, e isso me incomoda”.

Para o deputado, a aliança entre os dois partidos será positiva apenas se “a hegemonia moral da candidatura for dada pelos valores que a Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil] representa: decência, compromisso popular, eficiência no serviço público”.

Mensalão do DEM
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na segunda-feira, que a imagem de José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal, recebendo dinheiro de um assessor, “não fala por si” e que é preciso esperar o aprofundamento das investigações antes de condenar o governador. Ciro concorda com a avaliação do presidente.

“Pode ser montagem. Todo mundo tem presunção de inocência. A imagem diz muita coisa, mas não diz tudo. É preciso investigar pra condenar”.

De acordo com o deputado, “até os homens mais honestos passam por constrangimentos” quando buscam financiamento de campanha. “Não existe campanha sem dinheiro. Esse dinheiro pode ser usado decentemente ou não, mas para isso mudar, temos de encontrar outra forma para financiar as campanhas.” Fonte: Noticias Uol

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