CRT

>Veja como Dilma Rousseff ajudou a privatizar a CRT no Rio Grande do Sul

Posted on outubro 23, 2010. Filed under: Anac, Companhia Riograndense de Telecomunicações, CRT, CTC, Dilma Rousseff, governador Alceu Collaes, privatizar, RBS, Rio Grande do Sul, Sem-categoria |

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Bem ao contrário do que trombeteiam seus programas eleitorais na TV, a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, trabalhou durante toda a sua primeira administração como secretária gaúcha das Minas e Energia para privatizar a CRT, a Companhia Riograndense de Telecomunicações (1991 a 1994). Quando saiu do governo, foi contratada pela RBS para ajudar a conceber a aliança com a Telefônica de Espanha para privatizar a CRT. 
. Durante o governo do PDT, que foi de 1991 a 1994, a mando de Dilma Rousseff, seu então subordinado, o presidente da CRT, Milton Zuanazzi, homem que ela levaria já no governo Lula para a Anac, fez várias viagens a Santiago para afivelar o negócio com a CTC, a Companhia Telefônica do Chile, então controlada pela Telefônica de Espanha.

. O negócio não saiu.

. É que o governador Alceu Collaes, também do PDT, como Dilma Roussef, já tinha assinado um protocolo intenções com a Stet, na época a estatal telefônica da Itália, mais tarde privatizada e transformada em TIM. O governo chegou a iniciar negociações com a RBS para interessá-la a se associar à Stet e assumir a CRT, mas o presidente Nelson Sirotsky Sobrinho tinha outros planos e
disse ao interlocutor que o procurou:

– Se for para comprar a CRT, eu compro sozinho e não preciso dos italianos.

. Ao bater de frente com o próprio governador Alceu Collares, Dilma Roussef e o presidente da CRT pagaram caro pela ousadia. Zuanazzi foi demitido com desonra da CRT.

. O negócio que o governo pensava tocar com a Stet, era complicado, envolvia emissão de debêntures conversíveis em ações e acordo de acionistas, porque a Lei de Privatizações ainda não tinha sido editada, o que só aconteceu no governo FHC.

. Terminado o governo, Dilma Roussef, de posse de toda a memória das negociações com a Telefônica de Espanha, via CTC, mais informações privilegiadas sobre a CRT, foi trabalhar para a RBS, a convite do então diretor Jurídico, Afonso Mota. Mota, brilhante advogado, era do PDT como Dilma Roussef. Nem uma só vírgula de qualquer contrato ou acordo da RBS saía do grupo sem o seu aval.

. A ex-secretária de Minas e Energia foi ajudar na área de Projetos Especiais da RBS. Um deles, o mais ambicioso e brilhante, foi o que levou ao acordo com a Telefônica de Espanha. Nelsinho, o dono da RBS, e Juan Villalonga, no dia 16 de dezembro de 1996, dois anos depois do final do governo do PDT, venceu o leilão de privatização da CRT. Na data da privatização da CRT, a composição acionária da Telefônica do Brasil era: Telefônica Internacional, 30%; RBS, 30%; e o restante das ações dividido entre a Portugal Telecom, 23%; a Iberdrola (empresa de energia espanhola), 7%; e o Banco Bilbao Vizcaya, 7%.


Esta história também é exclusiva

Não foi apenas a RBS que se interessou pela área de telecomunicações e interveio diretamente nos leilões pelos controles das teles.

. Foi histórico o embate RBS+Telefonica x Globo no leilão da Telesp, que levou a RBS a cair fora da CRT.

. No RS, além dos Sirotsky, também a Caldas Júnior tentou levar o controle da CRT. O editor trabalhava na Caldas Júnior e acompanhou tudo de perto.

. O sr. Renato Ribeiro, então dono do Correio do Povo (1996) formatou um consórcio com o Bradesco e a France Telecom para duelar com RBS-Telefonica no leilão da Fiergs, mas na undécima hora Bradesco e France Telecom arrepiaram o pelo e caíram fora, porque a Caldas Júnior queria entrar apenas com seu prestígio político.

. Ao perceber que estava pendurado no pincel, Renato Ribeiro procurou o governador Antonio Britto, altas horas da noite, e avisou:

– A partir de amanhã, a Caldas Júnior será contra a privatização da CRT.

. A raposa tinha achado as uvas verdes demais, mas apenas porque não conseguia alcançá-las.
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>Dilma foi "batalhadora" por privatização no Rio Grande do Sul, afirma Serra

Posted on outubro 23, 2010. Filed under: Companhia Riograndense de Telefonia, CRT, eleições 2010 |

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Eleições 2010 – O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta sexta-feira (22) que sua rival, a petista Dilma Rousseff, foi uma “batalhadora pela privatização” da CRT (Companhia Riograndense de Telefonia) na década de 1990.
“As mentiras são muito grandes. Todo dia eu vejo na TV a minha biografia revisada”, afirmou o tucano, durante entrevista à imprensa em Porto Alegre (RS). “Vocês veem essas coisas de privatização, onde, aliás, a candidata [Dilma] foi aqui no Rio Grande do Sul uma batalhadora pela privatização da CRT (Companhia Riograndense de Telefonia)”.
A presidenciável foi secretária de Energia da gestão Alceu Collares (1991-1995), anterior a de Antonio Britto (1995-1999), responsável pela privatização da companhia. “Não estou abominando o fato de trabalhar pela privatização, o que abomino é querer parecer o contrário”, disse Serra.
O tucano ainda criticou a rival por questioná-lo sobre seus projetos para a economia do país. “Parece brincadeira, ela que uma hora diz que o juro alto está bom, que uma hora o juro baixo está bom. Ela não tem propriamente posições, ela tem o que os marqueteiros instruem”, afirmou.
“Então é uma coisa inútil, inclusive, discutir [economia com Dilma]. Você pode estar certo que ela não tem ideia nenhuma a este respeito. Ela exigir de mim é até engraçado. Eu já tenho falado muito sobre isso”, disse ele.
Durante um ato no Hotel Everest, na capital gaúcha, Serra recebeu apoio da senadora eleita Ana Amélia Lemos (PP). O presidente de seu partido, Francisco Dornelles, já havia oficializado apoio a Dilma Rousseff em nível nacional, deixando os diretórios estaduais da legenda livres para apoiarem um ou outro candidato.
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